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As Nações Unidas incluíram Israel na lista de países e organizações acusados de cometer violência sexual em áreas de conflito, afirmou nesta quinta-feira o embaixador israelense na ONU, Danny Danon. Em publicação na rede X, ele criticou duramente a decisão e disse que o país foi colocado “ao lado das organizações terroristas mais brutais do mundo, como Hamas e ISIS (Estado Islâmico)”. O diplomata classificou a medida como uma “calúnia de sangue” e acusou a ONU de agir por motivação política.
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O relatório anual da ONU sobre violência sexual relacionada a conflitos, apresentado ao Conselho de Segurança em agosto do ano passado, já havia incluído o Hamas pela primeira vez na lista de entidades consideradas “fortemente suspeitas” de cometer repetidos atos de violência sexual em zonas de guerra.
Na ocasião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, também alertou Israel de que o país poderia ser incluído no relatório de 2026 caso não adotasse medidas para lidar com denúncias envolvendo prisioneiros palestinos.
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Entre as recomendações feitas por Guterres estavam a libertação de palestinos detidos arbitrariamente, a garantia de tratamento digno aos presos, a investigação de acusações de violência sexual em centros de detenção israelenses e a ampliação do acesso humanitário a essas instalações.
Danon afirmou que Israel entregou documentos, provas e respostas detalhadas às Nações Unidas para contestar as alegações. Segundo ele, representantes da ONU foram convidados a visitar a região e apurar os fatos presencialmente, mas não aceitaram o convite.
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Em janeiro de 2025, surgiram relatos de que Israel estaria impedindo a representante especial da ONU para Violência Sexual em Conflitos, Pramila Patten, de conduzir uma investigação ampla sobre os ataques cometidos pelo Hamas em 7 de outubro. Isso porque a apuração exigiria que a ONU também tivesse acesso a palestinos presos em Israel para investigar denúncias de abusos sexuais cometidos por militares israelenses.
Segundo os relatos, Patten condicionou a investigação dos crimes do Hamas à possibilidade de sua equipe visitar centros de detenção israelenses e apurar acusações envolvendo palestinos detidos no país. Israel teria recusado a condição.
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O anúncio de Danon ocorre após o jornal New York Times publicar uma coluna do jornalista Nicholas Kristof relatando denúncias de violência sexual supostamente cometida por militares e colonos israelenses contra palestinos.
O governo israelense reagiu acusando o jornal de promover “uma das piores calúnias de sangue da história moderna da mídia” e de integrar uma campanha coordenada contra Israel.
Entre as denúncias mencionadas na coluna está a alegação de que cães utilizados por forças israelenses teriam sido treinados para atacar sexualmente prisioneiros palestinos. Kristof afirmou que relatos semelhantes já haviam sido citados por ex-detentos palestinos e organizações de direitos humanos. Ele também mencionou registros históricos e estudos médicos sobre casos de violência sexual envolvendo cães em regimes autoritários.
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As denúncias publicadas pelo New York Times se basearam em entrevistas realizadas pelo próprio jornalista e em um relatório da organização Euro-Med Human Rights Monitor, sediada em Genebra e voltada ao monitoramento de violações de direitos humanos no Oriente Médio.
O jornal também destacou que veículos israelenses já haviam reportado casos de abusos cometidos por forças de segurança e colonos contra palestinos. Um dos exemplos citados foi uma reportagem do Haaretz, publicada em março, sobre um palestino que teria sido abusado sexualmente por colonos diante da própria família no norte do Vale do Jordão.
Ainda segundo o texto, organizações de direitos humanos documentaram episódios semelhantes ao longo dos últimos meses.
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Em março, o procurador-geral militar de Israel, Itay Offir, determinou o arquivamento da denúncia envolvendo supostos abusos cometidos contra um detento de Gaza na base militar de Sde Teiman. A decisão mencionou “circunstâncias excepcionais e sem precedentes”, além da atuação de integrantes do sistema jurídico militar israelense no caso.
De acordo com a acusação inicial, cinco soldados teriam espancado o prisioneiro, arrastado seu corpo pelo chão, aplicado choques elétricos e provocado ferimentos graves, incluindo costelas quebradas e perfuração pulmonar. O documento também apontava que um dos militares teria causado uma lesão retal no detento com um objeto perfurante.
O médico israelense Yoel Donchin, que atuou em Sde Teiman e atendeu o prisioneiro, afirmou ao Haaretz em 2024 que o homem chegou ao local com uma perfuração na região retal e que a polícia militar já investigava o caso.
Em abril, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, autorizou o retorno ao serviço de reserva dos soldados acusados no caso após o arquivamento da denúncia contra eles. Apesar disso, uma investigação administrativa sobre a conduta dos militares ainda não havia sido concluída.

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A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira, por 5 votos a 4, a favor de Terry Pitchford, um homem negro condenado à morte no Mississipi que alegava ter sido julgado por um júri marcado por discriminação racial, segundo informações da agência de notícias Associated Press. O réu foi condenado pela participação no assassinato de um comerciante durante um assalto ocorrido no norte do estado americano há mais de duas décadas. O caso ganhou repercussão pelas alegações de exclusão sistemática de pessoas negras do júri pela promotoria.
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No julgamento, apenas uma pessoa negra integrou o júri. O promotor responsável pelo caso, Doug Evans, hoje aposentado, dispensou outros quatro candidatos negros. Evans já havia sido acusado de remover jurados negros de maneira discriminatória em outros processos.
A decisão da Suprema Corte reacende discussões sobre a aplicação do precedente estabelecido em 1986 no caso Batson v. Kentucky, que proibiu a exclusão de jurados com base em raça e estabeleceu parâmetros para que tribunais avaliem possíveis práticas discriminatórias durante a seleção do júri.
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Os ministros analisaram se os advogados de Pitchford contestaram de forma adequada as decisões do juiz Joseph Loper durante o julgamento e se a Suprema Corte do Mississippi agiu corretamente ao considerar insuficientes as objeções da defesa.
O caso apresenta semelhanças com o de Curtis Flowers, outro homem negro condenado à morte no Mississippi cuja condenação foi anulada pela Suprema Corte em 2019. Na ocasião, o juiz Brett Kavanaugh afirmou que houve um “esforço implacável e determinado” para excluir pessoas negras do júri. Doug Evans também atuou como promotor naquele processo, enquanto Loper presidiu os dois últimos julgamentos de Flowers.
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Pitchford tinha 18 anos quando participou do assalto à Crossroads Grocery, nos arredores da cidade de Grenada. Durante o crime, seu comparsa matou o proprietário da loja, Reuben Britt, com três tiros. Como o atirador tinha menos de 18 anos na época, ele não podia ser condenado à pena de morte. Pitchford, porém, acabou condenado por homicídio qualificado e sentenciado à execução.
O processo tramita há cerca de 20 anos. Em 2023, o juiz federal Michael P. Mills anulou a condenação ao concluir que a defesa não teve oportunidade suficiente para argumentar que a promotoria havia excluído jurados negros de maneira inadequada.
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Na decisão, Mills afirmou que também levou em consideração o histórico de Evans em outros casos envolvendo acusações semelhantes de discriminação racial na composição dos júris.
A decisão, porém, foi posteriormente revertida de forma unânime pela Corte de Apelações do 5º Circuito dos EUA.
A ex-primeira-dama dos EUA, Jill Biden, disse em uma entrevista que será divulgada em breve que pensou que seu marido, o então presidente Joe Biden, estava tendo um derrame durante um debate televisionado com Donald Trump em 2024. No debate, Biden, na época com 81 anos, gaguejou, repetidamente deixou a boca aberta e perdeu o fio da meada enquanto se esforçava para responder ao seu rival barulhento e agressivo.
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— Eu estava com medo, porque nunca tinha visto o Joe daquele jeito, nem antes nem depois. Nunca — disse ela ao programa “CBS News Sunday Morning” em uma entrevista que irá ao ar neste fim de semana. — Não sei o que aconteceu. Enquanto o olhava, pensei: “Meu Deus, ele está tendo um AVC”. E isso me apavorou.
No entanto, imediatamente após o debate, Jill elogiou o desempenho do marido, dizendo a uma multidão de apoiadores:
— Joe, você se saiu muito bem. Você respondeu a todas as perguntas, você sabia todos os fatos.
O desempenho de Biden no debate gerou intensa preocupação dentro do Partido Democrata sobre seu evidente declínio, o que acabou levando à sua desistência da corrida pela Casa Branca em favor da então vice-presidente Kamala Harris.
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Diversos observadores apontaram que o declínio de Biden já era evidente muitos meses antes do debate.
O candidato democrata acabou perdendo para Trump nas eleições de novembro daquele ano.
A idade de Biden na época da candidatura para o segundo mandato já era uma preocupação dos eleitores muito antes do debate. Pesquisas eleitorais naquele ano indicavam que a maioria dos democratas o consideravam velho demais para o cargo.
Nascido durante a Segunda Guerra Mundial e eleito para o Senado pela primeira vez em 1972, antes de dois terços dos americanos de hoje terem nascido, Biden teria 86 anos ao final de um segundo mandato.
Ao desistir, Biden tornou-se o primeiro presidente americano em exercício em 56 anos a abandonar uma chance de concorrer novamente.
Após passar décadas em uma comunidade brasileira em Berlim, uma ex-integrante da Fração do Exército Vermelho (RAF, na sigla original em alemão), grupo extremista de esquerda que promoveu uma campanha de atentados e assassinatos na Alemanha Ocidental ao longo de décadas, foi condenada na quarta-feira a 13 anos de prisão. A alemã Daniela Klette, de 67 anos, foi considerada culpada por um tribunal regional na cidade de Verden, na Baixa Saxônia, por seis acusações de roubo qualificado, além de crimes relacionados a sequestro para obtenção de resgate, posse de armas e violações da legislação sobre armamentos — todos crimes cometidos após a dissolução da organização.
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A sentença encerra um julgamento de 14 meses sob forte esquema de segurança e representa mais um capítulo no desfecho da história da RAF, também conhecida como gangue Baader-Meinhof, organização responsável por atentados, assassinatos, sequestros e explosões entre as décadas de 1970 e 1990. Quando o tribunal anunciou o veredito, Klette ouviu a decisão sem demonstrar emoção, enquanto um tumulto se instalava na galeria do público, segundo a imprensa local.
Klette passou mais de 30 anos foragida antes de ser presa em fevereiro de 2024 em um apartamento no bairro de Kreuzberg, com histórico de abrigar imigrantes em Berlim, onde vivia sob identidade falsa. Embora fosse considerada por anos uma das pessoas mais procuradas da Alemanha e a última mulher ligada à RAF ainda em fuga, promotores afirmaram que Klette não fez qualquer tentativa de se esconder. Hamza, um de seus vizinhos em Berlim, disse à BBC que a via passeando com o cachorro pela cidade. Segundo ele, ela parecia amigável.
De acordo com a decisão judicial, no entanto, Klette participou de roubos a supermercados e carros-fortes entre 1999 e 2016 ao lado de outros dois ex-integrantes da RAF, Burkhard Garweg, 57, e Ernst-Volker Staub, 72, que seguem foragidos. Os promotores afirmaram que o trio atuava de forma organizada, com divisão de tarefas, e usava armamento pesado e ameaças violentas durante os ataques.
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Em um dos casos, criminosos mascarados atingiram um carro-forte e ameaçaram seguranças com armas e um lançador de granadas antes de fugir com uma grande quantia em dinheiro. Em outro roubo, ocorrido em 2016 próximo à cidade de Braunschweig, os assaltantes levaram quase € 1,4 milhão. Ao longo dos 17 anos investigados, o grupo teria roubado mais de € 2 milhões, usados para financiar a vida clandestina dos fugitivos após o fim oficial da RAF, segundo os promotores.
— Eles realizavam os roubos com divisão de tarefas e de forma altamente conspiratória — afirmou o juiz responsável pelo caso, Lars Engelke.
Durante a leitura da sentença, apoiadores de Klette protestaram no tribunal, vaiando os juízes e gritando palavras de ordem como “liberdade para Daniela”. Do lado de fora do prédio, simpatizantes exibiam cartazes em solidariedade à ex-militante.
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No apartamento onde ela vivia havia cerca de 20 anos, policiais encontraram armas, munição, uma réplica de lança-foguetes, documentos falsificados, perucas, ouro e € 240 mil em dinheiro vivo. A promotoria havia pedido pena máxima de 15 anos, enquanto a defesa sustentava que não havia provas diretas da participação de Klette nos roubos e argumentava que as acusações relacionadas às armas apreendidas justificariam apenas uma pena suspensa.
Comunidade brasileira
Sob o nome falso de Claudia Ivone, Klette frequentava um centro de cultura brasileira na cidade e praticava capoeira. A localização da ex-militante ocorreu após um jornalista investigativo usar tecnologia de reconhecimento facial para comparar imagens antigas de cartazes de procurados com fotografias recentes encontradas na internet. Fotos dela sorrindo durante o Carnaval das Culturas de Berlim, ao lado de um grupo de capoeira, teriam ajudado na identificação.
— Eu não conheço Daniela Klette, eu conheço a Cláudia. Ela era como uma irmã para mim — disse à emissora WDR o brasileiro Emerson Gomes da Silva, que morou em Berlim e voltou para o Brasil nos anos 2000, relatando que Klette viajou ao país para visitá-lo.
Daniela Klette acena durante julgamento na Alemanha; ex-integrante da Facção do Exército Vermelho ficou mais de 30 anos foragida
Sina Schuldt / POOL / AFP
Durante o julgamento, Klette não admitiu explicitamente ter integrado a RAF. E, ainda que ela não possa mais ser julgada por participação em organização terrorista (o crime prescreveu em 2018, 20 anos após a dissolução da RAF), promotores federais a acusam de participação em três ataques atribuídos ao grupo nos anos 1990. Entre eles, uma tentativa de atentado contra um prédio do Deutsche Bank, um ataque a tiros contra a embaixada dos EUA em Bonn e um atentado a bomba contra uma prisão. As acusações serão analisadas separadamente em Frankfurt.
Criada por militantes de extrema esquerda como Andreas Baader e Ulrike Meinhof, a RAF defendia uma ideologia marxista-leninista e afirmava combater o imperialismo americano e o capitalismo na Alemanha Ocidental. O grupo radical pegou em armas contra o que considerava um Estado alemão “fascista”, ainda infiltrado por ex-nazistas. Acredita-se que tenha sido responsável pela morte de ao menos 30 pessoas e por ferimentos em outras 200.
Entre os crimes mais conhecidos atribuídos à RAF estão o assassinato de um procurador federal e o sequestro e posterior morte do industrial Hanns Martin Schleyer em 1977, período considerado o auge da violência promovida pela organização. As autoridades alemãs seguem procurando Staub e Garweg, os dois ex-integrantes do grupo que continuam desaparecidos. (Com New York Times)
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Erika Hilton: o projeto cria uma base de dados oficial e incontestável

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera a Lei das Eleições para obrigar todos os candidatos a apresentar autodeclaração de cor, assinada por juiz, no momento do registro da candidatura.

Ainda pelo texto, a Justiça Eleitoral poderá criar comissões de heteroidentificação para apurar fraudes na declaração de cor sempre que houver denúncia fundamentada. Também será assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa do candidato investigado.

O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Erika Hilton (Psol-SP), ao Projeto de Lei 4212/21, do ex-deputado Edilázio Júnior (MA). O parecer reúne o projeto original e outras três propostas que tramitam em conjunto (PL 2697/22, PL 3636/23, e PL 3973/23).

“Ao formalizar a autodeclaração, o projeto cria uma base de dados oficial e incontestável para fins de heteroidentificação posterior, caso haja denúncia”, explicou a relatora.

Dinheiro de campanha e propaganda
Pelo texto aprovado, os recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) deverão ser distribuídos proporcionalmente ao número de candidaturas negras registradas no partido.

A legenda deverá dividir o fundo entre homens e mulheres (respeitando o mínimo de 30% para elas). Em seguida, dentro de cada grupo, o repasse deve ser exato à proporção de pessoas negras. Se 50% das candidatas mulheres forem negras, elas terão direito a metade da verba feminina.

Esse cálculo precisará ser feito separadamente para os cargos majoritários (prefeito, governador, senador) e proporcionais (vereadores, deputados).

A mesma regra valerá no rateio do tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV. Primeiro, o partido separa a fatia de tempo das candidatas e, depois, divide esse bloco proporcionalmente entre mulheres negras e não negras. Se 60% das candidatas do partido forem negras, elas terão direito a 60% do tempo feminino na tela.

A legenda repetirá a mesma conta para dividir o tempo dos homens (entre candidatos negros e não negros). A contagem do cumprimento dessas regras de TV ocorrerá em ciclos semanais.

Punições
Os partidos que descumprirem as regras terão que compensar a falha até o término da semana seguinte. Se a correção não for feita, a legenda poderá receber multa de até 10% do valor do Fundo Partidário do ano anterior. Na última semana de propaganda, a multa por irregularidade pode chegar a 20%.

Próximos passos
O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, em seguida, apreciado pelo Plenário.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

A proposta de emenda à Constituição (PEC), aprovada na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira (27), acaba com a escala 6×1, instituindo a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial. 

O relatório permite, por outro lado, compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais. Deve ser mantido, no entanto, o número de folgas remuneradas em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.

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A PEC ainda permite jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem, atualmente, igual ou acima de R$ 21.188,87, desde que mantida a escala 5×2. Nesses casos, a negociação direta entre patrão e trabalhador deve definir a duração do trabalho.

A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

A proposta agora segue para análise do Senado, onde precisa ser votada em dois turnos.

A transição

Se aprovada no Senado, a implementação terá uma transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada.

Para todos os demais trabalhadores, em 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas terão que garantir a escala 5×2, assim como a redução da jornada para 42 horas semanais. Dose meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas.

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço. Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana.

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em 5 dias na semana. Para trabalhar mais horas, apenas mediante pagamento de hora-extra.

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1:

– escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);

– redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)

– jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).

PEC permite compensação

O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-PB) permite, excepcionalmente, e mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho, que seja estabelecido regime compensatório que permita escala diferente da 5×2.

Nesses casos, os trabalhadores precisam ser compensados no mesmo “mês-calendário”, garantindo “o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

Ou seja, um trabalhador pode fazer ainda a escala 6×1, desde que prevista em acordo coletivo. Nesse caso, o dia trabalhado a mais terá que ser compensado com uma folga dentro do mesmo mês. Ao final desse mês, ele terá que ter gozado, na média, o equivalente a duas folgas remuneradas por semana.

Em outro parágrafo, o relatório permite que uma lei posterior pode prever regimes diferentes para duração do trabalho e dias de repouso, desde que respeitados os limites de 40 horas semanais e dois dias de repouso remunerado por semana.

Os terceirizados do Estado

A regra de transição dos trabalhadores terceirizados do poder público é diferente, sob o argumento de “evitar riscos de descontinuidade na prestação de serviços públicos essenciais executados mediante terceirização”.

As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6×1 dos empregados.

A nova jornada passará a valer no momento da formalização do aditamento do contrato das empresas com o poder público. Porém, os contratos aditados após 60 dias da promulgação da emenda já terão que observar a nova jornada de trabalho instituída pela PEC.

Os trabalhadores que ganham acima de 21 mil

Outro ponto do texto diz que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior, remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS. Atualmente, essa conta dá R$ 21.188,87.

Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador (quando é concedido sem obrigação legal) ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. O texto, contudo, determina a realização da escala 5×2.

Segundo o relator Leo Prates, a medida se aplica aos trabalhadores classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra E. Jean Carroll, escritora de 82 anos que acusou Donald Trump de agressão sexual, segundo duas pessoas com conhecimento direto do caso. A apuração busca determinar se Carroll cometeu perjúrio nos processos civis movidos contra o republicano, de acordo com uma das fontes, que falou sob condição de anonimato por se tratar de uma investigação em andamento.
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Carroll venceu uma ação na qual Trump foi considerado responsável por abuso sexual e difamação, recebendo uma indenização de US$ 5 milhões — decisão que o presidente pediu à Suprema Corte, em novembro passado, que fosse revertida. Em outro processo por difamação, ela também obteve uma indenização de US$ 83,3 milhões.
A investigação marca mais um capítulo da campanha de retaliação promovida por Trump por meio do Departamento de Justiça. Diversas figuras que moveram ações civis ou criminais contra o presidente passaram a ser alvo de escrutínio do órgão, entre elas o ex-diretor do FBI James Comey, a procuradora-geral de Nova York Letitia James e outros adversários políticos do republicano. Segundo a fonte, a investigação foi aberta por Andrew Boutros, procurador federal indicado por Trump para o Distrito Norte de Illinois.
Todd Blanche, procurador-geral interino, teria se declarado impedido de atuar no caso devido à sua representação anterior como advogado de Trump, embora integrantes da cúpula do Departamento de Justiça participaram da investigação.
Momento delicado
A apuração ocorre em um momento delicado para o Departamento de Justiça, que aparenta estar cada vez mais alinhado a Trump. O presidente vem enfrentando pouca resistência interna enquanto intensifica sua campanha de retaliação contra pessoas que o acusaram, desafiaram ou contrariaram ao longo dos últimos anos.
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Blanche tem conduzido agressivamente investigações contra alvos frequentes de Trump. No mês passado, o departamento denunciou Comey, ex-diretor do FBI, por uma publicação nas redes mostrando conchas dispostas na forma nos números “86 47”, interpretados pelos promotores como uma ameaça ao presidente. Comey afirmou que não associava a expressão à violência e negou qualquer irregularidade.
A campanha de vingança política de Trump ganhou força em setembro passado, quando ele cobrou publicamente que a então procuradora-geral Pam Bondi avançasse com processos contra adversários políticos. Poucas semanas depois, um procurador recém-escolhido no Distrito Leste da Virgínia denunciou Comey e Letitia James. Ambos os casos acabaram rejeitados por um juiz e, apesar da nova denúncia contra Comey apresentada no mês passado, o Departamento de Justiça vem encontrando dificuldades para avançar em várias ações.
Abuso sexual
As acusações feitas por Carroll estão entre as mais graves já direcionadas a Trump, que há anos tenta desacreditá-la publicamente. Antes do primeiro julgamento, os advogados do presidente enviaram uma carta ao juiz acusando a escritora de ocultar apoio financeiro recebido de Reid Hoffman, bilionário cofundador do LinkedIn e crítico de Trump.
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Segundo a defesa do presidente, a revelação posterior do financiamento levantava “questões significativas” sobre a credibilidade de Carroll. Já os advogados dela argumentaram, em carta própria ao tribunal, que o apoio financeiro de Hoffman não tinha relação com as alegações jurídicas apresentadas e que Carroll não participou da obtenção dos recursos.
Em maio de 2023, um júri federal em Nova York concluiu que Trump abusou sexualmente de Carroll em um provador da loja Bergdorf Goodman em meados da década de 1990. O júri também considerou que o presidente a difamou ao afirmar, em sua rede social, que o caso era uma fraude e uma mentira.
Carroll recebeu uma indenização de US$ 5 milhões, decisão mantida em recurso em dezembro de 2024, um mês antes de Trump tomar posse para seu segundo mandato. Na ocasião, um painel de três juízes da Corte de Apelações do Segundo Circuito rejeitou por unanimidade o pedido do presidente para um novo julgamento, afirmando que Trump “não demonstrou que a corte distrital errou em nenhuma das decisões contestadas”.
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Neste mês, Trump conseguiu adiar outro processo por difamação no qual Carroll recebeu US$ 83,3 milhões, após julgamento realizado em Manhattan em janeiro de 2024. O valor incluía US$ 65 milhões em danos punitivos, depois que o júri concluiu que Trump agiu com malícia ao difamá-la. Os advogados de Carroll argumentaram que uma indenização elevada era necessária para impedir o presidente de continuar os ataques públicos, feitos em entrevistas, publicações e até no julgamento.
Trump, que não depôs no primeiro processo movido por Carroll, prestou um breve depoimento no segundo julgamento. O veredito de US$ 83,3 milhões também foi mantido por unanimidade pela Corte de Apelações do Segundo Circuito. O tribunal afirmou que Trump “nunca vacilou ou recuou em seus ataques públicos” contra Carroll e destacou que ela passou a sofrer assédio público como consequência das declarações do presidente, incluindo ameaças de morte e agressão física.
A corte decidiu, porém, que Trump não precisaria pagar imediatamente a indenização, já que pretende recorrer à Suprema Corte.
Violação às regras
Ainda não está claro por que a investigação contra Carroll está sendo conduzida por Boutros, baseado em Chicago, embora uma organização sem fins lucrativos ligada a Hoffman tenha sede na cidade.
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A liderança do Departamento de Justiça também vem recorrendo a um mecanismo que permite transferir casos para procuradores escolhidos em diferentes partes do país, independentemente de onde os supostos crimes tenham ocorrido. Foi o que aconteceu na investigação contra John Brennan, ex-diretor da CIA, atribuída ao procurador federal de Miami Jason Reding Quiñones. Segundo ex-integrantes do governo, ele foi escolhido por demonstrar maior disposição para levar adiante um caso considerado questionável por outros escritórios.
A atuação de promotores sob supervisão de Boutros também passou a ser alvo de críticas nos últimos dias. Na última quinta-feira, ele anunciou que seriam retiradas acusações de contravenção contra manifestantes que protestaram do lado de fora de um centro de detenção de imigrantes próximo de Chicago no ano passado. Durante uma audiência no centro da cidade, Boutros afirmou que possíveis irregularidades cometidas por promotores durante o processo perante o grande júri levaram ao arquivamento das acusações.
Advogados de defesa afirmaram que promotores subordinados a Boutros conversaram individualmente com integrantes do grande júri fora da sala de audiência, em violação às regras do processo.
Um dia após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar “terminar o trabalho” caso o Irã não aceite um acordo para encerrar a guerra, os Estados Unidos e a República Islâmica trocaram novos ataques — ameaçando um já frágil cessar-fogo entre os dois países —, enquanto Israel ampliou sua ofensiva no sul do Líbano contra o Hezbollah.
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Em comunicado, as Forças Armadas americanas anunciaram ter derrubado quatro drones iranianos de ataque na região do Estreito de Ormuz e atingido uma instalação militar em Bandar Abbas, cidade portuária estratégica no sul do Irã. Segundo autoridades americanas, o alvo incluía uma estação de controle terrestre que estaria prestes a lançar um quinto drone.
O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que as ações foram “medidas puramente defensivas e destinadas a manter o cessar-fogo”. Autoridades americanas disseram ainda que os drones representavam ameaça à navegação e às forças dos EUA na região.
Horas depois, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado uma base aérea americana “que serviu como origem do ataque” contra Bandar Abbas. O Irã não informou qual instalação havia sido atingida, mas o Kuwait — que abriga bases militares americanas — disse ter interceptado “ameaças hostis de mísseis e drones”. A emissora estatal iraniana IRIB informou que o ataque foi uma retaliação aos bombardeios dos EUA.
Entraves no Estreito de Ormuz
É a segunda vez em três dias que os EUA atacam alvos no Irã. Washington descreve as operações como “legítima defesa”, feitas contra plataformas de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que tentavam instalar minas no estreito. O Centcom afirmou que esses ataques foram planejados para “proteger nossas tropas das ameaças” do Irã.
Retórica bélica: Líder supremo do Irã afirma que países do Golfo não serão mais ‘escudo’ para os EUA
A Guarda Revolucionária, por sua vez, afirmou que forças iranianas dispararam contra quatro embarcações que tentavam atravessar o estreito sem coordenação com as autoridades locais. Na segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã estava cobrando taxas por “serviços de navegação” e continuaria administrando o tráfego da rota, essencial para o comércio de petróleo e gás natural.
Em resposta, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, descreveu a medida como “a mais recente tentativa das Forças Armadas iranianas de extorquir o comércio marítimo global” e uma “prova” de que o Irã está “desesperado por dinheiro”. Os Estados Unidos também impuseram sanções à “Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico”, órgão iraniano encarregado de cobrar pagamentos de navios que atravessem o Estreito de Ormuz.
Negociações prolongadas vêm sendo realizadas para encerrar a guerra, iniciada em fevereiro e que, desde então, fez disparar os preços globais da energia. Embora tenha dado sinais positivos de avanço nas tratativas desde o fim de semana, Trump afirmou, em reunião de Gabinete na quarta-feira, que Teerã está “negociando no limite” — e insistiu que sua estratégia de guerra não será impactada pelas eleições de meio de mandato.
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O presidente declarou que um acordo de paz com o Irã havia sido “amplamente negociado”, mas que os EUA ainda “não estão satisfeitos”. Ele também disse que o Irã está “empenhado” em chegar a um acordo, mas que “até agora eles não chegaram lá”, repetindo a disposição de Washington de retomar os ataques caso um acordo não seja alcançado.
Trump ainda afirmou que o estreito de Ormuz estará “aberto para todos” e sugeriu que Omã, aliado dos EUA e citado em discussões sobre uma eventual administração conjunta da hidrovia com o Irã, “vai se comportar como todo mundo ou teremos de explodi-los”. A Casa Branca não esclareceu posteriormente se o presidente havia se expressado mal.
Ataques no Líbano
Enquanto isso, no Líbano, Israel intensificou ataques aéreos e operações terrestres contra o Hezbollah. As Forças Armadas israelenses afirmaram ter atingido mais de 135 alvos do grupo nas regiões de Tiro, Vale do Bekaa e sul do país nas últimas 24 horas, incluindo plataformas de lançamento de foguetes, campos de treinamento e instalações militares. Ao todo, o Exército disse ter bombardeado 550 alvos desde o início da semana.
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Na madrugada desta quinta-feira, ondas de ataques atingiram Tiro, uma das maiores cidades libanesas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram explosões, incêndios e edifícios destruídos, enquanto moradores cobertos de poeira se reuniam nas ruas. Segundo o Ministério da Saúde do Líbano e a agência estatal NNA, ao menos 14 pessoas morreram e 37 ficaram feridas no sul do país, incluindo mulheres, crianças e um soldado libanês.
Em Sidon, um drone israelense atingiu um prédio residencial que abrigava famílias deslocadas, matando cinco pessoas e ferindo outras 21. Entre os mortos estava Hossan Zeidan, ex-correspondente da emissora iraniana al-Aalam. Na cidade costeira de Adloun, outro ataque de drone atingiu um carro que transportava uma família que tentava fugir da região, matando seis pessoas, entre elas duas crianças e seus pais.
Antes da ofensiva, os militares israelenses emitiram ordens de evacuação em larga escala para moradores do sul do Líbano, instruindo a população a seguir para o norte do rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira israelense. A medida abrange aproximadamente 14% do território libanês e cerca de 300 cidades e vilarejos, tornando-se a maior ordem de retirada desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em meados de abril.
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Abrigos em Sidon já atingiram a capacidade máxima, segundo autoridades locais, enquanto moradores de Tiro foram orientados a seguir até Beirute. O Hezbollah afirmou que seus combatentes entraram em confronto “à queima-roupa” com forças israelenses em Zawtar al-Sharqiyeh, ao norte do rio Litani. O grupo também reivindicou dezenas de ataques com drones e foguetes contra tropas israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel.
Os militares israelenses disseram que um soldado morreu em um ataque de drone do Hezbollah no norte do país e que dois reservistas ficaram feridos. A intensificação da ofensiva ocorreu após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar a ampliação das operações militares no Líbano, citando ataques do Hezbollah com drones explosivos de fibra óptica contra tropas israelenses e cidades próximas da fronteira.
Autoridades militares israelenses e libanesas devem realizar nesta sexta-feira, em Washington, suas primeiras negociações de segurança desde o início do conflito. O Hezbollah rejeitou as conversas e declarou apoio às negociações conduzidas pelo Irã com os EUA, insistindo que qualquer acordo precisa incluir o Líbano.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 3,2 mil pessoas morreram desde o início da guerra, enquanto mais de 1 milhão foram deslocadas. Israel afirma que ao menos 23 soldados e quatro civis israelenses morreram no mesmo período. (Com AFP)
Um touro que escapou do dono invadiu uma barbearia em Istambul, na Turquia, nesta quarta-feira (27), derrubou objetos no interior do estabelecimento e provocou correria entre clientes e funcionários. O caso foi registrado por câmeras de segurança e repercutiu nas redes sociais.
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O animal corria por ruas da cidade quando atingiu a entrada do salão e entrou no local. Nas imagens que circulam online, pessoas deixam o estabelecimento às pressas enquanto o touro atravessa o espaço e esbarra em móveis e equipamentos.
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Depois de sair da barbearia, o animal continuou circulando por vias da região, o que levou agentes de segurança e equipes da prefeitura a iniciarem uma perseguição. Vídeos gravados por moradores mostram o touro correndo entre carros e pedestres em ruas movimentadas de Istambul.
Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, o animal foi interceptado após vários minutos e devolvido ao dono. Até o momento, não há informações sobre feridos graves, mas houve danos materiais no estabelecimento atingido.
Os vídeos da invasão passaram a acumular milhares de visualizações nas plataformas digitais ao longo do dia.
O alpinista americano Tyler Andrews bateu nesta quinta-feira o recorde de ascensão mais rápida ao Monte Everest com uso de oxigênio ao percorrer em menos de dez horas a rota entre o acampamento-base, a 5.364 metros de altitude, e o cume da montanha mais alta do mundo, a 8.848 metros.
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Segundo integrantes de sua equipe, Andrews completou o trajeto em 9 horas.
— Ele alcançou o cume em apenas 9 horas e 55 minutos — afirmou à AFP David Stephen Sherpa, responsável pela empresa Asia Trekking, organizadora da expedição.
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O recorde homologado anterior nessa categoria pertencia ao escalador nepalês Lhakpa Gelu Sherpa, que em 2003 havia concluído o mesmo percurso em 10 horas e 56 minutos.
De acordo com a Asia Trekking, Tyler Andrews, de 36 anos, realizou a ascensão sozinho, mas contou com apoio logístico de dois guias, responsáveis pelo fornecimento de oxigênio, água e equipamentos ao longo do caminho.
Temporada histórica no Everest já registra outros recordes
A conquista ocorre em uma temporada considerada histórica nas encostas do Everest.
Segundo autoridades do Nepal, mais de 950 escaladores chegaram ao topo durante a temporada de primavera, aberta em 13 de maio e marcada por condições climáticas favoráveis.
O volume supera o recorde anterior registrado pelo Livro Guinness, de 872 ascensões em uma única temporada, marca estabelecida em 2019.
Outros recordes também foram registrados neste ano, incluindo o maior número de ascensões em um único dia — 275, em 21 de maio — e o total de permissões concedidas a estrangeiros, que chegou a 494.
Apesar do movimento intenso e das condições favoráveis, a temporada também registrou mortes na montanha.
Cinco escaladores — dois indianos e três nepaleses — morreram neste ano nas encostas do Everest.
Como comparação, 2023 continua sendo a temporada mais mortal já registrada, com 18 mortes.
Uma menina de quase 2 anos morreu após ser atropelada em uma praia da Flórida, nos Estados Unidos, onde a circulação de veículos é autorizada em determinadas áreas. O caso aconteceu no sábado (23), durante o feriado de Memorial Day, em New Smyrna Beach, no condado de Volusia.
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Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Volusia, Avery Lynn Sexton estava na praia com a família quando correu em direção à via e acabou atingida por um carro. A criança foi socorrida e levada para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
As autoridades afirmaram que, até o momento, não há indícios de excesso de velocidade ou embriaguez por parte do motorista, que permaneceu no local até a chegada das equipes de emergência. Em algumas faixas da praia, a circulação de veículos é permitida.
Testemunhas relataram momentos de desespero logo após o acidente. À emissora WESH 2, Mia Lepore descreveu a reação das pessoas que estavam no local.
— Houve gritos, choro. Obviamente foi um evento muito traumático — afirmou.
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Família pede mudanças nas regras da praia
Abalado, o pai da menina, Dante Sexton, lembrou da filha como uma criança alegre e carinhosa. Em entrevista à Fox 35 Orlando, ele disse que a família jamais imaginou enfrentar uma tragédia semelhante e passou a defender o fim da circulação de carros na praia.
— Ela era a luz do dia de qualquer pessoa que a conhecesse. A garotinha mais feliz que você poderia encontrar — declarou.
A tia da criança, Alyssa Jasmine, também sugeriu mudanças nas regras de tráfego no local, como a criação de faixas de mão única e a redução do limite de velocidade de 10 para 5 milhas por hora.
— Não há espaço suficiente para dois carros seguirem em direções opostas — disse à WESH 2.
Familiares afirmaram que Avery gostava da praia, da água e da cor rosa. Um memorial improvisado foi montado próximo ao local do atropelamento, com flores, um laço rosa e uma fotografia da menina.
Uma campanha de arrecadação criada na plataforma GoFundMe ultrapassou US$ 16 mil. O valor será utilizado para custear o funeral e a cerimônia em homenagem à criança. Segundo a mãe de Avery, Felicity Dionisi, a menina será cremada, e uma cerimônia privada está prevista para este domingo.

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