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Taty Almeida, presidente das Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora e uma das principais referências da luta pelos direitos humanos na Argentina, morreu neste domingo, aos 95 anos. Ao longo de mais de quatro décadas, ela se tornou uma das vozes mais reconhecidas na busca por verdade e justiça para as vítimas da última ditadura militar do país.
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“Com uma dor muito profunda, temos que compartilhar a notícia mais triste: hoje partiu nossa querida Taty Almeida, presidente das Mães da Praça de Maio – Linha Fundadora”, afirmou a organização em comunicado.
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Conhecida pelo lenço branco que usava em atos públicos, Taty participou de mobilizações em defesa da memória dos desaparecidos políticos e também esteve presente em manifestações sindicais, estudantis e em outras causas ligadas aos direitos humanos.
“Obrigado por nos ensinar que amar é resistir, que a única luta que se perde é a que se abandona e que não existe força maior do que a do amor”, declarou a entidade.
A dor que se transformou em militância
Nascida como Lidia Stella Mercedes Miy Uranga, em 28 de junho de 1930, Taty Almeida era professora, casou-se com Jorge Almeida e teve três filhos.
Sua vida mudou radicalmente após o desaparecimento do filho Alejandro Almeida, de 20 anos, em 1975. Integrante do grupo guerrilheiro Exército Revolucionário do Povo (ERP), ele foi sequestrado pela organização paramilitar de direita Triple A, antes mesmo do golpe militar de 1976.
Taty Almeida, ícone das Mães da Praça de Maio, morreu na Argentina neste domingo
Eitan Abramovich/AFP
Alejandro, que cursava o primeiro ano de Medicina, nunca mais foi encontrado. Como ele, cerca de 30 mil pessoas desapareceram na Argentina durante o período de violência política associado à Triple A e à ditadura militar que governou o país entre 1976 e 1983.
Filha e irmã de militares, Taty demorou até 1979 para se aproximar das Mães da Praça de Maio.
— Eu não tinha coragem de ir, com o meu currículo poderia ter sido considerada uma espiã. Quando já estava dentro da organização, revelei para elas — contou em entrevista à AFP.
Em 2017, ao relembrar sua trajetória, afirmou:
— Essa raiva, nós a transformamos em amor, em luta pacífica.
Taty Almeida, ícone das Mães da Praça de Maio, morreu na Argentina neste domingo
Luis Robayo/AFP
Referência dos direitos humanos na Argentina
Com o passar dos anos, Taty Almeida tornou-se uma das figuras mais respeitadas da defesa dos direitos humanos no país. Sua atuação esteve sempre ligada à reivindicação por memória, verdade e justiça para os desaparecidos da ditadura.
Taty Almeida, ícone das Mães da Praça de Maio, morreu na Argentina neste domingo
Eitan Abramovich/AFP
Nos últimos anos, ela adotou uma postura crítica em relação ao governo do presidente Javier Milei, especialmente diante dos debates sobre políticas públicas relacionadas ao legado do regime militar.
Taty também esteve entre as vozes centrais dos atos que marcaram os 50 anos do golpe de Estado de 1976, realizados em março de 2026.
A ativista estava internada havia três semanas em um hospital de Buenos Aires. Segundo sua filha, Fabiana Almeida, os familiares perceberam que seu estado de saúde havia piorado na manhã de domingo.
— Dissemos para ela: “Velha, vai, solta. Vai que o Alejandro está te esperando lá em cima. Se abracem, nos acompanhem lá de cima” — contou, emocionada.
A morte de Taty Almeida encerra uma das trajetórias mais emblemáticas da história recente da Argentina. Para gerações de ativistas, ela permanecerá como símbolo da resistência pacífica e da busca incansável por respostas sobre os crimes cometidos durante a ditadura militar.

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O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, emergiu como o principal negociador e um dos rostos mais visíveis da República Islâmica, que se prepara para assinar um acordo com os Estados Unidos na próxima sexta-feira.
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Pilar do establishment há três décadas e uma de suas figuras não religiosas mais destacadas, Qalibaf, de 64 anos, assumiu um papel de protagonismo durante a guerra e nas negociações com Washington. Foi ele quem liderou a delegação iraniana nas conversações realizadas em Islamabad no último dia 11 de abril, quando reuniu-se com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, no contato de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979.
Uma imagem divulgada nas redes sociais pelas embaixadas iranianas mostrava o presidente do Parlamento no centro da equipe negociadora iraniana, enquanto o chefe da diplomacia, Abbas Araghchi, permanecia em segundo plano entre xícaras de chá.
No Irã, não está claro quem exerce o poder após mais de três décadas e meia de domínio do líder supreno Ali Khamenei. Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi designado como sucessor, mas não apareceu em público desde então, e acredita-se que tenha ficado ferido no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, no mesmo ataque que vitimou seu pai.
— Desde o assassinato de Larijani, Qalibaf surgiu como o novo rosto público do esforço militar e diplomático da república islâmica — resumiu Farzan Sabet, do Instituto de Altos Estudos Internacionais e de Desenvolvimento. — Mas não se deve superestimar sua influência real; ele continua respondendo a instâncias superiores — acrescentou, citando a Guarda Revolucionária e o próprio Khamenei.
‘Negociador profissional’
Embora a viagem a Islamabad tenha sido a primeira aparição pública de Qalibaf desde antes da guerra, suas publicações nas redes sociais têm sido quase diárias. Com declarações escritas num inglês americano impecável — o que levanta dúvidas sobre a autoria das mensagens, já que Qalibaf não é conhecido por falar inglês fluentemente —, Qalibaf não se furtou a ameaçar os americanos.
Em resposta às ameaças de uma invasão terrestre dos EUA ao Irã, uma mensagem publicada em 1º de abril na X afirmava:
“Se vocês vierem à nossa casa (…) encontrarão toda a família. Armada, preparada e disposta a tudo. Venham, estamos esperando.”
Na última quinta-feira, ele advertiu que os Estados Unidos correriam o risco de cair em um “atoleiro sem fim” após o presidente americano Donald Trump ameaçar atingir o Irã “com muita força”.
Segundo o jornal The Washington Post, Qaliaaf causou forte impressão na delegação americana após anos sem contato direto com um alto funcionário iraniano de primeira linha.
“Ele impressionou a equipe americana como um negociador refinado e profissional, e como um potencial líder de um novo Irã”, segundo o jornal.
‘Ambicioso e oportunista’
Sua experiência civil e militar o levou a comandar a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, braço de elite das forças armadas iranianas responsável pelo vasto arsenal de mísseis balísticos, drones e programa de satélites militares, a polícia, a prefeitura de Teerã e, posteriormente, o Parlamento.
Em um sistema de poder ainda opaco, continua difícil saber se ele conta com a confiança da nova cúpula da Guarda Revolucionária, especialmente de seu comandante-chefe, Ahmad Vahidi, e do sucessor de Ali Larijani à frente do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohamad Baqer Zolqadr.
Conhecido por sua ambição, Qalibaf concorreu várias vezes à presidência, como em 2005, quando disputou a eleição contra o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad. Organizações de direitos humanos atribuíram a ele um papel importante na repressão a protestos, desde as manifestações estudantis de 1999 até o movimento nacional de janeiro passado.
— Ele se mostrou ambicioso e oportunista, mas também prudente, uma característica que lhe permitiu ascender ao topo da estrutura de poder sem ser expurgado, como aconteceu com tantos outros — concluiu Farzan Sabet.
O anunciado acordo entre EUA e Irã para encerrar todas as frentes de guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz provocou reações opostas dos governos de Líbano e Israel — que foram incluídos nos termos, segundo autoridades iranianas e o presidente americano, Donald Trump. Enquanto o presidente libanês, Joseph Aoun, disse esperar que o processo diplomático interrompa a agressão militar sofrida pelo país, autoridades israelenses criticaram os termos finais negociados pelos aliados americanos, antecipando que suas Forças Armadas do país não irão se retirar do Líbano ou de outros territórios sobre os quais avançaram desde o atentado terrorista do Hamas, em 7 de outubro de 2023.
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O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse nesta segunda-feira que os militares permanecerão “sem prazo determinado” em uma “zona de segurança” no Líbano, bem como na Síria e em Gaza. Em um comunicado na manhã desta segunda-feira, o ministro afirmou ainda que “toda a infraestrutura terrorista” será destruída para “proteger as fronteiras de Israel” e ameaçou novas ofensivas contra os iranianos.
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“Se o Irã atacar Israel devido aos eventos no Líbano, nós o atacaremos com toda a força e demonstraremos claramente a disparidade de poder”, acrescentou Katz em seu comunicado.
O tom da liderança israelense é oposto ao adotado por autoridades libanesas, que não se envolveram diretamente na troca de fogo entre Israel e Hezbollah — grupo aliado do Irã, considerado terrorista pelo Estado judeu. Também em um comunicado, Aoun elogiou a afirmação do memorando de que “a segurança do Líbano é parte integrante de qualquer esforço para consolidar a estabilidade na região”.
“[O povo libanês] aguarda ansiosamente que esses entendimentos se transformem em medidas práticas que ponham um fim definitivo ao ciclo de violência e estabeleçam uma fase de estabilidade, segurança, recuperação e reconstrução”, escreveu o presidente no comunicado.
As reações expõem mais uma vez a divergência marcante entre os aliados em Washington e Tel Aviv sobre a situação de segurança na região. Fontes americanas e israelenses têm repetido que os EUA, incluindo Trump, tinham como prioridade o fim das hostilidades e a reabertura de Ormuz, após uma guerra que inicialmente parece ter sido concebida em Israel. A liderança israelense, por outro lado, vê os conflitos como uma questão existencial, e as operações militares como uma forma de eliminar o que consideram ameaças à segurança nacional.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não se posicionou publicamente após a divulgação do acordo, mas há sinais de insatisfação. Uma fonte israelense ouvida pela rede americana CNN, sob condição de anonimato, afirmou que o premier culpa o genro de Trump, Jared Kushner, e o negociador Steve Witkoff, responsáveis pelo diálogo indireto com o Irã, de criarem um impasse entre ele e Trump. Netanyahu, segundo o relato, acredita que ambos teriam sido influenciados pelo Catar, cuja liderança mantém contatos com Teerã e também anseia pelo fim das hostilidades militares na região.
A ala mais radical do governo Netanyahu reagiu com fúria ao anúncio do acordo americano-iraniano. O ministro das Finanças Bezalel Smotrich disse que o acordo de paz é ruim para Israel e “para todo o mundo livre”, e que as “conquistas” militares de enfraquecimento ao Irã “não serão desperdiçadas”.
“Teremos que continuar a campanha para derrubar o regime por conta própria e de maneiras criativas, e garantir que o Irã jamais tenha armas nucleares”, escreveu o ministro em uma publicação na rede social X.
O ministro da Segurança Nacional Itamar Ben Gvir — uma figura que já esteve sob sanções de Reino Unido e países da União Europeia por posicionamentos extremistas — afirmou que o acordo dos EUA “não vincula” Israel “de forma alguma”, e que o governo israelense não é “parceiro” no que tange ao acordo. Ele também defendeu o completo “desmantelamento do Hezbollah”.
— Cada lançamento de drone, UAV ou míssil em direção a Israel a partir do Líbano levará a um ataque israelense em Dahiya [subúrbio no sul de Beirute] — disse nesta segunda-feira.
A ofensiva israelense contra o Líbano, reiniciada por Israel em 2 de março, em represália a ataques do Hezbollah, matou cerca de 3,7 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês, além de provocar um deslocamento em massa de civis do sul do país para regiões mais afastadas. Os bombardeios também destruíram infraestrutura civil e levantou temores de destruição do patrimônio histórico libanês em cidades como Tiro.
Em um alerta emitido nesta segunda-feira, o Exército do Líbano afirmou que os moradores de áreas que foram alvo de anúncios de retirada por Israel tenham precaução ao retornar a suas casas, citando temores de novos ataques israelenses. (Com AFP e NYT)
A agência de notícias iraniana Fars informou nesta segunda-feira, citando uma fonte que descreveu como bem informada, que Teerã acrescentou uma cláusula sobre a cobrança de taxas por serviços marítimos ao memorando acertado com os Estados Unidos pouco antes de seu anúncio.
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“Nos momentos finais das negociações, o texto do memorando de entendimento foi alterado para enfatizar de forma clara e explícita a questão da soberania iraniano-omanense sobre o Estreito de Ormuz”, afirmou a Fars, citando a fonte não identificada.
“O uso do termo ‘serviços marítimos’ significa que os Estados Unidos aceitaram que taxas serão pagas ao Irã”, acrescentou a agência.
Cobrança de taxas
Na noite de domingo, quando o memorando de entendimento foi anunciado Trump confirmou a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval aos portos do Irã e a suspensão das hostilidades em todas as frentes, inclusive no Líbano. Embora o presidente americano tenha escrito que Ormuz reabriria “sem pedágio”, os iranianos não se pronunciaram sobre o tema, deixando uma sombra sobre a cobrança de taxas para navegar por Ormuz.
“O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo ​​integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo ​​a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!”, escreveu o presidente em sua rede social, o Truth Social.
Em post em sua rede social, a Truth Social, Trump afirmou que a retomada do tráfego em Ormuz acontecerá até sexta-feira, “para fins de remoção de minas”, algo que foi confirmado por fontes iranianas. A cobrança de algum tipo de pedágio cobrado era uma demanda de Teerã nas negociações.
Um terremoto de magnitude 6,2 atingiu nesta segunda-feira a região ao sul das Filipinas, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor ocorreu uma semana após outro abalo sísmico mortal na mesma área deixar ao menos 65 pessoas mortas.
De acordo com o USGS, o terremoto foi registrado na costa da ilha de Mindanao às 17h18, no horário local (9h18 GMT), a uma profundidade de 112 quilômetros.
As Filipinas ficam no chamado Anel de Fogo do Pacífico, região de intensa atividade sísmica e vulcânica. Até o momento, não havia informações sobre danos ou vítimas provocados pelo novo tremor.
*Matéria em atualização
A retirada de dezenas de pítons-birmanesas dos pântanos do sul da Flórida levou um programa de conservação americano a registrar um novo marco no combate à espécie invasora. Entre novembro de 2025 e abril de 2026, equipes da Conservancy of Southwest Florida capturaram 177 serpentes que, juntas, pesavam cerca de 3,7 toneladas, o maior volume já contabilizado pela iniciativa em uma única temporada.
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Originária do Sudeste Asiático, a píton-birmanesa se estabeleceu na região após décadas de introduções ligadas ao comércio de animais de estimação. Sem predadores naturais relevantes nos ecossistemas locais, ela passou a ocupar o topo da cadeia alimentar em partes dos Everglades e de áreas vizinhas, pressionando populações de mamíferos, aves e outros répteis nativos.
O resultado recorde foi alcançado graças a uma estratégia que combina trabalho de campo e monitoramento científico. Em vez de apenas procurar serpentes aleatoriamente, os pesquisadores acompanham machos equipados com transmissores de rádio. Durante o período de reprodução, esses animais costumam conduzir as equipes até fêmeas prontas para acasalar, permitindo que elas sejam localizadas antes de colocar ovos.
— Concentrar esforços nas grandes fêmeas reprodutoras tem um efeito desproporcional sobre a população da espécie e ajuda a limitar seu avanço na região — afirmou Ian Bartoszek, gerente de projetos científicos da Conservancy, em comunicado divulgado pela organização.
Segundo os responsáveis pelo programa, a operação desta temporada também evitou o nascimento de milhares de filhotes. Mais de 4.100 ovos foram retirados junto com as serpentes capturadas, reduzindo o potencial de expansão da população invasora.
Os dados coletados durante as necropsias mostram o tamanho do desafio enfrentado pelos pesquisadores. As fêmeas removidas tinham, em média, cerca de 43 quilos e carregavam aproximadamente 70 ovos. Alguns exemplares ultrapassavam cinco metros de comprimento e apresentavam vestígios de grandes presas em seu sistema digestivo, incluindo cervos.
Desde sua criação, em 2013, o programa afirma ter retirado aproximadamente 1.750 pítons do sudoeste da Flórida, com peso acumulado superior a 24 toneladas. Além do controle populacional, cada captura gera informações sobre alimentação, reprodução e comportamento da espécie, que são usadas em estudos científicos e no desenvolvimento de novas estratégias de manejo.
A expansão das pítons-birmanesas é considerada um dos principais problemas ambientais enfrentados pela Flórida. Biólogos avaliam que a combinação entre monitoramento por telemetria, remoção direcionada de grandes fêmeas e pesquisa contínua oferece uma das ferramentas mais eficazes para reduzir os impactos do animal sobre a fauna nativa.
Uma mulher de 35 anos atacada por um tubarão enquanto nadava na praia de Coogee, em Sydney, na Austrália, permanece internada em estado crítico após passar por múltiplas cirurgias. A atualização foi divulgada pela família de Leah Stewart, que informou que ela precisará de um longo período de recuperação e reabilitação em razão da gravidade dos ferimentos.
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Em comunicado, os familiares afirmaram que Stewart sofreu lesões com risco de morte e continua recebendo cuidados intensivos no Hospital St. Vincent’s, para onde foi levada após o ataque ocorrido no último sábado.
“Ela permanece em estado crítico e passou por múltiplas cirurgias nos dias seguintes ao ataque. Ainda precisará de cuidados contínuos, apoio e extensa reabilitação. Estamos chocados e devastados que isso tenha acontecido com nossa querida parceira, filha e mãe, uma pessoa cheia de vida e energia”, afirmou a família.
Leah Stewart foi atacada enquanto nadava entre as bandeiras que delimitam a área supervisionada por salva-vidas em Coogee Beach. Ela sofreu ferimentos graves na perna esquerda e nos braços após ser mordida por um tubarão que, segundo especialistas, provavelmente era um tubarão-branco.
Antes do incidente, um drone operado por um morador registrou o animal circulando em águas rasas da baía por cerca de meia hora. As imagens mostram o tubarão nadando próximo da região onde banhistas estavam no mar antes de seguir em direção ao local do ataque.
O resgate contou com a atuação de um salva-vidas que estava de folga e treinava nas proximidades. Ele retirou Stewart da água com a ajuda de outras pessoas que estavam na praia, permitindo que equipes de emergência iniciassem os primeiros socorros ainda na faixa de areia antes do transporte ao hospital.
Após o episódio, praias administradas pelo Conselho de Waverley foram fechadas temporariamente por precaução. O caso também reacendeu o debate sobre as estratégias de monitoramento de tubarões na região, incluindo a ampliação do uso de drones para vigilância costeira em Coogee Beach.
A família iniciou uma campanha para arrecadar recursos destinados ao tratamento e à recuperação de Stewart, agradecendo aos salva-vidas, socorristas e profissionais de saúde envolvidos no atendimento prestado desde o ataque.
Uma influente igreja protestante não autorizada pelo governo chinês denunciou que policiais armados interromperam um culto no sudoeste da China, detiveram dois de seus líderes e levaram dezenas de fiéis para interrogatório. O episódio, segundo a congregação Early Rain Covenant, ocorreu neste domingo, em Jiangyou, e envolveu inclusive crianças e idosos submetidos à verificação de identidade.
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De acordo com a igreja, a operação aconteceu por volta das 11h, no horário local, quando agentes invadiram o local onde a celebração era realizada. A congregação integra o grupo das chamadas “igrejas domésticas”, organizações cristãs que atuam fora das instituições oficialmente reconhecidas pelo Estado chinês.
Segundo o relato divulgado pela Early Rain Covenant por meio do Telegram, os líderes Yan Hong e Wu Wuqing foram detidos pelas autoridades e permaneciam sob custódia até a última atualização divulgada pela igreja. Os motivos das detenções não foram informados.
As autoridades chinesas não comentaram o caso nem responderam às alegações apresentadas pela congregação, segundo a BBC.
A igreja publicou fotografias e vídeos que mostram fiéis reunidos em um salão de hotel, cercados por agentes, incluindo integrantes da Swat. Membros da comunidade estimaram que ao menos 50 policiais participaram da ação.
Segundo a Early Rain Covenant, mais de 30 líderes e participantes do culto foram “levados à força em vários veículos policiais” até o centro de detenção de Jiangyou, onde passaram por interrogatórios.
A congregação afirmou que, mesmo durante a detenção, os fiéis mantiveram momentos de comunhão, entoaram hinos e fizeram orações. A maioria acabou sendo libertada ao longo do domingo.
Enquanto parte do grupo era interrogada, idosos e crianças que permaneciam no local do culto foram submetidos a procedimentos de identificação, segundo a igreja.
Vídeos divulgados pela congregação mostram participantes cantando enquanto um homem à paisana sobe ao palco e ordena repetidamente que os presentes interrompam a atividade.
A Early Rain Covenant também alegou que policiais tentaram obter assinaturas dos participantes em troca da libertação. Segundo a igreja, os agentes não explicaram o conteúdo do documento apresentado, e os fiéis se recusaram a assiná-lo.
Os participantes retidos no salão teriam sido liberados por volta das 18h. Já os demais levados para interrogatório deixaram o centro de detenção entre 21h e 23h do domingo. Apenas Yan Hong e Wu Wuqing continuavam detidos.
Igreja é alvo recorrente de ações das autoridades
Os dois líderes já haviam sido alvo de medidas semelhantes anteriormente. Segundo a congregação, ambos foram convocados pela polícia em janeiro para prestar esclarecimentos sob suspeita de “provocar desordem e criar problemas”.
Fundada em 2008, em Chengdu, a Early Rain Covenant tornou-se uma das mais conhecidas igrejas domésticas da China e vem sendo monitorada há anos pelas autoridades ligadas ao Partido Comunista Chinês.
O caso mais emblemático envolvendo a congregação ocorreu em dezembro de 2018, quando o pastor fundador Wang Yi foi preso durante uma grande operação policial. Posteriormente, ele foi condenado a nove anos de prisão pelos crimes de “incitação à subversão do poder do Estado” e “operações comerciais ilegais”.
Embora as autoridades chinesas tenham informado, em 2018, que havia cerca de 44 milhões de cristãos no país, não está claro se esse número inclui frequentadores de igrejas não registradas oficialmente.
Na China, grupos cristãos são incentivados a frequentar templos autorizados pelo Estado e liderados por pastores aprovados pelo governo. Ainda assim, ao longo dos anos, muitos fiéis passaram a participar das chamadas igrejas domésticas.
Organizações ligadas à defesa da liberdade religiosa afirmam que o controle estatal sobre essas comunidades se intensificou nos últimos anos, tornando as detenções mais frequentes.
— A operação de domingo é mais um forte lembrete de que o Partido Comunista Chinês continua tratando o culto cristão pacífico como uma ameaça ao controle do Estado — afirmou Bob Fu, fundador da ChinaAid, organização dedicada ao monitoramento da perseguição religiosa na China.
O episódio se soma a outros casos recentes envolvendo igrejas clandestinas no país. Segundo a BBC, 30 líderes da Zion Church, uma das maiores congregações não registradas da China, foram detidos em outubro do ano passado em operações realizadas em sete cidades diferentes. O fundador da igreja, Ezra Jin, continua preso.
Um tribunal de Oslo condenou nesta segunda-feira Marius Borg Høiby, filho da princesa consorte Mette Mairt da Noruega, a quatro anos de prisão após considerá-lo culpado por dois estupros e absolvê-lo de outras duas acusações do mesmo tipo. O caso abalou a monarquia do país nórdico e expôs publicamente a vida marcada por excessos do jovem de 29 anos.
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Além dos dois estupros — um deles cometido em 2018 na residência oficial de sua mãe e do príncipe herdeiro —, a condenação inclui maus-tratos reiterados contra uma ex-companheira, ameaças e infrações de trânsito.
Filho de um relacionamento anterior da princesa Mette-Marit antes de seu casamento com o príncipe Haakon, Høiby respondia a 40 acusações e poderia ser condenado a até 16 anos de prisão.
Sem cargo oficial nem profissão definida, ele sempre negou as acusações mais graves: os estupros de quatro mulheres que, segundo a acusação, não tinham condições de oferecer resistência, além dos maus-tratos recorrentes contra uma ex-namorada.
Por motivos de saúde não especificados, Høiby, que está em prisão preventiva desde fevereiro, não compareceu à leitura da sentença, acompanhando a audiência por videoconferência a partir da prisão.
O Ministério Público havia pedido uma pena de sete anos e sete meses de prisão, enquanto a defesa solicitava sua absolvição nas acusações de estupro e uma condenação de um ano e meio pelos demais crimes.
Høiby admitiu parte das acusações, como o transporte de 3,5 quilos de maconha, lesões corporais e ameaças.
‘Regime de terror’
O julgamento, realizado entre 3 de fevereiro e 19 de março, trouxe à tona detalhes sobre a trajetória de Høiby, que passou a fazer parte da esfera pública aos três anos de idade, quando sua mãe iniciou o relacionamento com Haakon, herdeiro do trono norueguês.
— Sou conhecido principalmente por ser filho da minha mãe, não por outra coisa. Por isso, tive uma necessidade extrema de reconhecimento durante toda a minha vida — declarou no segundo dia do julgamento: — E isso se traduziu em muito sexo, muitas drogas e muito álcool.
Segundo a acusação, os estupros ocorreram entre 2018 e 2024, após festas nas quais Høiby havia consumido álcool e entorpecentes.
Em cada caso, após relações sexuais inicialmente consentidas, teriam ocorrido outros atos ilegais quando as mulheres aparentavam estar dormindo.
O debate judicial concentrou-se no estado de consciência das supostas vítimas e naquilo que Høiby poderia perceber no momento dos fatos. Em sua argumentação final, o promotor Sturla Henriksbo descreveu o réu como alguém “que acredita que tudo lhe é permitido”.
Apesar de suas explicações confusas e de falhas de memória, Høiby insistiu que não tinha “o hábito de manter relações sexuais com mulheres dormindo”.
Ele também denunciou a pressão da mídia, que, segundo afirmou, o transformou em “um monstro”, “alvo do ódio de toda a Noruega”.
O caso veio à tona em 4 de agosto de 2024, quando Høiby foi preso sob suspeita de ter agredido sua companheira na noite anterior, em um bairro nobre de Oslo.
A imprensa divulgou, na ocasião, uma fotografia mostrando uma faca cravada na parede e uma luminária quebrada no chão.
Outra mulher, a influenciadora Nora Haukland, afirmou posteriormente ter sido vítima de violência física e psicológica, vivendo sob um “regime de terror”, segundo a acusação.
Durante o julgamento, Høiby reconheceu que o ciúme podia fazê-lo perder o controle.
Foi durante a análise de seus telefones e computadores que os investigadores encontraram vídeos que, segundo eles, documentavam os estupros.
Embora Høiby não integre oficialmente a família real, o caso contribuiu para enfraquecer o apoio da opinião pública à monarquia norueguesa, que, ainda assim, permanece relativamente elevado.
O episódio soma-se a outros escândalos envolvendo a realeza, como as revelações sobre a correspondência trocada entre Mette-Marit e o criminoso sexual Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014, quando o financista americano já havia sido condenado por solicitar serviços de prostituição de uma menor.
A princesa, de 52 anos e portadora de uma doença pulmonar incurável, viu seu estado de saúde se deteriorar significativamente nos últimos meses, a ponto de os médicos a incluírem em uma lista de espera para um transplante de pulmão.
Princesa consorte Mette-Marit da Noruega surge com cateter nasal de oxigênio em evento público
AFP
A imagem negativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL), avançou seis pontos percentuais junto ao eleitorado brasileiro em um mês. É o que revelam dados exclusivos da última pesquisa Genial/Quaest divulgados nesta segunda-feira pelo GLOBO.
A parcela que vê negativamente o americano passou de 39%, em maio, para 45%, este mês. O aumento ocorre após os anúncios da classificação de Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, em 28 de maio, e da proposta de novo tarifaço contra o Brasil, em 2 de junho.
Outros 27% hoje veem a imagem de Trump como “regular”. No mês anterior, esse percentual foi de 33%. Já os que a classificam como positiva se mantiveram em 22%.

O avanço foi puxado principalmente pelos eleitores que se identificam como esquerda não lulista. Nesse grupo, a imagem negativa do presidente dos EUA saltou de 66% para 84%, índice que supera os 66% registrados entre os que se dizem lulistas. Entre os autoidentificados como independentes, o índice ficou estável — variou de 46% para 47%. Já na direita não bolsonarista e entre bolsonaristas, esse índice é menor — respectivamente, de 14% e 15%.
No último grupo, houve avanço de três pontos percentuais na avaliação negativa de Trump frente a maio. A variação ocorreu em meio à tentativa e êxito da aproximação do grupo ligado a Jair Bolsonaro com o presidente americano. Nove dias antes do início da pesquisa, Flávio Bolsonaro esteve com Trump na Casa Branca.
Como mostrou O GLOBO no dia seguinte, porém, a visita mobilizou apoiadores no Brasil, mas teve o impacto neutro na percepção sobre a campanha presidencial nas redes sociais. Segundo dados da consultoria Arquimedes, o encontro mobilizou cerca de 250 mil publicações nas redes sociais até a tarde seguinte e envolveu 55 mil perfis. Desse total, cerca de 46% das publicações foram neutras, enquanto as citações negativas representaram 29%. Já as citações positivas somaram 25% e foram referentes a postagens feitas por aliados do senador, muitas em tom de comemoração.
A Quaest também perguntou aos entrevistados se eles têm uma opinião “favorável ou desfavorável sobre os Estados Unidos”. Ao todo, 46% responderam que a visão é desfavorável e 39%, como favorável. No levantamento de maio, os índices foram de 45% e 40%, respectivamente.

Apesar do viés mais negativo entre os brasileiros, 46% dos ouvidos defendem que a relação que Lula deveria ter com Trump é de “aliado”. Outros 31% dizem que ela deve ser “independente”. Apenas 9% dizem que deveria ser de “opositor” — no mês passado, eram 6%.
Lula embarcou ontem para a França, onde vai participar da reunião de líderes dos países do G7. Como mostrou O GLOBO, não há perspectiva concreta de encontro de Lula com Trump, mas o petista usará sua participação no evento para marcar posição contra a possibilidade de implantação de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros. De acordo com integrantes do governo, não houve pedido de uma reunião com o americano, mas isso não significa que os dois chefes de Estado não possam conversar casualmente durante a cúpula.

A Quaest também quis saber se os brasileiros têm medo de uma “intervenção ou interferência” dos Estados Unidos ou se acham essa preocupação exagerada: 51% afirmaram ter medo, ante 40% que veem exagero.
A pesquisa fez 2.004 entrevistas entre 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos. O nível de confiança do levantamento é de 95%.

A Rússia lançou uma série de mísseis contra várias das principais cidades ucranianas, incendiando a histórica Catedral da Dormição de Kiev e matando nove pessoas, enquanto ataques na Ucrânia deixaram três mortos ao sul de Moscou. A onda de ataques ocorreu no momento em que as notícias de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã começavam a abrir caminho para a paz na guerra do Oriente Médio, evidenciando a falta de progresso rumo ao fim de mais de quatro anos de combates na Ucrânia.
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Cinco socorristas morreram durante operações de combate a incêndios no nordeste da Ucrânia, após ataques russos atingirem a cidade de Kharkiv, disse o ministro do Interior, Igor Klymenko, nesta segunda-feira. Pelo menos outras nove pessoas ficaram feridas, de acordo com Klymenko e o governador regional Oleg Synegubov.
A violência deixou mais quatro mortos na capital, com um incêndio que deflagrou no complexo do Mosteiro das Cavernas de Kiev, Patrimônio Mundial da Unesco, e o telhado da Catedral da Dormição em chamas. Jornalistas da AFP na capital testemunharam que moradores foram vistos correndo pelas ruas em busca de abrigo enquanto projéteis eram interceptados no céu e destroços incandescentes caíam sobre a cidade.
Cinco socorristas morreram durante operações de combate a incêndios no nordeste da Ucrânia
Genya Savilov/AFP
Mais de uma dúzia de caminhões de bombeiros cercavam a catedral, com bombeiros trabalhando incansavelmente para extinguir o incêndio por dentro e a partir de plataformas aéreas, conforme constatou um jornalista da AFP. Um buraco enorme podia ser visto em um dos lados da igreja, com chamas visíveis no telhado, que havia sido parcialmente destruído.
‘Ataques russos repetidos’
Em janeiro, ataques russos danificaram vários edifícios no complexo do Mosteiro das Cavernas de Kiev, informou o Ministério da Cultura na época. O local, com suas emblemáticas cúpulas douradas, foi notícia nos últimos anos após a expulsão de seus monges, acusados ​​de terem ligações com Moscou.
A Igreja Ortodoxa da Ucrânia separou-se oficialmente da Rússia em 2022, e, dois anos depois, o governo ucraniano chegou ao ponto de proibir a filial ucraniana da Igreja Ortodoxa ligada a Moscou. Institucionalmente, a Igreja Ortodoxa russa tem apoiado integralmente o presidente Vladimir Putin desde que ele lançou a ofensiva da Rússia contra a Ucrânia em 2022. O chefe da administração militar local, Tymur Tkachenko, condenou o “ataque direto” ao local.
Mais de uma dúzia de caminhões de bombeiros cercavam a catedral, com bombeiros trabalhando incansavelmente para extinguir o incêndio
Genya Savilov/AFP
O metropolita Epifânio de Kiev também denunciou o ataque como um “crime contra a humanidade, a história e o cristianismo”. Pelo menos 25 pessoas ficaram feridas na capital e 140 mil moradores dos distritos do norte ficaram sem energia elétrica. A importante cidade de Kharkiv, no nordeste, também foi alvo de um ataque com mísseis.
“Cinco socorristas do Serviço Estatal de Emergência foram mortos durante operações de combate a incêndios em decorrência de um ataque russo repetido”, disse o ministro do Interior, Igor Klymenko, no Telegram. Pelo menos nove pessoas também ficaram feridas.
O chefe da região de Sumy, Oleg Grygorov, disse que três pessoas ficaram feridas no distrito nordeste, incluindo uma criança. Um ataque com drone ucraniano matou três pessoas e feriu outras três na cidade russa de Tula, a cerca de 200 km ao sul de Moscou, disse o governador regional Dmitry Milyaev nesta segunda-feira.
Negociações de paz
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o líder russo Vladimir Putin telefonaram para o seu homólogo americano Donald Trump neste domingo para discutir o conflito na Ucrânia. Zelensky afirmou que havia “discutido assuntos que poderiam ajudar a trazer a paz agora”, enquanto seu assessor, Dmytro Lytvyn, disse à imprensa que estava satisfeito com uma “conversa bastante substancial sobre tudo” entre os líderes.
O Kremlin, por sua vez, afirmou que a conversa entre Putin e Trump se concentrou nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. A invasão da Ucrânia pela Rússia transformou-se no pior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com milhares de civis e centenas de milhares de soldados mortos.
Em meio a bombardeios quase diários de drones e mísseis russos sobre suas cidades, a Ucrânia intensificou nas últimas semanas seus próprios ataques aéreos, que, segundo o país, têm como alvo principal a infraestrutura petrolífera da Rússia para minar os lucros que financiam a guerra. O conselheiro do Kremlin, Yury Ushakov, disse à imprensa que “os representantes especiais do presidente dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, que estão atualmente intimamente envolvidos em assuntos iranianos, retornarão em breve à Rússia”.

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