Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Um jovem de 23 anos foi acusado de tentativa de espionagem por tentar vender, em Lisboa, informações obtidas a partir de equipamentos informáticos furtados de um militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à embaixada da Rússia. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela Procuradoria-Geral da República (PGR) portuguesa.
Ucrânia e Rússia falam em ‘progresso’, mas relatam negociações ‘difíceis’ após rodada diplomática com os EUA
Putin recebe chanceler cubano em Moscou enquanto crise de combustível faz lixo se acumular pelas ruas de Havana
Segundo o Ministério Público de Portugal, o caso ocorreu no ano passado, quando o jovem soube que a Escola da Base Naval de Lisboa receberia, entre os dias 3 e 7 de fevereiro, a Conferência Inicial de Planejamento do “maior exercício do mundo dedicado à experimentação robótica de sistemas não tripulados do ano”.
De acordo com a PGR, participaram cerca de 300 pessoas no evento, a maioria militares. Ao tomar conhecimento da conferência, o acusado, “que fazia da prática de furtos um modo de vida”, decidiu se hospedar no mesmo hotel onde estavam os militares da Otan que participaram do encontro.
Ainda segundo o comunicado, no hotel ele “apropriou-se de um computador e de um iPad” pertencentes à Otan e à Marinha sueca, que estavam sob responsabilidade de um militar da aliança. “Convicto de que tinha matérias secretas e classificadas em seu poder, tentou acessar o respetivo conteúdo e copiá-lo e pretendeu colaborar com a Federação Russa”, acrescentou a PGR.
Ucrânia denuncia ataques russos com míssil e drones antes do segundo dia de diálogos na Suíça
Com as informações em mãos, o jovem teria se dirigido à embaixada da Rússia, em Lisboa, para tentar vendê-las, mas não obteve sucesso.
Durante a investigação, conforme o comunicado, o acusado chegou a se mostrar disposto a colaborar com as autoridades, afirmando que existia uma organização criminosa voltada à espionagem e à violação de segredo de Justiça, da qual faria parte ao lado de outras onze pessoas, incluindo um inspetor da Polícia Judiciária.
“No entanto, de acordo com os indícios probatórios reunidos no inquérito, essa versão factual não tinha qualquer correspondência com a realidade e não passou de um mero artifício usado pelo arguido com o objetivo de tirar o foco da investigação de si próprio”, esclareceu a PGR.
Além do crime de espionagem na forma tentada, o jovem foi acusado, em 12 de fevereiro, de três crimes de furto qualificado, dois de uso de documento de identificação ou de viagem alheio, um de falsas declarações, um de pornografia infantil, dois de condução sem habilitação e onze de denunciação caluniosa.
Ele está em prisão preventiva, com proibição de contatos. O processo também envolve outros dois acusados, denunciados por furto qualificado e submetidos a termo de identidade e residência.

Veja outras postagens

Um veículo de mídia do Irã informou que os Estados Unidos propuseram uma suspensão temporária das sanções sobre o petróleo da República Islâmica — uma exigência central de Teerã para aceitar um acordo de paz e reabrir o Estreito de Ormuz. Os EUA não confirmaram a oferta, que vigoraria até a conclusão de um acordo final, segundo a agência semioficial Tasnim, citando uma fonte próxima à equipe de negociação.
Entenda: Aumento ‘impactante’ no Irã faz execuções no mundo baterem recorde em 2025, diz relatório da Anistia Internacional
Pesquisa: Maioria dos eleitores dos EUA rejeita retomada da guerra contra o Irã mesmo sem fim imediato de programa nuclear
Os preços do petróleo tipo Brent reverteram os ganhos após a notícia, enquanto os títulos subiram com a expectativa de avanço nas negociações, que estão praticamente estagnadas. O Brent era negociado em torno de US$ 109 (cerca de R$ 546) o barril. Já os títulos globais vinham sendo negociados em níveis não vistos há décadas, em meio ao temor de que a inflação force bancos centrais a elevar os juros.
O presidente americano, Donald Trump, havia expressado frustração com o Irã mais cedo e disse que “o tempo está se esgotando”, poucas horas após drones atingirem uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos.
Initial plugin text
Teerã “precisa agir, e rápido, ou não sobrará nada deles”, disse Trump na rede Truth Social, no domingo. Foram seus comentários mais agressivos contra o Irã desde o retorno de uma viagem à China, na sexta-feira, em meio a esforços frustrados para avançar além de um frágil cessar-fogo.
No domingo, um drone provocou um incêndio em uma estação de energia da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, evidenciando a fragilidade da trégua. O Ministério da Defesa informou que o projétil foi lançado a partir do oeste do país e que outros dois foram interceptados.
Guerra no Oriente Médio: Informação de que Irã tem 70% de seu arsenal de mísseis ‘não é precisa’, diz comandante dos EUA sem apresentar cifra própria
Geradores a diesel de emergência foram acionados para fornecer energia à unidade 3 da usina, informou a Agência Internacional de Energia Atômica em uma publicação nas redes sociais. Não houve impacto radiológico, segundo o escritório de mídia de Abu Dhabi.
A Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído três drones que entraram em seu espaço aéreo, no domingo, vindos do Iraque, onde atuam diversas milícias apoiadas pelo Irã. Não estava claro se eles faziam parte do ataque aos Emirados.
“O ataque terrorista à usina nuclear de Barakah, seja perpetrado diretamente ou por meio de intermediários, representa uma escalada perigosa e um capítulo sombrio que viola todas as leis e normas internacionais”, afirmou Anwar Gargash, assessor sênior de política externa do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin Zayed, na rede X. “Essa escalada reafirma a natureza dos desafios enfrentados pela região no combate às forças do mal, do caos e da sabotagem.”
Veja: Irã executa homem acusado de vender informações confidenciais a Israel
Os Emirados Árabes Unidos têm adotado a postura mais agressiva entre os países árabes em relação ao Irã, tanto no discurso quanto na realização de ataques limitados antes do início do cessar-fogo, em 8 de abril, segundo a Bloomberg.
O Irã não comentou publicamente os ataques.
O Paquistão enviou 8 mil soldados, um esquadrão de caças e um sistema de defesa aérea para a Arábia Saudita como parte de um pacto de defesa mútua firmado no ano passado, informou a Reuters, citando fontes. Segundo duas delas, os militares terão principalmente funções de assessoria e treinamento.
Premier israelense: Netanyahu fez visita secreta aos Emirados Árabes Unidos durante a guerra contra o Irã; Emirados negam
No fim de semana, a agência semioficial Fars informou que os EUA estabeleceram cinco condições principais para um acordo de paz. Entre elas, a transferência de urânio enriquecido pelo Irã para os EUA. Em contrapartida, Washington não ofereceria reparações de guerra e liberaria menos de um quarto dos ativos congelados de Teerã. Os EUA não comentaram publicamente os termos.
Reparações e o desbloqueio de ativos fazem parte das exigências de Teerã, junto com o fim do bloqueio a portos iranianos e a manutenção de algum grau de controle sobre o tráfego no Estreito de Ormuz.
— Queremos fechar um acordo — disse Trump ao Axios no domingo, acrescentando que aguarda uma proposta iraniana atualizada. — Eles não estão onde queremos. Terão que chegar lá ou serão duramente atingidos, e eles não querem isso.
Encontro em Pequim: Trump e Xi concordam que Estreito de Ormuz ‘deve seguir aberto’, diz Casa Branca enquanto Irã permite passagem de navios chineses
Interromper os ataques e normalizar o tráfego de entrada e saída do Golfo Pérsico deve ser o primeiro passo nas negociações entre EUA e Irã, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas, acrescentando que o bloco tem pouca influência sobre os dois países.
— Devemos ao menos concordar com a primeira fase: interromper os ataques e abrir o Estreito de Ormuz — afirmou. — A partir daí, podemos negociar os temas mais difíceis, mas é muito complicado e, no fim, os EUA terão que chegar a um acordo com o Irã.
A guerra entre EUA e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro e já deixou milhares de mortos, principalmente na República Islâmica e no Líbano. Ataques de retaliação de Teerã atingiram aliados dos EUA no Golfo — incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita — além de Israel.
Ledy Ordonez estava no trabalho em uma distribuidora de frutos do mar em San Antonio, em julho do ano passado, quando agentes de imigração entraram no local e a levaram, juntamente com cerca de dez outras pessoas. Mãe solteira, Ledy permanece detida e separada de seu único filho, Alonzo, um menino de 2 anos nascido nos EUA, que agora está sob os cuidados de um amigo.
Pesquisa NYT/Siena College: Maioria dos eleitores dos EUA rejeita retomada da guerra contra o Irã mesmo sem fim imediato de programa nuclear
Com papel em estratégia de contenção à China: Combate ao ‘narcoterrorismo’ de Trump acompanha aumento de letalidade em países da América Latina
— Ele já consegue andar e falar — disse Ledy de um centro de detenção no Texas. — Sinto muita falta dele.
Uma nova análise sugere que mais de 100 mil crianças e adolescentes foram separados de seus pais pela repressão à imigração promovida pelo governo Donald Trump. E aproximadamente três quartos deles, como Alonzo, provavelmente são cidadãos americanos, de acordo com estimativas da Brookings Institution compartilhadas com o The New York Times.
Initial plugin text
A estimativa da organização sobre o número de crianças e adolescentes cidadãos americanos é mais que o dobro do número esperado para o mesmo período, com base em dados oficiais do Departamento de Segurança Interna (DHS). Os pesquisadores, cujo relatório se baseia em uma análise estatística da população detida, argumentam que os dados oficiais subestimam os números por causa da forma como o governo coleta essas informações.
As descobertas apontam para uma escala de separações familiares que supera em muito a da política de “tolerância zero” do primeiro governo Trump, em 2018, quando cerca de 5,5 mil crianças e adolescentes foram separadas de seus pais imediatamente após cruzarem a fronteira sul.
O DHS não respondeu diretamente às perguntas sobre o número de pais que foram detidos ou sobre a análise que sugere que as estatísticas oficiais não refletem o número total de crianças e adolescentes nascidos nos EUA cujos pais foram presos. Em um comunicado, o departamento afirmou que os pais têm a opção de serem deportados com seus filhos ou de entregar seus filhos nascidos nos EUA a um responsável designado.
— De qualquer forma, há dezenas de milhares de crianças e adolescentes que sofreram com a detenção de seus pais desde que este presidente assumiu o cargo — disse Tara Watson, pesquisadora sênior da Brookings Institution. — A maioria delas são cidadãos americanos.
Crianças migrantes pintam e recortam flores de papel para suas mães como parte das comemorações do Dia das Mães para mães migrantes no abrigo Comunidad de Luz em Tijuana, estado da Baja California, México
Guillermo Arias/AFP
Impacto na mesa: Crise climática reduz nutrientes dos alimentos e ameaça ampliar ‘fome oculta’ no mundo
Os pesquisadores estimaram que cerca de 205 mil menores de idade tiveram um dos pais detidos, geralmente um prenúncio de deportação, incluindo cerca de 145 mil que são cidadãos americanos. Eles utilizaram dados do Censo dos EUA e de prisões realizadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para determinar o número provável de filhos que os detidos tinham, com base em seu status imigratório, sexo, idade, nacionalidade e estado civil.
Os EUA abrigam mais de 13 milhões de imigrantes vulneráveis ​​à deportação, seja por estarem em situação irregular ou por terem status temporário. Cerca de cinco milhões de menores de 18 anos vivem com pelo menos um dos pais imigrante em situação irregular, segundo estimativas de diversos centros de pesquisa, e mais de quatro milhões deles são cidadãs americanas.
O governo Trump prendeu cerca de 400 mil imigrantes durante operações de fiscalização no país. Não há informações confiáveis ​​sobre quantos filhos os detidos têm, ou o que aconteceu com eles depois que seus pais foram presos.
A economista Sarah Watson e sua coautora, Maria Cancian, professora de políticas públicas da Universidade de Georgetown, buscaram responder a essas perguntas.
Mulher confronta agente em Minneapolis, Minnesota. EUA
ROBERTO SCHMIDT / AFP
Barrigas com correntes e comida com baratas: Grávidas denunciam condições precárias e negligência em prisões do ICE
As estimativas partem do pressuposto de que a fiscalização da imigração é essencialmente aleatória — que pais imigrantes têm a mesma probabilidade de serem detidos que imigrantes sem filhos. Mas as pesquisadoras também criaram uma ferramenta interativa que estima o número provável afetados pela detenção de um dos pais em diferentes cenários e suposições de fiscalização. A estimativa mais conservadora para o número de crianças e adolescentes nascidos nos EUA com um dos pais detido é de cerca de 117,4 mil. A estimativa mais alta é de aproximadamente 175 mil.
Os pesquisadores afirmaram que consideravam 145 mil a estimativa mais precisa e projetaram que esse número aumentará, visto que o Congresso destinou US$ 45 bilhões na “Lei Grande e Bonita” de Trump para expandir a capacidade de detenção.
A estimativa contrasta com números divulgados pelo DHS, os quais indicam que os pais de cerca de 60 mil menores de idade nascidos nos EUA foram presos no mesmo período. As pesquisadoras levantaram a hipótese de que a discrepância se devia ao fato de o departamento não estar perguntando consistentemente sobre menores de idade, ou porque os detidos temiam revelar que tinham filhos, preocupados em colocar a eles ou a seus responsáveis ​​em risco.
Com base em entrevistas com agências de proteção à infância, as pesquisadoras estimaram que apenas uma pequena fração das crianças acaba em lares adotivos ou em arranjos semelhantes.
— Descobrimos que um número surpreendentemente pequeno acaba em lares adotivos. A maioria dos menores de idade fica com amigos e familiares que não têm obrigação legal de cuidar delas — disse Maria, que estuda bem-estar infantil e imigração.
Por operações de imigração: México denuncia que 13 cidadãos morreram no último ano nos EUA
Muitas escolas e organizações de assistência jurídica têm ajudado imigrantes a designar um responsável para seus filhos caso sejam separados.
No entanto, as crianças e adolescentes frequentemente ficam sob os cuidados de irmãos mais velhos ou de famílias da classe trabalhadora que já enfrentam dificuldades financeiras e situações migratórias precárias, o que torna esses arranjos insustentáveis, segundo especialistas.
Se o governo está separando menores de idade de bons pais que por acaso são indocumentados, ele tem “a obrigação de zelar pelo bem-estar delas”, afirmou Maria.
A Public Counsel, uma organização sem fins lucrativos de assistência jurídica em Los Angeles, já orientou mais de 4 mil imigrantes sobre planos de custódia desde o ano passado, garantindo que alguém tenha o poder de tomar decisões médicas e escolares.
Ainda assim, a organização recebe ligações frequentes de escolas, igrejas e outras entidades em busca de ajuda para crianças e adolescentes cujos pais foram detidos recentemente.
Manifestantes protestam em Minneapolis, em dia marcado por atos e greve geral contra operações de fiscalização da imigração
Stephen Maturen / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Envolvendo agentes federais: Minnesota processa governo Trump por retenção de provas em casos de violência
— Estamos vendo menores de idade em situações delicadas, deixadas com vizinhos que não têm a documentação necessária; irmãos mais velhos que já têm filhos; e casos em que o pai não consegue cuidar de crianças pequenas — disse Sharon Cartagena, advogada de direito familiar na organização.
Casey Revkin, diretora executiva da Each Step Home, que começou auxiliando famílias imigrantes que eram detidas na fronteira, em 2018, agora se dedica quase exclusivamente a ajudar pais detidos que vivem nos EUA há muitos anos e foram separados de seus filhos.
— Quase todos os dias somos contatados por mães detidas que foram presas e separadas de seus filhos — disse Casey, cujo grupo arrecada fundos para ajudar pais detidos a pagar ligações telefônicas para seus filhos. — Desta vez, a crueldade está sendo infligida a crianças e adolescentes cidadãos americanos.
A mãe de Samantha Lopez, uma cidadã americana de 3 anos, foi entregue ao ICE no mês passado por um policial após uma abordagem de trânsito enquanto dirigia para o trabalho em um restaurante, disse seu marido, que pediu para não ter seu nome completo divulgado por medo de ser alvo do ICE.
Ele contou que a esposa informou aos agentes que tinha uma filha pequena, sem sucesso.
— Sinto um vazio e uma angústia enormes — disse ele. — Quando nossa filha conversa com a mãe, ela ouve atentamente e depois começa a chorar. Minha filha americana está sendo prejudicada.
Depois da ‘ameaça migratória’: Republicanos no Texas se voltam contra os muçulmanos
Lopez, um operário da construção civil, disse que precisava fazer o máximo de horas extras possível para pagar um advogado e conseguir a libertação de sua esposa, mas também precisava cuidar da filha depois da creche.
Ironicamente, ter um filho nascido nos EUA pode manter famílias separadas.
Ledy Ordonez, que está separada de seu filho nascido nos EUA há mais de 10 meses, disse que implorou aos agentes há muito tempo para que permitissem que os dois ficassem em um centro de detenção familiar enquanto ela lutava por seu caso. Mas cidadãos americanos não podem ser mantidos em centros de detenção de imigração.
— Eu nunca quis ser separada do meu único filho — disse ela.
Os agentes avisaram a Ledy que sua deportação é iminente, disse ela. Para acompanhar a mãe, Alonzo precisa de um passaporte. Ela tem tido dificuldades para consegui-lo, acrescentou. Os agentes a avisaram recentemente que a deportariam sem o menino se ela não obtivesse o documento, deixando-o com seus atuais cuidadores.
— Eles não são da família nem nada do tipo, só estão cuidando dele como um favor — disse ela, chorando.— Se me deportarem, quero levar meu filho.
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante reunião
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados se reúne nesta terça-feira (19), às 14 horas, no plenário 11, para analisar processos instaurados contra parlamentares.
Entre os itens da pauta está o parecer do deputado Ricardo Maia (MDB-BA) sobre a Representação 26/25, contra Marcos Pollon (PL-MS). No parecer, Maia recomenda a suspensão do mandato de Pollon por 90 dias. O texto foi apresentado em reunião anterior, mas um pedido de vista adiou a votação.

Na representação da Mesa Diretora, Marcos Pollon é acusado de fazer ofensas de caráter pessoal contra Hugo Motta durante a ocupação do Plenário.

Novos processos
Também estão previstos a instauração de novos processos e o sorteio de nomes para formar listas tríplices para as seguintes representações:
  • REP 15/25, do Partido Liberal – PL, contra o deputado André Janones (Rede-MG)

O partido acusa Janones de quebra de decoro parlamentar por publicações nas redes sociais contra Michelle Bolsonaro e outras mulheres. As publicações são apontadas como ofensivas, sexistas e incompatíveis com a dignidade do mandato.

  • REP 3/26, do Partido Novo, contra os deputados do Psol Chico Alencar (RJ), Glauber Braga (RJ), Pastor Henrique Vieira (RJ), Ivan Valente (SP), Célia Xakriabá (MG), Erika Hilton (SP), Fernanda Melchionna (RS), Professora Luciene Cavalcante (SP), Luiza Erundina (SP), Sâmia Bomfim (SP), Talíria Petrone (RJ) e Tarcísio Motta (RJ), e o deputado Lindbergh Farias.

O partido questiona a conduta dos parlamentares que acionaram a Procuradoria-Geral da República contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a representação, o senador convocou uma vigília de oração pela saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar. Os deputados afirmaram que a vigília seria uma “manobra” para dificultar as ações policiais.

  • REP 10/26, do Partido dos Trabalhadores, contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL)
O partido afirma que o deputado fez ofensas e acusações graves contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) durante reunião da CPMI do INSS, repetiu ataques em entrevista coletiva e voltou a criticá-lo publicamente dias depois.
Novo sorteio
Também está previsto novo sorteio para escolha do nome de relator das seguintes representações:
  • REP 1/26, do Partido Liberal contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ);

A acusação sustenta que o parlamentar usou o cargo para promover perseguição política contra adversários, entre eles o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (SP).

Será substituído o deputado Da Vitoria (PP-ES).
  • REP 4/26, do Partido Novo contra o deputado Rogério Correia (PT-MG);

O partido acusa Correia de agredir fisicamente o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) durante confusão em uma reunião da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS.

Será substituído o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO).
  • REP 7/26, do Partido Novo contra a deputada Erika Hilton (Psol-SP).

O Novo reclama que, em declarações nas redes sociais, a deputada teria usado termos ofensivos, como “imbecis” e “esgoto da sociedade”, para criticar opositores políticos. O partido alega que a imunidade parlamentar não deve acobertar ataques à honra de terceiros.

Será substituído o deputado Ricardo Ayres.

  • REP 9/26, do Partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias.

O partido acusa Lindbergh Farias de quebra de decoro por ter chamado o deputado Alfredo Gaspar de “estuprador” durante reunião da CPMI do INSS.

Será substituído o deputado Da Vitoria.

A maioria dos eleitores dos EUA acredita que o presidente americano, Donald Trump, tomou a decisão errada ao entrar em guerra com o Irã, apontou uma pesquisa New York Times/Siena College divulgada nesta segunda-feira, com 52% do eleitorado afirmando que Washington não deve voltar a atacar Teerã mesmo que não seja possível alcançar um acordo para encerrar o programa nuclear iraniano em curto prazo. Trump afirmou no fim de semana que “o tempo está passando” para o Irã, retomando ameaças sobre uma aniquilação da nação persa.
Oriente Médio: Irã responde a proposta de acordo dos EUA após Trump repetir ameaça de aniquilação do país
Com papel em estratégia de contenção à China: Combate ao ‘narcoterrorismo’ de Trump acompanha aumento de letalidade em países da América Latina
A pesquisa aponta um alto alto grau de insatisfação do eleitorado com o presidente americano, em um ano com eleições de meio de mandato cruciais para as pretensões do Partido Republicano, incluindo a representação da legenda na Câmara e no Senado. Além do cenário sobre o Oriente Médio, os dados também indicam uma queda de popularidade importante de Trump, e um aumento expressivo das preocupações econômicas.
Initial plugin text
Quase dois terços dos eleitores (64%) classificaram a entrada na guerra com o Irã como uma decisão errada, contra 30% que classificaram como uma decisão correta. Embora haja uma variação ao avaliar os eleitores a partir da preferência partidária — 93% dos democratas consideraram a guerra como uma decisão errada, enquanto 70% dos republicanos consideram uma decisão correta —, 73% dos eleitores independentes, grupo politicamente crucial para as eleições, classificou negativamente o conflito. Os números se refletem na média geral.
Questões correlatas ao conflito também mostram a insatisfação do eleitorado com relação a decisões de Trump relacionadas ao uso da força. Enquanto parlamentares no Capitólio debatem os poderes de guerra do Executivo, 63% dos eleitores — incluindo 27% dos republicanos — disseram que Trump não deveria poder usar a força militar sem a aprovação do Congresso.
Apesar do número geral, a maioria dos apoiadores do presidente apoia a guerra contra o Irã e quer que ela continue. Setenta por cento dos republicanos acreditam que as operações militares devem ser retomadas caso não se chegue a um acordo, e 73% esperam que a guerra elimine com sucesso o programa nuclear iraniano.
— Acho que cortar o mal pela raiz, antes que eles consigam uma arma nuclear, é do nosso interesse — disse Amanda Mann, de 44 anos, enfermeira domiciliar em Myrtle Creek, Oregon. — Eles vivem gritando ‘morte à América’. Então, por que não nos proteger antes que eles nos alcancem?
Protesto do “Dia Sem Reis”, contra o presidente dos EUA, Donald Trump, em Bethesda, no estado de Maryland, no ano passado
Danny KEMP / AFP
Impacto na mesa: Crise climática reduz nutrientes dos alimentos e ameaça ampliar ‘fome oculta’ no mundo
Popularidade em queda
Outros indicadores desfavoráveis ao presidente republicano foram apontados pelo jornal americano como possíveis pontos sensíveis para as eleições de meio de mandato. A popularidade de Trump caiu para o menor nível em seu segundo mandato nas pesquisas do Times/Siena, atingindo 37%. O número é similar ao identificado no começo do mês por uma pesquisa Washington Post-ABC News/Ipsos, que mostrou uma rejeição de 62% a Trump, e aprovação de 37%.
A maioria do eleitorado demonstrou forte ceticismo em relação à liderança de Trump em questões importantes, incluindo a economia e o custo de vida. Sessenta e quatro por cento de todos os eleitores desaprovaram a condução da economia (desaprovação de 64%) e a maioria expressou opiniões negativas sobre a condução de políticas que se refletem no custo de vida (desaprovação de 69%), imigração (56%) e o conflito israelense-palestino (62%).
Trump convida Xi Jinping para visita em setembro e diz que o espera ansioso
Os números apontam a crescente da curva de insatisfação . A desaprovação a Trump entre eleitores independentes subiu de 62%, em pesquisa realizada em janeiro, para 69%. Quarenta e quatro por centro dos eleitores no total disseram que as políticas de Trump os prejudicaram diretamente, acima dos 36% registrados em pesquisa anterior, em 2025.
A aprovação do presidente em questões econômicas também caiu significativamente desde o começo do ano. Apenas 28% dos eleitores acreditavam que ele havia lidado bem com o custo de vida, uma queda de seis pontos em relação a janeiro. Entre os republicanos, houve uma queda de 14 pontos desde o primeiro mês no ano.
Cenário eleitoral
Embora a popularidade do presidente seja um indicador historicamente importante para o partido no poder em eleições parlamentares, o impacto nas urnas não é de todo previsível. Os republicanos buscam uma vantagem estrutural a partir do redesenho de mapas eleitorais estimulado por Trump em estados conservadores — medida replicada por democratas em estados de maioria progressista. Espera-se que a campanha garanta ao Partido Republicano algo entre seis e dez novos distritos favoráveis.
Além do cenário construído pelos republicanos, a sigla também contra com a desconfiança dos eleitores nos democratas, que dados apontam ainda não terem conseguido convencer os eleitores como uma uma alternativa atraente. O partido não melhorou sua imagem política, mesmo após mais de um ano tentando demonstrar que compreendem as preocupações dos eleitores e conseguem enfrentar Trump. Apenas 26% dos eleitores disseram estar satisfeitos com o Partido Democrata.
O descontentamento inclui um número significativo de democratas que expressaram reservas sobre o próprio partido. Quarenta e quatro por cento dos democratas disseram estar insatisfeitos, enquanto apenas 23% dos republicanos disseram o mesmo sobre seu partido.
Trump 2.0: Texas e Califórnia flertam com modelo autocrático ao redesenhar mapas eleitorais para partido único
— Eles simplesmente não estão reagindo com firmeza suficiente na minha opinião — disse Matthew Berryhill, de 35 anos, recrutador de Marietta, Geórgia, uma área decisiva na principal disputa pelo Senado do estado neste ano. — Eles fazem declarações fortes e usam palavras fortes, mas não há ações para sustentar isso.
Ainda assim, enquanto ambos os partidos se mobilizam para disputas legislativas, a pesquisa sugere que os candidatos republicanos entram nas eleições gerais carregando sérias desvantagens políticas. Em uma pergunta hipotética sobre a disputa deste ano, os democratas tinham vantagem de 10 pontos percentuais entre os eleitores registrados: 50% disseram que apoiariam o candidato democrata se as eleições fossem hoje, enquanto 39% afirmaram apoiar o republicano. Entre os independentes, a vantagem democrata era de 18 pontos, embora 16% tenham preferido não escolher um partido.
A pesquisa New York Times/Siena College foi realizada com 1.507 eleitores registrados nos EUA entre os dias 11 e 15 de maio de 2026. A margem de erro amostral entre os eleitores é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos.
Um passageiro neozelandês foi detido no Taiti após causar tumulto e, segundo a companhia aérea australiana Qantas, morder uma comissária de bordo durante um voo entre a Austrália e os Estados Unidos. O caso ocorreu na última sexta-feira no voo QF21, que partiu de Melbourne com destino a Dallas, e levou a aeronave a fazer um pouso não programado em Papeete, capital do Taiti.
Corpos de quatro italianos desaparecidos em mergulho são encontrados em caverna nas Maldivas
Menina de 2 anos morre após cômoda de 36 kg cair sobre ela enquanto tentava pegar brinquedo nos EUA
De acordo com informações divulgadas pelo jornal espanhol “20 Minutos”, o avião havia decolado por volta das 14h30 no horário local e estava no ar havia cerca de sete horas quando o comportamento agressivo do passageiro obrigou a mudança de rota. A empresa informou que membros da tripulação e outros passageiros precisaram intervir para conter o homem, acusado de atacar e morder uma aeromoça durante o trajeto.
Em nota, a Qantas afirmou que o passageiro foi proibido permanentemente de embarcar tanto em voos da companhia quanto da Jetstar, sua subsidiária de baixo custo.
“A segurança e o bem-estar de nossos passageiros e funcionários são nossa prioridade absoluta”, declarou a empresa.
Confusão foi registrada em vídeo
Após o pouso no Taiti, autoridades locais prenderam o suspeito, cuja identidade não foi divulgada. O voo permaneceu em solo por várias horas antes de seguir viagem até Dallas. Segundo a companhia, não houve registro de ferimentos graves.
Imagens divulgadas nas redes sociais pelo comediante australiano Mike Goldstein mostram o passageiro discutindo de forma exaltada com integrantes da tripulação e insultando funcionários enquanto era orientado a se dirigir à parte traseira da aeronave. O vídeo, no entanto, não registra a suposta agressão física.
Confira:
Initial plugin text
Nas gravações, o homem aparece cambaleando e com a fala arrastada, afirmando que queria “sair para fumar um cigarro”. O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comércio da Nova Zelândia confirmou à imprensa local que tinha conhecimento da detenção de um cidadão neozelandês no Taiti em 16 de maio, mas não forneceu mais detalhes por questões de privacidade.
O episódio se soma a outros casos recentes de indisciplina em voos comerciais, levando companhias aéreas a endurecer punições e reforçar alertas sobre comportamentos agressivos dentro das aeronaves.
Os corpos de quatro turistas italianos desaparecidos desde a quinta-feira (14) após um acidente de mergulho nas Maldivas foram localizados nesta segunda-feira (18) dentro de uma caverna submersa no atol de Vaavu, informou a Força de Defesa Nacional do arquipélago. As vítimas participavam de uma expedição em uma gruta a cerca de 50 metros de profundidade quando desapareceram.
Equipe de elite inicia resgate de turistas italianos desaparecidos em caverna nas Maldivas: ‘Não podemos deixá-los à mercê dos tubarões’
Tragédia sem fim: Membro da equipe de resgate que buscava megulhadores mortos nas Maldivas morre em operação
Segundo as autoridades locais, os corpos foram encontrados no interior da caverna onde o grupo realizava a exploração. A operação de retirada ainda não foi concluída.
“Serão realizados mais mergulhos nos próximos dias para recuperar os corpos”, anunciou a Força de Defesa Nacional das Maldivas em publicação na rede social X.
Leia:
Initial plugin text
O grupo era formado por cinco mergulhadores italianos experientes. Um dos corpos já havia sido recuperado no mesmo dia do desaparecimento, na quinta-feira. Agora, com a localização dos outros quatro, sobe para cinco o número de mortos entre os integrantes da expedição.
Entre as vítimas estão uma professora de biologia marinha, a filha dela e dois jovens investigadores da Universidade de Gênova, além do instrutor de mergulho que acompanhava a atividade. As autoridades ainda investigam as causas do acidente.
Operação foi interrompida após morte de socorrista
As buscas haviam sido temporariamente suspensas no sábado após a morte de um mergulhador militar que integrava a equipe de resgate. O sargento sofreu doença descompressiva subaquática durante a operação, o que evidenciou o alto risco da missão e elevou para seis o número total de mortos ligados ao caso.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que o governo italiano fará “tudo o que for possível” para repatriar os corpos das vítimas. Ele também manifestou condolências pela morte do socorrista das Maldivas que participava da operação de resgate.
O caso gerou forte comoção na Itália e reacendeu discussões sobre os riscos de mergulhos em cavernas profundas, especialmente em áreas de difícil acesso e com condições extremas de pressão subaquática.
Uma menina de 2 anos morreu no Texas, nos Estados Unidos, após ser esmagada por uma cômoda de cerca de 36 quilos que tombou enquanto ela tentava alcançar um brinquedo colocado sobre o móvel. O acidente aconteceu em janeiro deste ano e vitimou Helena Cochrane, que estava a poucos dias de completar 3 anos.
Tigre da criadora conhecida como ‘Rainha dos Tigres’ escapa, ataca idoso e é morto a tiros na Alemanha
Parte de prédio desaba sobre mesa de café da manhã e deixa três turistas feridos na Espanha
Segundo o relato da mãe da criança, Taryn, de 21 anos, publicado nas redes sociais, neste mês de maio, Helena escalava a cômoda antiga quando o móvel caiu sobre ela. A jovem descreveu o episódio como algo repentino e silencioso.
“Aconteceu tão rápido e tão silenciosamente, e nossas vidas mudaram para sempre. O inimaginável aconteceu”, escreveu.
A mãe afirmou que decidiu tornar pública a história para alertar outras famílias sobre a importância de fixar móveis pesados às paredes, especialmente em casas com crianças pequenas. Segundo ela, o sentimento de culpa após a tragédia foi devastador.
“A culpa e a vergonha quase me consumiram por completo, sabendo que, se eu tivesse tomado as precauções de fixar esta cômoda, meu bebê ainda estaria aqui. Foi algo tão inesperado e que eu jamais imaginaria ser uma ameaça, devido ao tamanho e peso da cômoda, assim como muitos outros pais”, disse.
Alerta para prevenção dentro de casa
Taryn afirmou que quis transformar a dor em um alerta para evitar novas mortes semelhantes. Ela destacou que acidentes desse tipo costumam acontecer quando crianças curiosas tentam escalar móveis ou se apoiar neles.
“Nenhum pai ou mãe deveria sobreviver aos seus bebês. Na maioria das vezes, isso acontece porque uma criança curiosa tenta escalar ou se levantar sozinha. Basta um segundo para algo pesado cair, e as consequências podem ser devastadoras”, relatou.
Ela reforçou ainda que a ancoragem de móveis pode ser feita rapidamente e pode salvar vidas.
“Não consigo enfatizar o suficiente a importância de fixar todos os móveis que puder, especialmente as cômodas, ao tornar sua casa segura para crianças. Se a minha história puder ajudar ao menos uma família a evitar esse tipo de tragédia, então a memória da minha filha estará protegendo outras pessoas de uma forma que realmente importa”, afirmou.
Especialistas em segurança doméstica recomendam que móveis pesados, como cômodas, estantes e televisores, sejam presos às vigas da parede com cintas antitombamento, suportes ou sistemas de ancoragem próprios para evitar quedas. Esses itens estão entre os mais comuns em acidentes fatais envolvendo crianças pequenas dentro de casa.
O pescador Steven “Mattas” Mattaboni, de 38 anos, morreu, no sábado (17), após ser atacado por um tubarão-branco de cerca de 4,8 metros na Ilha Rottnest, destino turístico popular próximo a Perth, no oeste da Austrália. Pai de duas filhas pequenas, de dois anos e quatro meses, ele participava de uma pescaria submarina com amigos quando foi mordido na perna, por volta das 10h da manhã.
Parte de prédio desaba sobre mesa de café da manhã e deixa três turistas feridos na Espanha
Tigre da criadora conhecida como ‘Rainha dos Tigres’ escapa, ataca idoso e é morto a tiros na Alemanha
Segundo a polícia local, os amigos presenciaram o ataque e retiraram Steven da água imediatamente. Eles iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar ainda no barco e seguiram em alta velocidade até o cais de Geordie Bay, onde equipes de paramédicos e um helicóptero de resgate já aguardavam. Apesar da mobilização, ele não resistiu.
— Seus amigos testemunharam o evento horrível. Eles retiraram o corpo da água, fizeram massagem cardíaca no caminho de volta e foram direto para o cais de Geordie Bay — afirmou o sargento Michael Wear, responsável pela Ilha Rottnest.
Ele acrescentou que o grupo era formado por pescadores experientes e destacou a atuação conjunta das equipes de emergência.
— Foi um esforço conjunto de todas as agências para envolver todos da melhor maneira possível para a vítima — disse.
Homenagens e alerta nas praias
Em uma homenagem comovente, a esposa de Steven, Shirlene, descreveu o marido como um homem generoso, leal e profundamente ligado ao mar.
— Nossos corações estão irremediavelmente partidos pela perda de Steven, carinhosamente conhecido por seus amigos como “Mattas”. Um ávido pescador e pescador submarino, que vivia e respirava o oceano, ele estava sempre em sintonia com o mar — escreveu.
Ela também destacou o papel dele como pai e companheiro.
— Ele era extremamente leal, infinitamente generoso e o tipo de homem que daria a própria camisa para te ajudar. O mundo perdeu um cavalheiro verdadeiramente único, e nossas filhas perderam um pai incrível muito cedo.
Steven também era conhecido no esporte local por atuar competitivamente pelo Kingsley Football Club, equipe campeã da liga de futebol australiano. Em nota, o clube lamentou a morte e afirmou que ele era “uma das pessoas mais genuínas” da comunidade.
A Surf Life Saving WA informou que um tubarão-branco de 4,8 metros foi avistado a cerca de 80 metros da costa no mesmo horário do ataque. Já o Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional (DPIRD) recomendou cautela redobrada nas áreas de Horseshoe Reef e Marjorie Bay, além de manter uma embarcação de patrulha monitorando a região.
O caso ocorre em meio a uma sequência de ataques de tubarão na costa australiana em 2026. Em janeiro, quatro pessoas foram mordidas em ataques registrados em apenas 48 horas perto de Sydney. Entre as vítimas estava Nico Antic, de 12 anos, que morreu uma semana após ser atacado por um suposto tubarão-touro.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou nesta segunda-feira ter respondido à última proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio em definitivo, um dia após o presidente americano, Donald Trump, voltar a ameaçar a “aniquilar” o país em caso de demora para um acordo. O movimento diplomático ocorre no mesmo dia em que o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano apresentou a criação de um novo órgão para gerenciar o tráfego naval no Estreito de Ormuz, que Teerã pretende reabrir com a cobrança de taxas de travessia a navios estrangeiros.
*Matéria em atualização
Mergulhadores de elite iniciaram, nesta segunda-feira (18), uma operação de alto risco para resgatar quatro turistas italianos desaparecidos em uma caverna submersa nas Maldivas, em uma missão marcada pelo mau tempo, pela morte de um socorrista e pelo temor de que tubarões ataquem os corpos antes da chegada das equipes. A ação dá continuidade às buscas iniciadas após o desaparecimento do grupo na quinta-feira (14), durante uma expedição universitária de mergulho.
Mergulho nas Maldivas: alerta amarelo de ‘tempo severo’ foi emitido na região antes de tragédia que deixou seis mortos
Tragédia nas Maldivas: Equipe de elite assume buscas por mergulhadores após morte de militar
Os finlandeses Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist chegaram ao arquipélago no domingo (17) e começaram os trabalhos nesta segunda-feira no complexo de cavernas de Alimatha, próximo ao Atol de Vaavu. A equipe foi mobilizada pela DAN Europe, organização especializada em segurança no mergulho, e tem capacidade para alcançar profundidades de até 150 metros, o que amplia as chances de acesso à chamada Thinwana Kandu, conhecida como “Caverna dos Tubarões”, onde os desaparecidos teriam ficado presos.
Até agora, apenas um dos cinco mergulhadores italianos foi localizado. O corpo do biólogo marinho Federico Gualtieri foi encontrado a cerca de 60 metros de profundidade dentro da estrutura da caverna. Segundo as autoridades locais, há indícios de que os outros quatro também estejam no mesmo local.
— O corpo foi recuperado a cerca de 60 metros de profundidade, dentro de uma estrutura de caverna. Supõe-se que os demais mergulhadores também estejam dentro desta caverna, que tem cerca de 60 metros de comprimento — informaram as autoridades das Maldivas.
Operação cercada de riscos
O grupo participava de uma viagem de pesquisa universitária liderada pela bióloga marinha Monica Montefalcone e pelo capitão Gianluca Benedetti. Também estavam na expedição a filha de Monica, Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino e o próprio Gualtieri. Outros 20 turistas que estavam no iate Duke of York já retornaram à Itália.
A gravidade da operação aumentou no sábado, quando o sargento-mor Mohamed Mahudhee, mergulhador militar das Maldivas, morreu após sofrer doença descompressiva durante os trabalhos de resgate. A morte elevou para seis o número total de vítimas ligadas ao caso e levou à suspensão temporária das buscas por causa das condições adversas no mar.
Além disso, surgiram questionamentos sobre possíveis irregularidades na expedição. O iate de onde partiu o grupo não tinha autorização para mergulhos superiores a 30 metros de profundidade, enquanto a entrada da caverna estaria entre 55 e 58 metros, chegando a até 100 metros em alguns trechos.
— Todos sabem que as regras foram quebradas; eles nem sequer tinham autorização para realizar pesquisas nessas profundidades — afirmou Shafraz Naeem, ex-mergulhador militar e veterano das Forças de Defesa Nacionais das Maldivas. — Até mesmo os mergulhadores mais experientes podem enfrentar desafios consideráveis em tais ambientes.
Laura Marroni, CEO da DAN Europe, afirmou ao jornal La Stampa que a prioridade agora é recuperar os corpos.
— Vamos trazê-los de volta. Não podemos deixá-los à mercê dos tubarões. Precisamos de especialistas aqui — declarou.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress