O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta sexta-feira a proposta de criar centros de deportação para migrantes em situação irregular fora da União Europeia e afirmou que Paris se oporá a qualquer tentativa de financiá-los com recursos do bloco.
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Os chamados “centros de retorno”, localizados fora das fronteiras da UE, são um dos principais elementos do endurecimento das regras migratórias — criticado por organizações de defesa dos direitos humanos — que recebeu nesta semana a aprovação final do Parlamento Europeu.
— A França não apoia essa política — declarou Macron a jornalistas após uma cúpula de líderes europeus em Bruxelas.
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O presidente francês observou que as novas regras permitem enviar pessoas para países com os quais elas não possuem qualquer vínculo, que, por sua vez, poderiam receber recursos financeiros em troca.
— Não tenho certeza de que essa seja a Europa que queremos. Não tenho certeza de que esses sejam os princípios fundamentais sobre os quais nossa Europa foi construída. Além disso, não acredito que isso seja eficaz. A prova é que, até agora, não vi ninguém conseguir fazer isso funcionar — afirmou.
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Macron acrescentou que a França é favorável a regras mais rígidas para aumentar o retorno de pessoas sem direito de permanecer no país europeu onde se encontram, mas ressaltou que não pretende construir centros de retorno.
Embora outros países da UE sejam livres para avançar com esses projetos, Paris se opõe a uma iniciativa apoiada por vários Estados-membros para que recursos do bloco sejam utilizados em seu financiamento, disse o presidente francês.
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Organizações de defesa dos direitos humanos classificam esses centros como “buracos negros jurídicos”, argumentando que eles podem deixar migrantes presos em um limbo legal com pouca supervisão.
O Reino Unido já abandonou um plano para deportar migrantes em situação irregular para Ruanda, enquanto as instalações administradas pela Itália para processar pedidos de migrantes na Albânia enfrentaram contestações judiciais e uma implementação lenta.
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— Não tenho certeza de que essa seja a Europa que queremos. Não tenho certeza de que esses sejam os princípios fundamentais sobre os quais nossa Europa foi construída. Além disso, não acredito que isso seja eficaz. A prova é que, até agora, não vi ninguém conseguir fazer isso funcionar — afirmou.
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