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Um homem de 24 anos foi preso na Argentina acusado de matar a própria mãe e enterrar o corpo no quintal da casa da família, em Castelar, na região oeste da Grande Buenos Aires. Carlos Ignacio Costa Martínez já estava detido por tentativa de homicídio contra o próprio pai quando confessou o crime a um amigo, o que levou as autoridades a localizarem o corpo da vítima.
Após a confissão, a Promotoria determinou uma busca emergencial na residência. No local, encontraram o corpo de Graciela Martínez, de 54 anos, enterrado nos fundos da casa e coberto por sacos de lixo, segundo a agência Noticias Argentinas.
Com a descoberta, Carlos Ignacio Costa Martínez será indiciado por homicídio qualificado.
A área foi isolada para os trabalhos periciais, conduzidos por especialistas da Divisão de Crime Organizado da polícia da província de Buenos Aires, responsáveis pela coleta de vestígios e pela análise da cena do crime.
Outro caso semelhante
O crime ocorreu cerca de dois meses depois de outro parricídio registrado na mesma região da Grande Buenos Aires.
Em Ramos Mejía, cidade próxima a Haedo, um homem de 57 anos matou a própria mãe, Amelia Nora Pérez, de 80 anos.
Inicialmente, Leonardo Ariel Messina Pérez afirmou à polícia que havia encontrado a mãe morta ao voltar do trabalho e acionado o serviço de emergência. Os investigadores, porém, identificaram inconsistências em seu depoimento.
Posteriormente, ele confessou ter cometido o homicídio com as próprias mãos.
O corpo da vítima foi encontrado no banheiro da residência da família, localizada na rua Alsina, número 200, no centro de Ramos Mejía, no município de La Matanza.

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Um avião de pequeno porte atingiu a Citic Tower, o prédio mais alto de Pequim, nesta sexta-feira, provocando a queda de grandes pedaços de destroços e partes da aeronave sobre as ruas do distrito financeiro da capital chinesa. O incidente ocorreu por volta das 18h locais (7h da manhã no Brasil). O número de vítimas ainda é desconhecido.
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Mãe escava escombros em busca do filho após terremotos na Venezuela: ‘São muitas pedras e com as mãos não dá’
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram fragmentos despencando de dezenas de andares do arranha-céu.
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Imagens também mostram janelas quebradas e o que aparenta ser a cauda do avião. O impacto ocorreu na Citic Tower, também conhecida como China Zun, inaugurada em 2018 e considerada um dos principais marcos arquitetônicos de Pequim.
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O arranha-céu fica no distrito financeiro da cidade e abriga a sede do Citic Group, um dos maiores conglomerados financeiros estatais da China. A região, conhecida pelo intenso tráfego de veículos, foi isolada pelas autoridades após o acidente.
Na noite desta sexta-feira, havia forte presença policial no entorno do edifício.
Pelo menos uma das principais vias da região foi bloqueada com grades metálicas móveis, segundo o The New York Times, enquanto uma viatura permaneceu estacionada no local com as luzes de emergência acionadas. Também havia cerca de 20 viaturas policiais nas proximidades da sede da China Central Television (CCTV), edifício localizado em frente à Citic Tower.
Segundo uma testemunha identificada apenas pelo sobrenome Zhang, funcionário de uma academia próxima, o avião atingiu o prédio por volta das 18h, no horário local (7h no Brasil), enquanto ele caminhava com amigos pela região.
Zhang afirmou ainda que uma mulher com um ferimento na cabeça foi levada por uma ambulância pouco depois da colisão. O relato, no entanto, ainda não havia sido verificado de forma independente.
Até o momento, as autoridades chinesas não divulgaram informações oficiais sobre as causas do acidente nem sobre o número de vítimas.
Amparo del Giudice escava com as próprias mãos uma montanha de escombros em busca do filho, uma das vítimas dos terremotos mais devastadores da Venezuela desde 1900. A história dela é uma entre as tantas tragédias provocadas pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país na quarta-feira, com menos de um minuto de intervalo. O balanço oficial aponta pelo menos 589 mortos, embora haja temor de que o número final de vítimas chegue aos milhares.
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Desesperada com a demora na chegada das equipes de resgate, Amparo cavava com as próprias mãos enquanto chorava e gritava inconsolavelmente em um bairro de La Guaira, a região mais atingida pelos terremotos.
— São muitas pedras e com as mãos não dá — exclama, impotente, sentada a poucos metros do local onde acredita que o filho esteja: — Não tem nem água — reclama, ao lamentar a falta de ajuda do governo.
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Alessandro del Giudice, de 23 anos, voltou a vestir seu capacete de bombeiro voluntário para ajudar a avó a encontrar algum sinal de vida do pai.
— Ele está aí — soluça.
mulher procura entre os escombros de um prédio que desabou enquanto tenta recuperar seus pertences após um terremoto em Catia La Mar, no estado de La Guaira, a cerca de 30 quilômetros a noroeste de Caracas, em 25 de junho de 2026
AFP
La Guaira, com cerca de 25 mil habitantes e localizada a 40 quilômetros de Caracas, abriga o Aeroporto Internacional de Maiquetía e é o destino de praia preferido dos moradores da capital.
A maioria dos edifícios altos com piscina ficou danificada em Los Corales, bairro de classe média onde a família Del Giudice busca notícias do desaparecido.
‘Família Pérez, vivos’
A presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro, visitou na quinta-feira a região, declarada pelo governo como “zona de desastre”. A AFP também constatou saques em áreas atingidas.
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Nuvens de poeira ainda pairam entre edifícios de luxo com vista para o mar do Caribe, reduzidos a montanhas de escombros.
Grande parte das construções ao longo da costa tornou-se inabitável, enquanto outras desapareceram completamente. A principal rodovia que corta La Guaira ficou rachada em vários trechos.
Dois hotéis cinco estrelas estão entre as estruturas que desabaram.
Equipes de resgate e voluntários escalavam montanhas de escombros do que antes eram prédios de até 15 andares. Gritos com os nomes dos desaparecidos ecoavam entre enormes paredes rachadas.
“Família Pérez, vivos”, diz a inscrição na lateral de uma casa que parece ter sido arrancada do chão.
Há estruturas destruídas e rostos marcados pelo desespero por todos os lados.
As réplicas continuam sendo registradas, e alguns edifícios gravemente danificados rangem a cada novo tremor.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira que a contagem de mortos nos terremotos que atingiram o país na noite de quarta-feira subiu para 589
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— Lamentavelmente, já temos 589 pessoas falecidas — disse Delcy durante uma reunião com comandantes militares e representantes civis venezuelanos, exibida pela televisão estatal
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Militares e equipes técnicas de Brasil, Estados Unidos, incluindo El Salvador, México e Suíça — em um total de 17 países — chegaram a Caracas nas últimas horas, somando-se a uma corrida contra o relógio liderada por bombeiros e civis venezuelanos para localizar sobreviventes sob as toneladas de concreto que ruíram na noite de quarta. Especialistas em resgate com vítimas soterradas definem o período de 48 a 72 horas após o incidente como uma janela com maior probabilidade de encontrar pessoas com vida. O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA divulgaram uma imagem do general Kevin J. Jarrard no país, anunciando que ele será o responsável por coordenar as ações das Forças Armadas americanas em apoio às operações humanitárias.
Retroescavadeiras e equipes com cães-farejadores foram flagradas trabalhando durante a madrugada em Caracas, onde os impactos foram extensos. Em La Guaira, departamento a norte da capital, foram mais de 100 edifícios que caíram em decorrência dos tremores, segundo fontes venezuelanas — com um número potencial de milhares de vítimas: os Serviços Geológicos dos EUA (USGS, na sigla em inglês) indicaram probabilidade de 39% que o número total de vítimas ficasse entre mil e 10 mil.
Ofertas de apoio chegaram de diversas partes do mundo, com Suíça, Espanha, França, Portugal e México entre os países que enviaram especialistas e equipes de resgate. China, Índia, Brasil e o Irã, devastado pela guerra, também ofereceram ajuda, enquanto o papa Leão XIV enviou uma primeira contribuição de 100 mil euros (cerca de US$ 114.050). O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente entristecido” com a tragédia, enquanto a organização prometeu prestar assistência à Venezuela.
Equipe de resgate com cães-farejadores holandesa embarca rumo à Venezuela para auxiliar em resgates
Rob Engelaar/ANP/AFP
Embora o balanço oficial permaneça em 235 mortos e 4,3 mil feridos, plataformas on-line criadas para localizar desaparecidos somam milhares de registros. Não há confirmação se os listados estão soterrados ou apenas perderam comunicação com suas famílias em razão do caos. O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, informou na quinta-feira que mais de 200 pessoas estariam sob os destroços — um número que é questionado por observadores, enquanto as vítimas são identificadas.
Autoridades diplomáticas em Portugal e Espanha confirmaram nesta sexta-feira que nove cidadãos portugueses e três espanhóis morreram nos terremotos, além de 155 cidadãos cujo paradeiro é desconhecido — 99 espanhóis e 56 lusitanos. Cidadãos venezuelanos relatam uma busca incessante por parentes.
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— Ele está aqui — disse entre entre lágrimas Alessandro del Giudice, um jovem de 23 anos que tentava encontrar o pai sob uma montanha de escombros em La Guaira, ouvido pela AFP, enquanto sua avó, Amparo, tentava retirar as ruínas com as próprias mãos.
Em uma entrevista à TV pública do país, o vice-presidente setorial de Obras Públicas e Serviços da Venezuela, Juan José Ramírez, explicou que as operações estão sendo realizadas com diversos tipos de maquinário e fez um pedido à população para que permita que as equipes especializadas de proteção civil realizem o trabalho técnico.
— Muitas vezes, voluntários que tentam ajudar podem, na verdade, piorar a situação — disse Ramírez, apontando que a prioridade é “salvar vidas”. (Com AFP)
Autoridades da Crimeia anexada pela Rússia declararam nesta sexta-feira uma situação de emergência em nível regional diante do aumento dos ataques aéreos ucranianos contra a península. Segundo o governador instalado por Moscou, Serguei Aksionov, a medida tem como objetivo acelerar a resposta das autoridades e garantir o funcionamento dos setores essenciais.
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O anúncio ocorre em meio à escassez de combustível e aos cortes de energia provocados pelos ataques ucranianos às cadeias logísticas e às instalações petrolíferas na Crimeia, no restante da Ucrânia ocupada pela Rússia e no sul do território russo. Em mensagem no Telegram, Aksionov escreveu que “foi tomada a decisão (…) de assinar decretos declarando situação de emergência em nível regional na República da Crimeia e na cidade de Sebastopol”.
Segundo o governador, a situação de emergência permitirá uma “rápida resolução das questões relacionadas à garantia do funcionamento estável de todos os setores”. Um dia antes, ele havia reconhecido que a Crimeia “está passando por um momento difícil” e que “a situação do combustível é a mais complicada”, acrescentando:
“Não posso dizer exatamente quanto tempo isso levará, nem divulgar publicamente o plano de ação específico. No entanto, estamos tomando medidas”, disse, admitindo que a Rússia não consegue proteger totalmente a península. “Infelizmente (…) não existem sistemas de defesa aérea no mundo que sejam absolutamente perfeitos em termos de segurança e eficácia”.
A medida foi anunciada após a Ucrânia intensificar os ataques aéreos que, segundo Kiev, são uma resposta aos bombardeios quase diários da Rússia contra civis e infraestrutura energética ucraniana desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. O Ministério da Defesa da Rússia informou nesta sexta-feira que suas defesas aéreas derrubaram 660 drones ucranianos durante a noite, incluindo aparelhos que sobrevoavam Moscou e a Crimeia anexada, um dos maiores números registrados desde o início da guerra.
A Ucrânia tem concentrado seus ataques em instalações russas de processamento e exportação de petróleo, numa tentativa de reduzir uma importante fonte de receita do Kremlin para financiar o esforço de guerra. Na semana passada, um ataque ucraniano provocou um grande incêndio em uma refinaria no sudeste de Moscou, cobrindo os subúrbios da capital com densas colunas de fumaça preta.
Em entrevista por telefone à AFP, uma moradora de Moscou que passava férias em Feodosia, na costa sudeste da Crimeia, disse que “todos estão com medo: moradores e visitantes”. Após um ataque ocorrido durante a madrugada, ela relatou:
— Tivemos medo de nunca mais acordar, rezamos a noite inteira. O céu parecia Star Wars.
Apesar da guerra, que matou dezenas de milhares de pessoas e devastou extensas áreas da Ucrânia, a Crimeia continua sendo um destino turístico popular entre os russos. Na segunda-feira, o Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que os ataques de suas forças estavam “encerrando a temporada de praia na Crimeia”. Ao listar ofensivas contra depósitos de petróleo, estações compressoras de gás e sistemas de defesa aérea, o ministério escreveu nas redes sociais que “a previsão para os turistas é desfavorável”.
A Rússia anexou a Crimeia em 2014, movimento que não é reconhecido pela maior parte da comunidade internacional, incluindo muitos aliados de Moscou. O território às margens do Mar Negro é considerado estratégico pelo presidente Vladimir Putin, que classificou a anexação como uma vitória histórica e, desde então, destinou recursos para a península. A Ucrânia sustenta que a Crimeia é parte inalienável de seu território e afirma que jamais abrirá mão dela formalmente.
Em atualização.
A Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), agência da ONU, suspendeu na quinta-feira o plano de evacuação de mais de 11 mil marinheiros e centenas de embarcações retidos no Golfo Pérsico após um navio cargueiro ser atingido no Estreito de Ormuz. O ataque ocorreu poucas horas depois de o Irã advertir que embarcações não deveriam utilizar uma rota organizada pela ONU sem autorização de Teerã.
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Segundo uma autoridade americana ouvida pela agência americana Associated Press sob anonimato, o navio foi atingido por um drone iraniano operado pela Guarda Revolucionária. O diretor-geral da IMO, Arsenio Dominguez, disse que a operação de retirada de embarcações ficará suspensa até que a agência possa confirmar as garantias de segurança para os navios que permanecem na região.
“Sempre reiterei que a segurança dos marítimos continua sendo a principal prioridade. Portanto, para garantir uma abordagem coordenada e a segurança da navegação, o plano de evacuação será suspenso até que haja maior clareza sobre a situação”, disse ele em nota.
A embarcação atingida foi o Ever Lovely, um porta-contêineres de bandeira de Singapura pertencente à Evergreen. Segundo a empresa, o navio seguia a rota recomendada pelo centro britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), próxima à costa de Omã, quando foi atingido. Os danos foram limitados, os tripulantes permaneceram em segurança e que a embarcação conseguiu completar a travessia, disse.
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O ataque ocorreu poucas horas depois de a Guarda Revolucionária alertar que embarcações não deveriam utilizar a rota organizada pela IMO e por Omã. Em nota divulgada pela agência estatal IRNA, o braço naval da Guarda afirmou que a única rota autorizada para atravessar o Estreito de Ormuz é a declarada pela República Islâmica e classificou a alternativa criada durante o conflito como “inaceitável e perigosa”.
“O tráfego de embarcações fora dessas rotas é extremamente perigoso e proibido. Os infratores serão tratados adequadamente”, acrescentou.
Após o ataque, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão criado pelo governo iraniano para controlar a navegação na região, afirmou que embarcações que transitarem fora das rotas autorizadas não terão garantia de passagem segura. No X, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que a segurança da navegação no Estreito de Ormuz não pode ser garantida por “acordos vagos, sistemas paralelos de navegação ou processos de tomada de decisão que excluam o Irã como Estado costeiro”.
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O ataque evidenciou uma das principais ambiguidades do memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã. Embora o presidente americano, Donald Trump, tenha declarado que o estreito está aberto à navegação irrestrita, o acordo não define claramente quem terá autoridade para regulamentar a passagem. O entendimento prevê um período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano e outras medidas destinadas a encerrar a guerra iniciada após ataques americanos e israelenses contra o Irã em fevereiro.
Em visita ao Golfo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos estão comprometidos com a nova rota organizada por Omã e pela IMO e que garantirão que embarcações possam atravessar o estreito sem cobrança de tarifas.
Após reunião com ministros das Relações Exteriores do Conselho de Cooperação do Golfo, os EUA e os seis países do bloco divulgaram uma declaração conjunta defendendo a navegação “livre, incondicional e irrestrita” pelo Estreito de Ormuz e rejeitando qualquer tentativa de um país exercer controle sobre a hidrovia estratégica.
— Não há nada neste acordo que comprometa, de qualquer forma, a segurança, a estabilidade ou a prosperidade de qualquer um de nossos parceiros na região do Golfo — afirmou Rubio durante a reunião.
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O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde, antes da guerra, transitava cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados globalmente. Após os ataques contra o Irã, Teerã fechou na prática a hidrovia e afirmou ter instalado minas no corredor central utilizado tradicionalmente pelos navios. Pelo menos uma mina já foi avistada na região. A rota alternativa criada por Omã e pela IMO acompanha a costa omanense.
Embora o fluxo de embarcações tenha aumentado nas últimas semanas, o movimento continua abaixo dos níveis anteriores ao conflito. Segundo a Lloyd’s List Intelligence, 125 embarcações atravessaram o estreito na última semana, contra 33 na semana anterior.
Dados da S&P Global apontam que a quarta-feira registrou 78 travessias, o maior número desde o início da guerra, mas ainda inferior à média diária anterior ao conflito, de mais de 130. Ainda assim, os mercados reagiram com relativa tranquilidade à escalada das tensões. Embora os preços do petróleo tenham subido logo após o ataque ao Ever Lovely, voltaram a cair diante da continuidade da circulação de navios-tanque. O barril do Brent recuou para cerca de US$ 73, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) passou a ser negociado entre US$ 69 e US$ 70, níveis próximos aos registrados antes do início da guerra.
(Com New York Times)
Dois irmãos proprietários de uma funerária no estado do Colorado, nos Estados Unidos, foram presos quase um ano após investigadores encontrarem 24 corpos em diferentes estágios de decomposição escondidos em um cômodo da empresa. Brian Cotter e Christopher Cotter respondem a mais de 125 acusações estaduais, entre elas abuso de cadáver, falsificação e furto, segundo o Ministério Público local.
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Os corpos foram descobertos durante uma inspeção surpresa realizada em agosto do ano passado na funerária Davis Mortuary, na cidade de Pueblo, pelo Escritório de Serviços de Ciências Funerárias e Mortuárias do Colorado. Durante a fiscalização, os inspetores seguiram um forte odor de decomposição até uma porta bloqueada por um painel de papelão.
Depois que o painel foi retirado, Brian Cotter pediu que os inspetores não entrassem no cômodo. Mesmo assim, a equipe prosseguiu com a inspeção e encontrou, segundo registros estaduais, “vários corpos em diferentes estágios de decomposição”.
Brian Cotter informou aos inspetores que alguns dos restos mortais aguardavam cremação havia até 15 anos. Dos 24 corpos encontrados, 19 já haviam sido identificados no momento citado pelas autoridades.
Investigação apura entrega de cinzas erradas
Brian Cotter atuava como legista do condado de Pueblo e renunciou ao cargo pouco depois da descoberta dos corpos, segundo o Conselho de Comissários do Condado de Pueblo.
As investigações também levantaram a possibilidade de que algumas famílias tenham recebido cinzas que não pertenciam a seus parentes. Durante a inspeção, Brian Cotter afirmou aos fiscais que poderia ter entregue restos cremados incorretos aos familiares.
— As evidências descobertas durante esta investigação revelam um completo desrespeito à dignidade dos falecidos e uma profunda traição à confiança depositada na Davis Mortuary pelas famílias de nossa comunidade — afirmou Armando Saldate, diretor do Departamento de Investigação do Colorado.
Um juiz do condado de Pueblo fixou fiança de US$ 1 milhão para cada um dos irmãos.
Funerária funciona desde 1905
O site da Davis Mortuary permanecia no ar e informava que a empresa familiar atende moradores de Pueblo e região desde 1905. A funerária afirma ter inaugurado o primeiro crematório do sul do Colorado em 1971 e informa que Brian e Christopher Cotter adquiriram o negócio em 1989.
Na apresentação dos proprietários, o site dizia: “Brian e Chris Cotter são capazes de atender seus amigos e vizinhos de toda a região com uma compaixão que hoje em dia às vezes é rara no setor funerário”.
Colorado registra outros casos envolvendo funerárias
O caso se soma a outras investigações envolvendo funerárias no Colorado.
Em fevereiro, Jon Hallford foi condenado a 40 anos de prisão por armazenar pelo menos 190 corpos em decomposição e entregar às famílias cinzas falsas de seus parentes. Em março, sua esposa, Carie Hallford, foi condenada a 18 anos de prisão, segundo promotores federais.
Outro caso ocorreu em 2022, quando Megan Hess e sua mãe, Shirley Koch, foram processadas por roubo e venda de partes de corpos. Megan Hess foi condenada a 20 anos de prisão em 2023, enquanto Shirley Koch recebeu pena de 15 anos, de acordo com promotores federais.
À medida que equipes internacionais chegam para ajudar na Venezuela após os piores terremotos em décadas no país, bombeiros e voluntários correm contra o tempo em busca de sobreviventes sob os escombros de centenas de construções que colapsaram na noite de quarta-feira. Trabalhos de resgate continuaram por toda a madrugada da quinta-feira e continuavam na manhã desta sexta, enquanto as imagens de salvamentos bem sucedidos dividem espaço com o crescente número de desaparecidos e a identificação de novos mortos.
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Militares e equipes técnicas de Brasil, Estados Unidos, incluindo El Salvador, México e Suíça — em um total de 17 países — chegaram a Caracas nas últimas horas, somando-se a uma corrida contra o relógio liderada por bombeiros e civis venezuelanos para localizar sobreviventes sob as toneladas de concreto que ruíram na noite de quarta. Especialistas em resgate com vítimas soterradas definem o período de 48 a 72 horas após o incidente como uma janela com maior probabilidade de encontrar pessoas com vida. O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA divulgaram uma imagem do general Kevin J. Jarrard no país, anunciando que ele será o responsável por coordenar as ações das Forças Armadas americanas em apoio às operações humanitárias.
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Retroescavadeiras e equipes com cães-farejadores foram flagradas trabalhando durante a madrugada em Caracas, onde os impactos foram extensos. Em La Guaira, departamento a norte da capital, foram mais de 100 edifícios que caíram em decorrência dos tremores, segundo fontes venezuelanas — com um número potencial de milhares de vítimas: os Serviços Geológicos dos EUA (USGS, na sigla em inglês) indicaram probabilidade de 39% que o número total de vítimas ficasse entre mil e 10 mil.
Ofertas de apoio chegaram de diversas partes do mundo, com Suíça, Espanha, França, Portugal e México entre os países que enviaram especialistas e equipes de resgate. China, Índia, Brasil e o Irã, devastado pela guerra, também ofereceram ajuda, enquanto o papa Leão XIV enviou uma primeira contribuição de 100 mil euros (cerca de US$ 114.050). O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente entristecido” com a tragédia, enquanto a organização prometeu prestar assistência à Venezuela.
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Rob Engelaar/ANP/AFP
Embora o balanço oficial permaneça em 235 mortos e 4,3 mil feridos, plataformas on-line criadas para localizar desaparecidos somam milhares de registros. Não há confirmação se os listados estão soterrados ou apenas perderam comunicação com suas famílias em razão do caos. O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, informou na quinta-feira que mais de 200 pessoas estariam sob os destroços — um número que é questionado por observadores, enquanto as vítimas são identificadas.
Autoridades diplomáticas em Portugal e Espanha confirmaram nesta sexta-feira que nove cidadãos portugueses e três espanhóis morreram nos terremotos, além de 155 cidadãos cujo paradeiro é desconhecido — 99 espanhóis e 56 lusitanos. Cidadãos venezuelanos relatam uma busca incessante por parentes.
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— Ele está aqui — disse entre entre lágrimas Alessandro del Giudice, um jovem de 23 anos que tentava encontrar o pai sob uma montanha de escombros em La Guaira, ouvido pela AFP, enquanto sua avó, Amparo, tentava retirar as ruínas com as próprias mãos.
Em uma entrevista à TV pública do país, o vice-presidente setorial de Obras Públicas e Serviços da Venezuela, Juan José Ramírez, explicou que as operações estão sendo realizadas com diversos tipos de maquinário e fez um pedido à população para que permita que as equipes especializadas de proteção civil realizem o trabalho técnico.
— Muitas vezes, voluntários que tentam ajudar podem, na verdade, piorar a situação — disse Ramírez, apontando que a prioridade é “salvar vidas”. (Com AFP)
O presidente da China ofereceu ajuda para a reconstrução da Venezuela após os dois terremotos que atingiram o país na quarta-feira e deixaram pelo menos 235 mortos e 4.300 feridos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pela mídia estatal chinesa.
Ajuda: resgatadas sem os pais, crianças são atendidas em Caracas após terremotos
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Xi enviou uma “mensagem de condolências” à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou a agência Xinhua. A oferta ocorre enquanto socorristas e voluntários seguem procurando sobreviventes entre os escombros em cidades como Caracas e La Guaira, a região mais atingida pelo desastre.
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Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, mais de 200 pessoas ainda permanecem presas sob os escombros.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo na quarta-feira. O segundo foi o mais forte registrado na Venezuela desde 1900, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Desde então, mais de 130 réplicas foram registradas.
A Venezuela começou a receber reforços internacionais para as operações de busca e resgate. Socorristas de El Salvador e do México já desembarcaram em Caracas. Veículos de imprensa venezuelanos também informaram a chegada de equipes e suprimentos enviados pelo Chile e de um grupo de socorristas da Suíça.
Os Estados Unidos anunciaram ajuda de US$ 150 milhões e enviaram dois navios de guerra, aeronaves de transporte e helicópteros para apoiar as operações. Além disso, um general do Comando Sul, Kevin J. Jarrard, também chegou a Caracas para supervisionar a participação americana nas ações de assistência humanitária.
As autoridades de Mianmar incineraram nesta sexta-feira dezenas de toneladas de drogas apreendidas, avaliadas em cerca de US$ 525 milhões (R$ 2,5 bilhões, na cotação atual), e acusaram grupos rebeldes de impulsionar o tráfico de entorpecentes no país asiático.
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A operação foi realizada por ocasião do Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas. Em uma área industrial nos arredores de Yangon, a maior cidade do país, densas colunas de fumaça preta se ergueram da fogueira onde os entorpecentes foram destruídos. O incêndio foi controlado pelos bombeiros após cerca de 30 minutos.
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Segundo as autoridades, a quantidade de drogas destinada à destruição em diferentes cidades foi o dobro da registrada no ano passado.
— A metanfetamina representa a maior parte das apreensões. São mais de 28 toneladas — afirmou à imprensa Aung Myat Soe, agente da divisão antidrogas.
Governo culpa grupos rebeldes
O ministro do Interior, Nyunt Win Swe, afirmou que grupos rebeldes têm ampliado sua participação no narcotráfico.
— Aproveitam os períodos de incerteza política para ampliar sua participação no tráfico de drogas.
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Segundo o ministro, essas atividades fortalecem os grupos insurgentes.
— Essas atividades não apenas prolongam a existência dos grupos insurgentes, como também representam uma ameaça permanente à estabilidade de nossa nação.
Em janeiro, a junta militar anunciou a descoberta de três grandes laboratórios de metanfetamina nas colinas do estado de Shan, a menos de 200 quilômetros da fronteira com a China.
Segundo as autoridades, os complexos tinham o tamanho de pequenas aldeias e contavam com estradas, áreas residenciais e infraestrutura própria de fornecimento de energia elétrica e água.
Analistas avaliam que a guerra civil iniciada após o golpe militar de 2021 permitiu que diferentes grupos envolvidos no conflito passassem a lucrar com o narcotráfico.
Além da produção de drogas, a mineração sem regulamentação e os centros dedicados a golpes virtuais também cresceram durante o período de instabilidade que se seguiu à derrubada do governo democraticamente eleito de Aung San Suu Kyi.
Um tribunal da cidade de Magdeburgo, na Alemanha, condenou nesta sexta-feira à prisão perpétua o saudita Taleb Jawad al Abdulmohsen, de 51 anos, pelo ataque que matou seis pessoas e deixou mais de 300 feridos ao lançar um veículo contra um mercado de Natal no fim de 2024.
O Tribunal de Magdeburgo considerou que o crime teve gravidade excepcional, o que torna muito difícil uma eventual concessão de liberdade antecipada.
O condenado, que é psiquiatra, acompanhou a leitura da sentença algemado em um compartimento de uma sala construída especialmente para o julgamento.
O ataque ocorreu em 20 de dezembro de 2024, quando Abdulmohsen avançou com um BMW X3, um SUV compacto de mais de 340 cavalos de potência, contra a praça Alter Markt, onde funcionava o mercado de Natal da cidade.
Segundo as autoridades, o veículo chegou a cerca de 50 km/h antes de atingir a multidão. Um menino de 9 anos e cinco mulheres com idades entre 45 e 75 anos morreram.
Ataque provocou debate sobre imigração
O atentado reacendeu o debate sobre imigração na Alemanha. As autoridades, no entanto, destacaram o perfil “islamofóbico” do condenado, que manifestava hostilidade ao islã nas redes sociais e demonstrava simpatia pelo partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD).
Abdulmohsen chegou à Alemanha como refugiado em 2006. Em uma ocasião, foi multado por fazer ameaças.
Segundo ele, as autoridades alemãs não protegiam adequadamente os sauditas que deixavam seu país por motivos religiosos ou políticos e, ao mesmo tempo, eram excessivamente generosas com refugiados muçulmanos do Oriente Médio.
Acusado admitiu que dirigia o carro
Durante os oito meses de julgamento, Abdulmohsen fez declarações consideradas confusas, em alguns momentos marcadas por teorias da conspiração, e realizou uma greve de fome.
Ele admitiu ter planejado o ataque e reconheceu que dirigia o veículo alugado, mas negou ter atropelado intencionalmente as pessoas que estavam no mercado de Natal.
O promotor Matthias Böttcher afirmou que o condenado não demonstrou “qualquer arrependimento”.
Um psiquiatra que participou do processo diagnosticou Abdulmohsen com transtorno de personalidade narcisista. A perícia, porém, concluiu que ele era penalmente responsável por seus atos.

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