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O comediante americano Jimmy Kimmel, alvo de críticas de Donald Trump após uma piada sobre a primeira-dama, negou na segunda-feira que a brincadeira tenha incitado violência contra o presidente. Trump pediu sua demissão imediata depois que Kimmel afirmou, em um monólogo na semana passada, que a primeira-dama irradiava “a aura de uma futura viúva”.
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Enquanto o comediante sustenta que se tratava de uma piada sobre a diferença de idade do casal, o presidente a classificou como um “desprezível apelo à violência”.
O comentário foi feito dois dias antes de um homem armado tentar invadir o jantar de correspondentes da Casa Branca em Washington, incidente pelo qual foi acusado de tentativa de assassinato do mandatário.
Em seu programa da quinta-feira da semana passada, Kimmel estava parodiando um mestre de cerimônias da gala e, em determinado momento, dirigiu-se a Melania Trump: “Senhora Trump, a senhora tem a aura de uma futura viúva”.
Trump completará 80 anos em junho e é o presidente mais velho da história dos Estados Unidos, enquanto sua esposa, uma ex-modelo nascida na Eslovênia, tem 56 anos. Assim como outros republicanos, a primeira-dama criticou Kimmel na segunda-feira e pediu que a emissora ABC “assuma uma posição” contra o apresentador.
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Kimmel, porém, minimizou as críticas e explicou que “obviamente” se tratava de uma piada “sobre a diferença de idade entre eles”.
“Foi uma piada muito leve” sobre “o fato de que ele tem quase 80 e ela é mais jovem do que eu”, acrescentou Kimmel em seu programa noturno de segunda-feira.
A Casa Branca prosseguiu com o ataque nesta terça-feira. O diretor de comunicação, Steven Cheung, chamou Kimmel de “pessoa de merda” na rede social X por “insistir na piada em vez de fazer o que era certo e pedir desculpas”.
‘Retórica de ódio e violenta é algo que devemos rejeitar’
O apresentador também chamou Trump a dialogar sobre a retórica “de ódio”, uma aparente referência aos comentários incendiários do presidente sobre grupos como migrantes, seus opositores políticos e a imprensa.
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“Concordo que a retórica de ódio e violenta é algo que devemos rejeitar”, disse Kimmel. “Acho que um ótimo meio para começar a reduzir esse tom seria ter uma conversa sobre isso com o seu marido”, acrescentou, dirigindo-se à primeira-dama.
Grande estrela dos programas noturnos de TV, os famosos “late night shows”, Kimmel já havia sido acusado pela direita de explorar politicamente o assassinato do influenciador pró-Trump Charlie Kirk no ano passado.
Propriedade da Disney, a ABC tirou o apresentador do ar, mas o reintegrou uma semana depois, após acusações de censura.
A reconstrução do sistema de saúde da Faixa de Gaza, dizimado por dois anos e meio de guerra entre Israel e Hamas, terá custo aproximado de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50,2 bilhões no câmbio atual) pelos próximos cinco anos, apontou um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), que cita os impactos diretos do conflito na profunda crise de acesso à saúde no território palestino.
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O panorama apresentado pela organização no documento, publicado no fim da semana passada, mostra que mais de 1,8 mil instalações médicas, incluindo hospitais, centros de atenção primária, clínicas, farmácias e laboratórios, foram completamente destruídas ou danificadas desde que o atentado terrorista lançado pelo Hamas, em 7 de outubro de 2023, que deu início à incessante campanha militar israelense.
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Em uma coletiva de imprensa em Genebra na sexta-feira, a representante da OMS para os territórios palestinos ocupados, Reinhilde van de Weerdt, afirmou que o valor indicado no relatório seria necessário para reconstruir ou reparar as construções atingidas pela guerra, substituir equipamentos, comprar medicamentos e treinar novos profissionais.
Mesmo com um cessar-fogo estabelecido no ano passado, que vem sendo amplamente respeitado, apesar de incidentes de violência continuem sendo realizados, os atendimentos de saúde em Gaza continuam extremamente limitados, afetados diretamente pelos bloqueios impostos por Israel nas fronteiras, controlando o que entra e o que sai do território.
Em um recorte apresentado pela OMS, relativo ao tratamento de pacientes com câncer em Gaza, os dados apontam uma média de seis pacientes mortos por dia, em razão de atrasos no tratamento, causados pela escassez quase total de estrutura e medicamentos.
Impacto direto da guerra
Além do dano estrutural e da falta de medicamentos provocados por ações militares, outros impactos profundos ao acesso à saúde decorreram da guerra. Ainda de acordo com a representante da OMS, 80% dos cerca de 1,6 mil acampamentos de deslocados pelo conflito registraram infestações de roedores e outras pragas que espalham doenças. Há relatos de propagação de doenças de pele em uma proporção igual dos acampamentos.
A crise nos acampamentos e entre a população civil é ampla e multifacetada. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou nesta terça-feira que Israel estaria usado o acesso a água como arma de guerra, negando aos palestinos um recurso essencial. Um terço dos pedidos da ONG para transportar unidades de dessalinização, bombas, cloro e outros produtos para tratamento da água, reservatórios, repelentes de insetos ou latrinas “foi rejeitado ou ficou sem resposta”, afirmam representantes.
Entre a destruição de infraestruturas e os obstáculos ao abastecimento, “a privação deliberada de água infligida aos palestinos é parte integrante do genocídio perpetrado por Israel”, afirma a MSF em um comunicado.
Em Genebra, a representante da OMS criticou as normas impostas pelo governo israelense para a retirada de pacientes para receber tratamento fora da Faixa de Gaza, citando um processo complexo e que na prática priva o direito ao atendimento digno. As autoridades israelenses alegam que as autorizações são necessárias por razões de segurança, e retiradas médicas têm sido realizadas em alguma medida.
Um grupo de 81 crianças palestinas feridas ou doentes, acompanhadas por 108 familiares, chegou à Jordânia para receber tratamento nesta terça-feira — o 26º grupo desde o início da guerra pela iniciativa “Corredor Médico da Jordânia”, acordada pelo Rei Abdullah II após uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, em fevereiro de 2025. De acordo com a iniciativa, cerca de 2 mil crianças serão transportadas para a Jordânia para receber tratamento médico. (Com AFP)
O filho de um bilionário indiano se ofereceu nesta terça-feira (28) acolher 80 hipopótamos descendentes dos que foram introduzidos na Colômbia pelo narcotraficante Pablo Escobar, para evitar que sejam sacrificados, como planejam as autoridades. Anant Ambani, filho do magnata Mukesh Ambani, pediu formalmente ao governo colombiano que suspenda a decisão tomada neste mês de aplicar a eutanásia nos animais, que provocam estragos nos ecossistemas da nação sul-americana.
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Ele propôs que seja autorizada uma “realocação segura e cientificamente orientada, que levaria os 80 animais a um lar permanente” em seu zoológico Vantara, no estado de Gujarate, noroeste da Índia. O local é apresentado como “um dos maiores centros de resgate, cuidado e conservação de fauna silvestre do mundo”.
Especialistas têm alertado repetidamente para o grande número de animais acolhidos pelo Vantara, incluindo a importação de espécies raras e em perigo crítico.
Escobar importou quatro hipopótamos para a Colômbia na década de 1980. Após a morte do narcotraficante, em 1993, eles conseguiram escapar do local de cativeiro e se estabeleceram nas exuberantes margens do rio Magdalena, onde atacaram pescadores.
Descendentes de um pequeno rebanho introduzido por Pablo Escobar, esses hipopótamos vivem na natureza, em um lago próximo ao parque temático Hacienda Nápoles, antigo zoológico particular do narcotraficante, em Doradal, Colômbia
Alberto Gonzalez / AFP
Sua periculosidade tem impulsionado iniciativas para sacrificá-los, mas o custo elevado das operações — de sua esterilização ou transferência — tem freado qualquer tentativa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente colombiano, atualmente há cerca de 200 hipopótamos em liberdade na região. Sem controle, estima-se que a população possa aumentar para 500 até 2030.
Desafios do crescimento populacional desenfreado
O crescimento contínuo da população de hipopótamos tem gerado preocupações sobre seus efeitos nos ecossistemas, na biodiversidade e nas comunidades locais. A espécie, originária da África, é exótica no país latino-americano, e não tem predadores naturais, o que fez com que não houvesse impeditivo para sua reprodução. Os hipopótamos são o terceiro maior mamífero terrestre do mundo, podendo chegar a três metros de comprimento e um peso próximo de 3,2 toneladas, e têm uma expectativa de vida média de até 50 anos.
Atualmente, a distribuição dessa população abrange aproximadamente 43.342 quilômetros quadrados, principalmente na bacia do rio Magdalena e nos complexos pantanosos da depressão de Momposina. A maior concentração de indivíduos encontra-se em Napolés, com 114 exemplares, e em Cocorná, com 31, embora também estejam presentes em outros municípios. Nestas áreas, foram relatados impactos como restrições à circulação em estradas rurais, ataques a embarcações e perdas de gado.
O governo colombiano tem pensado em alternativas para tentar frear o crescimento populacional. Intervenções em hipopótamos, no entanto, têm se mostrado um desafio, tanto quando dizem respeito à esterilização, como ao sacrifício de alguns dos exemplares.
Com AFP e El Tiempo.
Uma mulher foi condenada neste mês a seis meses de prisão por usar um enxame de abelhas como arma contra policiais durante um despejo no subúrbio de Massachusetts, nos Estados Unidos, em 2022. Segundo a defesa, como ela já estava presa há meses sem fiança, deve cumprir apenas mais uma ou duas semanas da pena.
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O caso se arrastou por anos porque Rebecca Woods, que é uma apicultora, perdeu a data anterior de julgamento e foi encontrada em um quarto de motel no Tennessee. Ela se recusou a aceitar a extradição de volta para Massachusetts por mais de três meses, até que um mandado foi emitido e ela retornou.
O caso ocorreu durante o cumprimento da ordem judicial de despejo contra um amigo de Woods que, segundo ela, tinha 80 anos e lutava contra um câncer. Na ocasião, agentes foram surpreendidos por uma caminhonete carregada com caixas de madeira repletas de abelhas.
Rebecca desceu do veículo e começou a levantar a tampa de uma pilha de colmeias. Ela afirmou em uma declaração judicial que sua intenção era deixar as abelhas vasculharem a “bela paisagem florida”, ao mesmo tempo em que protestava contra o despejo.
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Mas, no tumulto envolvendo as caixas restantes, algumas tombaram, liberando centenas de outras abelhas, que ferroaram agentes e outros funcionários do escritório do xerife várias vezes, incluindo um que sofreu picadas no rosto e na cabeça, e outro que foi hospitalizado.
— Isso foi diferente de qualquer coisa que nossa equipe já experimentou — disse o xerife do condado de Hampden, Nick Cocchi, em comunicado após o veredito. Woods, agora com 59 anos, já foi alvo de vários despejos, disse Saldarelli. A condenada defende pessoas prejudicadas por empréstimos predatórios esquemas que permitem que credores cobrem taxas de juros extremamente altas.
‘Você é alérgico? Ótimo’
— Era realmente apenas uma esperança sincera de que ele não sofresse a humilhação e a devastação de passar por um despejo, de perder sua casa — disse a advogada no domingo.
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Enquanto Woods estava na casa, tentando atrasar o despejo, o proprietário havia ido à biblioteca pública usar um computador para solicitar uma suspensão emergencial da ordem. Em meio à confusão do confronto, Woods vestiu um traje de apicultor. Enquanto tentava mover mais colmeias em direção à casa, dois policiais a derrubaram, forçando-a ao chão para prendê-la, enquanto as abelhas se espalhavam pelo jardim da frente.
Quando foi informada de que alguns agentes eram alérgicos a abelhas, autoridades disseram que Woods respondeu: “Ah, você é alérgico? Ótimo.” Saldarelli, por sua vez, disse que “foi uma reação a ter o rosto pressionado contra o asfalto e ser empurrada e mantida ali”.
Autoridades afirmaram que a liberação das abelhas colocou os agentes e vizinhos em risco, especialmente aqueles com alergias graves. Milhares de abelhas morreram durante a cena caótica porque algumas colmeias caíram e esmagaram outros insetos e as próprias colônias. Além disso, as abelhas morrem após ferroar humanos.
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Os jurados absolveram Woods das sete acusações criminais mais graves que ela enfrentava e, em vez disso, a consideraram culpada por quatro acusações menores de agressão e lesão corporal e duas acusações de agressão imprudente. Saldarelli afirmou que Woods mantém sua inocência, apresentou um recurso, mas disse que Woods não aceita a condenação “de forma alguma”.
A delegacia do xerife responsável pelo caso afirmou que Woods “acabou falhando em sua tentativa de impedir o despejo, que é uma questão determinada pelos tribunais — não pelo escritório do xerife”.
“Não aparecemos simplesmente para cumprir uma ordem”, disse Cocchi no comunicado. “Tentamos ajudar as pessoas a atravessar situações difíceis. Esse compromisso não muda, mesmo diante de algo como isso.” (Com The New York Times)
Com a chamada “relação especial” entre EUA e Reino Unido sob pressão pelas desavenças públicas entre o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o monarca Charles III desembarcou em Washington na segunda-feira para uma viagem oficial de quatro dias, em que terá como missão apaziguar tensões momentâneas e reforçar laços diplomáticos profundos entre os aliados transatlânticos. Nesta terça-feira, o rei cumprirá a parte mais política da agenda, incluindo uma reunião a portas fechadas com Trump no Salão Oval da Casa Branca, um evento de gala alusivo aos 250 anos da independência dos EUA do Império Britânico e um discurso perante o Congresso americano — em compromissos com acesso limitado à imprensa, numa agenda cuidadosamente pensada para garantir a segurança, após a tentativa de atentado contra o republicano no fim de semana, e preservar a imagem do rei de eventuais constrangimentos provocados pelo anfitrião.
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Grande parte do dia será dedicada a pompa e cerimônia. Charles III e a rainha Camilla retornam à Casa Branca — após uma visita de caráter mais informal na segunda-feira, na qual comeram bolos e chás na companhia de Trump e da primeira-dama, Melania, nos jardins da residência oficial, onde os britânicos foram convidados a conhecer as colmeias mantidas no gramado. O rei terá um encontro bilateral com o presidente republicano no Salão Oval, com acesso restrito à imprensa.
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O formato longe das câmeras foi um arranjo pelo qual autoridades britânicas pressionaram, segundo fontes citadas sob condição de anonimato pela imprensa inglesa. O acerto teria sido costurado sob o argumento de que os líderes precisariam conversar reservadamente, embora a parte britânica tivesse como objetivo impedir a exposição de Charles III a qualquer situação vexatória — como as vividas pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e pelo líder da África do Sul, Cyril Ramaphosa, encurralados por Trump diante das câmeras.
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A primeira viagem de Charles III como monarca aos EUA pretende dar continuidade a uma tradição de diplomacia real que teve sua mãe, a rainha Elizabeth II, como grande expoente. Elizabeth foi a última ocupante do trono britânico a discursar para o Congresso americano, em 1991, e também fez a última visita de Estado ao país, em 2007, no governo de George W. Bush. Ao todo, a rainha falecida em 2022 visitou 14 administrações americanas diferentes, segundo a Associação Histórica da Casa Branca, em seu reinado de 70 anos.
— O rei não terá o mesmo tipo de conversa com o presidente ou com senadores importantes que o primeiro-ministro teria, mas ele é extremamente bem informado, e isso proporciona uma oportunidade para conversas privadas sobre algumas questões realmente importantes — disse o ex-embaixador britânico nos EUA Peter Westmacott, em entrevista à rede americana CNN. — Do ponto de vista do Reino Unido, obviamente esperamos que essas conversas privadas tenham algum impacto.
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Discurso no Congresso
O encontro com Trump é apenas parte da agenda prevista para a terça-feira. Em um momento de particular importância, o rei britânico discursará por cerca de 20 minutos a congressistas americanos. Comentários antecipados sobre o discurso apontam que Charles III deve fazer um apelo em termos cautelosos ao presidente, com a mensagem de que defender ideais democráticos comuns é “crucial para a liberdade e a igualdade” em um momento de desafios internacionais.
O pronunciamento do rei também deve destacar os laços transatlânticos e a relação construída entre os dois países apesar do histórico de disputas do período colonial — em um paralelo ao momento extremamente delicado, após duras críticas de Trump à recusa de Londres em ajudar a ofensiva contra o Irã.
Charles III e Camila, monarcas britânicos, com Donald Trump e Melania nos jardins da Casa Branca
Suzanne Plunkett/AFP
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É esperado que Charles enfatize o histórico de “reconciliação e renovação” entre Reino Unido e EUA ao longo de 250 anos, que deram origem a “uma das maiores alianças da história humana”. Uma aspa antecipada pela agência de notícias francesa AFP aponta que o monarca deve afirmar que “Vez após vez, nossos dois países sempre encontraram maneiras de se unir”.
O Congresso americano tem sido um campo de batalha quanto à abordagem de política externa de Trump, com a maioria dos representantes democratas aderindo a iniciativas para restringir o uso de militares pelo Executivo sem autorização prévia. A aparição de Charles III perante o legislativo entrou na pauta da oposição.
O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, disse na segunda-feira que, embora o relacionamento continue especial, “políticas tóxicas dos republicanos nos últimos 15 meses estão corroendo-o”, acrescentando esperar que a visita do rei “contribua para reparar os danos” que o governo Trump teria causado a um dos “aliados mais importantes”.
O rei britânico retorna à Casa Branca à noite para um jantar de Estado, no qual é esperado que faça um discurso mais curto. O casal real ainda visitará Nova York na quarta-feira, quando visitarão o memorial às vítimas do 11 de setembro e uma organização comunitária que oferece apoio a crianças afetadas pela insegurança alimentar, além de participarem de um evento com importantes líderes empresariais. A dupla viajará então para a Virgínia. Na quinta-feira, seguem para o arquipélago de Bermudas. (Com AFP, Bloomberg e NYT)
A Justiça de Wisconsin, nos Estados Unidos, marcou para 14 de maio a próxima audiência de Joshua Kannin, de 39 anos, acusado de negligência infantil pelas mortes dos três filhos durante um incêndio na casa da família, ocorrido no Dia de Ação de Graças do ano passado, em Kenosha. A denúncia criminal foi formalizada após a investigação concluir que ele deixou as crianças para trás ao fugir da residência em chamas.
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Kannin responde pelas mortes de Rylee, de 10 anos, Connor, de 9, e Alena, de 7. Segundo a acusação, ele teria abandonado os filhos dentro da casa enquanto saía correndo após perceber o incêndio. À polícia, ele afirmou que “entrou em pânico” ao ver as chamas e saiu pela porta da frente para pedir ajuda.
De acordo com a denúncia, policiais de Kenosha chegaram ao local em 27 de novembro após receberem chamadas informando que a residência estava “completamente em chamas”. Kannin foi encontrado do lado de fora, vestindo apenas roupa íntima e pedindo socorro. Durante o resgate, Alena foi localizada no segundo andar, enquanto Connor e Rylee estavam no primeiro.
Os três irmãos foram retirados da casa, mas Connor e Rylee morreram ainda no local. Alena chegou a ser hospitalizada com queimaduras em cerca de 80% do corpo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente.
Falta de detectores de fumaça
Em depoimento, Kannin disse que havia fumado um cigarro antes de dormir e que acordou durante a madrugada sem saber se foi por causa da fumaça ou do “latido do gato”. Ele relatou ter visto um “pequeno incêndio no chão da cozinha” e afirmou que, naquele momento, pensou apenas que precisava de ajuda.
Segundo ele, pediu para que os filhos saíssem da casa e tentou retornar ao imóvel, mas recuou por causa da fumaça intensa. “Eu mal tinha dado dois passos para dentro e já tive que voltar”, disse aos investigadores, acrescentando que abrir a porta teria piorado a propagação do fogo.
Durante a vistoria, bombeiros constataram que não havia detectores de fumaça instalados na residência. Kannin afirmou que retirou um dos aparelhos porque ele apresentava falhas e disparava sem motivo, o que considerava um “incômodo”.
Jourdan Feasby, mãe das crianças e ex-esposa de Kannin, afirmou à emissora TMJ4 que havia alertado diversas vezes sobre a ausência dos alarmes. Segundo ela, também avisou a mãe dele e o proprietário do imóvel. À CBS58, descreveu a casa como “nojenta” e disse que a rotina no local era de abandono.
Feasby classificou a acusação como um sentimento “agridoce” e afirmou que continua buscando justiça, apesar de as mortes terem sido registradas oficialmente como acidentais. “Eu morri com eles naquele dia”, declarou. “Tem sido um verdadeiro inferno para mim e para minha família. Estou literalmente vivendo o meu pior pesadelo.”
Com 2,51 metros de altura, o turco Sultan Kösen mantém há 17 anos o título de homem vivo mais alto do planeta, segundo o Guinness World Records. Nascido em uma pequena vila rural no sudeste da Turquia, ele construiu uma trajetória marcada por uma condição rara de saúde que alterou completamente sua vida.
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A história do turco voltou ao centro das atenções após o anúncio de um documentário britânico que acompanha uma nova medição oficial de sua altura, além de exames médicos e a possível disputa com outros candidatos ao recorde.
Kösen nasceu em 10 de dezembro de 1982, em Alibey, na província de Mardin, próximo à fronteira com a Síria. Filho de agricultores e integrante de uma família de estatura considerada comum, ele só começou a apresentar crescimento fora do padrão a partir dos 10 anos. O quadro foi causado por gigantismo e acromegalia, doenças associadas a um tumor na glândula pituitária, responsável pela produção de hormônios de crescimento.
O avanço contínuo fez com que ele deixasse a escola ainda jovem, passando a trabalhar no campo para ajudar no sustento da família. A altura extrema também trouxe limitações físicas: hoje, ele precisa de muletas ou bengalas para se locomover, devido ao impacto do peso e da estrutura corporal sobre o sistema ósseo.
Do campo ao recorde mundial
O reconhecimento internacional veio em fevereiro de 2009, quando Kösen foi oficialmente medido e superou o então recordista, o chinês Bao Xishun. Na época, ele tinha pouco mais de 2,46 metros. O crescimento continuou até 2011, quando atingiu os atuais 2,51 metros — processo interrompido após tratamento médico realizado nos Estados Unidos.
Além do título principal, Kösen também entrou para o Guinness por possuir as maiores mãos entre pessoas vivas, com 28,5 centímetros do punho à ponta dos dedos. Ele já chegou a deter ainda o recorde de maiores pés, posteriormente superado por outro participante.
A notoriedade levou o turco a viajar pelo mundo em eventos e participações públicas, acumulando visitas a mais de uma centena de países. A exposição internacional, no entanto, convive com desafios cotidianos, como dores crônicas e dificuldades de adaptação a estruturas e objetos projetados para pessoas de estatura média.
Na vida pessoal, Kösen se casou em 2013 com a síria Merve Dibo, em uma cerimônia que reuniu cerca de 1.500 convidados. O relacionamento chegou ao fim em 2021. Entre os motivos apontados está a dificuldade de comunicação, já que o casal falava idiomas diferentes.
Casos como o de Kösen são extremamente raros. Estima-se que pouco mais de dez pessoas na história tenham ultrapassado os 2,40 metros de altura, o que mantém o turco como uma figura singular tanto na medicina quanto nos registros mundiais.
O suposto “pulso” da Terra, um fenômeno sísmico registrado a cada 26 segundos, voltou a ganhar repercussão nas redes sociais nos últimos dias, impulsionado por conteúdos que tratam o tema como uma descoberta recente. No entanto, trata-se de um enigma conhecido pela ciência há mais de seis décadas e que, apesar de amplamente estudado, ainda não tem uma explicação conclusiva.
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Descrito pela primeira vez no início dos anos 1960 pelo geofísico Jack Oliver, então ligado à Columbia University, o fenômeno é classificado como um “microtremor” — vibrações extremamente sutis da crosta terrestre, imperceptíveis para humanos, mas detectáveis por estações sismológicas ao redor do mundo. Desde então, medições confirmaram que o padrão se repete de forma regular, como um metrônomo natural.
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Origem ainda em debate
Estudos posteriores localizaram a origem mais provável desses sinais no Golfo da Guiné, na costa oeste da África, especialmente na região conhecida como Bight of Bonny. A partir dessa identificação, diferentes hipóteses passaram a ser consideradas.
Uma das teorias mais aceitas aponta para a interação entre ondas oceânicas e a plataforma continental. Nesse cenário, o impacto constante das ondas em uma área específica do fundo do mar funcionaria como uma espécie de “ressonância”, gerando vibrações que se propagam pela crosta terrestre. A comparação feita por pesquisadores é com instrumentos de percussão: determinadas formas e estruturas podem produzir frequências regulares quando submetidas a impactos repetitivos.
Outra linha de investigação sugere relação com atividade vulcânica próxima à ilha de São Tomé, também no Golfo da Guiné. A hipótese ganhou força pela proximidade geográfica entre o ponto de origem dos tremores e formações vulcânicas conhecidas, além de registros semelhantes de microtremores associados a vulcões em outras regiões, como no Japão.
Mais recentemente, estudos publicados em periódicos científicos indicam uma terceira possibilidade: a circulação de fluidos em fissuras subterrâneas no fundo oceânico. Nesse modelo, a pressão acumulada em sedimentos ricos em água seria liberada periodicamente, gerando os tremores em intervalos regulares.
Fenômeno conhecido
Apesar das diferentes explicações propostas, nenhuma delas foi comprovada de forma definitiva. Segundo o geólogo Lars Eivind Augland, da Universidade de Oslo, o fenômeno chama atenção justamente pela regularidade incomum.
— É notável que esses tremores ocorram de maneira tão constante por tantas décadas — afirmou.
Ainda assim, o chamado “pulso da Terra” nunca esteve entre as prioridades da pesquisa sísmica global. Eventos de maior impacto, como terremotos e atividades tectônicas com potencial destrutivo, acabam concentrando mais recursos e atenção da comunidade científica.
A redescoberta do sinal em 2005, com o uso de dados digitais mais avançados por pesquisadores da Universidade do Colorado, trouxe novo interesse ao tema, mas não foi suficiente para solucionar o enigma.
O parque temático Dollywood, no Tennessee, informou, no fim de semana, o desaparecimento de três águias-carecas mantidas no Santuário Eagle Mountain após fortes tempestades atingirem a região e comprometerem a estrutura do viveiro onde os animais viviam. As aves, chamadas Rockland, Caesar e Wesley, escaparam depois que uma árvore caiu sobre o local, segundo a Fundação American Eagle (AEF), responsável pelo cuidado dos animais.
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A águia-careca, também conhecida como águia-americana, é uma das aves mais simbólicas dos Estados Unidos e representa oficialmente o país desde o século XVIII, estampando o selo presidencial e diversos emblemas nacionais.
O parque, que pertence ao grupo Herschend em parceria com a cantora de música country Dolly Parton, está localizado na região metropolitana de Knoxville e é uma das atrações turísticas mais conhecidas do Tennessee. O espaço foi criado em homenagem à artista, um dos maiores nomes da música country americana, e abriga aves que, em muitos casos, não podem ser devolvidas à natureza por causa de ferimentos permanentes.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Lori Moore, CEO da fundação, afirmou que equipes estão em campo tentando localizar as águias, mas reforçou o pedido de apoio da população. Segundo ela, três aves foram vistas fora do viveiro e conseguiram alçar voo, enquanto uma quarta foi encontrada e recebeu atendimento veterinário.
Confira:
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— Temos equipes rastreando ativamente esses animais, mas ainda precisamos da ajuda do público. Fiquem atentos ao céu — disse Moore. Em entrevista à emissora WBIR, ela destacou o vínculo da instituição com as aves resgatadas. “Temos um carinho especial por elas, principalmente por aquelas que sabemos que não podem ser reintroduzidas na natureza. Elas dependem de nós para continuar sendo cuidadas”, afirmou.
Como identificar as aves
A fundação explicou que as águias podem ser reconhecidas por anilhas de identificação laranja ou preta presas às patas, além de características físicas específicas causadas por lesões anteriores.
Wesley, uma fêmea, usa uma anilha preta e apresenta uma lesão crônica no ombro, o que faz com que suas asas fiquem desalinhadas. Segundo a AEF, por causa da limitação de voo, há grande chance de que ela ainda esteja nas proximidades de Dollywood.
Caesar possui uma anilha laranja com a inscrição “SE” e sofreu uma lesão traumática provocada por linha de pesca, que resultou na amputação parcial de uma das asas. Já Rockland tem uma fratura cicatrizada na perna direita e uma deformidade no osso ulnar direito, o que encurta uma das asas e limita sua capacidade de voo. Ele usa uma anilha laranja com as letras “SK”.
A fundação orienta que qualquer pessoa que avistar uma das aves mantenha distância e entre em contato diretamente com a entidade por meio de sua página oficial no Facebook, sem tentar se aproximar ou capturá-las.
O desaparecimento ocorre em meio a uma onda de tempo severo que atinge o centro dos Estados Unidos. Segundo a AccuWeather, mais de 30 tornados e mais de 230 registros de granizo foram reportados na última semana, colocando o Tennessee entre os 12 estados sob maior risco climático.
No último dia 16, interrupções no fornecimento de energia foram registradas no centro do estado, enquanto equipes de emergência atuavam na remoção de árvores caídas, fios elétricos danificados e destroços nas estradas, informou a emissora WSMV. O oeste do Tennessee também esteve sob alerta de tornado, com previsão de ventos fortes e novas tempestades atingindo a região, além do sul de Kentucky.
O que acontece com 2.600 pratos de lagosta e filé nobre quando um jantar de gala é interrompido por tiros? Foi essa a pergunta que surgiu após o tradicional Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, realizado no sábado (25), em Washington, terminar em meio ao caos, depois que um homem armado invadiu um posto de controle do Serviço Secreto no Washington Hilton.
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Relembre: Hotel de onde Trump foi retirado após disparos neste sábado é o mesmo em que Reagan sofreu atentado em 1981
A imprensa e integrantes da elite política americana ainda saboreavam a entrada, uma salada com ervilhas frescas, queijo burrata, pistaches torrados e vinagrete balsâmico envelhecido, quando disparos foram ouvidos no salão de baile do hotel. Os convidados se abaixaram e buscaram abrigo sob as mesas, enquanto o presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e membros do gabinete eram retirados para uma área segura.
Segundo a presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Weijia Jiang, Trump queria que o evento continuasse, mas precisou seguir o protocolo de segurança. O jantar, no entanto, foi encerrado antes que o prato principal, 2.600 porções de chateaubriand (corte nobre de filé mignon) e lagosta do Maine, e a sobremesa, um chamado “Bolo da Ópera”, fossem servidos. O atirador foi preso e ninguém no salão principal ficou ferido.
A dúvida então passou a ser menos política e mais gastronômica: o que seria feito com tanta comida pronta? De acordo com um porta-voz do Washington Hilton, o hotel mantém a prática de doar alimentos não utilizados em grandes eventos para organizações comunitárias locais, e desta vez não foi diferente. Parte dos produtos restantes também foi compostada e enviada para fazendas para uso agrícola.
Nesta segunda-feira (27), Jiang informou na rede X que o bife e a lagosta foram liofilizados, processo que aumenta a durabilidade dos alimentos, antes de serem encaminhados a dois abrigos que acolhem mulheres e crianças vítimas de abuso. A revista Washingtonian foi a primeira a relatar o destino do chamado prato “surf and turf”, combinação clássica de carne e frutos do mar.
Confira:
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Já o vinho teve um destino menos institucional. Transmissões ao vivo e vídeos publicados nas redes mostraram alguns participantes deixando o evento com garrafas inteiras nas mãos, cena que rapidamente viralizou. O jantar deste ano teve ingressos vendidos a US$ 480 por pessoa, ou US$ 4.800 por uma mesa para dez convidados, restritos a membros da Associação de Correspondentes da Casa Branca, organização sem fins lucrativos que apoia jornalistas que cobrem a presidência americana.
Trump, que havia ignorado o evento durante seu primeiro mandato e não participou nas edições anteriores, compareceu pela primeira vez como presidente em exercício. De volta à Casa Branca, defendeu que o jantar fosse remarcado. “Vamos repetir a dose nos próximos 30 dias. E faremos algo maior, melhor e ainda mais agradável”, afirmou, aproveitando para voltar a defender a construção de um novo salão de baile na residência oficial.

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