O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso na manhã desta quinta-feira (19), dia em que completaria 66 anos, em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, sob suspeita de má conduta em cargo público. A informação foi confirmada pela Polícia do Vale do Tâmisa, que não detalhou os fundamentos da detenção.
Entenda: Príncipe Andrew é preso após investigação ligada ao caso Epstein
Príncipe Andrew: ligação com abusos de Epstein podem remover duque da linha de sucessão
Pelo menos seis veículos descaracterizados entraram na propriedade por volta das 8h. Oito homens, que se acredita serem policiais à paisana, acessaram o imóvel carregando equipamentos que aparentavam ser laptops fornecidos pela polícia. Andrew estava morando em Wood Farm havia quase três semanas e havia sido visto publicamente apenas uma vez, na quinta-feira anterior.
Ele sempre negou qualquer irregularidade.
Investigações envolvem arquivos de Epstein e voos internacionais
A prisão ocorre no contexto da análise de cerca de três milhões de páginas de documentos ligados ao financista americano Jeffrey Epstein. Segundo autoridades, Andrew é investigado por quase uma dúzia de forças policiais após revelações de que teria compartilhado documentos confidenciais quando atuava como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011.
De acordo com os arquivos, o príncipe teria encaminhado, em 2010, um e-mail com pelo menos quatro documentos relacionados a viagens oficiais. Também há registros de que documentos classificados como “confidenciais” sobre a proposta de reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão, teriam sido enviados na véspera de Natal daquele ano. Enviados comerciais são obrigados a preservar informações sensíveis, conforme as diretrizes oficiais, e estão sujeitos à Lei de Segredos Oficiais.
Entre as linhas de apuração, a polícia examina até 90 voos para o terminal privado de Stansted realizados pelo jato de Epstein, sendo 15 após a condenação do financista, em 2008, por aliciar menores para fins sexuais. A Polícia de Essex analisa registros de voos e e-mails. Já as forças Metropolitana, de Surrey, Thames Valley, Norfolk e Bedfordshire revisam diferentes aspectos dos documentos, incluindo viagens para Luton e denúncias antigas.
A Polícia de Surrey busca acesso a arquivos não editados relacionados a uma acusação de abuso envolvendo Andrew e Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein. Parte dessas alegações constaria de um relatório do Federal Bureau of Investigation, incluído nos chamados “arquivos Epstein”.
A Polícia Metropolitana informou que mantém contato com o FBI e com a National Crime Agency para obter apoio técnico e documentos sem tarjas. A Polícia de Wiltshire também auxilia em apurações paralelas que envolvem o membro da Câmara dos Lordes Peter Mandelson, com buscas realizadas em propriedades ligadas a ele.
Mais cedo, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou, em entrevista à BBC, que qualquer pessoa com informações relevantes deve se apresentar às autoridades. “Seja Andrew ou qualquer outra pessoa, todos que tenham dados pertinentes devem colaborar”, declarou.
A Polícia do Vale do Tâmisa informou que está em contato com a promotoria para avaliar as alegações. O crime de má conduta em cargo público pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Enquanto as investigações avançam, operários seguem reformando Marsh Farm, residência para onde Andrew planejava se mudar em abril, com a instalação recente de cerca de segurança e antena de televisão. Ainda não há previsão sobre os próximos passos do processo.
Entenda: Príncipe Andrew é preso após investigação ligada ao caso Epstein
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Pelo menos seis veículos descaracterizados entraram na propriedade por volta das 8h. Oito homens, que se acredita serem policiais à paisana, acessaram o imóvel carregando equipamentos que aparentavam ser laptops fornecidos pela polícia. Andrew estava morando em Wood Farm havia quase três semanas e havia sido visto publicamente apenas uma vez, na quinta-feira anterior.
Ele sempre negou qualquer irregularidade.
Investigações envolvem arquivos de Epstein e voos internacionais
A prisão ocorre no contexto da análise de cerca de três milhões de páginas de documentos ligados ao financista americano Jeffrey Epstein. Segundo autoridades, Andrew é investigado por quase uma dúzia de forças policiais após revelações de que teria compartilhado documentos confidenciais quando atuava como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011.
De acordo com os arquivos, o príncipe teria encaminhado, em 2010, um e-mail com pelo menos quatro documentos relacionados a viagens oficiais. Também há registros de que documentos classificados como “confidenciais” sobre a proposta de reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão, teriam sido enviados na véspera de Natal daquele ano. Enviados comerciais são obrigados a preservar informações sensíveis, conforme as diretrizes oficiais, e estão sujeitos à Lei de Segredos Oficiais.
Entre as linhas de apuração, a polícia examina até 90 voos para o terminal privado de Stansted realizados pelo jato de Epstein, sendo 15 após a condenação do financista, em 2008, por aliciar menores para fins sexuais. A Polícia de Essex analisa registros de voos e e-mails. Já as forças Metropolitana, de Surrey, Thames Valley, Norfolk e Bedfordshire revisam diferentes aspectos dos documentos, incluindo viagens para Luton e denúncias antigas.
A Polícia de Surrey busca acesso a arquivos não editados relacionados a uma acusação de abuso envolvendo Andrew e Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein. Parte dessas alegações constaria de um relatório do Federal Bureau of Investigation, incluído nos chamados “arquivos Epstein”.
A Polícia Metropolitana informou que mantém contato com o FBI e com a National Crime Agency para obter apoio técnico e documentos sem tarjas. A Polícia de Wiltshire também auxilia em apurações paralelas que envolvem o membro da Câmara dos Lordes Peter Mandelson, com buscas realizadas em propriedades ligadas a ele.
Mais cedo, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou, em entrevista à BBC, que qualquer pessoa com informações relevantes deve se apresentar às autoridades. “Seja Andrew ou qualquer outra pessoa, todos que tenham dados pertinentes devem colaborar”, declarou.
A Polícia do Vale do Tâmisa informou que está em contato com a promotoria para avaliar as alegações. O crime de má conduta em cargo público pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Enquanto as investigações avançam, operários seguem reformando Marsh Farm, residência para onde Andrew planejava se mudar em abril, com a instalação recente de cerca de segurança e antena de televisão. Ainda não há previsão sobre os próximos passos do processo.









