Contexto: Trump anuncia herdeiro de empresa de construção civil como diretor interino da Inteligência dos EUA
Entenda: Senado dos EUA bloqueia renovação de poderes de inteligência para espionagem no exterior
Criado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o cargo de diretor de Inteligência Nacional está entre os mais poderosos do governo americano. O posto é responsável por coordenar o trabalho da Agência Central de Inteligência (CIA) e de diversas outras agências de inteligência dos EUA.
Pulte, que ocupava o cargo de diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação (FHFA, na sigla em inglês), havia sido nomeado para substituir Tulsi Gabbard, que renunciou ao cargo no fim de maio.
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“Tenho o prazer de anunciar a nomeação do altamente respeitado Jay Clayton (…) para ser o próximo diretor de Inteligência Nacional”, escreveu Trump nas redes sociais, ao mesmo tempo em que pediu ao Senado que confirme a indicação “o mais rápido possível”.
Ao anunciar a indicação, Trump afirmou que “poucas pessoas em toda a comunidade jurídica são tão respeitadas quanto Jay”.
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Antes de ser nomeado promotor federal do estado de Nova York, Clayton presidiu a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA durante o primeiro mandato de Trump.
A polêmica em torno de Pulte culminou nesta quinta-feira, quando a Câmara dos Representantes rejeitou uma prorrogação de três semanas de um importante programa de vigilância sem mandado judicial, em um gesto de protesto. A legislação expira à meia-noite de sexta-feira e, com o Congresso fora de sessão, será difícil aprovar uma nova extensão antes do prazo.
A votação fracassou em meio ao descontentamento com Pulte, acusado pelos democratas de utilizar bancos de dados governamentais para buscar informações prejudiciais sobre adversários políticos de Trump.
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Os democratas afirmaram que não apoiariam sequer uma renovação temporária do programa sem reformas que protegessem a privacidade dos americanos e sem que a promoção de Pulte fosse revertida.
Recentemente, Trump determinou que Pulte promovesse cortes de pessoal na comunidade de inteligência, argumentando que, por ocupar o cargo de forma interina e não depender da aprovação do Senado, ele estaria “menos limitado”.
A ex-diretora de Inteligência Nacional Tulsi Gabbard anunciou em maio que deixaria o cargo para cuidar do marido, que enfrenta um câncer. Inicialmente, sua saída estava prevista para 30 de junho, mas Trump antecipou a data para 19 de junho.
(Com AFP e New York Times)










