Ilha de Epstein vira febre nas redes, e influenciadores invadem cenário de escândalo em busca de conteúdo
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Além dos dois estupros — um deles cometido em 2018 na residência oficial de sua mãe e do príncipe herdeiro —, a condenação inclui maus-tratos reiterados contra uma ex-companheira, ameaças e infrações de trânsito.
Filho de um relacionamento anterior da princesa Mette-Marit antes de seu casamento com o príncipe Haakon, Høiby respondia a 40 acusações e poderia ser condenado a até 16 anos de prisão.
Sem cargo oficial nem profissão definida, ele sempre negou as acusações mais graves: os estupros de quatro mulheres que, segundo a acusação, não tinham condições de oferecer resistência, além dos maus-tratos recorrentes contra uma ex-namorada.
Por motivos de saúde não especificados, Høiby, que está em prisão preventiva desde fevereiro, não compareceu à leitura da sentença, acompanhando a audiência por videoconferência a partir da prisão.
O Ministério Público havia pedido uma pena de sete anos e sete meses de prisão, enquanto a defesa solicitava sua absolvição nas acusações de estupro e uma condenação de um ano e meio pelos demais crimes.
Høiby admitiu parte das acusações, como o transporte de 3,5 quilos de maconha, lesões corporais e ameaças.
‘Regime de terror’
O julgamento, realizado entre 3 de fevereiro e 19 de março, trouxe à tona detalhes sobre a trajetória de Høiby, que passou a fazer parte da esfera pública aos três anos de idade, quando sua mãe iniciou o relacionamento com Haakon, herdeiro do trono norueguês.
— Sou conhecido principalmente por ser filho da minha mãe, não por outra coisa. Por isso, tive uma necessidade extrema de reconhecimento durante toda a minha vida — declarou no segundo dia do julgamento: — E isso se traduziu em muito sexo, muitas drogas e muito álcool.
Segundo a acusação, os estupros ocorreram entre 2018 e 2024, após festas nas quais Høiby havia consumido álcool e entorpecentes.
Em cada caso, após relações sexuais inicialmente consentidas, teriam ocorrido outros atos ilegais quando as mulheres aparentavam estar dormindo.
O debate judicial concentrou-se no estado de consciência das supostas vítimas e naquilo que Høiby poderia perceber no momento dos fatos. Em sua argumentação final, o promotor Sturla Henriksbo descreveu o réu como alguém “que acredita que tudo lhe é permitido”.
Apesar de suas explicações confusas e de falhas de memória, Høiby insistiu que não tinha “o hábito de manter relações sexuais com mulheres dormindo”.
Ele também denunciou a pressão da mídia, que, segundo afirmou, o transformou em “um monstro”, “alvo do ódio de toda a Noruega”.
O caso veio à tona em 4 de agosto de 2024, quando Høiby foi preso sob suspeita de ter agredido sua companheira na noite anterior, em um bairro nobre de Oslo.
A imprensa divulgou, na ocasião, uma fotografia mostrando uma faca cravada na parede e uma luminária quebrada no chão.
Outra mulher, a influenciadora Nora Haukland, afirmou posteriormente ter sido vítima de violência física e psicológica, vivendo sob um “regime de terror”, segundo a acusação.
Durante o julgamento, Høiby reconheceu que o ciúme podia fazê-lo perder o controle.
Foi durante a análise de seus telefones e computadores que os investigadores encontraram vídeos que, segundo eles, documentavam os estupros.
Embora Høiby não integre oficialmente a família real, o caso contribuiu para enfraquecer o apoio da opinião pública à monarquia norueguesa, que, ainda assim, permanece relativamente elevado.
O episódio soma-se a outros escândalos envolvendo a realeza, como as revelações sobre a correspondência trocada entre Mette-Marit e o criminoso sexual Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014, quando o financista americano já havia sido condenado por solicitar serviços de prostituição de uma menor.
A princesa, de 52 anos e portadora de uma doença pulmonar incurável, viu seu estado de saúde se deteriorar significativamente nos últimos meses, a ponto de os médicos a incluírem em uma lista de espera para um transplante de pulmão.
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AFP










