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O vulcão Shiveluch, um dos mais ativos da Rússia, expeliu nesta terça-feira uma densa coluna de cinzas que alcançou cerca de 7.100 metros de altitude, segundo o Serviço Geofísico Unificado da Academia Russa de Ciências. O fenômeno ocorreu na península de Kamchatka, no extremo leste do país.
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Imagens captadas a partir da localidade de Klyuchi mostram a pluma de cinzas se elevando vários quilômetros acima do nível do mar, formando uma nuvem visível a longa distância. De acordo com os cientistas, o Shiveluch está entre os maiores e mais ativos vulcões da região, considerada uma das zonas vulcânicas mais intensas do planeta.
Veja vídeo:
Vulcão russo Shiveluch lança cinzas a vários quilômetros de altura
A erupção foi registrada por instrumentos de monitoramento geofísico e por câmeras instaladas nas proximidades do vulcão. Até o momento, não há informações sobre vítimas ou impactos diretos em áreas habitadas, mas autoridades mantêm alertas devido ao risco que as cinzas representam para a aviação e para comunidades próximas.
A península de Kamchatka abriga dezenas de vulcões ativos e concentra uma parte significativa da atividade vulcânica global, sendo monitorada constantemente por cientistas russos.

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O recente indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro nos Estados Unidos pela derrubada de dois aviões da organização Brothers to the Rescue (Irmãos ao Resgate), em 1996, reacendeu um dos episódios mais tensos da história recente entre os dois países. Em 24 de fevereiro daquele ano, caças MiG cubanos derrubaram duas aeronaves civis, causando a morte de quatro pessoas. Um terceiro avião, no qual viajava José Basulto, chefe da organização fundada por exilados cubanos anticastristas, conseguiu escapar.
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Washington afirma que o ataque ocorreu sobre águas internacionais, enquanto Havana sustenta que agiu em legítima defesa em suas águas territoriais. Trinta anos depois, a Justiça americana acusa Castro – então ministro da Defesa – de assassinato, conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves, em meio a uma forte pressão da administração de Donald Trump sobre Cuba.
René González, piloto e ex-agente da inteligência cubana infiltrado nos Estados Unidos entre 1991 e 1998, participou da fundação do Irmãos ao Resgate e relatou à AFP sua versão dos fatos.
Um grupo ‘humanitário’
Em uma entrevista em sua casa em Havana, González conta que a organização era conhecida pelas missões de busca de balseiros cubanos que tentavam chegar à Flórida em embarcações precárias.
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— Por trás de um conceito humanitário de salvar vidas se esconde toda uma série de esquemas que não são públicos — disse, em referência a supostos planos violentos da organização em Cuba.
O ex-espião afirma que essa radicalização começou a se desenvolver em meados dos anos 1990.
— Eles foram escalando (…) sob a percepção de que isto [o governo comunista] já estava com os dias contados — explica, em referência à dura crise econômica que Cuba atravessava com a queda da União Soviética.
O ex-agente pondera, no entanto, que nem todos os integrantes compartilhavam essas intenções. “Entre os que caíram, há dois rapazes que me doem: Carlos Costa e Mario de la Peña, que queriam fazer horas de voo e salvar balseiros” e “não tinham nada a ver com o restante dos outros planos”.
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Ele também recordou uma incursão aérea sobre Havana em 1994, da qual participou com a organização: “Voamos a cerca de três milhas do Malecón, lançando sinalizadores, bombas de fumaça (…) foi uma violação flagrante [do espaço aéreo cubano] muito divulgada” por meios de comunicação americanos.
O dia da derrubada
Sobre 24 de fevereiro de 1996, González recorda o momento em que soube da notícia. Ele estava na cozinha de sua casa em Miami: “Para mim, foi um choque”.
Como espião cubano na Flórida, “foram dias difíceis, de estar constantemente em alerta, transmitindo informações, recebendo orientações [de Havana] sobre como lidar com o tema”, conta González, detido nos Estados Unidos em 1998 e condenado a 15 anos de prisão. Em sua opinião, a derrubada foi usada politicamente pelos setores do exílio mais radicais em sua postura em relação a Cuba.
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— Eles se sentiam felizes porque realmente conseguiram. Bem, fizeram quatro pessoas morrerem, mas conseguiram uma lei que nos causou muito dano — afirma, em referência à Helms-Burton, que transformou em lei federal o embargo contra Cuba.
Essa norma foi adotada pelo governo de Bill Clinton (1993-2001) como resposta à derrubada das aeronaves.
‘Não me surpreende’
González assegura que a acusação contra Raúl Castro, de 94 anos, responde à conjuntura política atual e faz parte de uma “estratégia mais ampla” de Washington para aumentar a pressão sobre Cuba.
— Não me surpreende, dado o contexto de agressividade que o governo Trump gerou.
Para o ex-agente, a imputação se insere em uma lógica impulsionada por setores do exílio anticastrista.
— Este indiciamento não é mais que (…) a ação desse setor [exílio anticastrista] para ver se finalmente empurra o governo americano contra Cuba — sustenta.
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Em sua opinião, alguns grupos desse entorno “sonham” há décadas com uma confrontação direta entre os dois países, o que “seria uma tragédia para Cuba e para os Estados Unidos”. González afirma: “Não gostaria de ter que atirar em um jovem americano”.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que Cuba aceitou a oferta de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) em ajuda humanitária proposta por Washington, condicionada à distribuição dos recursos por meio da Igreja Católica. A iniciativa foi anunciada pelo Departamento de Estado em meio ao bloqueio naval imposto ao país caribenho desde o início do ano e após uma troca de acusações entre os dois governos sobre os termos do pacote.
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Segundo o Departamento de Estado, o montante não seria repassado diretamente ao governo cubano, mas entregue como “assistência humanitária direta ao povo”, com distribuição coordenada por organizações independentes, como a própria Igreja Católica. A medida, segundo Washington, busca garantir que os recursos não passem pelas autoridades da ilha.
A oferta ocorre em meio a um cenário de tensão entre os dois países. Antes da sinalização de aceitação mencionada por Rubio, autoridades americanas e cubanas trocaram acusações públicas sobre a existência e os termos do pacote. O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, chegou a classificar a proposta como uma “fábula”, afirmando que não havia sido formalmente apresentada pelos canais oficiais.
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Na semana passada, em publicações nas redes sociais, Rodríguez questionou a origem dos recursos e as condições da ajuda, sugerindo que a iniciativa poderia representar uma tentativa de interferência externa.
“Será uma doação, um engano ou um negócio sujo para cercear nossa independência? Não seria mais fácil levantar o cerco de combustível?”, escreveu na rede X, ao cobrar maior transparência sobre o plano.
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A proposta foi apresentada em meio ao endurecimento da política americana em relação à ilha. Desde o início do ano, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, impôs um bloqueio naval que restringiu o acesso de Cuba a combustíveis, com impactos diretos na economia e no cotidiano da população. O país enfrenta apagões frequentes, redução de voos internacionais e medidas emergenciais adotadas pelo governo local.
Diante desse cenário, órgãos internacionais têm alertado para a deterioração das condições de vida na ilha. Em abril, a ONU afirmou que as necessidades humanitárias em Cuba permanecem “agudas e persistentes”, citando também os efeitos ainda presentes de desastres naturais recentes.
* Matéria em atualização
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que Cuba aceitou a oferta de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) em ajuda humanitária proposta por Washington, condicionada à distribuição dos recursos por meio da Igreja Católica. A iniciativa foi anunciada pelo Departamento de Estado em meio ao bloqueio naval imposto ao país caribenho desde o início do ano e após uma troca de acusações entre os dois governos sobre os termos do pacote.
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Segundo o Departamento de Estado, o montante não seria repassado diretamente ao governo cubano, mas entregue como “assistência humanitária direta ao povo”, com distribuição coordenada por organizações independentes, como a própria Igreja Católica. A medida, segundo Washington, busca garantir que os recursos não passem pelas autoridades da ilha.
A oferta ocorre em meio a um cenário de tensão entre os dois países. Antes da sinalização de aceitação mencionada por Rubio, autoridades americanas e cubanas trocaram acusações públicas sobre a existência e os termos do pacote. O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, chegou a classificar a proposta como uma “fábula”, afirmando que não havia sido formalmente apresentada pelos canais oficiais.
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Na semana passada, em publicações nas redes sociais, Rodríguez questionou a origem dos recursos e as condições da ajuda, sugerindo que a iniciativa poderia representar uma tentativa de interferência externa.
“Será uma doação, um engano ou um negócio sujo para cercear nossa independência? Não seria mais fácil levantar o cerco de combustível?”, escreveu na rede X, ao cobrar maior transparência sobre o plano.
* Matéria em atualização
Israel anunciou nesta quinta-feira que expulsou todos os ativistas estrangeiros da flotilha para Gaza capturados esta semana pelas forças israelenses em águas internacionais, após a indignação internacional com o tratamento que receberam durante a detenção. Após a divulgação de imagens dos ativistas com as mãos amarradas e a testa contra o chão, Espanha, Irlanda e Itália pediram sanções da União Europeia contra o ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que publicou os vídeos.
Entenda o caso: Ministro israelense causa indignação ao divulgar vídeo de ativistas de flotilha a Gaza ajoelhados e com mãos amarradas; assista
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Cerca de 430 tripulantes a bordo de aproximadamente 50 embarcações foram interceptados na segunda-feira pelo Exército israelense no Mediterrâneo, a oeste de Chipre, e levados à força para Israel, onde foram detidos na prisão de Ktziot, afirmou a ONG Adalah, que os representou legalmente.
— Todos os ativistas estrangeiros da flotilha da Solidariedade com a Palestina foram deportados de Israel. Israel não permitirá nenhuma violação do bloqueio naval legal sobre Gaza — declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Oren Marmorstein.
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A ONG havia indicado na noite de quarta-feira que eles deveriam comparecer à Justiça antes da expulsão, mas um porta-voz da organização ouvido pela AFP, Moatassem Zeidan, afirmou que, ao final, “não serão apresentados aos tribunais”.
A Adalah informou que os ativistas foram levados ao aeroporto de Ramon, perto de Eilat, no sul de Israel, para serem expulsos do país. Os ativistas egípcios e jordanianos foram transferidos para seus respectivos países, para Taba e Aqaba, próximas às fronteiras com Israel.
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No entanto, uma ativista germano-israelense que viajava no mesmo comboio marítimo — que partiu da Turquia após a interceptação, em abril, por parte de Israel, de uma flotilha anterior para Gaza ao largo da Grécia — deverá comparecer a um tribunal em Ascalão.
Europa pede sanções por tratamento a ativistas
Os ativistas da “Global Sumud Flotilla” (“sumud” significa resiliência em árabe) queriam chamar atenção para a situação humanitária na Faixa de Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra entre Hamas e Israel, rompendo o bloqueio marítimo imposto pelo Estado israelense ao território palestino.
O ministro Ben Gvir provocou na quarta-feira uma onda de indignação no exterior e até dentro de seu próprio governo ao publicar um vídeo dos ativistas da flotilha ajoelhados e com as mãos amarradas.
Ministro israelense publica vídeo mostrando ativistas da flotilha detidos e amarrados
Uma jovem que grita “Libertem a Palestina” ao passar pelo ministro termina com a cabeça pressionada contra o chão por agentes de segurança.
Veja: Israel mata líder do braço armado do Hamas na Faixa de Gaza
Ben Gvir, do partido Poder Judaico, foi criticado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar.
Mas Netanyahu defendeu que seu país “tem pleno direito de impedir que flotilhas provocadoras de partidários terroristas do Hamas” entrem em suas águas territoriais e cheguem a Gaza”, em referência ao movimento que desencadeou a guerra ao lançar um ataque sem precedentes contra Israel em 7 de outubro de 2023.
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As reações internacionais, especialmente dos países cujos cidadãos foram detidos, não demoraram.
O chefe do governo da Espanha, Pedro Sánchez, classificou as imagens como “inaceitáveis” e anunciou que seu país vai defender a imposição de sanções da União Europeia contra o ministro israelense.
O tratamento dado aos detidos foi classificado como “inadmissível” pela Itália, e o chanceler Antonio Tajani declarou que pediu sanções contra o ministro.
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O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, solicitou ao Conselho Europeu, em carta obtida pela AFP, que a União Europeia adote “novas medidas” contra Israel.
A relatora especial da ONU para a situação dos direitos humanos nos Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, afirmou na rede X que o que esses ativistas sofreram é “um tratamento de luxo comparado ao que é infligido aos palestinos nas prisões israelenses”.
Alessandro Mantovani, detido com os ativistas e deportado antes dos demais, contou nesta quinta-feira ao chegar ao aeroporto de Roma-Fiumicino que ele e outros foram “levados ao aeroporto Ben Gurion com algemas e correntes nos pés, e colocados em um voo para Atenas”.
— Fomos espancados. Nos chutaram e nos deram socos — diz, referindo-se ao tratamento recebido pelas forças de segurança.
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Dario Carotenuto, também detido e deportado, relatou que foram apontados com rifles.
— Acho que foram os segundos mais longos da minha vida — afirma.
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira a favor de uma empresa portuária de propriedade americana, cujo terreno na orla foi confiscado em 1960, quando Fidel Castro chegou ao poder e nacionalizou a propriedade privada, possivelmente abrindo caminho para reivindicações semelhantes por parte de empresas e indivíduos americanos. A decisão de 8 a 1 a favor da Havana Docks Corporation ocorre em um momento em que o presidente Donald Trump aumenta a pressão sobre o país comunista, que enfrenta uma crise humanitária após os Estados Unidos bloquearem os carregamentos de petróleo da Venezuela e do México para a ilha.
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O governo Trump apoiou a entidade de propriedade americana que processou as principais companhias de cruzeiro que utilizavam os cais confiscados. O governo argumentou perante os juízes que os processos para permitir tal compensação, autorizados inicialmente pelo Congresso na década de 1990, eram uma importante ferramenta de política externa para desencorajar o investimento em Cuba.
O juiz Clarence Thomas, escrevendo pela maioria, disse que aqueles que usam propriedade “contaminada por uma confiscação anterior” são responsáveis ​​perante “qualquer cidadão dos Estados Unidos que tenha direito a essa propriedade”. Segundo ele, a Havana Docks só precisava demonstrar que as companhias de cruzeiro haviam usado propriedade apreendida sobre a qual a empresa detinha algum direito.
A juíza Elena Kagan, por sua vez, apresentou um voto divergente, argumentando que as docas sempre pertenceram ao governo cubano e que o direito da empresa sobre a propriedade havia expirado antes mesmo de as companhias de cruzeiro a utilizarem.
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A decisão do tribunal pode abrir caminho para outros processos semelhantes, mas seu impacto além das reivindicações contra as quatro empresas de cruzeiro não ficou imediatamente claro. Os juízes ainda não se pronunciaram em um segundo caso similar envolvendo as reivindicações da gigante americana de energia Exxon Mobil sobre seus ativos de petróleo e gás confiscados na ilha.
Antes da revolução comunista em Cuba, empresas americanas detinham ou controlavam 90% da geração de eletricidade da ilha, seu sistema telefônico, grande parte da indústria de mineração, os canaviais e muitas refinarias e armazéns de petróleo. Quando Castro ascendeu ao poder, há mais de 60 anos, começou a confiscar os bens de todas as empresas de propriedade americana. A maioria foi transferida para empresas estatais controladas pelo governo.
Investidores americanos apresentaram reclamações ao governo dos EUA por meio da Comissão de Liquidação de Reclamações Estrangeiras, uma agência do Departamento de Justiça. Em 1971, a comissão certificou a reclamação da Havana Docks Corporation no valor de US$ 9,1 milhões, ou quase US$ 100 milhões ajustados pela inflação (R$ 502 milhões) que permanece não paga. No total, a comissão certificou US$ 1,9 bilhão em reclamações de quase 6 mil requerentes, ou cerca de US$ 9,3 bilhões em valor atual (R$ 46,72 bilhões), de acordo com o Conselho de Comércio e Economia EUA-Cuba.
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Em 1996, o Congresso americano intensificou o embargo comercial dos EUA depois que caças cubanos abateram dois aviões pilotados por membros do grupo de exilados cubanos Irmãos ao Resgate. Três cidadãos americanos e um residente permanente morreram.
Os legisladores aprovaram a Lei de Liberdade e Solidariedade Democrática com Cuba, também conhecida como Lei Helms-Burton, que declarou que a resolução das reivindicações de propriedade era uma condição fundamental para o restabelecimento das relações econômicas e diplomáticas com Cuba. A lei incluía uma disposição que permitia aos americanos processar em tribunais federais o governo cubano pelo “tráfico” ou uso indevido de bens apreendidos — atualmente o ponto central dos processos na Suprema Corte.
Mas a lei dava aos presidentes um mecanismo para suspender a disposição e bloquear os processos judiciais, que eram controversos política e diplomaticamente. Presidentes de ambos os partidos haviam suspendido a disposição até que o primeiro governo Trump a ativou em 2019.
Essa mudança na política abriu caminho para que a Havana Docks Corporation processasse as companhias de cruzeiro por estacionarem seus navios nos cais e trazerem quase um milhão de pessoas para Havana. A empresa construiu, possuía e operava as instalações portuárias no início do século XX, como parte de um acordo de 99 anos com o governo cubano pré-Castro, que lhe permitia operar o porto até pelo menos 2004. Quando o regime comunista assumiu o poder e confiscou os cais, a empresa ainda tinha 44 anos restantes em seu contrato.
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A indústria de cruzeiros afirmou que agiu dentro da lei ao colaborar com o governo cubano e utilizar as docas, e que estava seguindo o exemplo do governo de Barack Obama, que incentivou viagens a Cuba em 2016 durante um breve período de retomada das relações diplomáticas.
Em 2022, um juiz federal do Distrito Sul da Flórida decidiu contra as companhias de cruzeiro, rejeitando sua alegação de que o uso das docas configurava viagem legal. O juiz ordenou que cada uma das quatro companhias de cruzeiro pagasse pelo menos US$ 110 milhões (R$ 552 milhões na cotação atual).
O Tribunal de Apelações do 11º Circuito dos EUA reverteu a decisão, considerando que os direitos da empresa sobre a propriedade e as operações do cais tinham um prazo de validade e teriam terminado em 2004, de acordo com o acordo original com o governo cubano.
Em atualização.
Cuba está disposta a mudanças em sua economia e governo e ansiosa para continuar as negociações com os EUA, mas não acredita que Washington esteja participando das conversas diplomáticas de boa fé, disse o embaixador cubano nas Nações Unidas, Ernesto Soberón Guzmán, em entrevista ao New York Times.
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— Cuba está disposta a conversar sobre tudo com os EUA. Não há nenhum assunto proibido em nossas conversas, com base na reciprocidade e na igualdade — disse Ernesto Soberón Guzmán, embaixador cubano, em entrevista na quarta-feira. — Obviamente, não ajuda um clima de diálogo e confiança que dia sim, dia não, haja declarações como: “Estamos prontos para tomar Cuba”.
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A entrevista de uma hora de duração foi a primeira oficialmente concedida por um funcionário do governo cubano em exercício ao New York Times em anos.
— A retórica belicista não ajuda — disse Guzmán. — Criar diferentes pretextos para uma agressão militar contra Cuba, que é o que eles estão fazendo, não ajuda.
O embaixador cubano afirmou que o governo de Havana tomou a decisão de falar com a imprensa dos EUA para demonstrar para o público americano que Cuba deseja paz e cooperação com Washington, apesar da intensificação da campanha de pressão do governo do presidente Donald Trump contra a ilha.
Essa pressão aumentou na quarta-feira, quando promotores americanos acusaram formalmente Raúl Castro, ex-presidente cubano e talvez ainda a figura mais poderosa do país, de ordenar que militares cubanos abatessem dois aviões civis sobre Cuba em 1996, matando quatro pessoas, incluindo três cidadãos americanos.
O ex-presidente cubano, Raúl Castro
Ariel LEY ROYERO / ACN / AFP
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Essa foi uma das medidas mais agressivas até o momento em uma campanha americana que já dura meses para pressionar o governo cubano a ceder o poder ou a fazer concessões políticas e econômicas significativas.
O governo Trump impôs um bloqueio de petróleo efetivo à ilha, com algumas exceções, o que contribuiu para a escassez de alimentos, falhas no sistema de saúde, preços da gasolina no mercado paralelo acima de US$ 40 por galão e apagões que duraram até 22 horas por dia.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em um vídeo dirigido ao povo cubano na quarta-feira — mesma data em que os EUA encerraram sua ocupação militar de Cuba em 1902 — que Washington não era responsável ​​por esses problemas.
— A verdadeira razão pela qual vocês não têm eletricidade, combustível ou comida é porque aqueles que controlam o seu país desviaram bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo — disse Rubio em espanhol, referindo-se à GAESA, um conglomerado administrado por militares cubanos que controla, segundo algumas estimativas, até 70% da economia de Cuba.— O presidente Trump está propondo uma nova relação entre os EUA e Cuba. Mas essa relação deve ser direta com vocês, o povo cubano, e não com a GAESA.
Pessoas cozinham com lenha em meio a crise energética em Havana, em 13 de maio de 2026
Yamil Lage/AFP
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Guzmán afirmou que os comentários de Rubio eram, “para qualquer pessoa com um mínimo de bom senso”, “um insulto à inteligência humana”. Foram os EUA que interromperam o fluxo de petróleo venezuelano que antes sustentava Cuba, disse ele, e foram os EUA que ameaçaram outras nações para que suspendessem envios de petróleo à ilha.
O embaixador ainda reiterou declarações recentes de autoridades cubanas de que a ilha esgotou suas reservas de combustível e está sustentando sua matriz energética exclusivamente com petróleo produzido internamente e energia renovável, principalmente proveniente de painéis solares.
— Quando você continua tirando e tirando sem reposição, uma hora acaba — disse ele.
O governo Trump ofereceu a Cuba US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos para amenizar os efeitos da crise energética, embora tenha condicionado à distribuída da ajuda pela Igreja Católica ou outros grupos considerados confiáveis, e não pelo governo cubano.
Pessoas caminham por uma rua durante um apagão em Havana, em 13 de maio
Yamil Lage/AFP
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Guzmán disse que Cuba pretendia aceitar a ajuda, mas também a considerou um “insulto”. Ele atribuiu muitos dos problemas econômicos da ilha ao embargo comercial e ao bloqueio do petróleo impostos pelos EUA, embora a economia planificada estatal também contribua há muito tempo para a pobreza generalizada.
Em meio às crescentes tensões, Washington e Havana estão em negociações há meses. John Ratcliffe, diretor da CIA, viajou para a ilha na semana passada para exigir que Cuba promova reformas econômicas significativas e bloqueie operações de inteligência russas e chinesas em seu território.
A CIA afirmou em um comunicado que Ratcliffe disse às autoridades cubanas “que os EUA estão preparados para se engajar seriamente em questões econômicas e de segurança, mas somente se Cuba fizer mudanças fundamentais”.
Guzmán disse que as autoridades cubanas veem diversas áreas de cooperação mutuamente benéficas, incluindo migração, turismo, agricultura, produção de medicamentos e combate ao tráfico internacional de drogas.
Mural em Havana com imagens dos últimos líderes cubanos: Fidel Castro, Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel
YAMIL LAGE / AFP
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Ele se recusou a dar detalhes sobre possíveis mudanças na economia cubana ou em seu sistema político, que tem essencialmente um único partido e nenhuma imprensa livre. Afirmou, porém, que Havana não estava disposta a receber lições de Washington sobre democracia, criticando diversos aspectos do sistema americano, incluindo o colégio eleitoral, o redesenho dos distritos eleitorais e a influência de doadores políticos ricos.
— É essa a democracia que eles querem para Cuba? Não nos interessa — disse o diplomata.
Ele acrescentou que Washington mantém relações positivas com diversas nações que não possuem sistemas democráticos.
— Portanto, a democracia em Cuba não é o motivo pelo qual os EUA estão exercendo pressão — concluiu.
Um avião da Força Aérea do Reino Unido (RAF) foi interceptado de forma “perigosa e repetida” por dois caças russos durante uma missão sobre o Mar Negro no mês passado, segundo denuncia o governo britânico. O episódio, descrito por Londres como o mais grave desde 2022, aumentou a tensão entre Rússia e países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em meio à guerra na Ucrânia.
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De acordo com o Ministério da Defesa britânico, um caça russo Su-35 voou tão perto da aeronave RC-135 Rivet Joint, usada para vigilância eletrônica, que acionou sistemas de emergência do avião britânico e chegou a desativar o piloto automático. Em outro momento, um Su-27 realizou seis passagens em frente à aeronave, aproximando-se a apenas seis metros do nariz do avião da RAF.
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A aeronave britânica estava desarmada e realizava um voo de rotina em espaço aéreo internacional, como parte das operações de monitoramento da Otan no leste europeu, segundo Londres. Apesar das manobras russas, a tripulação britânica completou a missão. O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, classificou a ação como “perigosa e inaceitável”. O governo britânico informou ainda que convocou representantes da embaixada da Rússia para se manifestarem formalmente contra o episódio.
— Essas ações criaram um sério risco de acidentes e potencial escalada — alertou o secretário de Defesa.
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O RC-135 Rivet Joint é uma aeronave especializada em inteligência eletrônica e coleta de sinais, utilizada para monitorar movimentações militares e sistemas de defesa. Missões desse tipo se tornaram frequentes desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022.
O caso ocorre em um momento de aumento da atividade militar russa nas fronteiras da Otan. Nas últimas semanas, o Reino Unido acusou Moscou de intensificar operações aéreas e marítimas no Atlântico Norte, no Báltico e no Mar Negro, enquanto aliados europeus reforçam missões de vigilância na região.
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Nos confrontos diretos da guerra, a Ucrânia dá sinais pontuais de sucesso na contenção de avanços terrestres russos e impõe custos elevados à Rússia com seus ataques com drones a instalações militares e energéticas. Por outro lado, Moscou intensificou o volume dos bombardeios contra cidades ucranianas, deixando centenas de vítimas nas últimas semanas. No campo diplomático, não há qualquer sinal de que os dois lados planejem retomar as negociações para um acordo de paz duradouro.
O caso dos dois irmãos franceses de três e cinco anos encontrados sozinhos em uma estrada entre Alcácer do Sal e Comporta, em Portugal, passou a mobilizar autoridades portuguesas e francesas diante da suspeita de crimes cometidos nos dois países. As crianças teriam sido abandonadas pela própria mãe, que segue desaparecida.
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Segundo as investigações, os menores teriam sido levados da França antes de entrarem em Portugal pela região de Bragança. As autoridades afirmam que as crianças foram vendadas sob o pretexto de participarem de um “jogo” e depois abandonadas em uma estrada isolada.
Quando foram encontradas, carregavam apenas uma garrafa de água, uma fruta e pequenas mochilas.
Os irmãos foram localizados por um casal responsável por uma padaria na região, que acolheu os menores até a chegada da Guarda Nacional Republicana (GNR).
O ex-inspetor da Polícia Judiciária e comentarista da CNN Portugal Gustavo Silva afirmou que a prioridade das autoridades é garantir o “interesse superior das crianças”.
Segundo ele, uma convenção internacional permite “agilizar processos para fazer regressar as crianças ao país de origem, neste caso a França”. Gustavo Silva ressaltou que o mais urgente é assegurar que os menores “estejam bem física e clinicamente”.
O especialista afirmou que o caso pode envolver crimes como sequestro e abandono em situação de perigo.
Segundo ele, as crianças teriam sido colocadas “em perigo, inclusive risco de morte”, já que não possuem idade para autonomia.
O crime de abandono em situação de perigo ocorre quando alguém sujeita outra pessoa “a uma situação da qual ela, por si só, não possa se defender” ou abandona alguém que tinha obrigação de proteger.
Para Gustavo Silva, as duas hipóteses podem se aplicar ao caso.
— O crime de abandono em situação de perigo é agravado quando cometido, neste caso, pela mãe, podendo resultar em pena de dois a cinco anos de prisão. Felizmente não estamos lamentando uma situação pior — afirmou.
Caso o abandono tivesse provocado a morte das crianças, a pena poderia chegar a dez anos de prisão.
Portugal e França podem disputar investigação
O caso também abriu discussão sobre qual país terá competência para conduzir as investigações. Segundo Gustavo Silva, em uma “primeira análise”, o crime de abandono pode ser enquadrado pela legislação portuguesa, já que os fatos ocorreram em Portugal.
Ele ressaltou, porém, que será necessário avaliar mecanismos de cooperação internacional e analisar “se faz sentido separar responsabilidades”. Segundo o especialista, o suposto sequestro das crianças teria ocorrido na França.
“As autoridades francesas, no limite, poderão acabar assumindo a investigação dos dois crimes”, afirmou, citando o “vínculo muito forte” com o país de origem da família. Especialistas também demonstraram preocupação com os impactos psicológicos do episódio.
A psicóloga Melanie Tavares afirmou que situações como essa podem provocar consequências emocionais profundas.
— É a sensação de abandono, de estarem perdidas, desprotegidas, de não terem recursos familiares para, no fundo, aliviar o medo — declarou.
Ela acrescentou que os menores “foram expostos ao perigo”.
Segundo a psicóloga, o fato de as crianças estarem juntas pode ter amenizado parcialmente o sofrimento, já que havia “um ponto de contato que já existia antes dessa experiência traumática”.
Melanie Tavares alertou ainda para possíveis sintomas nos próximos dias, como dificuldade para dormir, alterações alimentares, irritabilidade e isolamento.
— Isso obviamente vai trazer, nos próximos dias, alguns sintomas aos quais quem cuidar dessas crianças precisará estar muito atento — afirmou.
A especialista demonstrou preocupação especial com o fato de o suposto abandono ter sido apresentado como um “jogo”. Para ela, a situação pode deixar marcas permanentes na relação das crianças com figuras parentais.
— Essas crianças vão viver em angústia permanente, uma angústia muito grande de abandono e uma angústia de separação — declarou.
Ela acrescentou:
— Isso é um trauma que vai ficar, tal como uma tatuagem. Fica para a vida.
As imagens do resgate de uma cadela que caiu de um penhasco no litoral da Inglaterra passaram a circular nas redes sociais nesta quarta-feira após serem publicadas no Facebook pela equipe da RNLI, instituição britânica de salvamento marítimo. O caso aconteceu na sexta-feira (15) em Ilfracombe, no condado de Devon, quando Bailey, uma labradora preta, escapou da coleira ao se assustar com outro cachorro durante um passeio com os donos.
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Segundo a RNLI, o animal caiu de uma altura de cerca de 18 metros em direção ao mar agitado. Apesar do impacto, Bailey conseguiu sobreviver e se abrigar entre rochas próximas à costa, mas ficou ilhada por causa das ondas fortes. O tutor da cadela, Chris Carter, acionou equipes de emergência, e a Guarda Costeira tentou inicialmente alcançá-la pelo alto do penhasco. O terreno instável, porém, impediu a aproximação.
Veja:
Cão cai de penhasco de 18 metros e é resgatado em mar agitado na Inglaterra
Resgate no mar revolto
Diante da dificuldade, uma equipe da RNLI de Ilfracombe lançou um bote salva-vidas para se aproximar da área. O tripulante Richard Woolmer entrou na água e nadou até as rochas para resgatar o animal. Segundo a instituição, os donos acompanhavam a operação do alto do penhasco enquanto o salva-vidas tentava chegar até Bailey.
— Inicialmente, não consegui vê-la porque a base do penhasco era bastante escavada, mas depois ouvi a cadela latir — contou Richard, de 51 anos, que também atua como bombeiro salva-vidas.
Ele afirmou que decidiu participar diretamente da ação por já ter experiência com cães da mesma raça.
— Tenho dois labradores e me dou bem com cachorros. O mar estava muito agitado e havia muitas rochas, então foi preciso usar o bom senso — disse.
Imagens do resgate circulam nas redes sociais
Facebook/RNLI Ilfracombe
Após alcançar Bailey, o socorrista conseguiu conduzi-la de volta ao bote usando a coleira peitoral que ela usava. Os dois foram içados para a embarcação sob aplausos de pessoas que acompanhavam o resgate da parte superior do penhasco. Em seguida, a cadela foi devolvida aos donos.
Em nota, a RNLI afirmou que sempre atende ocorrências envolvendo animais em perigo para evitar que tutores tentem realizar resgates por conta própria e acabem se colocando em risco.
“Se vir alguém ou um animal em dificuldades, não tente fazer o resgate sozinho. Ligue para o serviço de emergência e peça ajuda à Guarda Costeira”, orientou o timoneiro Stuart Carpenter.
À medida que a notícia do indiciamento do ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, pelo Departamento de Justiça dos EUA se espalhava pelo mundo, muitos cubanos permaneciam no escuro. Os apagões generalizados na ilha, assolada pela escassez de combustível, e o sinais de telefonia instável ​​fizeram com que a notícia da nova e acentuada escalada de pressão de Washington sobre o governo cubano demorasse a chegar a muitos dos próprios moradores do país.
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Presos sob o jugo de um regime repressivo e sob as punitivas sanções americanas, os cubanos que acompanhavam as notícias em seus smartphones com telas escuras e televisores antigos se dividiam quanto à legitimidade das acusações americanas — que imputam a Castro denúncias de assassinato e conspiração no abate de dois aviões em 1996, que matou quatro pessoas, incluindo três americanos. Muitos, porém, compartilhavam um cansaço comum com o status quo.
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— Isso tem que mudar — disse Yoandy Benítez Ramirez, de 24 anos, operária de uma fábrica de tabaco em Havana.
Os cubanos enfrentam apagões, fome e uma crise de saúde, que se agravou depois que o governo do presidente americano, Donald Trump, praticamente cortou o fornecimento de petróleo para Cuba em janeiro, e muitos anseiam por uma solução que alivie seu sofrimento.
Trump usou uma acusação federal nos EUA contra Nicolás Maduro, o líder autoritário da Venezuela, como pretexto para reritá-lo do poder com uma operação em janeiro. Não se sabe se os militares de Washington estão se preparando para uma operação semelhante em Cuba. Mas muitos cubanos se perguntam se a acusação foi apenas mais uma manobra em uma dolorosa e prolongada campanha de pressão ou o catalisador para uma intervenção americana mais incisiva.
— Não acho que uma intervenção militar seja a solução, mas se for preciso, bem… o que precisamos é que isso acabe de uma vez por todas, agora mesmo — disse Yasiel Lugones, de 27 anos, motorista de entregas, sentado em sua motocicleta em Havana.
Homem bate panela perto de fogueira acesa durante protesto contra a falta de energia e os apagões no bairro de Lawton, em Havana, em 14 de maio
Yamil Lage/AFP
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Ele disse que esperava um desmantelamento completo de toda a classe dominante de Cuba. “Toda a liderança, toda a família Castro”, disse ele.
— É um ciclo sem fim, lidamos com a mesma coisa há mais de 60 anos — disse Lugones. — Eles passam o tempo agindo como se fôssemos uma propriedade, passando-a de mão em mão, e agora precisam ir embora. Não os queremos.
O governo cubano condenou imediatamente a acusação do Departamento de Justiça americano na quarta-feira. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou a acusação como “uma ação política, sem qualquer fundamento legal” e afirmou que ela estava sendo usada para justificar uma possível agressão militar contra a ilha.
Alguns cubanos consideraram as acusações ilegítimas, argumentando que Cuba agiu em legítima defesa após seu espaço aéreo ter sido repetidamente violado pelo grupo que organizou os voos na década de 1990, a Irmãos ao Resgate.
Pessoas fazem fila para comprar pão em uma rua de Havana, em 18 de maio
Yamil Lage/AFP
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— Cuba tomou a decisão correta ao abatê-los — disse Frank Alejandro Font, de 24 anos, engenheiro mecânico em Havana, alertando para os riscos de um ataque militar estrangeiro. — Muitos cubanos estão pedindo uma intervenção, mas sempre há danos colaterais.
Nos dias que antecederam o anúncio, circularam rumores em Cuba de que algo aconteceria na quarta-feira. Os EUA realizariam uma intervenção militar? Um grande protesto se formaria no país? Jovens cubanos brincavam com os mais velhos, dizendo que eles deveriam estar prontos para pegar velhos fuzis soviéticos guardados.
A piora das condições de vida em Cuba levou a um número crescente de protestos, mas especialistas dizem que é improvável que as manifestações se transformem em um levante popular que ameace o regime.
É difícil encontrar pesquisas de opinião confiáveis ​​em Cuba. Uma pesquisa recente do site de notícias cubano El Toque, que coletou mais de 40 mil respostas, constatou que cerca de 56% dos cubanos residentes na ilha e quase 70% dos que vivem no exterior apoiariam uma intervenção militar dos EUA.
Mural em Havana com imagens dos últimos líderes cubanos: Fidel Castro, Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel
YAMIL LAGE / AFP
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Embora os resultados da pesquisa — que coletou respostas de participantes voluntários — não possam ser considerados representativos, suas conclusões provavelmente refletem o cansaço de muitos cubanos, disse o professor Michael J. Bustamante, professor de história e chefe do Departamento de Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami.
— Não acho que isso signifique que os cubanos gostem da ideia de uma potência estrangeira entrar e resolver seus problemas — disse Bustamante. — Mas acho que as pessoas estão em um nível tão alto de exasperação e desespero que aceitarão ajuda de onde quer que ela venha.
Raúl Cardoso, um cubano aposentado de 70 anos, disse que, seja qual for a decisão dos EUA, eles deveriam simplesmente acatá-la.
— Se eles vão entrar, que entrem logo — disse Cardoso. — E se não, que parem de falar tanto.

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