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Em comunicado, a chancelaria afirmou que “um agente do ICE tentou ingressar nas instalações do Consulado”, mas funcionários “impediram a entrada do oficial” para proteger “os equatorianos que se encontravam na sede consular naquele momento”. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um homem com o rosto coberto tentando entrar no edifício, enquanto um funcionário o adverte de que não está autorizado.
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Testemunhas que trabalhavam em lojas próximas ao consulado disseram ter visto agentes de imigração perseguindo pessoas, que entraram no prédio do consulado.
— Eu vi os policiais perseguindo duas pessoas. Elas, então, entraram no consulado e os policiais tentaram ir atrás delas — contou uma mulher, que pediu para não ser identificada, à agência Reuters. — Mas, pelo o que pude ver, não conseguiram entrar no consulado.
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De acordo com o jornal americano Washington Post, o presidente do Conselho Municipal de Minneapolis, Elliott Payne, conversou com o embaixador do Equador, que afirmou acreditar que agentes do ICE tentaram entrar no prédio por engano. Payne disse que os agentes também entraram em uma cafeteria perto do consulado, um local popular entre os manifestantes, e os ameaçaram, dizendo: “Voltaremos e prenderemos todos vocês”.
Segundo o direito internacional, as autoridades policiais são proibidas de entrar em consulados ou embaixadas estrangeiras sem a permissão do cônsul ou embaixador, exceto em certas emergências que representem risco de vida, como incêndios.
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A morte de dois cidadão americanos em Minneapolis por disparos de agentes federais escalaram a crise na cidade nas últimas semanas. A ampla repercussão negativa pressionou a Casa Branca. Após a morte de Alex Pretti, Trump enviou seu principal responsável pela fiscalização da fronteira, Tom Homan, a Minneapolis na última segunda-feira e adotou um tom mais conciliatório do que o inicial, numa tentativa de amenizar a indignação nacional.
Na semana passada, a imagem de um menino equatoriano de 5 anos escoltado por um agente do ICE que o segurava pela mochila circulou por todo o mundo e atiçou os protestos. Segundo a chancelaria, o menor e seu pai estão em um Centro de Processamento de Imigração no Texas, à espera de uma audiência judicial para resolver um pedido de asilo que tinham em curso.
Liam Conejo Ramos, de 5 anos, foi detido por um agente do ICE em Minneapolis, Minnesota
Divulgação / Escolas Públicas de Columbia Heights / AFP
A crescente violência vinculada a gangues de narcotraficantes, o desemprego e o alto custo da vida são algumas das razões que levam os equatorianos a emigrar. Em 2025, mais de 9.500 equatorianos foram deportados dos Estados Unidos. O pico mais alto de deportações dos últimos cinco anos ocorreu em 2023, quando cerca de 18.400 imigrantes foram devolvidos ao Equador, segundo dados da chancelaria.
(Com AFP)








