Mergulhadores de elite iniciaram, nesta segunda-feira (18), uma operação de alto risco para resgatar quatro turistas italianos desaparecidos em uma caverna submersa nas Maldivas, em uma missão marcada pelo mau tempo, pela morte de um socorrista e pelo temor de que tubarões ataquem os corpos antes da chegada das equipes. A ação dá continuidade às buscas iniciadas após o desaparecimento do grupo na quinta-feira (14), durante uma expedição universitária de mergulho.
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Tragédia nas Maldivas: Equipe de elite assume buscas por mergulhadores após morte de militar
Os finlandeses Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist chegaram ao arquipélago no domingo (17) e começaram os trabalhos nesta segunda-feira no complexo de cavernas de Alimatha, próximo ao Atol de Vaavu. A equipe foi mobilizada pela DAN Europe, organização especializada em segurança no mergulho, e tem capacidade para alcançar profundidades de até 150 metros, o que amplia as chances de acesso à chamada Thinwana Kandu, conhecida como “Caverna dos Tubarões”, onde os desaparecidos teriam ficado presos.
Até agora, apenas um dos cinco mergulhadores italianos foi localizado. O corpo do biólogo marinho Federico Gualtieri foi encontrado a cerca de 60 metros de profundidade dentro da estrutura da caverna. Segundo as autoridades locais, há indícios de que os outros quatro também estejam no mesmo local.
— O corpo foi recuperado a cerca de 60 metros de profundidade, dentro de uma estrutura de caverna. Supõe-se que os demais mergulhadores também estejam dentro desta caverna, que tem cerca de 60 metros de comprimento — informaram as autoridades das Maldivas.
Operação cercada de riscos
O grupo participava de uma viagem de pesquisa universitária liderada pela bióloga marinha Monica Montefalcone e pelo capitão Gianluca Benedetti. Também estavam na expedição a filha de Monica, Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino e o próprio Gualtieri. Outros 20 turistas que estavam no iate Duke of York já retornaram à Itália.
A gravidade da operação aumentou no sábado, quando o sargento-mor Mohamed Mahudhee, mergulhador militar das Maldivas, morreu após sofrer doença descompressiva durante os trabalhos de resgate. A morte elevou para seis o número total de vítimas ligadas ao caso e levou à suspensão temporária das buscas por causa das condições adversas no mar.
Além disso, surgiram questionamentos sobre possíveis irregularidades na expedição. O iate de onde partiu o grupo não tinha autorização para mergulhos superiores a 30 metros de profundidade, enquanto a entrada da caverna estaria entre 55 e 58 metros, chegando a até 100 metros em alguns trechos.
— Todos sabem que as regras foram quebradas; eles nem sequer tinham autorização para realizar pesquisas nessas profundidades — afirmou Shafraz Naeem, ex-mergulhador militar e veterano das Forças de Defesa Nacionais das Maldivas. — Até mesmo os mergulhadores mais experientes podem enfrentar desafios consideráveis em tais ambientes.
Laura Marroni, CEO da DAN Europe, afirmou ao jornal La Stampa que a prioridade agora é recuperar os corpos.
— Vamos trazê-los de volta. Não podemos deixá-los à mercê dos tubarões. Precisamos de especialistas aqui — declarou.
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Até agora, apenas um dos cinco mergulhadores italianos foi localizado. O corpo do biólogo marinho Federico Gualtieri foi encontrado a cerca de 60 metros de profundidade dentro da estrutura da caverna. Segundo as autoridades locais, há indícios de que os outros quatro também estejam no mesmo local.
— O corpo foi recuperado a cerca de 60 metros de profundidade, dentro de uma estrutura de caverna. Supõe-se que os demais mergulhadores também estejam dentro desta caverna, que tem cerca de 60 metros de comprimento — informaram as autoridades das Maldivas.
Operação cercada de riscos
O grupo participava de uma viagem de pesquisa universitária liderada pela bióloga marinha Monica Montefalcone e pelo capitão Gianluca Benedetti. Também estavam na expedição a filha de Monica, Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino e o próprio Gualtieri. Outros 20 turistas que estavam no iate Duke of York já retornaram à Itália.
A gravidade da operação aumentou no sábado, quando o sargento-mor Mohamed Mahudhee, mergulhador militar das Maldivas, morreu após sofrer doença descompressiva durante os trabalhos de resgate. A morte elevou para seis o número total de vítimas ligadas ao caso e levou à suspensão temporária das buscas por causa das condições adversas no mar.
Além disso, surgiram questionamentos sobre possíveis irregularidades na expedição. O iate de onde partiu o grupo não tinha autorização para mergulhos superiores a 30 metros de profundidade, enquanto a entrada da caverna estaria entre 55 e 58 metros, chegando a até 100 metros em alguns trechos.
— Todos sabem que as regras foram quebradas; eles nem sequer tinham autorização para realizar pesquisas nessas profundidades — afirmou Shafraz Naeem, ex-mergulhador militar e veterano das Forças de Defesa Nacionais das Maldivas. — Até mesmo os mergulhadores mais experientes podem enfrentar desafios consideráveis em tais ambientes.
Laura Marroni, CEO da DAN Europe, afirmou ao jornal La Stampa que a prioridade agora é recuperar os corpos.
— Vamos trazê-los de volta. Não podemos deixá-los à mercê dos tubarões. Precisamos de especialistas aqui — declarou.









