O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta sexta-feira a reunião de uma célula de crise para lidar com a onda de calor, cujo pico é esperado no domingo, com milhões de pessoas nas ruas por ocasião da ‘Fête de la Musique’ (Festa da Música).
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A célula se reunirá no sábado, quando mais de 41 milhões de franceses estarão em zonas sob alerta laranja, o segundo nível mais elevado do país, durante a segunda onda de calor registrada neste ano.
A preocupação das autoridades é ainda maior porque o pico do calor é esperado para domingo, quando a popular Festa da Música levará milhões de pessoas às ruas para aproveitar shows ao ar livre e consumir álcool.
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Alguns departamentos franceses podem passar para o “alerta vermelho por onda de calor” a partir de domingo, com temperaturas em torno de 30°C durante a noite e 40°C durante o dia, advertiu o ministro do Interior, Laurent Nuñez.
Na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu para “cuidar das pessoas idosas, das mais vulneráveis”, porque “são dias difíceis”.
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Embora as autoridades tenham cancelado vários eventos esportivos e adiado em uma semana as provas orais para obtenção do diploma de bacharelado, de maneira geral, permitirão as festividades previstas para a Festa da Música. Algumas cidades as cancelaram.
No entanto, a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, pediu prudência.
— O álcool, com o calor, provoca consequências muito importantes (para a saúde), ficamos desidratados o dobro ou o triplo (e) acabamos nas emergências muito mais rápido — alertou.
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Em Paris, a Prefeitura espera cerca de dois milhões de pessoas nas ruas, como no ano passado, entre elas milhares de britânicos que, motivados pelas redes sociais, já se preparam para viajar à capital para reviver novamente a ‘Fête’.
— Em cada esquina havia uma festa — conta Serpico Collins, de 33 anos, que vive no bairro londrino de Camden e que no domingo voltará a percorrer as ruas de Paris em busca de música ao vivo e sets de DJ a partir de varandas.
A França vive a primavera mais quente desde que começaram os registros, no ano de 1900, com uma temperatura média nacional entre março e maio cerca de 1°C acima do normal.
Cientistas alertam que as ondas de calor na Europa estão cada vez mais frequentes como resultado das mudanças climáticas.
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