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Segundo o boletim da OMM sobre previsões climáticas globais anuais e decenais, elaborado pelo Met Office do Reino Unido, há também “86% de probabilidade” de que, em um dos anos entre 2026 e 2030, o recorde de ano mais quente já registrado, atualmente detido por 2024, seja quebrado.
“Espera-se um evento El Niño até o final de 2026, o que aumentou as chances de que o ano seguinte, 2027, seja o próximo ano recorde”, disse Leon Hermanson, autor principal do boletim, que resume as previsões fornecidas por 13 institutos diferentes.
As previsões de temperatura média para os próximos cinco anos no Pacífico tropical central apontam, segundo a OMM, para “uma tendência preocupante nas condições do El Niño”, especialmente em 2027 e 2028.
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O El Niño é caracterizado por um aumento nas temperaturas da superfície no Pacífico equatorial central e oriental. Geralmente ocorre em intervalos de dois a sete anos e normalmente dura de nove a doze meses.
O último evento El Niño, em 2023 e 2024, resultou em um dos anos mais quentes já registrados. Esse fenômeno cíclico tem um efeito dominó no clima global por vários meses.
Calor no Ártico
Segundo o relatório, a temperatura média global deverá permanecer elevada nos próximos cinco anos e espera-se que se mantenha próxima dos seus máximos históricos.
Segundo a OMM, entre 2026 e 2030, as temperaturas médias anuais na superfície da Terra serão, no geral, entre 1,3°C e 1,9°C mais altas do que a média dos níveis pré-industriais (1850-1900). E é “muito provável” que a temperatura média na superfície do globo exceda temporariamente os níveis médios de 1850-1900 em mais de 1,5°C durante pelo menos um ano entre 2026 e 2030.
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Esse limite já havia sido ultrapassado temporariamente em 2024, quando a temperatura média da superfície da Terra estava cerca de 1,55°C acima dos níveis pré-industriais.
No entanto, de acordo com o boletim, é “extremamente improvável” (menos de 1%) que a temperatura média na superfície do globo exceda a média do período de 1850 a 1900 em mais de 2°C em qualquer um dos próximos cinco anos.
A OMM observa que os limites de 1,5°C e 2,0°C estabelecidos no Acordo de Paris sobre o clima referem-se ao “aquecimento a longo prazo durante um período prolongado, geralmente avaliado ao longo de 20 anos”.
O fato de a temperatura média anual em escala planetária ultrapassar esses limites em alguns anos não significa que as metas de temperatura do Acordo de Paris não possam ser alcançadas, explicou a agência.
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As previsões também mostram que o aquecimento no Ártico deverá continuar e exceder claramente a tendência observada em escala global. Nos próximos cinco invernos prolongados no Hemisfério Norte (novembro a março), a temperatura no Ártico deverá ser 2,8°C mais alta do que o normal no período de 1991 a 2020.
De acordo com as previsões para o período de março de 2026 a março de 2035, a concentração de gelo nos mares do Ártico diminuirá nos mares de Barents, Bering e Okhotsk.
Além disso, a precipitação estará acima da média nas altas latitudes do Hemisfério Norte durante os próximos cinco invernos prolongados (novembro a março).








