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Barack e Michelle Obama divulgaram neste domingo um pronunciamento condenando o assassinato de um segundo cidadão americano em Minneapolis por agentes federais, afirmando que o caso exemplifica o “ataque” do presidente Donald Trump aos valores americanos.
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— O assassinato de Alex Pretti é uma tragédia de partir o coração. Também deveria ser um sinal de alerta para todo americano, independentemente do partido, de que muitos de nossos valores fundamentais como nação estão cada vez mais sob ataque — disseram o ex-presidente e a ex-primeira-dama em uma declaração conjunta publicada em redes sociais.
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No texto, o casal classificou a ação de agentes federais e do ICE como “espetáculo de recrutas mascarados atuando com impunidade e recorrendo a táticas que parecem planejadas para intimidar, assediar, provocar e colocar em risco os moradores de uma grande cidade americana”. Segundo os Obama, o presidente Trump “parece ansioso” para “escalar a situação” e as justificativas do governo para as mortes “não se baseiam em nenhuma investigação séria” e “parecem ser contrariadas por evidências em vídeo”.
A declaração finaliza afirmando que as ações dos agentes “precisam parar”, e convoca os cidadãos americanos para “apoiar e se inspirar na onda de protestos pacíficos”.

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A República Islâmica do Irã acelerou o ritmo de reposição do seu arsenal de drones durante o cessar-fogo temporário com os EUA, em uma demonstração de que a ofensiva americano-israelense contra Teerã não atrasou a capacidade da indústria bélica iraniana na intensidade que as autoridades em Washington apontaram anteriormente. A reconstrução da indústria e do arsenal dos EUA foi revelada por fontes de inteligência citadas em anonimato pela rede americana CNN em publicação nesta quinta-feira.
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Relatórios de inteligência anteriores, incluindo do período em que o conflito entre os países era disputado em alta intensidade, indicaram que o regime iraniano havia conservado uma parcela relevante de seu arsenal de mísseis e drones. Instalações subterrâneas, como bunkers e silos, escaparam das ondas de ataque aéreo lançadas por EUA e Israel, com os projéteis sendo, em determinados casos, utilizados poucas horas após as ofensivas. A informação trazida pelas fontes americanas, porém, revela um elemento novo.
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Em meio à trégua para negociações entre EUA e Irã, as Forças Armadas iranianas deram início a uma reposição acelerada do arsenal destruído ou utilizado durante o começo da guerra. Além do estoque de drones, as fontes de inteligência americanas disseram que foram recuperadas plataformas para o lançamento de mísseis e instalações ligadas à indústria bélica.
Uma das quatro fontes consultadas pela reportagem mencionou que o tempo de reposição total da capacidade de drones, em estimativas considerando o ritmo atual, seria de seis meses — e não de anos, como apontaram algumas declarações públicas de autoridades militares. Um dos motivos seria de que os danos inicialmente causados pela ofensiva não teria sido tão intenso quanto o retratado.
Outra razão apontada nas informações de inteligência é que a colaboração de Rússia e China estaria dando ao Irã as capacidades necessárias para se recuperar. A alegação de colaboração chinesa foi rejeitada por Pequim publicamente, mas o próprio premier de Israel, Benjamin Netanyahu, chegou a acusar o regime chinês de enviar componentes usados pela indústria bélica iraniana para Teerã.
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Editoria de Arte
Impressões sobre o conflito
As forças iranianas demonstraram capacidade de resiliência e recuperação em ocasiões anteriores. Em fevereiro, antes do início do atual conflito, uma análise publicada pelo New York Times com base em imagens de satélite demonstrou que as autoridades de Teerã priorizaram a reconstrução do programa de mísseis em detrimento do programa nuclear, após a onda de ataques israelenses e americanos em 2025. Especialistas alertaram na época que manter os estoques de projéteis era uma prioridade para o Irã, como forma de responder imediatamente a possíveis ataques.
Com o início da guerra, a previsão se comprovou. O Irã disparou ondas de mísseis e drones contra as bases americanas na região, contra Israel e contra alvos estratégicos em países vizinhos, arrastando os países do Golfo para o conflito. O alcance dos projéteis iranianos colocam na linha de tiro quase todos os possíveis alvos no Oriente Médio, sobrecarregando também sistemas de defesa antiaéreo.
A inconsistência entre declarações de agentes públicos americanos sobre os objetivos atingidos com a ofensiva militar e os relatos de fontes de inteligência não foi uma exclusividade deste caso. O jornal Washington Post revelou que 228 bases e equipamentos americanos foram atingidos em ataques do Irã ao longo da guerra, em uma extensão de danos superior ao que autoridades americanas deixaram transparecer.
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Estratégias de reação
Especialistas apontaram ao longo da semana que Teerã tem preparado estratégias para uma possível retomada dos confrontos, com um dos pilares sendo o disparo de “dezenas ou centenas de mísseis” a fim de dissuadir o lado inimigo. O maior impacto provavelmente seria sobre países do Golfo como Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Arábia Saudita e Catar, bombardeados na primeira fase da guerra.
Outras estratégias planejadas passariam pelo bloqueio do Estreito de Bab el-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, passagem marítima que estreita perto do Iêmen, onde os aliados iranianos, os Houthis, operam. Não está claro, porém, o quanto o grupo rebelde estaria disposto a contribuir neste momento.
Relatos de dentro do Irã mostram que o regime dos aiatolás tenta manter a mobilização em setores populares em torno da ideia de resistência patriótica. Em Teerã, treinamentos para capacitar civis ao uso de fuzis AK-47 foram noticiados nas últimas semanas, com a montagem de estandes de tiro e soldados da Guarda Revolucionária iraniana ensinando civis a utilizarem os equipamentos. (Com NYT e AFP)
George Santos, filho de brasileiros e ex-deputado republicano nos Estados Unidos, afirmou na última quarta-feira que considera solicitar acesso ao novo fundo bilionário do governo de Donald Trump, informou o Washington Post. Os recursos públicos servem para indenizar pessoas que se consideram perseguidas por administrações anteriores. Santos, condenado por fraude e roubo de identidade, deixou a cadeia no ano passado por ordem do presidente americano, o qual classificou como “maior presidente da história” do país.
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— Para mim não é uma questão financeira. Eu não fui prejudicado. Consigo manter minha renda — defendeu o ex-congressista ao jornal americano.
Santos havia sido condenado a sete anos de prisão por fraude eletrônica e roubo de identidade qualificado, uma pena que ele havia começado a cumprir em julho do ano passado. Nascido em Nova York, o político usou cartões de crédito de seus doadores sem autorização para comprar roupas de grife, quitar a entrada de automóvel e sacar dinheiro em caixas eletrônicos, segundo a Promotoria.
Além de apresentar problemas legais no Brasil, George Santos se tornou conhecido ao se apresentar como a “nova face” do Partido Republicano, surpreendendo em primárias no estado de Nova York, há décadas dominado pelos democratas, e chegando à Câmara dos Deputados.
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Contudo, a imagem de republicano perfeito começou a desmoronar: pouco depois de ser eleito, uma investigação revelou que toda sua trajetória política foi baseada em mentiras sobre sua educação, religião, experiência profissional, bens e salários. Ele chegou a falsificar sua história familiar, afirmando ser descendente de judeus sobreviventes do Holocausto que fugiram da barbárie nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
— Quero esclarecer as coisas. Acho que esse [acesso ao fundo] é um ótimo caminho para isso — disse Santos ao Washington Post.
A criação do fundo
Na segunda-feira, após o fim de uma ação de US$ 10 bilhões (equivalente a R$ 50 bilhões) movida por Trump contra a Receita americana, que também o blinda de investigações futuras, o Departamento de Justiça anunciou a criação do fundo de U$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 8,6 bilhões), para “proporcionar um processo sistemático para ouvir e reparar as queixas de outras pessoas que sofreram instrumentalização e abuso jurídico”.
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— A máquina governamental jamais deve ser usada como arma contra qualquer cidadão americano, e é intenção deste departamento corrigir os erros cometidos anteriormente, garantindo que isso nunca mais aconteça —disse o secretário interino de Justiça, Todd Blanche.
Na prática, qualquer um que tenha se sentido prejudicado pelo governo dos EUA por razões “políticas, pessoais ou ideológicas” pode pedir compensação. Desde os envolvidos na contagem de votos na eleição de 2020 que alegam terem sido ameaçados até os mais de 1,5 mil processados ou condenados pela invasão ao Capitólio. Na terça, o vice-presidente, JD Vance, não afastou a possibilidade dos agressores, já perdoados por Trump, receberem dinheiro e um pedido de desculpas.
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— Não descarto hipóteses categoricamente quando não sei nada sobre as circunstâncias individuais de uma pessoa — declarou Vance. — Temos pessoas acusadas de atacar agentes da lei. Isso não significa que vamos ignorar completamente as suas alegações.
Os desembolsos serão decididos por uma comissão de cinco membros, sendo que quatro indicados pelo Departamento de Justiça, e que podem ser demitidos a qualquer momento por Trump.
Um tribunal de Ancara anulou nesta quinta-feira a eleição da liderança do principal partido de oposição da Turquia, o CHP, em 2023, numa escalada acentuada contra a oposição fragilizada do país. Esta é a mais recente de uma série de medidas contra o Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla original), a legenda política mais antiga da Turquia, que obteve uma vitória expressiva sobre o AKP, partido governista do presidente Recep Tayyip Erdogan, nas eleições locais de 2024 e vem crescendo nas pesquisas de opinião.
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A decisão anulou o resultado da eleição da liderança, que elegeu o atual líder do partido, Özgur Özel, e nomeou o ex-presidente do partido, Kemal Kılığdaroğlu — que perdeu a eleição para Özel — como líder interino.
O CHP convocou imediatamente uma reunião de emergência da liderança em sua sede em Ancara, onde centenas de manifestantes enfurecidos começaram a se reunir do lado de fora, chegando a mais de 5.000 pessoas, segundo um correspondente da AFP.
“Traidor Kemal!” Eles gritaram, agitando bandeiras e entoando slogans de protesto contra a decisão judicial. A anulação também provocou uma forte reação na principal bolsa de valores da Turquia, cujas ações despencaram mais de seis por cento.
O caso diz respeito a alegações de compra de votos no congresso do CHP em novembro de 2023. Os promotores alegam que Özel venceu pressionando delegados com promessas de empregos e outras propinas. Aberto em fevereiro de 2025, o caso foi arquivado em outubro por falta de fundamento. Mas os promotores recorreram e o tribunal decidiu a seu favor.
“Não reconhecemos nem aceitamos esta decisão (judicial) ilegal”, escreveu o CHP no X, enquanto Özel prometia continuar a luta.
— Estamos vivendo um dia sombrio para a democracia turca — declarou Özel em uma coletiva de imprensa no final da noite em Ancara, afirmando que o partido havia recorrido da decisão ao Tribunal de Cassação e que também recorreria à autoridade eleitoral máxima da Turquia na sexta-feira.
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‘Tal como Putin’
O prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, principal rival político de Erdogan e candidato presidencial do CHP, foi preso no ano passado sob acusações amplamente consideradas políticas. Ele afirmou que não se trata apenas de uma manobra contra o CHP, mas sim de “um golpe contra a Turquia, contra a democracia”.
“Isto é grave. Transcende as divisões partidárias. É hora de a nação se unir para defender a Turquia”, escreveu ele no X.
O caso é amplamente visto como uma tentativa politicamente motivada de enfraquecer o partido de oposição, com analistas afirmando que se trata da continuação do processo iniciado com a prisão de Imamoglu.
— Sabíamos que era para isso que Erdogan estava caminhando, e este é um ataque sem precedentes ao que restava do espaço democrático — disse Gonul Tol, do Instituto do Oriente Médio, com sede em Washington, à AFP. — É basicamente uma reestruturação da oposição, tal como Putin moldou uma oposição leal. É para lá que estamos indo, é algo sem precedentes.
O analista político Berk Esen afirmou que tentar mudar a liderança da oposição por meio dos tribunais era “sem precedentes”, alertando que aceitar Kılığdaroğlu como líder seria, na prática, “um acordo com o regime”.
“É o mesmo que encobrir a ilegalidade em curso”, alegou Esen em publicação no X sobre uma figura amplamente vista como um peão do governo.
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Nova era sob Özel
No ano passado, Kılığdaroğlu disse que estaria disposto a assumir a liderança se o tribunal anulasse o resultado das primárias, provocando indignação dentro do CHP. No X, o político de 77 anos disse que a decisão “não deveria ser motivo de divisão, mas sim uma oportunidade para unir” e “deixar de lado as mágoas”.
Como líder do partido, ele foi uma figura apagada, acumulando uma série de derrotas eleitorais e mal conseguindo abalar a estrutura do AKP, partido de Erdogan. Kılığdaroğlu foi destituído do cargo no congresso do partido cinco meses após perder uma acirrada campanha presidencial contra Erdogan, mergulhando a legenda em crise.
A situação mudou após a eleição de Özel: em poucos meses, ele liderou o CHP a uma retumbante vitória nas eleições locais. Posteriormente, se tornou o rosto dos maiores protestos de rua na Turquia em uma década, desencadeados pela prisão de Imamoglu, que permanece detido e enfrenta uma série de processos judiciais que o acusam de tudo, desde corrupção e espionagem até ligações com o terrorismo.
O principal processo contra ele foi aberto em março, com os promotores buscando uma pena de 2.430 anos de prisão. Caso seja impedido de concorrer, analistas preveem que Özel, de 51 anos, surgirá como o provável candidato nas eleições à Presidência, previstas para 2028.
A Assembleia Geral da ONU aprovou na quarta-feira uma resolução que amplia a pressão sobre os países para que cumpram compromissos de redução de emissões e para o controle de danos ambientais. O texto tem como base uma decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) de 2025 que previa, em determinados casos, o pagamento de reparações por grandes poluidores. O texto passou no plenário, mas chamou a atenção uma curiosa aliança no campo dos votos contrários.
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A resolução foi apresentada por Vanuatu, um país no Oceano Pacífico que pode perder grande parte de seu território por causa do aumento do nível dos oceanos, e se baseia em uma opinião do Tribunal Penal Internacional, emitida em 2025, e que abre espaço para a judicialização de países que ignoram medidas de redução de danos ao clima.
Segundo a Corte, esses governos poderão ser condenados por seu desleixo ambiental e obrigados a pagar restituições financeiras ou em outros formatos. Na ocasião, os magistrados destacaram o impacto dos combustíveis fósseis, e afirmaram ser dever dos Estados controlar as emissões — a omissão, destacaram, “pode constituir um ato ilícito internacional atribuível a esse Estado”.
A decisão rejeitou os argumentos de que apenas os signatários do Acordo de Paris estariam sujeitos às obrigações, citando uma série de outros compromissos internacionais, e estabeleceu que os governos podem ser responsabilizados por ações de atores privados.
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Nos meses que se seguiram, nações produtoras de petróleo, especialmente os EUA, cujo abandono da pauta ambiental é política de governo para o presidente Donald Trump, tentaram afundar a campanha de Vanuatu. Em fevereiro, a agência Associated Press revelou que o Departamento de Estado agiu pesado para orquestrar a derrubada do texto: uma ordem emitida às embaixadas do país afirmava que a decisão da CIJ “poderia representar uma grande ameaça para a indústria americana”, e pedia que agissem junto às autoridades locais.
No ano passado, durante a COP30, em Belém, a proposta de transformar a opinião do CIJ em uma resolução na ONU não ganhou força, e alguns pesos pesados do setor de energia engrossaram a oposição à proposta — um representante da Arábia Saudita disse, em reunião a portas fechadas, que ela era uma “linha muito vermelha”.
Vanuatu, apoiado por uma coalizão de países, não se curvou, mas o texto final sofreu muitas alterações para que pudesse avançar. Mesmo assim, ele estipula a necessidade de ações para limitar o aquecimento do planeta em até 1,5ºC, em comparação com a era pré-Revolução Industrial, e para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis.
— A intervenção ativa do governo Trump no mercado para impedir a eliminação gradual dos combustíveis fósseis é muito frustrante; é algo que ultrapassa as expectativas de um governo —disse Ralph Regenvanu, ministro da Adaptação às Mudanças Cimáticas de Vanuatu, ao jornal britânico Guardian, em março. — Isso terá um enorme impacto negativo no mundo e nas futuras gerações.
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Na quarta, o texto foi a plenário, recebendo 141 votos a favor (incluindo o do Brasil), com 28 abstenções (incluindo a da Turquia, que sediará a COP31), e 8 contra. Ao contrário do Conselho de Segurança, nenhum país tem direito a veto na Assembleia Geral.
“Saúdo a adoção da resolução da Assembleia Geral sobre o parecer consultivo da CIJ sobre mudanças climáticas – uma poderosa afirmação do direito internacional, da justiça climática, da ciência e da responsabilidade dos Estados em proteger as pessoas da crescente crise climática”, escreveu, na rede social X, o secretário-geral da ONU, António Guterres. “Aqueles que menos contribuem para as mudanças climáticas estão pagando o preço mais alto. Essa injustiça precisa acabar.”
Simon Kofe, ministro das Relações Exteriores, da Justiça e das Comunicações de Tuvalu, faz alerta sobre mudanças climáticas
Divulgação/Governo de Tuvalu
Para Regeveanu, “o compromisso contínuo com o Estado de Direito é mais importante do que nunca”, e as mudanças climáticas “não são exceção”.
— A manutenção do esclarecimento das obrigações existentes feito pela Corte é essencial para a credibilidade do sistema internacional e para uma ação coletiva eficaz — afirmou nesta quinta-feira ao Guardian.
Apesar da resolução ser não vinculante, os argumentos ali presentes já são usados em decisões sobre questões climáticas, e sua aprovação é considerada histórica por ambientalistas e ativistas climáticos. Mas outro destaque da votação estava na curiosa aliança de oposição ao texto: EUA, Rússia, Irã, Israel, Bielorrússia, Iêmen, Libéria e Arábia Saudita, países que, em outras frentes, estariam em lados diferentes das mesas de negociações e, especialmente, das trincheiras.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira o envio de 5 mil soldados americanos para a Polônia, no momento em que seu governo revisa sua pegada militar no continente. Nas últimas semanas, o Pentágono surpreendeu com a suspensão da ida de 4 mil soldados ao país do Leste Europeu, prevista há meses, e ao ordenar o retorno de 5 mil militares baseados na Alemanha.
“Com base na bem-sucedida eleição do atual presidente da Polônia, Karol Nawrocki, a quem tive a honra de apoiar, e em nosso relacionamento com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5.000 soldados para a Polônia”, escreveu Trump em sua rede social, o Truth Social.
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Nawrocki, eleito no ano passado, se apresenta como uma das lideranças mais próximas a Trump na Europa, e tenta ocupar o lugar deixado por Viktor Orbán, o premier húngaro derrotado nas eleições do mês passado, após 16 anos no poder. Os dois estiveram juntos na Casa Branca em duas ocasiões em 2025, e na última delas, em setembro, o polonês ouviu a promessa de maior apoio à defesa do país.
Trump não deu detalhes sobre a movimentação, tampouco se estava relacionada a uma questionada decisão do Pentágono, tornada pública na semana passada, sobre o cancelamento do envio de 4 mil militares à Polônia. Na ocasião, um representante militar disse que a ação seguia “um processo abrangente e multifacetado que incorpora as perspectivas de líderes importantes das Forças Armadas dos EUA na Europa e de toda a cadeia de comando”.
A medida surpreendeu a muitos no Departamento de Defesa, e deixou lideranças europeias, especialmente as polonesas, em estado de alerta máximo.
— Em nenhum momento fomos informados de que a presença das Forças Armadas dos EUA na Polônia seria reduzida — disse, na segunda-feira, o ministro da Defesa polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, citado pelo portal Politico. — Entendo que o processo de reorganização esteja em andamento, mas isso não pode ocorrer às custas de um aliado tão fiel como a Polônia. Somos um aliado comprovado e confiável, e é por isso que esperamos parceria, amizade e uma boa troca de informações.
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Na terça-feira, o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que o envio de tropas para a Polônia não foi cancelado, mas sim adiado. Um dia depois, o Pentágono confirmou a redução “temporária” do número de equipes de brigada de combate na Europa, de quatro para três. Cada uma dessas unidades é composta por até 4,7 mil militares. Estima–se que o contingente dos EUA na Polônia seja de 10 mil homens e mulheres.
“O Departamento determinará a destinação final dessas e de outras forças americanas na Europa com base em análises adicionais das necessidades estratégicas e operacionais dos EUA, bem como da capacidade de nossos aliados de contribuir com tropas para a defesa da Europa”, afirmou o comunicado do Pentágono, emitido na quinta-feira.
O impasse sobre as tropas é apenas um capítulo da batalha travada por Donald Trump dentro da Otan, a principal aliança militar do Ocidente, liderada (cada vez mais relutantemente) pelos EUA. O presidente americano já conseguiu obter de quase todos os membros da organização o compromisso para elevar os gastos com Defesa para 5% do PIB, e quer que os europeus tenham um papel mais ativo na segurança do continente. Em vários momentos, ele ameaçou deixar a aliança.
As relações azedaram ainda mais depois do início da guerra contra o Irã, no final de fevereiro. Nenhum país da organização se dispôs a lutar no Oriente Médio, e muitos não escondem o descontentamento com uma operação militar que provocou impactos econômicos ao redor do planeta, e que não parece próxima de um desfecho positivo.
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No fim de abril, o chanceler alemão, Friedrich Merz, que inicialmente apoiou a ofensiva militar e expressou seu desejo de uma mudança de regime no Irã, afirmou em discurso que os americanos estavam sendo “humilhados pela liderança iraniana, especialmente por essa tal Guarda Revolucionária”, citando as fracassadas rodadas de conversas em Islamabad.
A resposta da Casa Branca veio dias depois, com o anúncio da retirada de 5 mil militares americanos da Alemanha, país que abriga o maior contingente dos EUA na Europa, 38 mil. Ao confirmar a movimentação, Trump sugeriu que poderia considerar movimentações semelhantes na Itália e na Espanha, dois países que também não quiseram participar da “Operação Fúria Épica”.

O governo federal está com formulário aberto para que municípios de todo o país manifestem interesse em executar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2026, na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).

O anúncio foi feito pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), durante a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como Marcha dos Prefeitos, realizada nesta semana.

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O novo edital vai selecionar os municípios por meio de termo de adesão firmado com o governo federal. Para participar, o município já deve ter aderido ao PAA e ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A manifestação de interesse funciona como uma etapa preliminar para planejar os recursos no orçamento de 2026, segundo o MDS.

Nas aquisições feitas pela modalidade Compra com Doação Simultânea, os alimentos adquiridos da agricultura familiar serão destinados ao abastecimento de restaurantes populares e cozinhas solidárias, bem como outros equipamentos da rede socioassistencial e de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional. 

A iniciativa integra as ações do MDS de promoção da segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar, ampliando o acesso à alimentação adequada e saudável para populações em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Critérios

De acordo com o edital, os municípios serão classificados com base em critérios técnicos relacionados à vulnerabilidade social e à capacidade de execução da política pública. 

Também serão considerados municípios prioritários da Estratégia Alimenta Cidades e do Protocolo Brasil Sem Fome, além de localidades em situação de vulnerabilidade climática e risco de seca na agricultura familiar.

Os gestores municipais interessados devem preencher o formulário eletrônico em até 15 dias corridos após a publicação do edital. Entre as informações exigidas estão dados do gestor responsável, expectativa do número de agricultores familiares fornecedores e unidades recebedoras, além da previsão do volume de alimentos (em quilos) a ser adquirido.

Segundo o governo, a metodologia de seleção permite identificar localidades mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, prioriza municípios com capacidade institucional para executar o programa, garantindo maior efetividade na aplicação dos recursos públicos.

O envio da proposta não garante o direito automático aos recursos, sendo uma expectativa de direito condicionada à disponibilidade orçamentária e à aprovação técnica do MDS.

O PAA é considerado uma das principais políticas públicas de segurança alimentar do país. Ele busca promover os circuitos locais de abastecimento pela agricultura familiar, o desenvolvimento rural com a geração de renda e emprego, contribuindo para a redução do êxodo rural e para a geração de capital no setor agropecuário.

O Itamaraty convocou a chefe da embaixada de Israel no Brasil, Rasha Athamni, para pedir esclarecimentos sobre um vídeo que mostra ativistas com as mãos amarradas e as testas apoiadas no chão. As imagens, divulgadas pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de ultradireita, retratam o tratamento dado a estrangeiros, entre eles quatro brasileiros, que participavam de uma flotilha rumo à Faixa de Gaza e geraram forte repercussão internacional.
A convocação ocorreu na tarde desta quinta-feira, por volta das 16h. A embaixadora foi recebida pelo Diretor do Departamento de Oriente Médio, embaixador Clélio Crippa, no Itamaraty, em Brasília.
O Itamaraty já havia reagido na quarta-feira às imagens divulgadas pelo ministro e classificou como degradante o tratamento dado aos ativistas que participavam da flotilha com destino à Faixa de Gaza.
“O governo brasileiro deplora o tratamento degradante e humilhante dispensado por autoridades israelenses, em particular pelo Ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben Gvir, aos participantes da Flotilha Global Sumud”, diz a nota.
Rasha Athamni comanda a embaixada de Israel em Brasília desde outubro de 2025, na condição de encarregada de negócios. O posto de embaixador permanece vago desde o encerramento da missão de Daniel Zonshine.
O governo israelense chegou a indicar o diplomata Gali Dagan para assumir a representação em Brasília, mas o nome não recebeu o aval do Palácio do Planalto, em meio ao agravamento da crise diplomática entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premiê israelense Benjamin Netanyahu. Desde o início de 2024, o Brasil também está sem embaixador em Tel Aviv.
Uma comissão responsável pela preservação do patrimônio artístico e arquitetônico de Washington aprovou o projeto para a construção de um arco de 76 metros de altura, defendido pelo presidente dos EUA, Donald Trump como parte da celebração dos 250 anos da independência. O monumento, assim como a construção de um salão de baile na Casa Branca, integram os planos trumpistas para remodelar a capital, e enfrentam a rejeição da maior parte do país, além de uma lbatalha judicial.
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Em reunião nesta quinta-feira, o vice-presidente da Comissão de Belas Artes, James McCrery, mencionou que a obra contribuiria com a renovação do Memorial Circle, uma área próxima ao local proposto para o arco. Já o chefe da agência, Rodney Mims Cook Jr. disse que a capital não é uma “cidade estática”, chamando Trump de um “presidente construtor” que busca “abrir novas oportunidades para os americanos”. O processo de análise foi aberto à sociedade, e praticamente todos os mil comentários recebidos foram contrários à iniciativa.
A comissão é composta por sete membros, todos indicados pelo presidente, mas não tem poderes para autorizar o início das construções, uma tarefa a cargo do Comitê de Planejamento da Capital Nacional, que anunciará uma decisão no mês que vem. No momento, apenas estudos técnicos estão sendo realizados na área proposta. Não há um prazo para as primeiras intervenções.
O projeto do Arco do Triunfo dos Estados Unidos, ou Arco de Trump, prevê uma estrutura de 76 metros da base até a ponta de uma tocha erguida por uma estátua dourada da Senhora Liberdade (a mesma da Estátua da Liberdade em Nova York), acompanhada por duas águias douradas. Na escala imperial, usada nos EUA, o arco tem 250 metros de altura, em referência aos 250 anos de independência.
As frases “Uma Nação Sob Deus” e “Liberdade e Justiça para Todos” (igualmente — surpresa — em dourado) adornam o arco, que será revestido de granito, ao invés do mármore pedido pelo presidente, e que terá um ponto de observação em seu topo. Segundo a Casa Branca, o custo total da obra “está sendo calculado”, e deverá ser coberto por “alguma combinação de fundos públicos e privados”.
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Caso seja concluído nos moldes do projeto atual, seria o maior arco do triunfo do mundo, mais alto do que o Monumento à Revolução, na Cidade do México (67 metros), ou do que os arcos de Pyongyang (60 metros) e de Paris (49,5 metros). A obra superaria, em altura, alguns dos monumentos mais conhecidos da capital americana, como o Memorial de Lincoln, com 30 metros, e teria quase metade do Monumento a Washington, o obelisco de 169 metros próximo ao Congresso e à Casa Branca.
Em abril, a Comissão de Belas Artes recomendou a Trump que removesse as estátuas do monumento, o que o reduziria em quase 25 metros, mas o presidente ignorou a sugestão.
— Isso o diferencia de monumentos como os memoriais de Jefferson e Lincoln — disse Nicolas Leo Charbonneau, arquiteto responsável pelo projeto, à Associated Press.
Após visita a Pequim: Trump diz que conversará com líder de Taiwan, ação que pode pôr em risco relação entre EUA e China
Trump, magnata que fez fortuna com o mercado imobiliário, está entusiasmado com o arco, que vê como uma de marcas perpétuas de sua Presidência. Mas pesquisas mostram que nem todos seus compatriotas compartilham o sentimento: No fim do mês passado, uma pesquisa da rede ABC News mostrou que 52% dos entrevistados são contra o monumento, e apenas 21% o aprovam.
Organizações não governamentais apontam que o Arco de Trump, que deve ser erguido às margens do rio Potomac, vai atrapalhar o conjunto arquitetônico na área, que inclui o Memorial de Lincoln e, do outro lado do rio, o Cemitério Nacional de Arlington, o mais tradicional cemitério militar do país.
— O arco, conforme proposto, dominaria o cemitério nacional e seria incompatível com seu caráter solene e sagrado — disse Elizabeth Merritt, vice-conselheira geral do Fundo Nacional de Preservação Histórica, durante a sessão que aprovou o projeto.
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Ao portal Axios, um porta-voz da Casa Branca disse que Trump está “focado em salvar nosso país, não em obter reconhecimento”.
— Qualquer pessoa que veja algum problema no fato de o presidente Trump celebrar a grandeza do nosso país e embelezar a capital da nossa nação durante a nossa histórica celebração do 250º aniversário claramente sofre de uma doença grave e incurável conhecida como Síndrome de Transtorno de Trump — acrescentou.
Parte da Ala Leste da Casa Branca foi demolida para construção de um salão de baile
Doug Mills/The New York Times
O arco não é a única obra da discórdia do republicano. Trump quer construir um salão de baile cujo custo é estimado em US$ 400 milhões, cujo projeto incluiu a derrubada de parte da estrutura histórica da Casa Branca. Ele está no centro de batalhas jurídicas nos tribunais e políticas no Congresso, intensificada no mês passado, quando o presidente teve que ser retirado às pressas de um jantar em um hotel, depois que um homem fez disparos em um dos bloqueios do lado de fora do salão.
Obras no espelho d’água do Memorial de Lincoln, em Washington
Andrew Harnik/Getty Images/AFP
Outro foco de tensão é a reforma no espelho d’água do Memorial de Lincoln. A obra, estimada inicialmente em US$ 1,8 milhão, sofreu um reajuste e deve custar US$ 13,1 milhão. A empresa responsável foi contratada sem licitação, e na semana passada uma ONG entrou com ação na Justiça para pausar os trabalhos, alegando que o governo não cumpriu os critérios para alterações em monumentos, afirmando que “a cada dia que a obra continua, o caráter histórico do Espelho D’Água está sendo alterado de forma ainda mais e fundamental”.
Uma mulher de 39 anos foi atropelada pelo próprio carro enquanto tentava fazer um ajuste na bateria do veículo. Ela estava em uma via em Comodoro Rivadavia, na província de Chubut, Argentina. O automóvel avançou sozinho sobre a motorista após ela esquecer de acionar o freio de mão. O caso aconteceu na última terça-feira (19) e foi registrado por câmeras de segurança da região.
A motorista, identificada como Yésica, havia parado o carro em uma avenida da cidade para tentar resolver uma falha mecânica, segundo informações divulgadas pela imprensa local. O motor permaneceu ligado quando ela saiu do veículo, um Renault Clio. Com o capô aberto, a mulher tentava reconectar um cabo solto da bateria quando o carro começou a se mover inesperadamente.
Uma câmera de segurança da região registrou o momento do acidente. Na pista do lado direito da avenida, o veículo avança sozinho e a mulher não consegue desviar. Ela é atingida e cai deitada no chão, momento em que o carro segue avançando e passa por cima dela. Tanto a roda dianteira como a traseira do lado esquerdo passam por cima da mulher. O carro continua avançando até sair do enquadramento da câmera de segurança.
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As imagens foram compartilhadas nas redes sociais. Em comentários, motoristas destacaram a importância de sempre se certificar de cuidados básicos antes de deixar o veículo estacionado e durante reparos mecânicos sem ser por profissionais.
A avenida estava movimentada no momento do acidente, e motoristas que testemunharam imediatamente alertaram as autoridades. Minutos depois do atropelamento, a polícia chegou e encontrou a mulher caída no asfalto com um ferimento sangrando.
Segundo o depoimento de uma testemunha a veículos locais, o carro foi deixado engatado e sem o freio de mão acionado.
A vítima sofreu ferimentos e precisou ser encaminhada ao Hospital Regional da cidade. Apesar do susto e da gravidade da cena, os médicos informaram que ela está fora de perigo e não sofreu fraturas, informaram veículos locais.
Com informações de El Tiempo e La Nacion;
O Irã está discutindo com Omã a implementação de um sistema permanente de pedágio no Estreito de Ormuz, em um movimento que pode formalizar seu controle sobre o tráfego marítimo em uma das principais rotas do comércio global de petróleo, segundo a agência de notícias Bloomberg. A medida tende a intensificar as tensões com os Estados Unidos em meio à guerra na região e pode inviabilizar um acordo diplomático.
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— O Irã e Omã devem mobilizar todos os seus recursos tanto para fornecer serviços de segurança quanto para gerenciar a navegação da forma mais adequada — disse o embaixador iraniano na França, Mohammad Amin-Nejad, em entrevista à Bloomberg em Paris, na quarta-feira.
A proposta implicaria custos, segundo o diplomata.
— É evidente que aqueles que desejam se beneficiar desse tráfego também devem pagar sua parte — afirmou, acrescentando que o sistema será transparente. — E, se hoje há algum desejo de que a situação melhore, é preciso encontrar uma solução para atacar a raiz do problema.
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O governo de Omã não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
— Sempre dissemos que um sistema de pedágio no estreito seria inaceitável — afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a jornalistas na quinta-feira. — Ninguém no mundo é a favor de um sistema de pedágio. Isso não pode acontecer. Tornaria um acordo diplomático inviável. É uma ameaça global que eles tentem fazer isso, e é completamente ilegal.
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O fechamento sem precedentes do estreito é a principal consequência da guerra entre EUA e Israel contra a República Islâmica. O tráfego marítimo diminuiu desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, com o Irã permitindo a passagem de poucas embarcações e os EUA bloqueando portos iranianos. O cenário fez os preços de energia dispararem e provocou uma venda generalizada de títulos públicos no mundo, em meio ao aumento das pressões inflacionárias.
Localizado entre o Irã ao norte e Omã ao sul, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e normalmente responde por cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, além de outras commodities, como alumínio e fertilizantes.
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O Irã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos iranianos. Amin-Nejad insistiu que o tráfego não foi completamente interrompido e afirmou, sem apresentar provas, que 26 petroleiros e outras embarcações transitaram entre terça e quarta-feira com a ajuda da Guarda Revolucionária Islâmica.
O número seria incomumente alto para as últimas semanas, mas ainda muito abaixo dos níveis pré-guerra, de cerca de 135 navios por dia.
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Segundo o embaixador, a queda se deve ao alto custo dos seguros. Empresas de navegação, no entanto, afirmam que o principal problema é o risco de ataques com mísseis e drones, além da possibilidade de atingir minas marítimas. A maioria diz que não enviará embarcações pelo estreito até o fim da guerra.
Irã e EUA concordaram com um cessar-fogo frágil em 8 de abril e trocam mensagens por meio do Paquistão sobre um possível acordo de paz. As partes ainda parecem distantes e afirmaram recentemente estar prontas para retomar as hostilidades.
O Estreito de Ormuz é um ponto central de disputa. Países europeus e árabes do Golfo, como a Arábia Saudita, afirmam que o Irã não pode controlar um gargalo estratégico historicamente tratado como águas internacionais.
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Agora, Teerã ampliou sua área reivindicada de jurisdição e estabeleceu novas regras para embarcações que desejam atravessar a via, que tem cerca de 39 quilômetros em seu ponto mais estreito. Isso inclui lidar com um novo órgão, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico. Em alguns casos, embarcações recebem pedidos de pagamento de até US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) por passagem segura.
O Irã afirma que países como China e Coreia do Sul coordenaram com a Marinha da Guarda Revolucionária para permitir a passagem de seus navios. Nenhum dos dois confirmou a informação, e Teerã não informou se houve cobrança.
O país sinalizou que pretende manter o controle sobre Ormuz mesmo após a guerra, como forma de dissuadir futuros ataques dos EUA e de Israel. A medida também pode servir para gerar receita para a economia, afetada pelo conflito.
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A tentativa de transformar o controle sobre a rota marítima em “fonte de renda” não se limita ao Estreito de Ormuz. Nas últimas semanas, autoridades e veículos ligados à Guarda Revolucionária passaram a defender a cobrança pelo uso de cabos submarinos que cruzam o Golfo Pérsico, infraestrutura responsável por cerca de 95% do tráfego global de internet e essencial para comunicações e transações financeiras no mundo.
A proposta inclui a cobrança pelo uso do leito marinho iraniano, exigências regulatórias sobre empresas estrangeiras e a centralização das operações de manutenção em companhias locais. A estratégia segue a mesma lógica do pedágio naval: transformar o controle territorial e a instabilidade da região em instrumentos de pressão econômica.
O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a sugerir que o próprio país poderia cobrar tarifas, antes de afirmar que “é melhor [o Irã] não estar pensando” em pedágios. Em determinado momento, ele chegou a mencionar a possibilidade de uma parceria entre EUA e Irã para administrar o estreito.
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O chefe da principal companhia petrolífera dos Emirados Árabes Unidos, Sultan Al Jaber, destacou a preocupação dos vizinhos árabes do Irã ao afirmar que um “precedente perigoso” está sendo criado.
— Uma vez que se aceite que um único país pode manter a via navegável mais importante do mundo refém, a liberdade de navegação como a conhecemos acaba — disse.
Amin-Nejad minimizou as tensões com Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Segundo a Bloomberg, esses países realizaram ataques discretos contra o Irã antes do cessar-fogo, em resposta ao disparo de milhares de drones e mísseis iranianos contra seus territórios e outros países, como Catar e Bahrein.
— Os momentos mais difíceis para nós foram aqueles em que não tivemos escolha a não ser atacar bases militares localizadas no território desses países, de onde o território iraniano estava sendo atacado — disse o embaixador, acrescentando que os “mal-entendidos acumulados” podem ser resolvidos após o fim da guerra.
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Muitos dos projéteis iranianos atingiram áreas civis e locais não militares, como portos e refinarias de petróleo.
O embaixador afirmou ainda que os EUA subestimaram a capacidade de resistência do Irã.
— A análise deles se baseava na crença de que, ao pressionar o povo iraniano, por meio de sanções e de uma espécie de embargo total, conseguiriam resolver completamente a questão em três ou quatro dias. Eles imaginaram que o Irã era uma segunda Venezuela — disse, em referência à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro.
*Colaborou Filipe Barini

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