A chefe da inteligência dos EUA, Tulsi Gabbard, anunciou sua renúncia nesta sexta-feira, encerrando o mandato de uma figura controversa de longa data que parecia estar em desacordo com o presidente Donald Trump sobre a guerra com o Irã. Em uma carta a Trump publicada no X, Gabbard afirmou que estava renunciando ao cargo de Diretora de Inteligência Nacional para cuidar do marido, após ele ter sido diagnosticado com uma “forma extremamente rara de câncer ósseo”. Fontes ouvidas pela agência Reuters, no entanto, afirmaram que a Casa Branca forçou a sua renúncia.
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“Infelizmente, devo apresentar minha renúncia, com efeito a partir de 30 de junho de 2026”, escreveu ela em uma carta a Trump. “Meu marido, Abraham, foi recentemente diagnosticado com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. Ele enfrentará grandes desafios nas próximas semanas e meses. Neste momento, preciso me afastar do serviço público para estar ao seu lado e apoiá-lo integralmente nesta batalha. Não posso, em sã consciência, pedir a ele que enfrente essa luta sozinho enquanto continuo nesta posição exigente e que consome muito do meu tempo.”
Trump, por sua vez, elogiou Gabbard em uma mensagem na sua rede social, Truth Social. “Tulsi fez um trabalho incrível e sentiremos saudades dela”, disse o republicano, acrescentando que seu vice, Aaron Lukas, assumiria como diretor interino.
Como diretora de Inteligência Nacional, Gabbard comandava todas as agências que compõem a Comunidade de Inteligência dos EUA: a CIA (Agência Central de Inteligência), a NSA (Agência de Segurança Nacional) e o FBI (Departamento Federal de Investigação), entre outros órgãos.
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Gabbard é a mais recente integrante do Gabinete de Trump a deixar o cargo, após as demissões de Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, e Pam Bondi, secretária de Justiça. Sua renúncia já era aventada por alguns funcionários da Casa Branca nas últimas semanas, embora ela negasse os rumores.
Ela raramente era vista presente quando Trump tomava decisões importantes em matéria de segurança nacional e era amplamente considerada, tanto dentro do governo quanto por parlamentares no Congresso, como uma integrante não essencial da equipe de segurança nacional do presidente.
Divergências sobre a guerra
Seu mandato como chefe da inteligência americana foi marcado por desavenças com Trump, particularmente sobre a guerra dos EUA com o Irã. Segundo relatos, ela não estava presente na sala quando Trump se reuniu com seus principais assessores imediatamente antes do lançamento dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o país, em 28 de fevereiro.
Após o início da guerra, ela repetidamente contradisse ou deixou de apoiar integralmente as justificativas apresentadas pelo governo Trump para o lançamento da guerra. Ela se recusou repetidamente a endossar a alegação de Trump de que o Irã representava uma ameaça iminente, uma avaliação que o governo usou para justificar os ataques. Em depoimento ao Congresso, ela enfatizou que a decisão era “responsabilidade do presidente”.
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Mas antes mesmo da guerra, o presidente já havia insinuado em vários episódios suas divergências com Gabbard, afirmando, em uma ocasião, que ela era “mais branda” do que ele na questão de conter as ambições nucleares de Teerã.
— Não me importo com o que ela disse — respondeu Trump sobre declarações divergentes de Gabbard em março do ano passado, que iam contra as alegações de Israel de que o Irã estava correndo para desenvolver uma bomba. — Acho que eles estiveram muito perto de concretizar isso.
Escolha controversa
Ex-democrata, Gabbard foi uma escolha surpreendente para liderar o gigantesco aparato de espionagem dos EUA, dado seu histórico de questionamento de informações de inteligência e oposição às intervenções militares americanas no exterior.
Ainda como congressista, Gabbard já expressava oposição a uma guerra contra o Irã. Ela foi questionada sobre seu encontro em 2017 com o então líder sírio Bashar al-Assad, agora deposto, e sobre a disseminação de propaganda do Kremlin, particularmente teorias da conspiração falsas sobre a guerra na Ucrânia.
Ela também era vista com suspeita por alguns devido às suas opiniões sobre a vigilância do governo dos EUA e seu apoio a Edward Snowden, que vazou informações da NSA e foi considerado por ambos os lados do Congresso como alguém que colocou em risco a segurança dos americanos.
Com New York Times e AFP.
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“Infelizmente, devo apresentar minha renúncia, com efeito a partir de 30 de junho de 2026”, escreveu ela em uma carta a Trump. “Meu marido, Abraham, foi recentemente diagnosticado com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. Ele enfrentará grandes desafios nas próximas semanas e meses. Neste momento, preciso me afastar do serviço público para estar ao seu lado e apoiá-lo integralmente nesta batalha. Não posso, em sã consciência, pedir a ele que enfrente essa luta sozinho enquanto continuo nesta posição exigente e que consome muito do meu tempo.”
Trump, por sua vez, elogiou Gabbard em uma mensagem na sua rede social, Truth Social. “Tulsi fez um trabalho incrível e sentiremos saudades dela”, disse o republicano, acrescentando que seu vice, Aaron Lukas, assumiria como diretor interino.
Como diretora de Inteligência Nacional, Gabbard comandava todas as agências que compõem a Comunidade de Inteligência dos EUA: a CIA (Agência Central de Inteligência), a NSA (Agência de Segurança Nacional) e o FBI (Departamento Federal de Investigação), entre outros órgãos.
Pesquisa NYT/Siena: Maioria dos eleitores dos EUA rejeita retomada da guerra contra o Irã mesmo sem fim imediato de programa nuclear
Gabbard é a mais recente integrante do Gabinete de Trump a deixar o cargo, após as demissões de Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, e Pam Bondi, secretária de Justiça. Sua renúncia já era aventada por alguns funcionários da Casa Branca nas últimas semanas, embora ela negasse os rumores.
Ela raramente era vista presente quando Trump tomava decisões importantes em matéria de segurança nacional e era amplamente considerada, tanto dentro do governo quanto por parlamentares no Congresso, como uma integrante não essencial da equipe de segurança nacional do presidente.
Divergências sobre a guerra
Seu mandato como chefe da inteligência americana foi marcado por desavenças com Trump, particularmente sobre a guerra dos EUA com o Irã. Segundo relatos, ela não estava presente na sala quando Trump se reuniu com seus principais assessores imediatamente antes do lançamento dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o país, em 28 de fevereiro.
Após o início da guerra, ela repetidamente contradisse ou deixou de apoiar integralmente as justificativas apresentadas pelo governo Trump para o lançamento da guerra. Ela se recusou repetidamente a endossar a alegação de Trump de que o Irã representava uma ameaça iminente, uma avaliação que o governo usou para justificar os ataques. Em depoimento ao Congresso, ela enfatizou que a decisão era “responsabilidade do presidente”.
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— Não me importo com o que ela disse — respondeu Trump sobre declarações divergentes de Gabbard em março do ano passado, que iam contra as alegações de Israel de que o Irã estava correndo para desenvolver uma bomba. — Acho que eles estiveram muito perto de concretizar isso.
Escolha controversa
Ex-democrata, Gabbard foi uma escolha surpreendente para liderar o gigantesco aparato de espionagem dos EUA, dado seu histórico de questionamento de informações de inteligência e oposição às intervenções militares americanas no exterior.
Ainda como congressista, Gabbard já expressava oposição a uma guerra contra o Irã. Ela foi questionada sobre seu encontro em 2017 com o então líder sírio Bashar al-Assad, agora deposto, e sobre a disseminação de propaganda do Kremlin, particularmente teorias da conspiração falsas sobre a guerra na Ucrânia.
Ela também era vista com suspeita por alguns devido às suas opiniões sobre a vigilância do governo dos EUA e seu apoio a Edward Snowden, que vazou informações da NSA e foi considerado por ambos os lados do Congresso como alguém que colocou em risco a segurança dos americanos.
Com New York Times e AFP.










