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A descoberta é resultado de um novo estudo conduzido pela equipe de fisiologia de tubarões da JCU, liderada pela professora Jodie Rummer, e publicado na revista Biology Open. Os pesquisadores acompanharam de perto o gasto energético desses tubarões ao longo de seu curto ciclo reprodutivo, algo que até então não havia sido medido diretamente em espécies de tubarões ovíparos.
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“A reprodução é o investimento máximo… você literalmente está construindo uma nova vida do zero”, afirmou a professora Rummer. “Esperávamos que, quando os tubarões produzissem esse ovo complexo, o uso de energia disparasse. Mas não houve nenhum aumento no gasto energético; ele permaneceu completamente estável”.
Em grande parte das espécies animais, a reprodução é associada a um aumento significativo da demanda energética. Segundo a pesquisadora, porém, os tubarões-epaulette parecem ter desenvolvido um sistema fisiológico altamente eficiente. “Esses tubarões parecem ter adaptado sua fisiologia para conseguir otimizar o uso de energia”, disse. “Este trabalho desafia a narrativa de que, quando algo dá errado — como o aquecimento dos oceanos — a reprodução é a primeira função a ser comprometida”.
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Ainda assim, Rummer faz uma ressalva: “Os tubarões-epaulette parecem muito resilientes, mas é importante determinar até que ponto essas espécies conseguem resistir ao aquecimento dos oceanos”.
Os tubarões-epaulette normalmente produzem dois ovos a cada três semanas, com a maior parte da postura ocorrendo entre setembro e dezembro. Para obter um retrato completo do processo, a equipe monitorou cinco fêmeas antes, durante e depois da formação das cápsulas de ovos.
Os animais foram mantidos em grandes tanques com temperatura controlada na Unidade de Pesquisa em Aquicultura e Marinha da Universidade James Cook, em Townsville. Esse ambiente permitiu medir com precisão eventuais variações no gasto energético ao longo de todo o processo reprodutivo.
“Medimos as taxas de consumo de oxigênio, que são um indicativo da taxa metabólica… quanto mais oxigênio você consome, mais energia você usa”, explicou a professora Rummer.
A autora principal do estudo, a doutora Carolyn Wheeler, recém-formada no doutorado pela JCU, acrescentou que a equipe também analisou a química do sangue e os níveis hormonais das fêmeas durante a produção dos ovos. “Tudo se manteve notavelmente estável, então esta pesquisa desafia nossas suposições fundamentais sobre os peixes condrictes (tubarões, raias, patins e quimeras)”, afirmou.
Segundo Wheeler, em condições de estresse ambiental, muitas espécies precisam escolher entre sobreviver e se reproduzir. “Mas o tubarão-epaulette pode ser capaz de continuar produzindo ovos mesmo sob esses estressores”, disse. “Isso é encorajador, porque tubarões saudáveis significam recifes saudáveis”.







