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Os preços do petróleo tipo Brent reverteram os ganhos após a notícia, enquanto os títulos subiram com a expectativa de avanço nas negociações, que estão praticamente estagnadas. O Brent era negociado em torno de US$ 109 (cerca de R$ 546) o barril. Já os títulos globais vinham sendo negociados em níveis não vistos há décadas, em meio ao temor de que a inflação force bancos centrais a elevar os juros.
O presidente americano, Donald Trump, havia expressado frustração com o Irã mais cedo e disse que “o tempo está se esgotando”, poucas horas após drones atingirem uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos.
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Teerã “precisa agir, e rápido, ou não sobrará nada deles”, disse Trump na rede Truth Social, no domingo. Foram seus comentários mais agressivos contra o Irã desde o retorno de uma viagem à China, na sexta-feira, em meio a esforços frustrados para avançar além de um frágil cessar-fogo.
No domingo, um drone provocou um incêndio em uma estação de energia da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, evidenciando a fragilidade da trégua. O Ministério da Defesa informou que o projétil foi lançado a partir do oeste do país e que outros dois foram interceptados.
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Geradores a diesel de emergência foram acionados para fornecer energia à unidade 3 da usina, informou a Agência Internacional de Energia Atômica em uma publicação nas redes sociais. Não houve impacto radiológico, segundo o escritório de mídia de Abu Dhabi.
A Arábia Saudita afirmou ter interceptado e destruído três drones que entraram em seu espaço aéreo, no domingo, vindos do Iraque, onde atuam diversas milícias apoiadas pelo Irã. Não estava claro se eles faziam parte do ataque aos Emirados.
“O ataque terrorista à usina nuclear de Barakah, seja perpetrado diretamente ou por meio de intermediários, representa uma escalada perigosa e um capítulo sombrio que viola todas as leis e normas internacionais”, afirmou Anwar Gargash, assessor sênior de política externa do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin Zayed, na rede X. “Essa escalada reafirma a natureza dos desafios enfrentados pela região no combate às forças do mal, do caos e da sabotagem.”
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Os Emirados Árabes Unidos têm adotado a postura mais agressiva entre os países árabes em relação ao Irã, tanto no discurso quanto na realização de ataques limitados antes do início do cessar-fogo, em 8 de abril, segundo a Bloomberg.
O Irã não comentou publicamente os ataques.
O Paquistão enviou 8 mil soldados, um esquadrão de caças e um sistema de defesa aérea para a Arábia Saudita como parte de um pacto de defesa mútua firmado no ano passado, informou a Reuters, citando fontes. Segundo duas delas, os militares terão principalmente funções de assessoria e treinamento.
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No fim de semana, a agência semioficial Fars informou que os EUA estabeleceram cinco condições principais para um acordo de paz. Entre elas, a transferência de urânio enriquecido pelo Irã para os EUA. Em contrapartida, Washington não ofereceria reparações de guerra e liberaria menos de um quarto dos ativos congelados de Teerã. Os EUA não comentaram publicamente os termos.
Reparações e o desbloqueio de ativos fazem parte das exigências de Teerã, junto com o fim do bloqueio a portos iranianos e a manutenção de algum grau de controle sobre o tráfego no Estreito de Ormuz.
— Queremos fechar um acordo — disse Trump ao Axios no domingo, acrescentando que aguarda uma proposta iraniana atualizada. — Eles não estão onde queremos. Terão que chegar lá ou serão duramente atingidos, e eles não querem isso.
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Interromper os ataques e normalizar o tráfego de entrada e saída do Golfo Pérsico deve ser o primeiro passo nas negociações entre EUA e Irã, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas, acrescentando que o bloco tem pouca influência sobre os dois países.
— Devemos ao menos concordar com a primeira fase: interromper os ataques e abrir o Estreito de Ormuz — afirmou. — A partir daí, podemos negociar os temas mais difíceis, mas é muito complicado e, no fim, os EUA terão que chegar a um acordo com o Irã.
A guerra entre EUA e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro e já deixou milhares de mortos, principalmente na República Islâmica e no Líbano. Ataques de retaliação de Teerã atingiram aliados dos EUA no Golfo — incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita — além de Israel.









