Um novo livro sobre os bastidores do segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relata que o republicano exibiu a jornalistas um documento que o comparava a algumas das figuras mais poderosas da História, como Mao Tsé-Tung, Joseph Stalin, Átila, Gêngis Khan, Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. O episódio está entre as revelações de “Regime Change”, obra dos jornalistas do New York Times Maggie Haberman e Jonathan Swan, à qual a rede americana CNN teve acesso antes do lançamento e que retrata os primeiros 14 meses do novo governo Trump.
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Baseado em mais de mil entrevistas realizadas ao longo de três anos e com lançamento previsto para a próxima terça-feira, o livro reúne relatos sobre a condução da política externa americana, a relação do presidente com aliados e adversários, além de episódios envolvendo integrantes de seu próprio governo. Os autores afirmam ter ouvido diretamente Trump em diversas ocasiões durante a apuração, incluindo uma entrevista de cerca de uma hora realizada em março.
Comparação com líderes históricos
Segundo os autores, durante essa conversa, Trump mostrou um documento de duas páginas que teria recebido de um suposto historiador durante um evento em homenagem ao golfista sul-africano Gary Player.
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O texto argumentava que, embora líderes como Stalin, Mao, Hitler, Napoleão, Átila e Gêngis Khan fossem temidos em suas épocas, nenhum deles possuía o alcance global exercido por um presidente dos EUA.
Trump teria exibido o documento com entusiasmo, lendo os nomes das figuras históricas e comentando como, segundo aquela análise, seu poder superava o deles.
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Mais tarde, porém, os jornalistas descobriram que o autor do texto não era historiador. Tratava-se do antigo companheiro de golfe e confidente de Gary Player, que afirmou ter compartilhado sua avaliação sobre Trump primeiro com o golfista e depois diretamente com o presidente durante uma partida de golfe na Flórida.
Na última quinta-feira, Trump publicou o documento na rede Truth Social, identificando seu autor como um “historiador presidencial”.
Críticas a Netanyahu e elogios ao confronto com Zelensky
O livro também traz detalhes sobre a postura de Trump diante da guerra envolvendo Irã e Israel.
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Segundo os autores, nos primeiros meses do governo, o presidente demonstrava resistência à ideia de apoiar uma ofensiva militar contra a República Islâmica e chegou a dizer a um interlocutor crítico de Israel que não queria participar de uma guerra conduzida pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Em outra conversa relatada no livro, Trump teria se referido a Netanyahu como um “vigarista”, termo descrito pelos autores como um dos insultos mais duros em seu vocabulário político.
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Apesar disso, o presidente acabaria apoiando a campanha militar após reuniões com autoridades israelenses e americanas na Casa Branca.
A obra também aborda sua visão sobre a guerra na Ucrânia e o relacionamento com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Após uma discussão acalorada no Salão Oval entre Zelensky, Trump e o vice-presidente americano, JD Vance, em fevereiro, o presidente teria avaliado o episódio de forma positiva.
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Segundo os autores, Trump chegou a dizer a um assessor que o bate-boca com Zelensky foi “melhor do que The Apprentice”, programa de televisão que apresentou por anos.
Insultos a integrantes do governo
Os autores também descrevem episódios de tensão entre Trump e membros de sua equipe.
Em uma reunião realizada em abril de 2025, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, tentava convencer o presidente de que as tarifas comerciais poderiam prejudicar a competitividade das montadoras americanas.
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Trump teria respondido que o auxiliar havia perdido a agressividade que demonstrava quando era mais jovem.
— Você era um matador, Howard. Agora ficou mole. Você é um frouxo — teria dito Trump.
Meses depois, quando a arrecadação com as tarifas começou a aumentar, Lutnick respondeu à provocação em tom de brincadeira, dizendo ao presidente que era seu “frouxo de US$ 25 bilhões (R$ 128 bilhões) por mês”.
Pressão sobre o Federal Reserve
Outro episódio relatado envolve a relação de Trump com o então presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Segundo o livro, embora não pretendesse demiti-lo, Trump buscava formas de pressionar Powell. Em uma reunião com assessores, discutiu a possibilidade de usar reformas em andamento no edifício do banco central como instrumento de desgaste político.
— Quero ferrar com ele, sinceramente — teria afirmado o presidente.
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Quando um auxiliar sugeriu analisar as possibilidades, Trump respondeu que não queria estudos, mas um plano concreto.
A partir dali, segundo os autores, aliados do presidente foram indicados para órgãos ligados ao planejamento urbano em Washington e passaram a questionar o projeto de renovação da sede do Federal Reserve.
Investigações contra adversários políticos
O livro também relata os bastidores da decisão de Trump de determinar investigações contra adversários políticos.
Um dos casos envolve Chris Krebs, ex-chefe da agência federal de segurança cibernética que ganhou notoriedade após afirmar publicamente que a eleição presidencial de 2020 foi “a mais segura da história americana”.
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Segundo os autores, durante uma reunião, Trump mencionou um antigo integrante do governo que havia defendido a legitimidade do pleito, mas não conseguia se lembrar de seu nome.
Após uma breve busca feita por assessores, Krebs foi identificado.
— O que aconteceu com ele? Era um sujeito problemático. Deem uma olhada nele — teria dito o presidente.
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Os autores afirmam que, posteriormente, foi elaborado um memorando presidencial determinando ações contra o ex-funcionário.
O bilhete autografado por Putin
A obra também dedica espaço aos esforços do enviado especial americano, Steve Witkoff, para estreitar relações com o presidente russo, Vladimir Putin, em busca de uma solução para a guerra na Ucrânia.
Durante uma reunião realizada no Kremlin, Putin rabiscava anotações em um papel timbrado quando Witkoff perguntou do que se tratava.
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O líder russo mostrou a folha, na qual havia escrito “3+2”, uma referência a uma proposta territorial discutida entre ambos.
Segundo o livro, Witkoff então pediu que Putin assinasse o papel para que pudesse levá-lo para casa.
O presidente russo atendeu ao pedido, e o enviado americano posteriormente mandou emoldurar o documento.
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Comparação com líderes históricos
Segundo os autores, durante essa conversa, Trump mostrou um documento de duas páginas que teria recebido de um suposto historiador durante um evento em homenagem ao golfista sul-africano Gary Player.
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O texto argumentava que, embora líderes como Stalin, Mao, Hitler, Napoleão, Átila e Gêngis Khan fossem temidos em suas épocas, nenhum deles possuía o alcance global exercido por um presidente dos EUA.
Trump teria exibido o documento com entusiasmo, lendo os nomes das figuras históricas e comentando como, segundo aquela análise, seu poder superava o deles.
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Mais tarde, porém, os jornalistas descobriram que o autor do texto não era historiador. Tratava-se do antigo companheiro de golfe e confidente de Gary Player, que afirmou ter compartilhado sua avaliação sobre Trump primeiro com o golfista e depois diretamente com o presidente durante uma partida de golfe na Flórida.
Na última quinta-feira, Trump publicou o documento na rede Truth Social, identificando seu autor como um “historiador presidencial”.
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Em outra conversa relatada no livro, Trump teria se referido a Netanyahu como um “vigarista”, termo descrito pelos autores como um dos insultos mais duros em seu vocabulário político.
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Segundo os autores, Trump chegou a dizer a um assessor que o bate-boca com Zelensky foi “melhor do que The Apprentice”, programa de televisão que apresentou por anos.
Insultos a integrantes do governo
Os autores também descrevem episódios de tensão entre Trump e membros de sua equipe.
Em uma reunião realizada em abril de 2025, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, tentava convencer o presidente de que as tarifas comerciais poderiam prejudicar a competitividade das montadoras americanas.
Entenda: Trump apresenta acerto com o Irã como vitória, mas ameaças de novos ataques a Teerã expõem incerteza com negociações
Trump teria respondido que o auxiliar havia perdido a agressividade que demonstrava quando era mais jovem.
— Você era um matador, Howard. Agora ficou mole. Você é um frouxo — teria dito Trump.
Meses depois, quando a arrecadação com as tarifas começou a aumentar, Lutnick respondeu à provocação em tom de brincadeira, dizendo ao presidente que era seu “frouxo de US$ 25 bilhões (R$ 128 bilhões) por mês”.
Pressão sobre o Federal Reserve
Outro episódio relatado envolve a relação de Trump com o então presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Segundo o livro, embora não pretendesse demiti-lo, Trump buscava formas de pressionar Powell. Em uma reunião com assessores, discutiu a possibilidade de usar reformas em andamento no edifício do banco central como instrumento de desgaste político.
— Quero ferrar com ele, sinceramente — teria afirmado o presidente.
‘Não é um acordo de paz digno desse nome’: Memorando entre EUA e Irã ignora direitos humanos, dizem especialistas da ONU
Quando um auxiliar sugeriu analisar as possibilidades, Trump respondeu que não queria estudos, mas um plano concreto.
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Segundo os autores, durante uma reunião, Trump mencionou um antigo integrante do governo que havia defendido a legitimidade do pleito, mas não conseguia se lembrar de seu nome.
Após uma breve busca feita por assessores, Krebs foi identificado.
— O que aconteceu com ele? Era um sujeito problemático. Deem uma olhada nele — teria dito o presidente.
A conta da guerra: Custando bilhões, conflito entre EUA, Israel e Irã deixa rastro de mortes e crise econômica
Os autores afirmam que, posteriormente, foi elaborado um memorando presidencial determinando ações contra o ex-funcionário.
O bilhete autografado por Putin
A obra também dedica espaço aos esforços do enviado especial americano, Steve Witkoff, para estreitar relações com o presidente russo, Vladimir Putin, em busca de uma solução para a guerra na Ucrânia.
Durante uma reunião realizada no Kremlin, Putin rabiscava anotações em um papel timbrado quando Witkoff perguntou do que se tratava.
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Segundo o livro, Witkoff então pediu que Putin assinasse o papel para que pudesse levá-lo para casa.
O presidente russo atendeu ao pedido, e o enviado americano posteriormente mandou emoldurar o documento.










