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No julgamento, apenas uma pessoa negra integrou o júri. O promotor responsável pelo caso, Doug Evans, hoje aposentado, dispensou outros quatro candidatos negros. Evans já havia sido acusado de remover jurados negros de maneira discriminatória em outros processos.
A decisão da Suprema Corte reacende discussões sobre a aplicação do precedente estabelecido em 1986 no caso Batson v. Kentucky, que proibiu a exclusão de jurados com base em raça e estabeleceu parâmetros para que tribunais avaliem possíveis práticas discriminatórias durante a seleção do júri.
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Os ministros analisaram se os advogados de Pitchford contestaram de forma adequada as decisões do juiz Joseph Loper durante o julgamento e se a Suprema Corte do Mississippi agiu corretamente ao considerar insuficientes as objeções da defesa.
O caso apresenta semelhanças com o de Curtis Flowers, outro homem negro condenado à morte no Mississippi cuja condenação foi anulada pela Suprema Corte em 2019. Na ocasião, o juiz Brett Kavanaugh afirmou que houve um “esforço implacável e determinado” para excluir pessoas negras do júri. Doug Evans também atuou como promotor naquele processo, enquanto Loper presidiu os dois últimos julgamentos de Flowers.
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Pitchford tinha 18 anos quando participou do assalto à Crossroads Grocery, nos arredores da cidade de Grenada. Durante o crime, seu comparsa matou o proprietário da loja, Reuben Britt, com três tiros. Como o atirador tinha menos de 18 anos na época, ele não podia ser condenado à pena de morte. Pitchford, porém, acabou condenado por homicídio qualificado e sentenciado à execução.
O processo tramita há cerca de 20 anos. Em 2023, o juiz federal Michael P. Mills anulou a condenação ao concluir que a defesa não teve oportunidade suficiente para argumentar que a promotoria havia excluído jurados negros de maneira inadequada.
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Na decisão, Mills afirmou que também levou em consideração o histórico de Evans em outros casos envolvendo acusações semelhantes de discriminação racial na composição dos júris.
A decisão, porém, foi posteriormente revertida de forma unânime pela Corte de Apelações do 5º Circuito dos EUA.









