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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta semana 12 minutas com propostas de alterações nas regras para as Eleições 2026. As mudanças tratam de calendário eleitoral, manifestações na pré-campanha, pesquisas eleitorais, critérios para distribuição de recursos eleitorais e responsabilidade pela remoção de conteúdos digitais com ataques ao processo eleitoral, entre outros temas. 

Desde segunda-feira (19), qualquer cidadão ou entidade que queira opinar sobre as regras para as Eleições 2026 pode usar um formulário eletrônico para enviar contribuições. As sugestões serão recebidas até 30 de janeiro. 

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Terminado o prazo, o TSE deverá selecionar as melhores propostas para serem apresentadas em uma série de audiências públicas marcadas entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março do ano eleitoral para debater e aprovar todas as normas. 

Conforme determinado pela Constituição, o primeiro turno das Eleições 2026 ocorrerá em 3 de outubro, primeiro domingo do mês, e o segundo turno, em 31 de outubro, último domingo. Neste ano, os eleitores devem votar para presidente, governador e senador, além de deputados federal, estadual e distrital. 

>> Confira as 12 minutas de resolução eleitoral para 2026 no portal do TSE.

Redes sociais e IA

Como de praxe, as minutas de resolução eleitoral foram assinadas pelo vice-presidente do TSE, posto atualmente ocupado pelo ministro Nunes Marques. 

Entre as principais sugestões está o aumento da responsabilidade das plataformas de redes sociais por conteúdos que promovam ataques ao processo eleitoral. O ministro propôs que as empresas provedoras sejam obrigadas a retirar do ar as publicações mesmo sem autorização judicial. 

Pela regra vigente, que valeu para as últimas eleições municipais, os provedores de serviços de redes sociais somente poderiam ser responsabilizados caso descumprissem alguma decisão judicial. Nunes Marques propôs aumentar o rigor contra esse tipo de conteúdo. 

O ministro, contudo, deixou inalteradas as regras sobre a utilização de inteligência artificial durante a campanha. Em 2024, o TSE aprovou uma série de normas para o uso de IA na propaganda eleitoral, incluindo a vedação do chamado deep fake ─ conteúdo fabricado em formato de áudio, vídeo ou combinação de ambos e que tenha sido gerado ou manipulado digitalmente para criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia. 

>> Entenda as regras para utilização de IA nas eleições.

Pré-campanha

O ministro também incluiu novas exceções para o comportamento de candidatos na pré-campanha. Ele propôs, por exemplo, liberar as lives em perfis nas redes sociais de pré-candidatos não configura campanha antecipada, embora deixando claro que as transmissões ao vivo não podem ter pedido de votos ou menção à própria candidatura. 

Ele também propôs regras mais claras para isentar pessoas naturais por críticas feitas à administração pública atual, mesmo se feita com a contratação de impulsionamento na internet, “desde que ausentes elementos relacionados à disputa eleitoral”, escreveu o ministro.  

A proposta assinada por Nunes Marques libera as manifestações espontâneas “em ambientes universitários, escolares, comunitários ou de movimentos sociais, respondendo os responsáveis por eventuais abusos nos termos da lei”. A exceção seria válida somente se a presença do pré-candidato no local ou o evento não tiverem sido financiados, direta ou indiretamente, por pré-candidatas, pré-candidatos, partidos ou federações.

Em relação ao financiamento de campanha, Nunes Marques sugeriu, por exemplo, que os partidos possam alterar os critérios de distribuição dos recursos até o 30 de agosto, desde que a mudança seja justificada. Tais critérios devem ser aprovados pela maioria do diretório nacional das siglas. 

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Um pedido de vista do deputado Maurício Macron (PL-RS) adiou a votação do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a jornada de trabalho 6X1. O texto, apresentado nessa segunda-feira (25) na comissão especial que analisa a PEC, prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Com o pedido de vista, o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), marcou reunião para debate e votação da proposta nesta quarta-feira (27). 

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O parecer apresentado por Prates, que modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

O texto também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

Transição

O relator rejeitou as emendas de deputados da oposição que previam uma transição de 10 anos para a redução da jornada e compensação para os empregadores,, manutenção das 44 horas para serviços essenciais e compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6×1.

O relatório apresentado prevê uma transição para a implementação da nova jornada de trabalho em dois períodos. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais.

Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

A medida é prevista no artigo 3º do texto, que determina que decorridos 60 dias da publicação da emenda constitucional, “ficarão sem efeito as cláusulas de convenções e acordos coletivos de trabalho sobre duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com as disposições dessa emenda.”

Ao defender a redução da jornada, Prates reconheceu que a medida representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”.

O relator citou as críticas de empregadores de que manter o mesmo salário para uma quantidade menor de horas de trabalho implica aumento direto e imediato no custo do trabalho por hora efetivamente trabalhada, mas argumentou que a redução gradual da jornada é o mecanismo para reduzir eventuais riscos.

“Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu.

O parecer diz ainda que uma lei ordinária poderá dispor sobre as hipóteses e condições em que a duração do trabalho e os dias de repouso semanal remunerado poderão observar regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento.

“Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto.

Além disso, as novas regras não se aplicam a jornadas de trabalho já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais.

Ainda de acordo com o parecer, lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, “de mitigação dos impactos decorrentes desta emenda constitucional”, para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Segundo o relator, o apoio aos empreendimentos de menor porte deve operar como instrumento de transição ordenada, preservando a coerência entre o regime de mitigação e os objetivos de proteção ao trabalho.

“A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho  existentes”, afirmou.

Em resumo, a proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60 dias:

      – o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso; 

       -a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. 

Em 14 meses:

     – jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2. 

Pejotização

Outro ponto do texto diz que as novas regras não se aplicam aos empregados com diploma de nível superior, que percebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, atualmente em R$ 8.475,55.

Nesses casos a redução só ocorrerá por liberalidade do empregador ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

O texto deixa explícito que a exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores por ele classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas.

“Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, afirmou.

“Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou.

Contratos com a administração pública

Nos casos de contratos celebrados pela administração pública direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que se encontrem vigentes na entrada em vigor das mudanças e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta emenda constitucional.”

A medida se aplica aos contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada.

Nesses casos, os empregados desses contratos passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo final de 12 meses previsto para a realização do aditamento.

“Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta emenda constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta emenda”, diz o texto.

A polícia do distrito de Tha Luang, na província de Lop Buri, na Tailândia, recorreu a um disfarce pouco convencional para prender um suspeito de tráfico de metanfetamina durante um festival de dança. Seis agentes — cinco homens e uma mulher — vestiram roupas coloridas com lantejoulas e se passaram por integrantes de um grupo feminino de dança para se aproximar do alvo.
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O suspeito, identificado como Mekha Fa-wap-wap, foi detido com mais de 53 comprimidos de metanfetamina e cerca de 200 sacos plásticos que, segundo as autoridades, seriam usados para armazenar e vender drogas. A polícia também apreendeu um celular que teria sido utilizado para administrar uma operação ilegal de jogos de azar online.

Fa-wap-wap foi acusado de posse de narcóticos de categoria um com finalidade de venda e de operar uma máquina caça-níquel online ilegal. Ele permanece sob custódia enquanto as investigações continuam.
Após a prisão, os agentes, ainda usando os vestidos coloridos e brilhantes, posaram para fotos atrás do suspeito algemado na delegacia. A operação foi liderada pelo coronel Panthep Panadi. Nas imagens divulgadas, os policiais aparecem tentando conter o riso diante da cena incomum.
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“Não queríamos sair para prendê-lo, é um desperdício do aluguel da fantasia”, dizia a legenda da foto compartilhada pela polícia tailandesa na sexta-feira.

A Polícia Federal está nas ruas do Rio de Janeiro nesta manhã de terça-feira (26) com a Operação Compliance Zero e investiga possíveis crimes financeiros envolvendo recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).

A PF investiga aplicações de R$ 2,01 bilhões a partir de 2024 em fundos do Banco Master, instituição suspeita de fraudes financeiras e que foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025.

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Na época em que essas aplicações foram feitas, a Rioprevidência estava sob gestão do então governador Cláudio Castro. Castro renunciou ao mandato este ano e está inelegível.

A investigação desta manhã é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras também do Banco Master entre 2023 e 2024.

A ação da PF, apura ao todo cerca de R$ 3 bilhões transferidos pela Rioprevidência.

A polícia de Utah, nos Estados Unidos, intensificou nesta semana as buscas por dois irmãos pequenos desaparecidos após o pai, identificado como Stephen “Dane” Richman, de 46 anos, não devolvê-los à mãe durante uma troca de custódia. Segundo documentos obtidos pela emissora local Fox 13, investigadores localizaram o homem na região de San Diego, próxima à fronteira com o México, aumentando a suspeita de que ele possa ter deixado o país.
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As crianças, Will, de um ano, e Wesley Richman, ainda bebê, não são vistas desde 16 de maio. O caso ganhou repercussão após a mãe dos meninos, Lizzie Tomich, publicar um vídeo nas redes sociais pedindo ajuda para encontrá-los. O desaparecimento levou as autoridades a emitirem um Alerta Amber, mecanismo utilizado nos EUA em casos de sequestro ou desaparecimento infantil considerados de alto risco.
De acordo com Tomich, o pai das crianças deveria devolvê-las no sábado, conforme o acordo temporário de guarda compartilhada, mas não apareceu no local combinado. Dias antes, ela afirma ter descoberto que Richman havia dispensado o advogado, abandonado o emprego e esvaziado a própria casa.
“Entrei em contato imediatamente, ligando e mandando mensagens, mas ele não respondeu. Quando a polícia chegou à residência, a casa estava vazia e várias coisas haviam sido retiradas. Foi quando percebemos que algo estava errado” relatou a mãe nas redes.
Dane Stephen Richman, de 46 anos, não compareceu à audiência de troca de custódia com a mãe dos meninos
Redes sociais
Investigação aponta planejamento da fuga
A advogada da família, Brittany Skinner, afirmou que Richman não tinha autorização judicial para deixar o estado com os filhos sem consentimento prévio da mãe ou da Justiça. Segundo ela, os investigadores concluíram que o homem demonstrava intenção clara de fugir.
“Ele pediu demissão, vendeu quase todos os pertences e saiu levando praticamente tudo o que tinha. Estamos pedindo ajuda pública para trazer essas crianças para casa”, afirmou à imprensa americana.
As autoridades alertaram que os meninos podem estar em “perigo iminente”, citando relatos sobre depressão severa e dificuldades financeiras enfrentadas pelo pai. A polícia acredita que ele esteja dirigindo um Toyota Camry preto 2025, com placa de Utah A561HL, embora exista a possibilidade de o veículo estar utilizando uma placa temporária.
Will é descrito pelas autoridades como uma criança de cabelos loiros ou ruivos e olhos azuis. Wesley também possui cabelos claros e olhos azuis. Em um novo apelo público, Tomich pediu que moradores e motoristas acionem imediatamente a polícia em caso de avistamento.
“Sinto muita falta dos meus bebês. Eles são o meu mundo. Por favor, me ajudem a encontrá-los”, escreveu a mãe nas redes sociais.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou na terça-feira ter abatido um drone americano e disparado contra outras aeronaves que entraram no espaço aéreo do país. Aeronaves militares americanas “entraram no espaço aéreo iraniano na região do Golfo Pérsico, e unidades de defesa aérea do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica… identificaram e abateram um drone MQ-9”, disseram os membros da Guarda em um comunicado em seu site Sepah News.
As forças da Guarda “também dispararam contra um drone RQ-4 e um caça F-35 que invadiu o espaço aéreo”, afirmou o comunicado, sem especificar quando os incidentes ocorreram.
Cercado de incertezas, o plano de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de viajar aos Estados Unidos na tentativa de se reunir com Donald Trump e tentar atenuar os efeitos da crise provocada pelo pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro até o momento só serviu para ampliar a fervura em banho-maria à qual o presidenciável do PL está exposto. A estratégia, arriscada, depende da disposição do chefe da Casa Branca em recebê-lo e da habilidade de aliados da família Bolsonaro no governo dos EUA em encaixá-lo na agenda. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
As pirâmides do Egito, especialmente a Grande Pirâmide de Gizé, foram construídas com características que ajudam a resistir a terremotos há mais de 4,6 mil anos, segundo um estudo publicado na última quinta-feira na revista Scientific Reports. Pesquisadores analisaram vibrações internas da estrutura e concluíram que o monumento foi projetado de forma capaz de dissipar energia sísmica e evitar o colapso.
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O trabalho foi conduzido por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica do Egito (NRIAG), que instalaram sensores (chamados de sismômetros) em dezenas de pontos da pirâmide para medir como ela reage às vibrações naturais do solo. Os resultados mostraram que a estrutura vibra em uma frequência diferente da do terreno ao redor, o que impede o efeito de ressonância durante terremotos — fenômeno que amplifica tremores e pode destruir edifícios.
Segundo os pesquisadores, a pirâmide apresenta uma combinação de fatores que contribui para sua estabilidade: base ampla, centro de gravidade baixo, geometria simétrica e milhões de blocos de pedra encaixados de forma uniforme. As chamadas câmaras de alívio, localizadas acima da Câmara do Rei, também ajudam a dispersar a energia sísmica antes que ela atinja áreas mais sensíveis da construção.
Pirâmides de Gizé, no Egito
Pexels
“Esses elementos, em conjunto, criam uma estrutura bem equilibrada e coerente”, disse o sismólogo do NRIAG Mohamed ElGabry, principal autor do estudo.
A pesquisa destaca ainda que a Grande Pirâmide sobreviveu praticamente intacta a terremotos históricos registrados no Egito, incluindo os de 1847 e 1992, que destruíram milhares de edificações modernas e deixaram cerca de 560 mortos. Apesar de alguns revestimentos externos terem se soltado ao longo dos séculos, a estrutura principal permaneceu estável.
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Os especialistas afirmam que a resistência da construção também está relacionada ao fato de ela ter sido erguida sobre uma base sólida de calcário. Além disso, o formato piramidal concentra a maior parte da massa na parte inferior, reduzindo riscos de instabilidade.
A Grande Pirâmide de Gizé foi construída durante o reinado do faraó Quéops, por volta de 2550 a.C., e originalmente tinha cerca de 146 metros de altura. Com aproximadamente 2,3 milhões de blocos de pedra, o monumento segue sendo a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda existente.
A Coreia do Norte lançou um “projétil não identificado” no Mar Amarelo, ao largo de sua costa oeste, na terça-feira, informou o Exército sul-coreano. “O Norte lançou um projétil não identificado no Mar Amarelo”, afirmou o Estado-Maior Conjunto em Seul, em um comunicado, usando a denominação que dá ao Mar Amarelo, localizado entre a Península Coreana e a China.
O lançamento ocorre um mês depois de a Coreia do Norte, uma nação com armas nucleares, ter disparado múltiplos mísseis balísticos de curto alcance. O objetivo desse teste era “verificar as características e o poder de uma ogiva de bomba de fragmentação”, informou a mídia estatal na época.
A agência de notícias sul-coreana Yonhap informou na semana passada que o presidente chinês, Xi Jinping, provavelmente visitará a Coreia do Norte ainda esta semana, citando fontes governamentais anônimas.
Nem Pequim nem Pyongyang confirmaram a visita até o momento.
A China entrou em mais um capítulo de sua corrida espacial na última segunda-feira (25). O país lançou a nave Shenzhou-23 e conseguiu acoplá-la a uma estação espacial. Essa ação faz parte dos planos de Pequim de enviar pessoas à Lua até 2030. Três pessoas formam a tripulação a bordo e, inicialmente, passaram por avaliações físicas e psicológicas na estação Tiangong para que uma seja selecionada a ter o tempo em órbita estendido por um ano.
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O Longa Marcha 2F decolou em meio a uma nuvem de chamas e fumaça às 23h08 (12h08 no horário de Brasília) do centro de lançamento de Jiuquan, localizado no deserto de Gobi, no noroeste da China. O momento pôde ser acompanhado pelo público pela emissora estatal CCTV. O programa espacial, que tem recebido grandes investimentos, agora compete com os Estados Unidos, por meio do Artemis, na corrida para chegar e pousar na Lua nos próximos anos.
O foguete impulsionou a espaçonave Shenzhou e seus três tripulantes até a estação espacial Tiangong (“Palácio Celestial”, em chinês). É nela que um deles permanecerá por um ano. O voo teve duração de cerca de 3,5 horas, informou a agência de notícias Xinhua, citando a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA).
A seleção do astronauta encarregado de passar um ano em órbita ocorrerá posteriormente, dependendo do progresso da missão Shenzhou-23, afirmou um funcionário da CMSA no sábado. O acompanhamento da saúde dos tripulantes vai servir para estudos sobre os efeitos da microgravidade prolongada. Esses dados serão essenciais para as preparações para missões futuras com longas distâncias, como destinos como a Lua e até Marte.
Astronautas da missão espacial chinesa Shenzhou-23 (da esquerda para a direita) Li Jiaying, Zhu Yangzhu e Zhang Zhiyuan
CNS / AFP
Fazem parte desta missão a ex-inspetora de polícia de Hong Kong Li Jiaying, de 43 anos; o engenheiro aeroespacial Zhu Yangzhu, que é o comandante; e o ex-piloto da força aérea Zhang Zhiyuan, ambos com 39 anos.
Os principais desafios serão os efeitos sobre o ser humano das condições que um ambiente como esse podem gerar. O astrofísico e professor da Escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade Macquarie, na Austrália, Richard de Grijs explicou à AFP que entre os efeitos esperados estão “perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição a radiações, distúrbios do sono e fadiga comportamental e psicológica”.
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Ele também enfatizou a importância da confiabilidade dos sistemas de reciclagem de água e ar, assim como a capacidade de gerenciar potenciais emergências médicas longe da Terra.
— A China tornou-se muito competente nessas áreas, mas a duração é importante. Um ano em órbita coloca o equipamento e a tripulação em um regime operacional diferente das missões Shenzhou, mais curtas — ressaltou De Grijs.
O prolongamento vai dobrar o tempo que as tripulações permanecem na estação Tiangong, que é de seis meses, antes de serem substituídas até agora. E durante a estadia orbital, haverá trabalho, com a realização de inúmeros experimentos relacionados às ciências de materiais, física de fluidos e medicina.
‘Nave dos sonhos’
A China ainda está na fase de desenvolvimento e teste dos equipamentos necessários para enviar astronautas à Lua nesta década.
Este ano, está programado o voo de teste em órbita da espaçonave Mengzhou (“Nave dos Sonhos”). Esta espaçonave substituirá a Shenzhou em missões tripuladas à Lua.
Pequim espera ter construído até 2035 o primeiro segmento de uma base científica habitada em um satélite da Terra, chamada Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS).
O gigante asiático investiu bilhões de dólares nos últimos trinta anos para equiparar seu programa espacial aos dos Estados Unidos, Rússia e Europa. Seu progresso tem sido particularmente visível na última década.
Em 2019, a China pousou uma sonda espacial no lado oculto da Lua, uma conquista sem precedentes em todo o mundo, e em 2021, pousou um pequeno robô em Marte.
A China foi oficialmente excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011, ano em que os Estados Unidos proibiram sua agência espacial, a Nasa, de colaborar com Pequim. Isso levou o gigante asiático a desenvolver seu próprio projeto de estação espacial.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que um acordo com o Irã ainda era possível, apesar de novos ataques americanos lançarem dúvidas sobre o frágil cessar-fogo.
“Houve algumas conversas no Catar hoje, então vamos ver se conseguimos avançar. Há muita discussão de um lado para o outro sobre a redação específica do documento inicial, então vai levar alguns dias”, disse Rubio em Jaipur, durante uma visita oficial à Índia.
“O presidente Donald Trump expressou seu desejo de conseguir. Ele ou vai fazer um bom acordo ou não vai ter acordo”, declarou o secretário.

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