Polícia interrompe culto e detém líderes de igreja clandestina na China, denuncia congregação
Quem é Caroline von Rantzau, herdeira milionária encontrada morta com tiro de rifle na África do Sul
Originária do Sudeste Asiático, a píton-birmanesa se estabeleceu na região após décadas de introduções ligadas ao comércio de animais de estimação. Sem predadores naturais relevantes nos ecossistemas locais, ela passou a ocupar o topo da cadeia alimentar em partes dos Everglades e de áreas vizinhas, pressionando populações de mamíferos, aves e outros répteis nativos.
O resultado recorde foi alcançado graças a uma estratégia que combina trabalho de campo e monitoramento científico. Em vez de apenas procurar serpentes aleatoriamente, os pesquisadores acompanham machos equipados com transmissores de rádio. Durante o período de reprodução, esses animais costumam conduzir as equipes até fêmeas prontas para acasalar, permitindo que elas sejam localizadas antes de colocar ovos.
— Concentrar esforços nas grandes fêmeas reprodutoras tem um efeito desproporcional sobre a população da espécie e ajuda a limitar seu avanço na região — afirmou Ian Bartoszek, gerente de projetos científicos da Conservancy, em comunicado divulgado pela organização.
Segundo os responsáveis pelo programa, a operação desta temporada também evitou o nascimento de milhares de filhotes. Mais de 4.100 ovos foram retirados junto com as serpentes capturadas, reduzindo o potencial de expansão da população invasora.
Os dados coletados durante as necropsias mostram o tamanho do desafio enfrentado pelos pesquisadores. As fêmeas removidas tinham, em média, cerca de 43 quilos e carregavam aproximadamente 70 ovos. Alguns exemplares ultrapassavam cinco metros de comprimento e apresentavam vestígios de grandes presas em seu sistema digestivo, incluindo cervos.
Desde sua criação, em 2013, o programa afirma ter retirado aproximadamente 1.750 pítons do sudoeste da Flórida, com peso acumulado superior a 24 toneladas. Além do controle populacional, cada captura gera informações sobre alimentação, reprodução e comportamento da espécie, que são usadas em estudos científicos e no desenvolvimento de novas estratégias de manejo.
A expansão das pítons-birmanesas é considerada um dos principais problemas ambientais enfrentados pela Flórida. Biólogos avaliam que a combinação entre monitoramento por telemetria, remoção direcionada de grandes fêmeas e pesquisa contínua oferece uma das ferramentas mais eficazes para reduzir os impactos do animal sobre a fauna nativa.










