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O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta sexta-feira a proposta de criar centros de deportação para migrantes em situação irregular fora da União Europeia e afirmou que Paris se oporá a qualquer tentativa de financiá-los com recursos do bloco.
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Os chamados “centros de retorno”, localizados fora das fronteiras da UE, são um dos principais elementos do endurecimento das regras migratórias — criticado por organizações de defesa dos direitos humanos — que recebeu nesta semana a aprovação final do Parlamento Europeu.
— A França não apoia essa política — declarou Macron a jornalistas após uma cúpula de líderes europeus em Bruxelas.
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O presidente francês observou que as novas regras permitem enviar pessoas para países com os quais elas não possuem qualquer vínculo, que, por sua vez, poderiam receber recursos financeiros em troca.
— Não tenho certeza de que essa seja a Europa que queremos. Não tenho certeza de que esses sejam os princípios fundamentais sobre os quais nossa Europa foi construída. Além disso, não acredito que isso seja eficaz. A prova é que, até agora, não vi ninguém conseguir fazer isso funcionar — afirmou.
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Macron acrescentou que a França é favorável a regras mais rígidas para aumentar o retorno de pessoas sem direito de permanecer no país europeu onde se encontram, mas ressaltou que não pretende construir centros de retorno.
Embora outros países da UE sejam livres para avançar com esses projetos, Paris se opõe a uma iniciativa apoiada por vários Estados-membros para que recursos do bloco sejam utilizados em seu financiamento, disse o presidente francês.
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Organizações de defesa dos direitos humanos classificam esses centros como “buracos negros jurídicos”, argumentando que eles podem deixar migrantes presos em um limbo legal com pouca supervisão.
O Reino Unido já abandonou um plano para deportar migrantes em situação irregular para Ruanda, enquanto as instalações administradas pela Itália para processar pedidos de migrantes na Albânia enfrentaram contestações judiciais e uma implementação lenta.

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As avaliações de que a Ucrânia chegou a um ponto de virada no conflito com a Rússia podem muito bem se mostrar prematuras. Mas a imponente cúpula de fumaça negra que pairou sobre Moscou esta semana, após um ataque de drones ucranianos, mostrou que Kiev ainda tem muitas cartas na manga, independentemente da avaliação anterior do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre suas perspectivas na guerra. As intenções do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ficaram claras quando ele buscou tomar a iniciativa tanto militar quanto diplomaticamente.
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Os ataques a Moscou na quinta-feira deixaram parte da maior refinaria de petróleo da cidade em chamas. Uma imensa explosão lançou o topo de um tanque de armazenamento de combustível pelos ares — e destruiu a ideia de que a Rússia poderia continuar protegendo os moscovitas da guerra.
Ao mesmo tempo, Zelensky garantia uma declaração de “apoio inabalável” do G7 durante uma cúpula na França. Foi uma rara demonstração unificada de apoio a Kiev, que ocorreu mesmo depois de Trump ter sinalizado na cúpula que o fim da guerra já não estava entre as suas principais prioridades, afirmando que os Estados Unidos “não tinham nada a ver” com o conflito.
A declaração de Trump, que tem sido vista como favorável à Rússia nas negociações de paz, pode na verdade ter sido um alívio para as autoridades europeias que discutiram a possibilidade de assumir um papel mais ativo na tentativa de pôr fim à guerra.
O G7 transmitiu sua mensagem de apoio justamente quando as negociações para a adesão da Ucrânia à União Europeia começaram oficialmente. Na quinta-feira, enquanto parte de Moscou ardia em chamas, o bloco reafirmou que um empréstimo de 90 bilhões de euros (R$ 532 bilhões) à Ucrânia, aprovado em dezembro, começaria a ser liberado neste mês. O ministro da Defesa ucraniano também anunciou US$ 4 bilhões (R$ 20 bilhões) em novas promessas de ajuda militar ocidental.
Está longe de ser certo que a crescente campanha de ataques de longo alcance da Ucrânia contra a Rússia e o apoio consolidado de seus aliados europeus levarão a guerra a um fim próximo. Mas os acontecimentos desta semana reforçaram uma crescente sensação de confiança em Kiev de que seria capaz de forçar o presidente russo, Vladimir Putin, à mesa de negociações, mesmo enquanto a Rússia continua a bombardear a capital ucraniana com mísseis e drones, explorando a deficiência da defesa aérea da Ucrânia.
— A Ucrânia é forte. Todos concordam plenamente com isso — afirmou Zelensky a jornalistas em uma mensagem de voz na noite de quinta-feira. — Putin não quer parar. E tudo o que ele diz sobre querer a paz é mentira. Todos os parceiros, todos os europeus, sentem isso. Mas também estão convencidos de que juntos o deteremos. A chave é “juntos” e “nós conseguiremos”.
Líderes europeus reiteraram essa visão ao finalizarem as reuniões que garantiram mais apoio à Ucrânia.
— A maré está claramente virando para a Ucrânia — declarou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na quinta-feira. — O ímpeto é forte. E a Europa o levará ainda mais longe.
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O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, disse que “o que está acontecendo agora em Moscou é um divisor de águas nesta guerra”. Os russos, acrescentou, “perceberão que não se trata de assistir à guerra na tela da TV, mas sim da guerra em seu próprio território”.
Dmitri S. Peskov, porta-voz do Kremlin, zombou dos europeus por sua abordagem em relação a possíveis negociações.
— Eles acreditam que precisam conversar com a Rússia a partir de uma posição de força — pontuou ele a repórteres. — Essas conversas não levarão a lugar nenhum.
Putin não se pronunciou publicamente sobre o bombardeio de Moscou na quinta-feira. Igor Sechin, diretor executivo da gigante petrolífera estatal Rosneft, reconheceu nesta sexta-feira que a Rússia estava enfrentando problemas com o fornecimento de combustível. Mas afirmou que esses problemas estavam relacionados, em parte, à “manutenção não programada em refinarias”, em um aparente eufemismo para os inúmeros ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa nos últimos meses.
O clima na Ucrânia é de otimismo, já que o país está levando a guerra para dentro da Rússia. Esse sentimento foi resumido por um meme que mostrava Zelensky sentado em frente a Trump na França. A fotografia foi editada para preencher as mãos do líder ucraniano com cartas de baralho e até mesmo cobrir seu terno com elas. A piada era uma referência às declarações do presidente americano no ano passado de que a Ucrânia não tinha nenhuma carta na manga na guerra.
Zelensky aproveitou o encontro com Trump na França para solicitar permissão para obter os projetos dos sistemas de defesa aérea Patriot, a única arma no arsenal ucraniano capaz de abater mísseis balísticos com confiabilidade.
Tal acordo, que ainda não foi aprovado, permitiria à Ucrânia expandir seu fornecimento desses sistemas, produzindo-os internamente em vez de esperar pelas entregas de parceiros que os compram dos Estados Unidos.
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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, republicou uma foto do ataque de quinta-feira nas redes sociais. “Em Moscou, tudo está indo conforme o planejado”, escreveu ele. “Mas não conforme o plano da Rússia”.
A Ucrânia continuou a disparar drones contra Moscou nesta sexta-feira, e o governador regional afirmou que uma menina de 8 anos foi morta. Vários civis ucranianos foram mortos em ataques russos durante a noite, incluindo uma menina, também de 8 anos, na cidade de Pavlohrad, no leste do país.
O nepalês que sobreviveu milagrosamente a uma semana sozinho nas encostas do Monte Everest, incluindo três dias no fundo de uma fenda, contou à AFP como conseguiu escapar da morte.
— Estou tão feliz por estar de volta. Achei que ia morrer lá — disse Dawa Sherpa à AFP na quinta-feira (18), enquanto se recupera em um apartamento em Catmandu, capital do Nepal, com sua família.
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Dawa Sherpa, de 57 anos, foi encontrado em 4 de junho perto do Acampamento Base do pico mais alto do mundo (8.849 metros), após ficar desaparecido por uma semana.
Apelidado de Hillary em homenagem ao lendário alpinista Edmund Hillary, o nepalês trabalhava como cozinheiro no Acampamento 2 do Everest para uma pequena empresa de expedições, a Himalayan Traverse Adventure.
Mas a empresa pediu que ele substituísse um guia, mesmo sem nunca ter escalado o Everest antes.
Dawa Sherpa subiu até o Balcony, a cerca de 8.400 metros, em 28 de maio, antes de descer para o Acampamento 4 ao anoitecer com o alpinista britânico Chris Thrall, o alpinista polonês Mariusz Chmielewski e o guia Pasang Kaji Sherpa.
Chris Thrall foi a última pessoa a ver Dawa Sherpa, quando estavam a cerca de 7.900 metros.
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Dawa Sherpa explica que estava ficando sem oxigênio e disse a Thrall para continuar sem ele.
— Eu disse para ele continuar, que eu o alcançaria — conta. — Mas quando meu oxigênio acabou, eu não conseguia mais mexer as mãos nem os pés. Então fiquei pendurado na corda por cerca de trinta minutos.
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Prakash Mathema / AFP
Sozinho e exausto, ele caminhou lentamente até uma barraca e encontrou um pouco de macarrão instantâneo.
Rajadas de vento ensurdecedoras
— Comi um pouco e isso me ajudou a recuperar os sentidos (…) Depois desci para o Acampamento 3 — disse, ainda a cerca de 7.100 metros de altitude, onde passou a noite em meio a rajadas de vento ensurdecedoras.
— Esquentei um pouco de água (…) Fiz um mingau e comi — conta ele.
Enquanto isso, o resto da equipe deu o alarme ao chegar ao Acampamento 2. Mas as operações de busca e resgate estavam atrasadas.
O sherpa diz que tinha um telefone via satélite, mas não conseguiu fazê-lo funcionar, e um rádio comunicador, mas as baterias estavam descarregadas.
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Mochila de 28 quilos
No dia seguinte, Dawa Sherpa continuou sua luta pela sobrevivência. Ele conseguiu chegar ao Acampamento 2, mas todos os outros alpinistas já haviam partido.
Ele planejava seguir direto para o acampamento base, mas ao chegar à temida Cascata de Gelo de Khumbu, um dos principais obstáculos da rota, caiu em uma fenda.
— Escorreguei e caí de uma escada, e fiquei preso lá por um bom tempo — conta ele, enquanto segurava um saco de 28 quilos contendo oito cilindros de oxigênio vazios e os sacos de dormir dos clientes.
Ele só soltou o peso nas profundezas geladas quando suas mãos ficaram exaustas. Finalmente, sem forças para se segurar por mais tempo, ele também caiu.
— Bati a cabeça, mas aterrissei em uma superfície plana — continua, explicando que machucou a perna.
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Revirando a jaqueta, encontrou chocolate congelado e café liofilizado.
— Eu tinha biscoitos e chocolate nos bolsos, e café. Não tinha água quente, então quebrei um pouco de gelo para molhar a boca — relata.
Em 3 de junho — após seis dias de solidão — um helicóptero sobrevoou o local. Mas ele ainda estava muito abaixo, no fundo da fenda.
— Eu sabia que um helicóptero havia chegado; eu conseguia ouvir o barulho, mas não conseguia vê-lo — explica.
‘Ninguém apareceu’
Dawa Sherpa conta que passou duas noites na fenda, sem conseguir escalar suas paredes lisas.
— Eu me perguntava se ia viver ou morrer, apenas esperando que alguém viesse me resgatar — diz. — Mas ninguém apareceu. Foi uma avalanche que veio me salvar.
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A avalanche encheu a fenda de neve, permitindo que ele rastejasse para fora.
— Foi muito difícil; levei pelo menos uma hora, agarrado ao gelo e usando meus crampons — especifica.
— Coloquei o pé em um pedaço de neve e subi lentamente. Quando cheguei à rota, senti que poderia sobreviver.
Assim que saiu da fenda, encontrou uma corda e a seguiu, rastejando até as proximidades do Acampamento Base.
Lá, na manhã de 4 de junho, foi encontrado pelo Comitê de Controle da Poluição de Sagarmatha (SPCC), uma equipe nepalesa que abre rotas no Everest e limpa o lixo deixado na montanha.
— Fiquei tão feliz em vê-los; pensei que ia sobreviver — diz ele.
Dawa Sherpa foi evacuado de helicóptero para Katmandu, onde médicos trataram seus membros congelados, desidratação e fratura no fêmur. Sua improvável sobrevivência gerou alegria entre os outros alpinistas, mas também indignação de sua família e da comunidade himalaia pela demora dos socorristas em localizá-lo.
Uma colisão entre dois trens nas proximidades de Bedford, no sudeste da Inglaterra, mobilizou equipes de emergência na tarde desta sexta-feira e deixou diversos passageiros feridos. O acidente provocou a suspensão de serviços em uma das principais rotas ferroviárias da região.
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A batida envolveu duas composições da East Midlands Railway que circulavam próximas à estação de Bedford. O incidente ocorreu por volta das 17h15 no horário local. Informações divulgadas pela imprensa britânica apontam que um dos trens teria atingido a traseira de outra composição que seguia no mesmo trecho.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram passageiros caídos no interior dos vagões após o impacto. Há relatos de pessoas com ferimentos, mas as autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial sobre o número de vítimas nem sobre a gravidade dos casos. Veja:
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O Serviço de Ambulâncias do Leste da Inglaterra informou que enviou “diversos recursos” para o local do acidente, incluindo um helicóptero aeromédico, disse um porta-voz. A aeronave foi vista no Flightradar24 sobrevoando a área ao sul de Bedford. Uma Equipe de Resposta a Áreas Perigosas também foi mobilizada pelo serviço de ambulâncias, que orientou a população a evitar a região. Segundo publicação do LBC, cerca de 30 ambulâncias foram mobilizadas para a ocorrência.
A secretária de Transportes, Heidi Alexander, divulgou uma declaração após o acidente.
— Estou profundamente preocupada ao saber dos relatos da colisão envolvendo dois trens de passageiros da East Midlands Railway. Sou grata aos serviços de emergência que estão no local, atendendo os afetados. Estamos trabalhando rapidamente com o setor ferroviário e parceiros locais para dar suporte aos passageiros — afirmou.
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Em consequência do acidente, a circulação ferroviária foi interrompida entre Londres St Pancras e Leicester. A operadora East Midlands Railway informou que os trens não podiam circular no trecho devido à atuação dos serviços de emergência. A Thameslink também suspendeu viagens entre Bedford e Luton e orientou passageiros a adiarem deslocamentos.
As causas da colisão ainda são desconhecidas. Investigadores ferroviários e autoridades de transporte devem iniciar uma apuração para determinar o que levou ao acidente. Até o início da noite desta sexta-feira (horário local), não havia previsão para a normalização completa dos serviços afetados.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou, nesta sexta-feira (19), a reunião de uma célula de crise para lidar com a onda de calor, cujo pico é esperado no domingo, com milhões de pessoas nas ruas por ocasião da “Fête de la Musique” (Festa da Música).
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A célula se reunirá no sábado, quando mais de 41 milhões de franceses estarão em zonas sob alerta laranja, o segundo nível mais elevado do país, neste segundo episódio de onda de calor deste ano.
A preocupação das autoridades é maior, já que o pico é esperado no domingo, durante a popular festa, que reúne milhões de pessoas para aproveitar shows ao ar livre e consumir álcool. Alguns departamentos franceses podem passar para o “alerta vermelho por onda de calor” a partir de domingo, com temperaturas em torno de 30°C durante a noite e 40°C durante o dia, advertiu o ministro do Interior, Laurent Nuñez.
Na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu para “cuidar das pessoas idosas, das mais vulneráveis”, porque “são dias difíceis”.
Embora as autoridades tenham cancelado vários eventos esportivos e adiado em uma semana as provas orais para obtenção do diploma de bacharelado, de maneira geral, permitirão as festividades previstas para a Festa da Música. Algumas cidades as cancelaram.
No entanto, a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, pediu prudência:
— O álcool, com o calor, provoca consequências muito importantes (para a saúde), ficamos desidratados o dobro ou o triplo e acabamos nas emergências muito mais rápido.
Em Paris, a Prefeitura espera cerca de dois milhões de pessoas nas ruas, como no ano passado, entre elas milhares de britânicos que, motivados pelas redes sociais, já se preparam para viajar à capital para reviver novamente a ‘Fête’.
— Em cada esquina havia uma festa — explicou Serpico Collins, de 33 anos, que vive no bairro londrino de Camden e que no domingo voltará a percorrer as ruas de Paris em busca de música ao vivo e sets de DJ a partir de varandas.
A França vive a primavera mais quente desde que começaram os registros, no ano de 1900, com uma temperatura média nacional entre março e maio cerca de 1°C acima do normal.
Cientistas alertam que as ondas de calor na Europa estão cada vez mais frequentes como resultado das mudanças climáticas.
A guerra contra o Irã durou pouco mais de 15 semanas antes de um acordo de paz preliminar entre os EUA e o Irã ser alcançado esta semana. Mas o custo humano e econômico aumentou rapidamente, com consequências que ultrapassaram em muito as fronteiras da região. Diante da pressão interna e externa, o presidente americano, Donald Trump, anunciou na segunda-feira que ele e o vice-presidente JD Vance assinaram eletronicamente, no dia anterior, um documento com os iranianos encerrando formalmente a guerra. O conflito começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. Na quarta-feira, o presidente assinou o acordo novamente na França, no Palácio de Versalhes, onde um tratado malfadado foi concluído para pôr fim à Primeira Guerra Mundial há mais de um século.
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Os custos da guerra para os Estados Unidos, estimados em US$ 132 bilhões (R$ 678,8 bilhões) no total, ainda estão sendo contabilizados, enquanto se inicia um período de 60 dias para novas negociações. Eis o que sabemos.
Número de mortos
Segundo uma agência do governo iraniano, cerca de 3.500 iranianos foram mortos na guerra. Israel afirma que 26 israelenses foram mortos. Milhares de pessoas em ambos os países ficaram feridas.
As Forças Armadas dos EUA afirmam que 13 de seus membros foram mortos.
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Israel retomou os ataques ao Líbano em 18 de março como parte da guerra mais ampla, e cerca de 3.700 pessoas foram mortas no país, de acordo com o Ministério da Saúde libanês.
Os ataques, principalmente perpetrados pelo Irã, também causaram mortes em todo o Oriente Médio, incluindo trabalhadores de países do sul da Ásia no Golfo Pérsico.
As Forças Armadas dos EUA mataram três marinheiros civis indianos em um ataque a um navio comercial perto de Omã, aumentando as tensões entre os Estados Unidos e a Índia.
No incidente com maior número de vítimas civis de que se tem notícia, um ataque de mísseis dos EUA destruiu uma escola iraniana , matando pelo menos 175 pessoas no primeiro dia da guerra, segundo autoridades iranianas.
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Custos financeiros
A economia do Irã já estava profundamente fragilizada antes da guerra. Mas agora está em queda livre. Os preços dos alimentos e de outros bens básicos dispararam, e o cotidiano se tornou uma luta.
A escala da devastação foi enorme, com centenas de escolas e instalações de saúde danificadas ou destruídas na guerra , de acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, a principal organização de ajuda humanitária do país.
Para os contribuintes e consumidores americanos, o custo da guerra é de pelo menos US$ 132 bilhões, segundo a Moody’s Analytics. Isso inclui gastos militares, aumento dos preços da energia e das commodities, além das taxas de juros, afirmou Mark Zandi, economista-chefe da empresa.
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Um alto funcionário do Pentágono disse ao Congresso no mês passado que o custo para as Forças Armadas havia subido para cerca de US$ 29 bilhões (R$ 149 bilhões). Essa estimativa não incluía o preço do reparo de cerca de uma dúzia de bases americanas na região, danificadas por ataques iranianos.
Os custos de reparo e manutenção, bem como a manutenção dos grupos de ataque de porta-aviões no mar, também precisam ser levados em consideração.
— Custa muito dinheiro apenas manter todos e todo esse aparato mobilizados lá — disse Linda Bilmes, especialista em finanças públicas e professora sênior da Harvard Kennedy School.
Ela acrescentou que os custos de reposição da enorme quantidade de munições que as Forças Armadas dos EUA utilizaram serão muito maiores do que os custos de aquisição originais.
O Irã também danificou gravemente outros ativos dos EUA na região, incluindo um valioso jato de radar militar em uma pista de pouso na Arábia Saudita e o complexo da embaixada dos EUA em Riad.
Preços da energia
De acordo com um estudo da Universidade Brown sobre os custos de energia na guerra com o Irã , os americanos pagaram cerca de US$ 60 bilhões (R$ 308 bilhões) a mais por gasolina e diesel desde o início do conflito, devido ao aumento dos preços. Isso representa um custo adicional de aproximadamente US$ 460 (R$ 2,3 mil) por família. E esse valor continua a subir.
Quando os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra com o Irã, os americanos pagavam, em média, US$ 2,98 (R$ 15,3) por galão na bomba de gasolina, de acordo com a AAA, uma organização sem fins lucrativos de clubes automotivos. Desde então, os preços da gasolina têm subido regularmente e agora estão em torno de US$ 4 (R$ 20,57) por galão.
Os preços do petróleo dispararam quando os militares iranianos atacaram alguns navios mercantes no Estreito de Ormuz, uma passagem vital para os produtores de energia do Oriente Médio. Isso praticamente fechou o estreito e interrompeu o fluxo global de petróleo. O petróleo bruto é o principal ingrediente da gasolina.
O preço de referência global do petróleo bruto caiu desde que um acordo de paz foi anunciado na segunda-feira. Atualmente, está próximo de US$ 80 (R$ 411) por barril. Em março, os preços chegaram a atingir cerca de US$ 120 (R$ 617) por barril.
Esses altos preços dos combustíveis afetaram toda a cadeia produtiva e inflacionaram muitos outros custos relacionados ao combustível, como passagens aéreas e o transporte de mercadorias e produtos manufaturados.
Fertilizantes e Alimentos
As interrupções no comércio global causadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz levaram ao aumento dos preços de commodities como o enxofre, um ingrediente fundamental de certos fertilizantes.
Um relatório do Conselho de Relações Exteriores divulgado no início deste mês por Máximo Torero Cullen, economista-chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), afirmou que as interrupções no estreito teriam consequências que “vão muito além da agricultura, ameaçando com preços mais altos dos alimentos, maior inflação alimentar, redução do crescimento econômico e aumento da fome em todo o mundo”.
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta sexta-feira a reunião de uma célula de crise para lidar com a onda de calor, cujo pico é esperado no domingo, com milhões de pessoas nas ruas por ocasião da ‘Fête de la Musique’ (Festa da Música).
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A célula se reunirá no sábado, quando mais de 41 milhões de franceses estarão em zonas sob alerta laranja, o segundo nível mais elevado do país, durante a segunda onda de calor registrada neste ano.
A preocupação das autoridades é ainda maior porque o pico do calor é esperado para domingo, quando a popular Festa da Música levará milhões de pessoas às ruas para aproveitar shows ao ar livre e consumir álcool.
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Alguns departamentos franceses podem passar para o “alerta vermelho por onda de calor” a partir de domingo, com temperaturas em torno de 30°C durante a noite e 40°C durante o dia, advertiu o ministro do Interior, Laurent Nuñez.
Na quinta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu para “cuidar das pessoas idosas, das mais vulneráveis”, porque “são dias difíceis”.
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Embora as autoridades tenham cancelado vários eventos esportivos e adiado em uma semana as provas orais para obtenção do diploma de bacharelado, de maneira geral, permitirão as festividades previstas para a Festa da Música. Algumas cidades as cancelaram.
No entanto, a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, pediu prudência.
— O álcool, com o calor, provoca consequências muito importantes (para a saúde), ficamos desidratados o dobro ou o triplo (e) acabamos nas emergências muito mais rápido — alertou.
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Em Paris, a Prefeitura espera cerca de dois milhões de pessoas nas ruas, como no ano passado, entre elas milhares de britânicos que, motivados pelas redes sociais, já se preparam para viajar à capital para reviver novamente a ‘Fête’.
— Em cada esquina havia uma festa — conta Serpico Collins, de 33 anos, que vive no bairro londrino de Camden e que no domingo voltará a percorrer as ruas de Paris em busca de música ao vivo e sets de DJ a partir de varandas.
A França vive a primavera mais quente desde que começaram os registros, no ano de 1900, com uma temperatura média nacional entre março e maio cerca de 1°C acima do normal.
Cientistas alertam que as ondas de calor na Europa estão cada vez mais frequentes como resultado das mudanças climáticas.
O GLOBOA relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, se encontra em um momento de instabilidade desde o retorno do republicano à Casa Branca. Nesta semana, Trump afirmou que a líder italiana teria “implorado” para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7, realizada nesta semana em Évian, na França — declaração negada pela premiê e repudiada pelo ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, que respondeu com o cancelamento da sua visita aos Estados Unidos, que deveria acontecer em dois dias.
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Ehud Olmert: Ex-premier israelense acusa governo Netanyahu de conduzir ‘campanha sistemática de limpeza étnica’ na Cisjordânia ocupada
Em resposta divulgada na rede social X, a premier afirmou em vídeo que o presidente americano “inventou completamente a história” e ressaltou que nem ela nem a Itália “imploram” por encontros ou fotografias.
— Não entendo por que o presidente dos EUA se comporta assim com seus próprios aliados; não é, aliás, a primeira vez — declarou.
— Só posso lamentar que ele não demonstre a mesma determinação em relação aos inimigos do Ocidente, aos inimigos dos EUA, a dirigentes com os quais, ao contrário, mostra-se muito mais conciliador — acrescentou.
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Como Giorgia mesmo mencionou, ela e Trump são aliados políticos. Além da polêmica mais recente, no entanto, o desgaste entre os dois líderes vem se acumulando há meses.
Meloni passou a adotar posições divergentes em relação a algumas iniciativas da Casa Branca, especialmente sobre o conflito envolvendo o Irã e sobre críticas feitas por Trump ao papa Leão XIV. A premier italiana chegou a considerar “inaceitáveis” ataques do presidente americano ao pontífice.
As divergências representam uma mudança significativa na dinâmica entre os dois governos. Desde a volta de Trump ao poder, Meloni era frequentemente apontada como uma das poucas líderes europeias com acesso privilegiado ao presidente americano. A italiana participou da posse presidencial em Washington e buscou atuar como ponte entre os Estados Unidos e a União Europeia.
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Apesar das tensões, os dois líderes tentaram demonstrar cordialidade durante o G7. Em um encontro nos bastidores da cúpula, ambos trocaram comentários bem-humorados sobre os recentes atritos. Meloni chegou a afirmar que os dois “sempre foram amigos”, enquanto Trump respondeu em tom de brincadeira que havia sido “abandonado”.
A nova troca de acusações, porém, indica que a reaproximação pode estar longe de acontecer: a crise ganhou contornos diplomáticos quando Tajani anunciou o cancelamento de sua visita oficial a Washington. O ministro das Relações Exteriores classificou as declarações de Trump como “graves” e “ofensivas”, afirmando que os comentários atingiam não apenas Meloni, mas todo o país.
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Integrantes do governo italiano acusaram Trump de prejudicar a histórica relação entre Estados Unidos e Europa, enquanto a Casa Branca evitou comentar oficialmente o episódio.
O cessar-fogo entre Hezbollah e Israel aumenta as chances de avanço do acordo entre Estados Unidos e Irã. Foi justamente o bombardeio israelense no sul do Líbano, que matou 18 pessoas, o que levou Teerã a recuar nas negociações e cancelar a reunião que ocorreria hoje, em Genebra, entre representantes americanos e iranianos. A notícia da trégua ganhou destaque na manchete do jornal inglês Financial Times no fim da manhã. A reportagem mostrou que o anúncio chegou a provocar queda nos preços do petróleo. A commodity voltou a operar em leve alta, mas ainda na faixa dos US$ 80 por barril, muito distante dos US$ 100 alcançados nos momentos mais tensos do conflito. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em meio à escalada de violência na Cisjordânia ocupada, o ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert acusou o governo israelense de conduzir uma “campanha sistemática de limpeza étnica e de crimes contra a Humanidade” contra palestinos no território, sendo conivente com a atuação de grupos de colonos responsáveis por ataques à população local. Em um artigo de opinião publicado nesta sexta-feira no jornal israelense Haaretz, o ex-premier defende que essas ações não podem mais ser tratadas como “isoladas” e perpetuadas por “extremistas”, como costuma justificar o governo israelense.
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“O que está acontecendo hoje na Cisjordânia não é obra de ’70 crianças… de lares desfeitos’, como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tentou afirmar, de forma desonesta”, escreveu Olmert. “Tampouco são crimes cometidos por uma pequena minoria anômala entre os moradores dos assentamentos, como alguns líderes do movimento de colonos costumam alegar.”
Segundo Olmert, a responsabilidade recai sobre o governo de Netanyahu, incluindo o ministro da Defesa Israel Katz e outros integrantes do Gabinete. Ele também cita nominalmente os ministros de extrema direita Itamar Ben-Gvir, da Segurança Nacional, e Bezalel Smotrich, de Finanças, argumentando que suas posições radicais favorecem o movimento de anexação total da Cisjordânia sem a permanência da população palestina.
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O ex-primeiro-ministro descreve um cenário marcado por ataques a aldeias palestinas, incêndios, destruição de propriedades e roubos de rebanhos. Olmert afirma ainda que os autores desses atos contam com proteção, apoio e financiamento de diferentes níveis do governo israelense.
“Nunca antes acusações tão graves foram feitas contra um governo israelense e todo o aparato de defesa, certamente não por alguém que outrora detinha a responsabilidade máxima pela segurança de Israel. Mas, após um longo e doloroso período de contenção, não há outra escolha senão dizer estas coisas de forma clara e completa”, completa o ex-premier.
Embora reconheça que a ofensiva israelense após os ataques sem precedentes do movimento islamista palestino Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra em Gaza, foi marcada por extrema dureza e incluiu ações que “só podem ser descritas como crimes de guerra”, ele rejeita as acusações de genocídio formuladas por parte da comunidade internacional.
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Para o ex-premier, houve, sim, graves falhas na condução da campanha militar e nas decisões tomadas sem consideração pelas consequências para a população civil no enclave palestino, mas ele considera que essas violações não decorreram de uma política deliberada de extermínio e que o governo israelense não buscou promover assassinatos em massa de forma sistemática — diferentemente do caso da Cisjordânia, ocupada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
“Surgiram inúmeros casos em que soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF), tanto recrutas quanto reservistas, estiveram envolvidos em agressões e ataques contra palestinos. O porta-voz das IDF costuma responder dizendo que tais incidentes não refletem os valores ou a política do Exército. Mas isso se tornou pouco mais que um ritual vazio. A realidade é que soldados em vários locais continuam a participar de ataques violentos e, por vezes, até mesmo letais contra residentes palestinos”, escreveu.
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As críticas também abragem as instituições encarregadas da segurança e da aplicação da lei. Segundo Olmert, a polícia israelense frequentemente deixa de impedir os ataques e, em alguns casos, age de forma conivente com seus autores. Ele também aponta falhas das Forças Armadas e do serviço de inteligência interna, o Shin Bet, no combate ao que descreve como “terrorismo judaico”.
Para o ex-primeiro-ministro, a continuidade dessas práticas pode provocar reações mais duras da comunidade internacional, incluindo investigações e medidas por parte do Tribunal Penal Internacional (TPI), defendendo que o país precisa abandonar a complacência diante da violência praticada por seus próprios cidadãos e “enfrentar os inimigos internos”.
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“A resposta instintiva dos terroristas judeus e seus apoiadores – e, às vezes, de muitos israelenses decentes e bem-intencionados – é descartar críticas, hostilidade contra israelenses no exterior ou ações contra instituições israelenses e judaicas como antissemitismo”, conclui Olmert. “O antissemitismo, sem dúvida, existe e se intensificou nos últimos anos. Tem sido uma constante na história judaica. Mas não deve ser confundido com a condenação das ações do governo israelense ou com a oposição a políticas e ações realizadas em nome de Israel.”
Pressão sobre os assentamentos
Vários países ocidentais, incluindo Reino Unido e França anunciaram recentemente novas sanções contra colonos e organizações israelenses ligados à violência e à expansão ilegal dos assentamentos na Cisjordânia ocupada, medidas classificadas como “vergonhosas” por Israel. Esses países pedem a Israel que aja “rapidamente” para garantir que “os autores da violência na Cisjordânia prestem realmente contas” e não descartam “novas medidas”.
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O governo israelense, por sua vez, denunciou imediatamente “medidas vergonhosas”, tomadas em uma “tentativa de impor uma posição política sobre o direito dos judeus de se instalar na terra de Israel e sobre o conflito israelense-palestino”, reagiu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Oren Marmorstein.
Sem contar Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, mais de 500 mil israelenses vivem atualmente em assentamentos na Cisjordânia considerados ilegais pela ONU, em meio a uma população de cerca de três milhões de palestinos.
Segundo dados da Nações Unidas, a violência dos colonos israelenses na Cisjordânia vive um ritmo “recorde”, com uma média de seis ataques diários.
O ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, anunciou nesta sexta-feira, na rede X, que cancelou sua visita aos Estados Unidos, prevista para os dias 21 e 22 de junho, após as “declarações graves e ofensivas” do presidente americano, Donald Trump, contra a primeira-ministra Giorgia Meloni.
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Em uma entrevista por telefone concedida à emissora de televisão italiana La7, Trump afirmou que Meloni havia “suplicado” para tirar uma foto com ele durante a cúpula do G7 na França, segundo a transcrição da conversa publicada pela emissora, que não divulgou a gravação de áudio original.
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Em resposta a essa publicação, Giorgia Meloni divulgou nesta sexta-feira, no X, um vídeo no qual se declarou “consternada” com as declarações “totalmente inventadas” de Trump.
— Não entendo por que o presidente dos EUA se comporta assim com seus próprios aliados; não é, aliás, a primeira vez — declarou.
— Só posso lamentar que ele não demonstre a mesma determinação em relação aos inimigos do Ocidente, aos inimigos dos EUA, a dirigentes com os quais, ao contrário, mostra-se muito mais conciliador — acrescentou.
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Em abril, Trump já havia criticado Meloni por recusar envolver o seu país na guerra no Irã, e disse então que havia ficado “surpreso” e decepcionado com sua falta de “coragem”.
Meloni, eleita em outubro de 2022 à frente de um governo de coalizão ultraconservador, vinha sendo até então uma das aliadas mais próximas de Trump no Velho Continente, esforçando-se frequentemente para desempenhar um papel de mediadora entre as posições divergentes dos EUA e da Europa.

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