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A polícia chilena anunciou nesta quinta-feira (22) a prisão de um terceiro suspeito de iniciar intencionalmente incêndios florestais na região de Biobío, a área mais afetada pelos incêndios que devastam o sul do Chile e que causaram a morte de 21 pessoas.
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Desde sábado (17), os bombeiros combatem o incêndio em Biobío, a cerca de 500 km ao sul de Santiago, onde se concentra a grande maioria das vítimas. As regiões de Ñuble e Araucanía também foram afetadas pelas chamas. Segundo o governo, 20 mil pessoas foram atingidas. Atualmente, há 19 incêndios ativos, de acordo com a agência estadual de assistência em desastres (Senapred).
Na madrugada de hoje, as autoridades prenderam um homem supostamente envolvido nos incêndios em Punta de Parra, município de Biobío, durante o toque de recolher. O suspeito, juntamente com outros, estava ateando fogo à mata quando a polícia chegou após receber uma denúncia de vizinhos. “O indivíduo portava um isqueiro, um bastão retrátil e crack”, informou a Polícia de Investigação em um comunicado.
Outros dois suspeitos foram presos entre segunda e quarta-feira em Biobío e Araucanía; um deles já foi liberado.
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Punta de Parra é uma cidade com cerca de 3 mil habitantes, cercada por florestas de eucalipto. Após os incêndios, apenas algumas casas permaneceram de pé. As autoridades suspeitam que tenham sido provocados intencionalmente.
— É pura maldade, só para causar dano, não há outra explicação — disse Felicia Lara, de 68 anos, que conseguiu escapar apenas com a roupa do corpo.
As altas temperaturas do verão no Hemisfério Sul e os fortes ventos propagaram as chamas que começaram no sábado.
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As áreas mais afetadas são as cidades de Lirquén e Penco, em Biobío.
Em fevereiro de 2024, vários incêndios deflagraram nas proximidades da cidade de Viña del Mar, a 110 km de Santiago, deixando 138 mortos.
Investigações posteriores determinaram que bombeiros e membros da brigada florestal iniciaram o incêndio intencionalmente, que se alastrou rapidamente devido também às altas temperaturas do verão.
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A nova líder da Venezuela, Delcy Rodríguez, está abrindo as portas do país para investidores do setor petrolífero, com um amplo conjunto de propostas que reduziriam drasticamente os impostos, abririam mão do controle estatal sobre as operações de extração e comercialização de petróleo e simplificariam as regulamentações. As propostas, agora em análise no Legislativo, visam revitalizar a indústria petrolífera estatal venezuelana para estabilizar a economia após a deposição do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas em 3 de janeiro. Com sua ex-número dois e agora presidente interina no comando, a Venezuela está efetivamente renunciando às suas raízes nacionalistas e ao protecionismo chavista, cedendo espaço ao setor privado após décadas de declínio econômico. Entre as mudanças realizadas por Delcy que divergem da linha adotada por seus antecessores estão as trocas de comandantes militares pelo país realizadas nos últimos dias.
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O debate sobre as propostas começou nesta quinta-feira e a expectativa é que elas avancem rapidamente rumo à aprovação. No entanto, especialistas afirmam que a Venezuela ainda precisa de um apoio mais robusto dos Estados Unidos para atrair investimentos em larga escala. Na Assembleia Nacional, a reforma foi aprovada em primeira leitura sem o voto da oposição, que alegou não ter tido acesso ao projeto para revisão, mas ainda espera-se uma segunda leitura no Parlamento, de maioria governista, para a aprovação final.
— Este projeto de reforma é um passo rumo à modernização do setor energético. A verdadeira soberania reside não apenas no controle dos recursos, mas também em transformá-los em ativos para o povo venezuelano — disse o deputado Orlando Camacho, presidente da Comissão de Energia e Petróleo.
Embora Delcy classifique as mudanças como uma “reforma parcial”, elas alterariam profundamente a Lei de Hidrocarbonetos, uma legislação de 2001 promulgada durante o governo do falecido líder socialista Hugo Chávez, que equivaleu a uma nacionalização do setor. Essa lei exige que a Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), petrolífera estatal, detenha uma participação majoritária em joint ventures com parceiros privados ou estrangeiros, ao mesmo tempo em que concede à empresa estatal o monopólio da produção e venda de petróleo.
A proposta de reforma da Lei de Hidrocarbonetos expande um modelo contratual inovador, firmado no final de 2022 pela gigante petrolífera americana Chevron, principal investidora do país e a única empresa petrolífera atualmente autorizada pelos EUA a extrair petróleo venezuelano. A reforma afrouxaria o controle da estatal PDVSA, preservando, ao mesmo tempo, a propriedade que o Estado venezuelano tem sobre as reservas.
Se as mudanças forem aprovadas, empresas petrolíferas privadas teriam permissão para comercializar sua própria produção, pagando impostos menores e, principalmente, resolvendo quaisquer disputas contratuais por meio de arbitragem internacional, em vez de exclusivamente nos tribunais venezuelanos.
Sob um modelo de contrato de prestação de serviços, conhecido pela sigla CPP, empresas privadas poderiam operar campos de petróleo por conta e risco do cliente, por meio de contratos com a PDVSA, enquanto as joint ventures continuariam exigindo participação majoritária do Estado.
As propostas oferecem “uma base jurídica razoavelmente sólida para investimentos atuais e futuros”, afirmou David Goldwyn, chefe do grupo de consultoria em energia do Atlantic Council, um think tank em Washington, D.C. Ele acrescentou que a reforma é essencial porque o investimento a curto prazo provavelmente se limitará à revitalização de operações existentes e àquelas que envolvam empresas não americanas focadas na recuperação de poços sob o modelo CPP.
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Mantendo uma taxa básica de royalties de 30%, a proposta permitiria reduções para projetos considerados antieconômicos, juntamente com reduções temporárias nos impostos sobre a extração. As mudanças visam direcionar capital para campos subdesenvolvidos, incluindo áreas com pouca infraestrutura existente.
Mesmo com os novos termos, os EUA mantêm as sanções petrolíferas contra a Venezuela, portanto, qualquer envolvimento exigiria licenças do Departamento do Tesouro americano. Algumas empresas, incluindo Repsol SA, Eni SpA, Maurel et Prom e Shell PLC, possuíam isenções que o governo Trump revogou no início deste ano, numa tentativa de pressionar Maduro a renunciar.
A atual Lei de Hidrocarbonetos da Venezuela foi reformada em 2006 para impor um forte controle estatal. A Exxon Mobil Corp. e a ConocoPhillips rejeitaram os novos termos impostos na época e seus ativos foram expropriados pelo Estado no ano seguinte.
Quase duas décadas depois, o CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, afirmou em uma reunião recente na Casa Branca que a Venezuela era “inviável para investimentos” sem reformas significativas e transparentes, do tipo que as novas propostas parecem visar.
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Advogados estão agora analisando minuciosamente os detalhes da reforma, que aborda questões políticas sensíveis em um país que nacionalizou sua indústria petrolífera na década de 1970. Uma breve abertura ao investimento privado na década de 1990 chegou ao fim com a ascensão de Chávez ao poder em 1999.
— Uma reforma mais ampla da Lei de Hidrocarbonetos, como a reavaliação do papel do Estado e a possível conversão das joint ventures, precisa de um amplo consenso político. E isso levará tempo, incluindo a plena participação da oposição — afirmou Goldwyn. — Também é apropriado que pelo menos as reformas incrementais atuais sejam amplamente debatidas na Assembleia e não pareçam estar sendo impostas à força pelo governo Rodríguez.
Por anos, parlamentares, economistas e analistas venezuelanos, e mais recentemente até mesmo membros do partido socialista no poder, têm debatido a necessidade de reformar a lei. Mas as propostas foram paralisadas por serem consideradas contrárias à Constituição venezuelana de 1999, que proíbe empresas de executarem ações judiciais em tribunais internacionais e restringe a atividade petrolífera ao Estado e à PDVSA.
Os parlamentares também devem debater um projeto de lei que visa a simplificar a burocracia. A proposta autoriza o presidente a suspender, modificar ou eliminar procedimentos, licenças e exigências considerados “burocráticos, desnecessários, inúteis, irrelevantes ou complexos” por meio de decretos executivos. Também prevê a digitalização, unificação e padronização de procedimentos e a suspensão temporária de disposições legais afetadas por tais decretos até que sejam reformadas pela Assembleia Nacional.
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Mudanças no comando
Um dia antes das discussões sobre as reformas propostas por Delcy serem realizadas na Assembleia Nacional, a presidente interina liderou uma reorganização das Forças Armadas da Venezuela. Na quarta-feira, a nova líder do país nomeou 12 oficiais de alta patente para comandos regionais, mas já havia nomeado um ex-chefe do serviço de inteligência (Sebin) como o novo comandante da guarda presidencial e como diretor da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), a agência de contraespionagem do país.
Um documento contendo cópias das nomeações — assinado pelo Ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, que comanda a pasta da Defesa há mais de dez anos, e sempre foi considerado um aliado incondicional de Maduro — está circulando na mídia local, embora o governo não tenha confirmado sua autenticidade. No entanto, o chefe do Comando Operacional Estratégico das Forças Armadas, general Domingo Hernández Lares, parabenizou cada um dos generais nomeados para comandar 12 das 28 zonas operacionais de defesa (ZODI) em vários estados do país, em sua conta no Telegram.
Na mensagem, ele elogiou cada comandante, descrevendo um como “soldado de temperança, repleto de princípios e valores” e destacando, de outro, a “capacidade de liderança e a conduta exemplar no cumprimento de missões”.
“Um soldado honrado que, com espírito inabalável, manteve acesa a chama sagrada dos libertadores”, escreveu ele, sobre o novo comandante da Zona Operacional de Defesa no estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia. Padrino López e Hernández Lares permanecem em seus cargos, por enquanto.
O governo brasileiro condenou o início do processo de demolição de estruturas da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) em Jerusalém Oriental, classificando a medida como uma violação do direito internacional. Em nota divulgada nesta quinta-feira, o Itamaraty afirmou ter tomado conhecimento, “com grave preocupação”, da decisão das autoridades israelenses, que começaram o processo em 20 de janeiro.
Segundo o comunicado, a iniciativa ocorre após a aprovação, em 29 de dezembro, pelo Parlamento israelense, de uma legislação que amplia as restrições à atuação da UNRWA. Entre outras disposições, a lei “autoriza corte do fornecimento de água e eletricidade, assim como permite expropriação de imóveis da Agência”, o que, na avaliação do governo brasileiro, compromete diretamente o funcionamento da missão da ONU em Jerusalém Oriental, território considerado ocupado pela comunidade internacional.
“Medidas que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem flagrante violação do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas”, diz o comunicado.
A nota destaca ainda que as ações contrariam pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça (CIJ), de julho de 2024 e outubro de 2025, sobre “as práticas de Israel no território palestino ocupado, inclusive Jerusalém Oriental”, e sobre “as obrigações de Israel em relação à ONU e a outros atores” que atuam na região.
A manifestação brasileira ocorre em um contexto de crescente pressão sobre a UNRWA, intensificada desde a guerra na Faixa de Gaza. A agência tem sido alvo de críticas e restrições por parte do governo israelense, ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldades operacionais e financeiras para manter a prestação de serviços essenciais à população refugiada palestina.
Ao reagir ao início do processo de demolição, o Brasil também ressaltou seu papel institucional. O país exerce atualmente a presidência da Comissão Consultiva da UNRWA e reiterou “seu firme apoio à continuidade das atividades da Agência”, responsável pela prestação de serviços essenciais a cerca de 6 milhões de refugiados palestinos na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia, no Líbano e na Síria.
A nota reforça a posição brasileira de defesa do multilateralismo e do papel das Nações Unidas, ao tratar a medida adotada por Israel não apenas como um ato administrativo, mas como um movimento com implicações diretas para a proteção humanitária e para o respeito às normas internacionais nos territórios palestinos ocupados.
No mesmo dia em que o Itamaraty divulgou a nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. O contato ocorreu em meio ao agravamento da situação nos territórios palestinos e reforça o engajamento direto do Planalto no tema, em sintonia com a posição expressa pelo Itamaraty de defesa da atuação da ONU e do respeito ao direito internacional.
Um ex-comissário de bordo canadense foi preso no Panamá e extraditado para os Estados Unidos sob a acusação de ter se passado por piloto e membro ativo de tripulação para entrar gratuitamente em centenas de voos comerciais ao longo de cerca de quatro anos, segundo autoridades federais norte-americanas.
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Dallas Pokornik, 33, natural de Toronto, se declarou “não culpado” na última terça-feira em um tribunal federal no Havaí, após ser indiciado por fraude em outubro de 2025. Ele permanece sob custódia por ordem de um juiz federal.
De acordo com um comunicado divugado pela Procuradoria do Distrito do Havaí nesta terça-feira, Pokornik trabalhou como comissário de bordo para uma companhia aérea com sede em Toronto entre 2017 e 2019.
Depois de deixar o emprego, ele teria usado uma identificação funcional fraudulenta da empresa para se apresentar como piloto ou comissário em pelo menos três grandes companhias aéreas com base em Honolulu, Chicago e Fort Worth (Texas) — cidades que abrigam, respectivamente, Hawaiian Airlines, United Airlines e American Airlines.
As autoridades afirmam que o acusado chegou a solicitar assentos extras na cabine de comando conhecidos como “jump seats”, normalmente reservados a pilotos fora de serviço ou tripulantes autorizados, embora os autos não indiquem se algum desses pedidos foi atendido.
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O esquema teria se estendido de 2019 a 2023, período em que Pokornik teria acumulado viagens sem pagar os preços regulares dos passageiros, explorando benefícios de viagem corporativa destinados a funcionários do setor aéreo.
As companhias citadas na acusação não comentaram oficialmente o caso. Air Canada, com sede em Montreal e um grande centro em Toronto, disse não ter registros de emprego de Pokornik. Procurados por veículos de mídia internacionais, representantes de Hawaiian Airlines, United e American não comentaram sobre o caso.
Se condenado por fraude eletrônica, crime federal nos EUA, ele pode enfrentar até 20 anos de prisão, multa de até US$ 250 mil (R$ 1,3 milhões, na cotação atual) e período de liberdade supervisionada. O caso está sendo investigado pela Homeland Security Investigations, com o apoio do Serviço de Delegados Federais dos Estados Unidos (United States Marshals Service).
O episódio tem sido comparado por veículos internacionais ao enredo do filme “Prenda-me se for Capaz” (2002), em que um jovem se passa por piloto para obter benefícios de viagem, embora as autoridades ressaltem que a investigação se concentra em como ele teria enganado os sistemas modernos de verificação de credenciais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que vai processar o New York Times em razão de uma pesquisa de opinião desfavorável. Ele classificou os levantamentos feitos pelo jornal americano como “falsos” e disse que deveriam ser criminalizados.
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A reação ocorreu após a divulgação de uma pesquisa realizada pelo New York Times em parceria com a Universidade Siena, que apontou taxa de aprovação de 40% para o republicano de 79 anos. O resultado está em linha com outros levantamentos recentes que indicam queda no apoio ao presidente um ano após o início de seu segundo mandato.
“O levantamento Times Siena… será acrescentado ao meu processo contra o fracassado The New York Times”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social. “Eles serão plenamente responsabilizados por todas as suas mentiras e irregularidades da esquerda radical!”
Em outra publicação, o presidente ampliou o tom da ameaça e afirmou que “pesquisas falsas e fraudulentas deveriam ser, praticamente, um crime”.
Trump tem apresentado uma série de ações por difamação contra empresas de mídia, entre elas BBC, CNN, Wall Street Journal, CBS e ABC. Alguns desses processos resultaram em acordos que envolveram pagamentos de vários milhões de dólares.
Em setembro de 2025, o presidente entrou com um processo de US$ 15 bilhões contra o New York Times, alegando que o jornal havia publicado reportagens falsas com o objetivo de prejudicar sua campanha presidencial de 2024 e sua reputação. A ação foi rejeitada por um juiz federal, mas posteriormente reapresentada, em versão modificada, no mês de outubro.
Na ocasião, o Times reagiu afirmando que o novo processo representava “uma tentativa de sufocar o jornalismo independente” e um ato de “intimidação”.
A pesquisa divulgada nesta quinta-feira é o levantamento mais recente a indicar que a popularidade de Trump continua em queda, especialmente em razão de sua condução da economia e da adoção de uma repressão à imigração ilegal em moldes militares.
Considerado um dos institutos de pesquisa política mais precisos e de maior visibilidade nos Estados Unidos, o Times/Siena destacou, nos resultados mais recentes, o que o jornal classificou como o desmonte da coalizão que garantiu a vitória de Trump na eleição de 2024.
De acordo com a sondagem, eleitores jovens e não brancos que apoiaram Trump na disputa contra a democrata Kamala Harris agora se afastaram do presidente, deixando-o dependente de sua base tradicional, formada majoritariamente por eleitores mais velhos e brancos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quinta-feira, por telefone, com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, para tratar da situação na Faixa de Gaza e das perspectivas de reconstrução da região.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula manifestou satisfação com o cessar-fogo na região e reiterou o compromisso do Brasil com a busca de uma solução pacífica para o conflito no Oriente Médio.
De acordo com o comunicado, o presidente brasileiro consultou Abbas sobre os próximos passos do plano de paz em discussão e ambos concordaram em manter contato sobre o tema. A conversa ocorre em meio ao convite feito a Lula para participar do chamado Conselho da Paz, iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reunirá líderes internacionais e que é alvo de controvérsia por sua composição e por críticas quanto à sua efetividade.
Na quarta-feira, Lula também manteve uma conversa telefônica com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, na qual tratou da situação humanitária em Gaza e da necessidade de uma solução negociada.
Principal assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim afirmou não ver possibilidade de o Brasil aderir à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um Conselho de Paz para Gaza nos termos em que foi redigida. Em entrevista ao GLOBO, disse que o estatuto enviado junto ao convite representa, na prática, uma tentativa de reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) conduzida por um único país — algo que considera inaceitável.
Amorim chama atenção ainda para o fato de que a palavra “Gaza” sequer aparece no documento, o que, segundo ele, amplia o alcance da iniciativa para qualquer conflito e reforça as ambiguidades da proposta.
Chanceler de Lula nos dois primeiros mandatos, Amorim alerta para a necessidade de o Brasil estar preparado para possíveis tentativas de interferência da extrema direita americana no processo eleitoral deste ano. Sobre a Venezuela, avalia que qualquer ofensiva contra um país sul-americano deve ser vista como uma ameaça direta ao Brasil, dada a proximidade regional e os riscos de contágio político e institucional.
— Não é que estejamos temerosos, mas o precedente é muito ruim. Não podemos aceitar esse tipo de exemplo — diz o ex-chanceler.
O Brasil foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do Conselho da Paz. O país irá aceitar?
As coisas não estão claras. Uma coisa é um convite para um conselho de paz que seja resultado de uma resolução da ONU. Não sei se o Brasil participaria ou não, mas é algo a considerar. O Oriente Médio é muito importante para nós. Seria preciso saber a opinião dos próprios palestinos e de outros países árabes. A própria carta (do conselho proposto por Trump) é confusa, porque começa a falar de uma coisa e depois vai alargando no documento anexo. Representa, na prática, uma revogação da ONU, sobretudo na área de paz e segurança. Essa parte, com certeza, eu não vejo como aceitar. Não dá para considerar uma reforma da ONU feita por um país.
Os objetivos do novo conselho podem ir além da Faixa de Gaza, tema ao qual Trump se referiu ao falar sobre o novo órgão?
A palavra “Gaza” não aparece nesse estatuto. Ele se refere a qualquer conflito. Isso está dito claramente. Não creio que ele esteja estendendo para outros temas, como questões econômicas ou comerciais, mas sim para qualquer conflito. Seria como um Conselho de Segurança, só que com um presidente praticamente permanente. Até agora, os países europeus não aceitaram.
Há espaço para negociação desse modelo?
Ele (Trump) disse inclusive que não aceita emendas. Não é possível discutir, ajustar aqui ou ali. É um contrato de adesão. Isso torna essa parte difícil. Se fosse possível separar as duas coisas, aí vamos ver. Mesmo assim, não é automático. É preciso conversar, ver se isso interessa aos próprios palestinos e a outros países.
O convite de Trump seria uma armadilha para o Brasil?
Não acho. Ele mandou para muitos países. Seria uma armadilha para a França? Para a Itália? Não vejo assim. Obviamente, Trump tem uma visão de relações internacionais em que ele é sempre a figura central. Mas não me cabe fazer um julgamento sobre isso.
Há algum indício de que Trump possa interferir nas eleições brasileiras deste ano?
Não vejo, pessoalmente, uma interferência direta dele. Agora, a extrema direita nos Estados Unidos é muito complexa. Há setores que criticam Trump, outros que são mais neutros, mas que certamente podem tentar interferir, como tentaram outras vezes. Melhor dizendo, possivelmente. Temos que estar preparados para isso e saber nos defender.
Sobre a Venezuela, o Brasil não reconheceu a eleição de Nicolás Maduro, mas reconhece a vice dele, Delcy Rodríguez, como presidente. Como isso se dá?
O Brasil não reconhece governos, reconhece Estados. O fato real é que Delcy Rodríguez está à frente do governo. Se for necessário, lidamos com ela. O presidente falou com ela logo no primeiro dia e houve também uma remessa de remédios. Isso é tudo, por enquanto.
Em meio à doutrina expansionista de Trump, o presidente Lula tem insistido na defesa da soberania. Como isso se traduz na prática?
Ele levanta a bandeira da soberania. Cada um cuida da sua. Na Europa, vários líderes disseram, inclusive Emmanuel Macron, que a Groenlândia é território da União Europeia. Nós aqui temos que nos preocupar também com a soberania brasileira. E qualquer ataque a um país sul-americano é uma ameaça ao Brasil, direta ou indireta. Um conflito em um país que faça fronteira com o Brasil pode ter repercussões para nós.
Isso representa uma preocupação concreta em relação aos Estados Unidos?
Não estou dizendo que isso vai acontecer. O próprio Trump disse recentemente que gosta do Lula. Não é que estejamos temerosos, mas o precedente é muito ruim. Não podemos aceitar esse tipo de exemplo.
Os governos de direita têm aumentado na região. Como o Brasil lida com esse cenário?
Desde que não sejam ofensivos e tenham um comportamento civilizado, vamos nos relacionar com todos. Lula manteve relações normais com governos de direita no passado, como o de Álvaro Uribe, na Colômbia, e recebeu recentemente o presidente do Equador, Daniel Noboa. São nossos vizinhos. Precisamos ter uma relação normal, desde que haja civilidade.
O Parlamento Europeu levou à Justiça o acordo entre Mercosul e União Europeia. Isso pode impedir a implementação do tratado?
Continuamos no nosso trabalho. O Mercosul fez um acordo com a União Europeia, o que é muito importante, mesmo que nem todos os aspectos comerciais sejam vantajosos. Ele gera mais equilíbrio nas relações internacionais, inclusive no comércio. Sobre a decisão do Parlamento Europeu, é um procedimento normal. Não há preocupação nenhuma.
Forças ucranianas desenvolveram uma técnica pouco convencional para derrubar drones russos no céu: equipar pequenos drones com varas de pesca e cabos suspensos para capturar e desativar os drones inimigas durante o voo, segundo vídeos divulgados pela própria 46ª Brigada Aeromóvel Independente de Podilsk.
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A partir das imagens compartilhadas nas redes sociais pela unidade, é possível ver um drone ucraniano aproximando-se por cima de um drone russo, com um cabo semelhante a uma linha de pesca pendurado abaixo do aparelho interceptor. O objetivo é simples: fazer a linha agarrar-se às hélices ou à estrutura do drone adversário, para, em seguida, perder controle e cair.
A técnica improvisada já teria resultado na queda de pelo menos dois drones russos, incluindo um quadricóptero e uma aeronave de asa fixa. Na legenda, a brigada classificou a ação como um “novo modo de captura de drones inimigos no ar”.
O vídeo mostra ainda que a abordagem nem sempre é eficaz: uma tentativa de interceptar um drone kamikaze do tipo Molniya não teve sucesso, destacando as limitações da solução em confrontos com alvos mais rápidos ou resistentes. Assista:
Analistas militares veem essa adaptação como parte de um esforço mais amplo para responder à crescente proliferação de drones no conflito, em que ambos os lados recorrem a soluções criativas para compensar limitações de recursos e a saturação do espaço aéreo por pequenos veículos não tripulados. Táticas parecidas também já foram utilizadas na Rússia.
A 46ª Brigada Aeromóvel, unidade das Forças de Assalto Aéreo da Ucrânia criada em 2016 e ativa em várias frentes da guerra desde 2022, tem se destacado por essas inovações de campo enquanto busca manter a eficácia de sua defesa aérea diante de ataques constantes com drones russos.
A Marinha francesa interceptou, nesta quinta-feira, um “petroleiro procedente da Rússia” no Mar Mediterrâneo, suspeito de pertencer à “frota fantasma” que financia “a guerra de agressão contra a Ucrânia”, anunciou o presidente francês, Emmanuel Macron. As autoridades marítimas locais informaram que a Marinha apreendeu um petroleiro chamado “Grinch” entre a Espanha e Marrocos.
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O “Grinch” está sujeito a sanções do Reino Unido, e outra embarcação chamada “Carl”, com o mesmo número de registro, está sujeita a sanções dos Estados Unidos e da União Europeia.
“Esta manhã, a Marinha francesa abordou e revistou um petroleiro russo, que está sujeito a sanções internacionais e é suspeito de navegar sob bandeira falsa”, disse o presidente no X. “A operação foi realizada em alto-mar no Mediterrâneo com o apoio de vários de nossos aliados” e a embarcação foi “desviada”, acrescentou.
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“Não vamos deixar nada passar”, disse Macron. “As atividades da ‘frota fantasma’ ajudam a financiar a guerra de agressão contra a Ucrânia”, acrescentou. “Após a abordagem da embarcação, a análise dos documentos confirmou dúvidas sobre a legalidade de sua bandeira”, informou a Prefeitura Marítima do Mediterrâneo.
O navio “está sendo escoltado pela Marinha nacional até uma área de ancoragem para novas verificações”, acrescentou a Prefeitura em um comunicado. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu a Macron.
“É exatamente isso que precisa ser feito para garantir que o petróleo russo não financie mais a guerra da Rússia”, disse no X.
Uma prisão digna de roteiro de filme aconteceu em La Plata, na Argentina, na quarta-feira (21). No último dia 16, durante um roubo à mão armada em uma loja uma funcionária, que estava sozinha no local, foi ameaçada, teve dinheiro e produtos roubados. A polícia identificou o autor como Eduardo Oscar Alcaraz, de 24 anos, conhecido como “Pipo”. Para encontrá-lo, foram analisadas as imagens da câmera de segurança do estabelecimento. Um detalhe ajudou na investigação: uma pulseira de silicone que ele ainda usava.
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A gravação auxiliou a identificar Eduardo. Por meio de investigação, chegaram ao endereço onde ele residia. No imóvel, o suspeito foi reconhecido, dando início à fuga. Eduardo correu pelos fundos da casa, pulou um muro e correu em direção a um riacho na proximidade. Os agentes o perseguiram, com ordens de parada. Ele conseguiu entrar no curso d’água e nadar contra a correnteza. Neste momento, foi alcançado por dois policiais, que também pularam no riacho e o prenderam.
Suspeito de roubo à loja é preso após tentar escapar por riacho
Reprodução / Polícia de Buenos Aires
O roubo aconteceu quando uma funcionária estava sozinha na loja, atrás do balcão. O suspeito entrou armado, ameaçou-a e pegou o dinheiro do caixa das vendas do dia. Antes de sair, trancou a mulher no banheiro e levou mercadorias da loja. Com base nas imagens da câmera de segurança e na análise do material, equipes do Grupo de Operações Especiais (GTO) reuniram as provas para solicitar um mandado de busca.
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Durante a ação no imóvel, os policiais apreenderam as roupas usadas durante o roubo: calça cinza, jaqueta preta e os sapatos. Também foi confiscada a pulseira de silicone vista nas imagens da câmera de segurança. Com base nessas evidências, a promotoria determinou que havia provas diretas ligando-o ao roubo.
O caso foi classificado como “roubo qualificado com uso de arma de fogo”. Eduardo deverá comparecer à sua primeira audiência nos próximos dias. Enquanto isso, os investigadores estão analisando se a ação coincide com outros crimes recentes na área, visto que existem registros de incidentes semelhantes, embora sem acusação adicional formalizada até o momento.

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