“Estarei na plateia”, provocou Santos em um vídeo publicano no X.
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No entanto, Santos não compareceu ao discurso e, por volta da época do evento, a Kalshi detectou que ele havia apostado contra sua própria presença, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto, que falou sob condição de anonimato com o New York Times. A investigação sobre as negociações de Santos no mercado de previsão foi noticiada anteriormente pela National Public Radio (NPR).
A empresa encaminhou o caso ao Departamento de Justiça e à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), órgão regulador financeiro que supervisiona os mercados de previsão, disse a pessoa.
A CFTC agora está investigando Santos, de acordo com outra pessoa, que também falou sob condição de anonimato. Não ficou imediatamente claro se o Departamento de Justiça abriu uma investigação. Santos não respondeu imediatamente a um pedido de comentário do NYT.
A investigação surge num momento em que a administração Trump está sob pressão para demonstrar que consegue fiscalizar o uso de informações privilegiadas e outros abusos nos mercados de previsão, que são lucrativos e estão em rápido crescimento. A Kalshi é uma das várias empresas de mercado de previsão com ligações ao império empresarial do presidente. No início do ano passado, a empresa nomeou Donald Trump Jr., o filho mais velho do presidente, como “consultor estratégico”.
Uma investigação do New York Times publicada no mês passado revelou que, sob a administração Trump, a CFTC, uma reguladora financeira pouco conhecida, mas crucial, decidiu repetidamente a favor dos mercados de previsão. Dois altos funcionários de carreira da agência, que questionaram a condução de casos envolvendo mercados de previsão, foram afastados para investigação, proibidos de entrar no escritório e colocados sob investigação no final do ano passado, segundo o Times. Em entrevista ao NYT, Michael S. Selig, presidente da CFTC, prometeu que os reguladores responsabilizariam os infratores.
Ex-membro republicano do Congresso de Nova York, Santos, de 37 anos, foi acusado de fraude em 2023, depois que o New York Times e outros veículos de imprensa noticiaram que ele havia mentido extensivamente sobre sua biografia. Os promotores o acusaram de mentir em formulários oficiais e roubar doadores, entre outros esquemas. Ele foi expulso da Câmara dos Deputados e, por fim, condenado a sete anos de prisão. Santos foi libertado da prisão no outono, após Trump comutar sua pena.
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Esta é a terceira investigação sobre uso de informações privilegiadas a vir à tona nas últimas semanas. No mês passado, o Departamento de Justiça e a CFTC acusaram um funcionário do Google de usar informações privilegiadas para apostar em resultados de buscas na internet.
E em abril, um membro das Forças Especiais dos EUA foi acusado de usar ilegalmente informações confidenciais do governo para apostar mais de US$ 400.000 (R$ 2 milhões) na operação para capturar Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela.








