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A pesquisa aponta um alto alto grau de insatisfação do eleitorado com o presidente americano, em um ano com eleições de meio de mandato cruciais para as pretensões do Partido Republicano, incluindo a representação da legenda na Câmara e no Senado. Além do cenário sobre o Oriente Médio, os dados também indicam uma queda de popularidade importante de Trump, e um aumento expressivo das preocupações econômicas.
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Quase dois terços dos eleitores (64%) classificaram a entrada na guerra com o Irã como uma decisão errada, contra 30% que classificaram como uma decisão correta. Embora haja uma variação ao avaliar os eleitores a partir da preferência partidária — 93% dos democratas consideraram a guerra como uma decisão errada, enquanto 70% dos republicanos consideram uma decisão correta —, 73% dos eleitores independentes, grupo politicamente crucial para as eleições, classificou negativamente o conflito. Os números se refletem na média geral.
Questões correlatas ao conflito também mostram a insatisfação do eleitorado com relação a decisões de Trump relacionadas ao uso da força. Enquanto parlamentares no Capitólio debatem os poderes de guerra do Executivo, 63% dos eleitores — incluindo 27% dos republicanos — disseram que Trump não deveria poder usar a força militar sem a aprovação do Congresso.
Apesar do número geral, a maioria dos apoiadores do presidente apoia a guerra contra o Irã e quer que ela continue. Setenta por cento dos republicanos acreditam que as operações militares devem ser retomadas caso não se chegue a um acordo, e 73% esperam que a guerra elimine com sucesso o programa nuclear iraniano.
— Acho que cortar o mal pela raiz, antes que eles consigam uma arma nuclear, é do nosso interesse — disse Amanda Mann, de 44 anos, enfermeira domiciliar em Myrtle Creek, Oregon. — Eles vivem gritando ‘morte à América’. Então, por que não nos proteger antes que eles nos alcancem?
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Danny KEMP / AFP
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Popularidade em queda
Outros indicadores desfavoráveis ao presidente republicano foram apontados pelo jornal americano como possíveis pontos sensíveis para as eleições de meio de mandato. A popularidade de Trump caiu para o menor nível em seu segundo mandato nas pesquisas do Times/Siena, atingindo 37%. O número é similar ao identificado no começo do mês por uma pesquisa Washington Post-ABC News/Ipsos, que mostrou uma rejeição de 62% a Trump, e aprovação de 37%.
A maioria do eleitorado demonstrou forte ceticismo em relação à liderança de Trump em questões importantes, incluindo a economia e o custo de vida. Sessenta e quatro por cento de todos os eleitores desaprovaram a condução da economia (desaprovação de 64%) e a maioria expressou opiniões negativas sobre a condução de políticas que se refletem no custo de vida (desaprovação de 69%), imigração (56%) e o conflito israelense-palestino (62%).
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Os números apontam a crescente da curva de insatisfação . A desaprovação a Trump entre eleitores independentes subiu de 62%, em pesquisa realizada em janeiro, para 69%. Quarenta e quatro por centro dos eleitores no total disseram que as políticas de Trump os prejudicaram diretamente, acima dos 36% registrados em pesquisa anterior, em 2025.
A aprovação do presidente em questões econômicas também caiu significativamente desde o começo do ano. Apenas 28% dos eleitores acreditavam que ele havia lidado bem com o custo de vida, uma queda de seis pontos em relação a janeiro. Entre os republicanos, houve uma queda de 14 pontos desde o primeiro mês no ano.
Cenário eleitoral
Embora a popularidade do presidente seja um indicador historicamente importante para o partido no poder em eleições parlamentares, o impacto nas urnas não é de todo previsível. Os republicanos buscam uma vantagem estrutural a partir do redesenho de mapas eleitorais estimulado por Trump em estados conservadores — medida replicada por democratas em estados de maioria progressista. Espera-se que a campanha garanta ao Partido Republicano algo entre seis e dez novos distritos favoráveis.
Além do cenário construído pelos republicanos, a sigla também contra com a desconfiança dos eleitores nos democratas, que dados apontam ainda não terem conseguido convencer os eleitores como uma uma alternativa atraente. O partido não melhorou sua imagem política, mesmo após mais de um ano tentando demonstrar que compreendem as preocupações dos eleitores e conseguem enfrentar Trump. Apenas 26% dos eleitores disseram estar satisfeitos com o Partido Democrata.
O descontentamento inclui um número significativo de democratas que expressaram reservas sobre o próprio partido. Quarenta e quatro por cento dos democratas disseram estar insatisfeitos, enquanto apenas 23% dos republicanos disseram o mesmo sobre seu partido.
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— Eles simplesmente não estão reagindo com firmeza suficiente na minha opinião — disse Matthew Berryhill, de 35 anos, recrutador de Marietta, Geórgia, uma área decisiva na principal disputa pelo Senado do estado neste ano. — Eles fazem declarações fortes e usam palavras fortes, mas não há ações para sustentar isso.
Ainda assim, enquanto ambos os partidos se mobilizam para disputas legislativas, a pesquisa sugere que os candidatos republicanos entram nas eleições gerais carregando sérias desvantagens políticas. Em uma pergunta hipotética sobre a disputa deste ano, os democratas tinham vantagem de 10 pontos percentuais entre os eleitores registrados: 50% disseram que apoiariam o candidato democrata se as eleições fossem hoje, enquanto 39% afirmaram apoiar o republicano. Entre os independentes, a vantagem democrata era de 18 pontos, embora 16% tenham preferido não escolher um partido.
A pesquisa New York Times/Siena College foi realizada com 1.507 eleitores registrados nos EUA entre os dias 11 e 15 de maio de 2026. A margem de erro amostral entre os eleitores é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos.









