Segunda apreensão: EUA apreendem novo petroleiro perto da costa da Venezuela, dias depois de Trump declarar bloqueio naval ao país; vídeo
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O petroleiro Bella 1, que navega sob bandeira panamenha e está sob sanções dos EUA, segue em direção à Venezuela para carregar petróleo, segundo uma fonte ouvida pela Bloomberg que falou sob condição de anonimato. De acordo com essa fonte, o Bella 1 navega sob bandeira falsa, e tem uma ordem judicial pendente. Mais cedo, a agência afirmou que a embarcação já havia sido abordada, o que não se confirmou posteriormente.
Na véspera, o navio Centuries foi abordado em águas internacionais pela Guarda Costeira dos EUA, com o apoio de militares do país — segundo a agência Associated Press, não houve resistência por parte da tripulação. A embarcação, porém, não está na lista de sanções do Departamento do Tesouro e transportava petróleo venezuelano em direção à Ásia. Caracas chamou a apreensão de “terrorismo internacional” e recebeu apoio do Irã, outro país na mira dos Estados Unidos.
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Em paralelo à pressão militar contra o regime de Maduro, na forma de uma mobilização de 15 mil soldados, navios de guerra e aeronaves de combate, o governo Trump busca asfixiar a principal fonte de receita de Caracas. Caso a Venezuela seja impedida de exportar petróleo, os tanques de armazenamento podem atingir rapidamente a capacidade máxima, forçando a estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) a reduzir ou até interromper a produção em diversos poços.
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No último dia 10, militares americanos apreenderam o Skipper, presente na lista de sanções do Departamento do Tesouro por transportar, no passado, petróleo do Irã, outro alvo do embargo energético americano.
Dias depois, Trump decretou um bloqueio naval à Venezuela, prometendo interceptar e levar para portos americanos qualquer embarcação sob sanções que se aproximasse do país — desde a adoção da ordem, o Centuries foi o primeiro petroleiro interceptado, mesmo sem aparecer na lista de restrições de Washington. O bloqueio foi chamado de “irracional” por Caracas.
Após o anúncio do bloqueio, o governo da Venezuela ordenou que sua Marinha escolte navios que transportam derivados de petróleo, aumentando o risco de um confronto com os EUA, segundo fontes do New York Times. Entre a noite da última terça e a manhã de quarta-feira, por exemplo, diversos navios partiram da costa leste da Venezuela com escolta naval.
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No começo da semana, Trump disse que os venezuelanos “tomaram todo o nosso petróleo”, e que os EUA “agora querem tudo de volta”. Ele parecia se referir ao processo de nacionalização dos campos do país, iniciado nos anos 1970 e consolidado por Hugo Chávez, antecessor de Maduro. Até então, as empresas americanas eram as principais operadoras do setor de energia local, e hoje resta apenas uma delas, a Chevron, que opera sob licença especial de Washington.
Trump também afirmou que a Venezuela está “completamente cercada pela maior frota já reunida na história da América do Sul” e que o contingente militar americano no Caribe “só vai aumentar” até que a Venezuela devolva “aos Estados Unidos da América todo o petróleo, terras e outros ativos que nos roubaram anteriormente”.
Primeiro petroleiro apreendido
O petroleiro Skipper, apreendido no último dia 10, fazia parte da frota clandestina há anos e já era bem conhecido pelas autoridades americanas por seu papel no comércio de petróleo iraniano. Além disso, segundo uma análise do New York Times baseada em imagens de satélite e fotografias, o navio falsificou sua localização nos últimos meses, divulgando dados falsos antes da apreensão.
Entre o final de outubro e o último dia 4, o radar da embarcação indicava que ela estava ancorada no Oceano Atlântico, perto da Guiana e do Suriname. No entanto, o New York Times descobriu que o navio estava, na verdade, a centenas de quilômetros de distância, próximo à Venezuela. Esta seria a primeira viagem do navio para o país sul-americano desde 2023.
Dados fornecidos pela TankerTrackers.com sugerem que o navio transportou petróleo frequentemente de países sob sanções dos EUA. O rastreamento da embarcação mostra múltiplas viagens ao Irã e à Venezuela nos últimos dois anos. A embarcação, segundo Samir Madani, cofundador do TankerTrackers.com, entregou petróleo iraniano à Síria em 2024, quando o país estava sob o controle de Bashar al-Assad, ajudando seu governo a prolongar a guerra civil.
(Com Bloomberg e The New York Times)








