Contexto: Israel afirma ter matado o novo chefe do braço armado do Hamas em Gaza
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Yusef foi “libertado perto da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia”, declarou seu filho, Owais Yusef. Ele acrescentou que seu pai foi transferido para um hospital em Ramallah, onde reside.
Cofundador do Hamas na década de 1980 ao lado do xeque Ahmed Yassin e de outros integrantes palestinos da Irmandade Muçulmana, Yusef é um dos líderes do movimento na Cisjordânia.
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A polícia israelense não respondeu aos questionamentos da AFP para confirmar a informação.
Yusef foi preso em outubro de 2023 e encarcerado em uma prisão israelense sob o regime de detenção administrativa, pouco depois do ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, que desencadeou a guerra em Gaza.
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Israel ampliou o uso da detenção administrativa contra palestinos após o início da guerra, o que permite prender indivíduos sem acusação formal por períodos de até seis meses, renováveis sucessivamente.
As autoridades israelenses afirmam que esse procedimento permite manter suspeitos sob custódia e prevenir possíveis ataques enquanto continuam reunindo provas.
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Organizações de defesa dos direitos humanos, por sua vez, afirmam que o sistema favorece abusos.
Yusef já foi preso diversas vezes. Sua última libertação havia ocorrido em julho de 2020, após 16 meses em detenção administrativa.
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Ex-membro do Parlamento Palestino, atualmente dissolvido, Yusef mantém uma relação conturbada com seu filho mais velho, Mosab Hasan Yusef, que espionou durante dez anos o movimento de seu pai para Israel.
Entre 1997 e 2007, Mosab trabalhou para o Shin Bet, a agência de segurança interna israelense, antes de se mudar para os Estados Unidos, onde vive sob uma nova identidade. Em 2010, publicou o livro Son of Hamas (“Filho do Hamas”).










