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“Por enquanto, ninguém falou seriamente sobre essa iniciativa e, que eu saiba, não está sendo preparada”, declarou à imprensa o assessor diplomático da presidência russa, Yuri Ushakov, citado pelas agências de notícias russas.
Zelensky: apenas pressão dos EUA pode convencer Rússia a parar guerra
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou neste sábado que acredita que apenas os Estados Unidos podem persuadir a Rússia a pôr fim à guerra na Ucrânia. A declaração foi feita enquanto diplomatas se reuniam em Miami, nos Estados Unidos, para realizar novas rodadas de conversações entre Kiev e Moscou.
— Creio que essa força existe nos Estados Unidos e no presidente [Donald] Trump. E acho que não devemos buscar alternativas aos Estados Unidos. A questão que se coloca sobre todas as alternativas é se elas seriam capazes de fazer isso — declarou Zelensky à imprensa.
O dirigente ucraniano considerou que Washington deveria “exercer um pouco mais de pressão sobre a Rússia” com o objetivo de deter o conflito, iniciado com a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.
— Os Estados Unidos devem deixar claro que, se não houver uma via diplomática, haverá pressão total — afirmou Zelenski, citando, por exemplo, a possibilidade de fornecer mais armas à Ucrânia e ampliar as sanções para toda a economia russa.
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O presidente havia declarado anteriormente, no sábado, que Washington propôs as primeiras negociações diretas entre a Ucrânia e a Rússia em meio ano.
Por sua vez, o enviado russo Kirill Dmitriev anunciou que estava a caminho de Miami, onde já se encontram representantes ucranianos e europeus, além do enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e do genro do presidente Trump, Jared Kushner, que atuam como mediadores.
No entanto, é improvável que Dmitriev converse diretamente com os negociadores ucranianos e europeus, dada a distância que ainda existe entre as partes.
EUA dizem ter avançado em negociações sobre guerra na Ucrânia, mas admitem que impasses centrais ainda persistem
Os Estados Unidos afirmaram nesta sexta-feira ter alcançado “progressos significativos” nas negociações diplomáticas para encerrar a guerra na Ucrânia, mas reconheceram que os impasses mais delicados ainda permanecem. Em conversa com jornalistas, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que a Casa Branca tem dedicado “uma quantidade enorme de tempo e energia” para mapear até onde Kiev e Moscou estariam dispostos a ceder, pontuando que “as questões mais difíceis costumam ficar para o final”.
Segundo ele, um eventual acordo exigirá concessões de ambos os lados e a decisão final caberá exclusivamente à Ucrânia. As declarações ocorrem no momento em que delegações ucranianas, americanas e europeias iniciavam uma nova rodada de consultas em Miami, em busca de pontos de convergência para pôr fim ao conflito.
— [Queremos] identificar as posições de ambos os lados e ver se conseguimos conduzi-los a um acordo — disse ele. — Um acordo negociado exige duas coisas: que ambos os lados obtenham algo em troca e que ambos os lados cedam algo. E estamos tentando descobrir o que a Rússia pode oferecer e o que espera receber? O que a Ucrânia pode oferecer e o que espera receber? No fim, a decisão caberá à Ucrânia, e não à Rússia, e não aos Estados Unidos.
Ele acrescentou que “não se trata de impor um acordo a ninguém”, mas sim de tentar encontrar pontos de convergência de interesses.
— Acho que fizemos progressos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer, e obviamente as questões mais difíceis são sempre as últimas.








