Análise: Como a estratégia de Israel no Líbano foi frustrada pelo Hezbollah e por Trump
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— Eu gostaria de conhecê-lo, e provavelmente nos encontraremos em algum momento, dependendo de como tudo se desenrolar — afirmou Trump ao podcast “Pod Force One”, acrescentando que Teerã teria concordado com termos sobre o não desenvolvimento de ogivas atômicas e avaliando as negociações como positivas.
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Não houve comentários imediatos das autoridades iranianas e não há indícios de que Mojtaba, que ficou ferido no mesmo ataque que vitimou o pai e não é visto em público desde então, esteja disposto a se encontrar com Trump. O presidente americano também comentou ao programa que não sabia a extensão dos ferimentos sofridos pelo líder supremo iraniano.
— Se você acredita nas histórias, ele está com muitas partes do corpo faltando— disse Trump.
O aceno ao encontro pessoal e às negociações vieram a público em um momento em que os dois países trocam acusações de violações do frágil cessar-fogo com ataques cruzados no Golfo. As Forças Armadas do Kuwait afirmaram que drones do Irã mataram ao menos uma pessoa no principal aeroporto internacional do país e deixaram 63 feridos. O Comando Central dos EUA (Centcom) notificou que projéteis iranianos foram disparados contra outros alvos.
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“Dois mísseis iranianos lançados em direção ao Kuwait caíram antes de atingir o território [do Kuwait] ou se desintegraram em voo, e três mísseis lançados em direção ao Bahrein foram imediatamente interceptados”, afirmou o Centcom em nota.
A Guarda Revolucionária do Irã reconheceu um ataque a um navio ligado a Israel e aos EUA, assim como bombardeios contra um país não especificado na região e contra a Quinta Frota dos EUA estacionada no Bahrein. No entanto, de acordo com as forças iranianas, as ações foram uma resposta ao lançamento de um míssil americano contra um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz e ao ataque à ilha de Qeshm — esta última, que o Exército americano disse ter bombardeado em um “ataque defensivo”.
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Impasse diplomático e Líbano
A escalada de tensões ocorre em meio a um impasse diplomático, após a mídia iraniana afirmar na segunda-feira que Teerã suspendeu as negociações indiretas com Washington em razão da ofensiva israelense no Líbano — frente de guerra que o governo iraniano pretende atrelar a interrupção das hostilidades em Ormuz. Em resposta aos rumores, Trump negou na terça-feira que os contatos com Teerã tivessem sido suspensos e afirmou que eles continuavam “sem interrupção”.
O Líbano foi arrastado para a guerra quando o Hezbollah abriu uma frente contra Israel em 2 de março, em represália à morte do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Desde então, mais de 3.465 pessoas morreram no país em consequência da ofensiva israelense. Um cessar-fogo foi anunciado em 17 de abril, mas foi violado por ambos os lados.
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Em meio a dois dias de negociações entre israelenses e libaneses em Washington, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou na terça-feira que os dois países poderiam concluir um acordo de paz “amanhã”, não fosse o Hezbollah.
No entanto, a condução da frente libanesa também evidenciou as crescentes divergências entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a respeito dessa guerra. Segundo o portal Axios, Trump proferiu uma série de insultos a Netanyahu durante um telefonema, temendo que as ameaças deste último de bombardear Beirute comprometessem as negociações com o Irã.
No podcast do New York Post, Trump enfatizou que o relacionamento com Netanyahu é positivo, mas admitiu, em alguns momentos, estar “perturbado” com os “constantes conflitos” de Israel no Líbano, e confirmou que usou palavrões repetidamente para expressar sua frustração em uma recente conversa telefônica com o premier israelense. (Com NYT e AFP)








