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A sentença foi anunciada pelo Tribunal da Coroa de Belfast. Ao determinar a pena, o juiz Richard Kinney classificou o assassinato como um ato “a sangue-frio e calculado”, afirmando que McCullagh planejou o crime em detalhes. Natalie foi morta em sua casa, na cidade de Lurgan, em dezembro de 2022, após sofrer múltiplos ferimentos provocados por facadas, estrangulamento e agressões físicas.
Segundo a investigação, enquanto a agressão acontecia, o canal de McCullagh no YouTube transmitia um vídeo aparentemente ao vivo dele jogando videogame. O conteúdo, porém, havia sido gravado dias antes. A estratégia permitiu que ele deixasse sua casa em Lisburn, viajasse até a residência da vítima e retornasse sem levantar suspeitas imediatas.
O plano funcionou inicialmente. Após a descoberta do corpo, McCullagh chegou a ser considerado fora da cena do crime por causa da suposta transmissão ao vivo. Ele também tentou direcionar as suspeitas para um ex-namorado de Natalie. Posteriormente, especialistas em crimes cibernéticos identificaram que o vídeo não era uma transmissão em tempo real, desmontando o álibi e levando à sua nova prisão.
As investigações revelaram ainda comportamentos considerados perturbadores pelas autoridades. Após o assassinato, McCullagh participou do velório da vítima, produziu um vídeo em homenagem a ela e chegou a se aproximar da família durante o período de luto. O juiz destacou que o réu demonstrou conhecimento forense, utilizou disfarces e tomou diversas medidas para dificultar sua identificação.
Em março deste ano, um júri considerou McCullagh culpado pelo homicídio após poucas horas de deliberação. A Justiça entendeu que o crime foi premeditado e que ele tinha plena consciência de que Natalie estava grávida no momento do assassinato.







