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Um pedido de vista do deputado Maurício Macron (PL-RS) adiou a votação do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a jornada de trabalho 6X1. O texto, apresentado nessa segunda-feira (25) na comissão especial que analisa a PEC, prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

Com o pedido de vista, o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), marcou reunião para debate e votação da proposta nesta quarta-feira (27). 

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O parecer apresentado por Prates, que modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

O texto também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

Transição

O relator rejeitou as emendas de deputados da oposição que previam uma transição de 10 anos para a redução da jornada e compensação para os empregadores,, manutenção das 44 horas para serviços essenciais e compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6×1.

O relatório apresentado prevê uma transição para a implementação da nova jornada de trabalho em dois períodos. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais.

Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

A medida é prevista no artigo 3º do texto, que determina que decorridos 60 dias da publicação da emenda constitucional, “ficarão sem efeito as cláusulas de convenções e acordos coletivos de trabalho sobre duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com as disposições dessa emenda.”

Ao defender a redução da jornada, Prates reconheceu que a medida representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, “cujas consequências econômicas de curto prazo devem ser consideradas”.

O relator citou as críticas de empregadores de que manter o mesmo salário para uma quantidade menor de horas de trabalho implica aumento direto e imediato no custo do trabalho por hora efetivamente trabalhada, mas argumentou que a redução gradual da jornada é o mecanismo para reduzir eventuais riscos.

“Com a implementação progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, defendeu.

O parecer diz ainda que uma lei ordinária poderá dispor sobre as hipóteses e condições em que a duração do trabalho e os dias de repouso semanal remunerado poderão observar regimes diferenciados, a exemplo dos trabalhadores com jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento.

“Excepcionalmente, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão, inclusive para os trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados de trabalho estabelecidos em lei ou norma regulamentadora, estabelecer regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”, diz o texto.

Além disso, as novas regras não se aplicam a jornadas de trabalho já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais.

Ainda de acordo com o parecer, lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, “de mitigação dos impactos decorrentes desta emenda constitucional”, para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Segundo o relator, o apoio aos empreendimentos de menor porte deve operar como instrumento de transição ordenada, preservando a coerência entre o regime de mitigação e os objetivos de proteção ao trabalho.

“A vinculação das medidas de mitigação à manutenção dos níveis de emprego reflete a premissa de que o tratamento diferenciado conferido a esse segmento deve servir à preservação dos postos de trabalho  existentes”, afirmou.

Em resumo, a proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60 dias:

      – o início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso; 

       -a jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. 

Em 14 meses:

     – jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2. 

Pejotização

Outro ponto do texto diz que as novas regras não se aplicam aos empregados com diploma de nível superior, que percebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, atualmente em R$ 8.475,55.

Nesses casos a redução só ocorrerá por liberalidade do empregador ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

O texto deixa explícito que a exceção não se aplica aos empregados públicos da administração direta e indireta de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Segundo o relator, a medida se aplica aos trabalhadores por ele classificados como “hipersuficientes”, que têm “significativa capacidade de negociação e autonomia na definição das condições em que desempenham suas atividades”.

Para Prates, a medida enfrenta o fenômeno da “pejotização”, no qual trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas.

“Em muitos casos, o motivo pelo qual esses trabalhadores optam pela formalização como pessoa jurídica não é somente para escapar ao controle de jornada, mas sim porque o regime atualmente existente não oferece a flexibilidade compatível com a natureza de suas atividades”, afirmou.

“Essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, combatendo diretamente o fenômeno da ‘pejotização’, que prejudica substancialmente o financiamento da Previdência Social”, acrescentou.

Contratos com a administração pública

Nos casos de contratos celebrados pela administração pública direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que se encontrem vigentes na entrada em vigor das mudanças e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, a redução da duração do trabalho será aplicada “após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável, a ser formalizado no prazo máximo de 12 meses contado da publicação desta emenda constitucional.”

A medida se aplica aos contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, de concessões e permissões de serviços e obras públicas, de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada.

Nesses casos, os empregados desses contratos passam a ser abrangidos pela nova jornada na data da formalização do aditamento ou ao final do prazo final de 12 meses previsto para a realização do aditamento.

“Os contratos aditados no prazo de 60 dias da data de publicação desta emenda constitucional deverão observar as disposições sobre redução da duração do trabalho normal e incremento do repouso semanal remunerado a partir do respectivo início das vigências instituídas nesta emenda”, diz o texto.

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A PF investiga aplicações de R$ 2,01 bilhões a partir de 2024 em fundos do Banco Master, instituição suspeita de fraudes financeiras e que foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025.

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A investigação desta manhã é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras também do Banco Master entre 2023 e 2024.

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A polícia de Utah, nos Estados Unidos, intensificou nesta semana as buscas por dois irmãos pequenos desaparecidos após o pai, identificado como Stephen “Dane” Richman, de 46 anos, não devolvê-los à mãe durante uma troca de custódia. Segundo documentos obtidos pela emissora local Fox 13, investigadores localizaram o homem na região de San Diego, próxima à fronteira com o México, aumentando a suspeita de que ele possa ter deixado o país.
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As crianças, Will, de um ano, e Wesley Richman, ainda bebê, não são vistas desde 16 de maio. O caso ganhou repercussão após a mãe dos meninos, Lizzie Tomich, publicar um vídeo nas redes sociais pedindo ajuda para encontrá-los. O desaparecimento levou as autoridades a emitirem um Alerta Amber, mecanismo utilizado nos EUA em casos de sequestro ou desaparecimento infantil considerados de alto risco.
De acordo com Tomich, o pai das crianças deveria devolvê-las no sábado, conforme o acordo temporário de guarda compartilhada, mas não apareceu no local combinado. Dias antes, ela afirma ter descoberto que Richman havia dispensado o advogado, abandonado o emprego e esvaziado a própria casa.
“Entrei em contato imediatamente, ligando e mandando mensagens, mas ele não respondeu. Quando a polícia chegou à residência, a casa estava vazia e várias coisas haviam sido retiradas. Foi quando percebemos que algo estava errado” relatou a mãe nas redes.
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A advogada da família, Brittany Skinner, afirmou que Richman não tinha autorização judicial para deixar o estado com os filhos sem consentimento prévio da mãe ou da Justiça. Segundo ela, os investigadores concluíram que o homem demonstrava intenção clara de fugir.
“Ele pediu demissão, vendeu quase todos os pertences e saiu levando praticamente tudo o que tinha. Estamos pedindo ajuda pública para trazer essas crianças para casa”, afirmou à imprensa americana.
As autoridades alertaram que os meninos podem estar em “perigo iminente”, citando relatos sobre depressão severa e dificuldades financeiras enfrentadas pelo pai. A polícia acredita que ele esteja dirigindo um Toyota Camry preto 2025, com placa de Utah A561HL, embora exista a possibilidade de o veículo estar utilizando uma placa temporária.
Will é descrito pelas autoridades como uma criança de cabelos loiros ou ruivos e olhos azuis. Wesley também possui cabelos claros e olhos azuis. Em um novo apelo público, Tomich pediu que moradores e motoristas acionem imediatamente a polícia em caso de avistamento.
“Sinto muita falta dos meus bebês. Eles são o meu mundo. Por favor, me ajudem a encontrá-los”, escreveu a mãe nas redes sociais.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou na terça-feira ter abatido um drone americano e disparado contra outras aeronaves que entraram no espaço aéreo do país. Aeronaves militares americanas “entraram no espaço aéreo iraniano na região do Golfo Pérsico, e unidades de defesa aérea do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica… identificaram e abateram um drone MQ-9”, disseram os membros da Guarda em um comunicado em seu site Sepah News.
As forças da Guarda “também dispararam contra um drone RQ-4 e um caça F-35 que invadiu o espaço aéreo”, afirmou o comunicado, sem especificar quando os incidentes ocorreram.
Cercado de incertezas, o plano de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de viajar aos Estados Unidos na tentativa de se reunir com Donald Trump e tentar atenuar os efeitos da crise provocada pelo pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro até o momento só serviu para ampliar a fervura em banho-maria à qual o presidenciável do PL está exposto. A estratégia, arriscada, depende da disposição do chefe da Casa Branca em recebê-lo e da habilidade de aliados da família Bolsonaro no governo dos EUA em encaixá-lo na agenda. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
As pirâmides do Egito, especialmente a Grande Pirâmide de Gizé, foram construídas com características que ajudam a resistir a terremotos há mais de 4,6 mil anos, segundo um estudo publicado na última quinta-feira na revista Scientific Reports. Pesquisadores analisaram vibrações internas da estrutura e concluíram que o monumento foi projetado de forma capaz de dissipar energia sísmica e evitar o colapso.
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O trabalho foi conduzido por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa em Astronomia e Geofísica do Egito (NRIAG), que instalaram sensores (chamados de sismômetros) em dezenas de pontos da pirâmide para medir como ela reage às vibrações naturais do solo. Os resultados mostraram que a estrutura vibra em uma frequência diferente da do terreno ao redor, o que impede o efeito de ressonância durante terremotos — fenômeno que amplifica tremores e pode destruir edifícios.
Segundo os pesquisadores, a pirâmide apresenta uma combinação de fatores que contribui para sua estabilidade: base ampla, centro de gravidade baixo, geometria simétrica e milhões de blocos de pedra encaixados de forma uniforme. As chamadas câmaras de alívio, localizadas acima da Câmara do Rei, também ajudam a dispersar a energia sísmica antes que ela atinja áreas mais sensíveis da construção.
Pirâmides de Gizé, no Egito
Pexels
“Esses elementos, em conjunto, criam uma estrutura bem equilibrada e coerente”, disse o sismólogo do NRIAG Mohamed ElGabry, principal autor do estudo.
A pesquisa destaca ainda que a Grande Pirâmide sobreviveu praticamente intacta a terremotos históricos registrados no Egito, incluindo os de 1847 e 1992, que destruíram milhares de edificações modernas e deixaram cerca de 560 mortos. Apesar de alguns revestimentos externos terem se soltado ao longo dos séculos, a estrutura principal permaneceu estável.
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Os especialistas afirmam que a resistência da construção também está relacionada ao fato de ela ter sido erguida sobre uma base sólida de calcário. Além disso, o formato piramidal concentra a maior parte da massa na parte inferior, reduzindo riscos de instabilidade.
A Grande Pirâmide de Gizé foi construída durante o reinado do faraó Quéops, por volta de 2550 a.C., e originalmente tinha cerca de 146 metros de altura. Com aproximadamente 2,3 milhões de blocos de pedra, o monumento segue sendo a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda existente.
A Coreia do Norte lançou um “projétil não identificado” no Mar Amarelo, ao largo de sua costa oeste, na terça-feira, informou o Exército sul-coreano. “O Norte lançou um projétil não identificado no Mar Amarelo”, afirmou o Estado-Maior Conjunto em Seul, em um comunicado, usando a denominação que dá ao Mar Amarelo, localizado entre a Península Coreana e a China.
O lançamento ocorre um mês depois de a Coreia do Norte, uma nação com armas nucleares, ter disparado múltiplos mísseis balísticos de curto alcance. O objetivo desse teste era “verificar as características e o poder de uma ogiva de bomba de fragmentação”, informou a mídia estatal na época.
A agência de notícias sul-coreana Yonhap informou na semana passada que o presidente chinês, Xi Jinping, provavelmente visitará a Coreia do Norte ainda esta semana, citando fontes governamentais anônimas.
Nem Pequim nem Pyongyang confirmaram a visita até o momento.
A China entrou em mais um capítulo de sua corrida espacial na última segunda-feira (25). O país lançou a nave Shenzhou-23 e conseguiu acoplá-la a uma estação espacial. Essa ação faz parte dos planos de Pequim de enviar pessoas à Lua até 2030. Três pessoas formam a tripulação a bordo e, inicialmente, passaram por avaliações físicas e psicológicas na estação Tiangong para que uma seja selecionada a ter o tempo em órbita estendido por um ano.
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O Longa Marcha 2F decolou em meio a uma nuvem de chamas e fumaça às 23h08 (12h08 no horário de Brasília) do centro de lançamento de Jiuquan, localizado no deserto de Gobi, no noroeste da China. O momento pôde ser acompanhado pelo público pela emissora estatal CCTV. O programa espacial, que tem recebido grandes investimentos, agora compete com os Estados Unidos, por meio do Artemis, na corrida para chegar e pousar na Lua nos próximos anos.
O foguete impulsionou a espaçonave Shenzhou e seus três tripulantes até a estação espacial Tiangong (“Palácio Celestial”, em chinês). É nela que um deles permanecerá por um ano. O voo teve duração de cerca de 3,5 horas, informou a agência de notícias Xinhua, citando a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA).
A seleção do astronauta encarregado de passar um ano em órbita ocorrerá posteriormente, dependendo do progresso da missão Shenzhou-23, afirmou um funcionário da CMSA no sábado. O acompanhamento da saúde dos tripulantes vai servir para estudos sobre os efeitos da microgravidade prolongada. Esses dados serão essenciais para as preparações para missões futuras com longas distâncias, como destinos como a Lua e até Marte.
Astronautas da missão espacial chinesa Shenzhou-23 (da esquerda para a direita) Li Jiaying, Zhu Yangzhu e Zhang Zhiyuan
CNS / AFP
Fazem parte desta missão a ex-inspetora de polícia de Hong Kong Li Jiaying, de 43 anos; o engenheiro aeroespacial Zhu Yangzhu, que é o comandante; e o ex-piloto da força aérea Zhang Zhiyuan, ambos com 39 anos.
Os principais desafios serão os efeitos sobre o ser humano das condições que um ambiente como esse podem gerar. O astrofísico e professor da Escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade Macquarie, na Austrália, Richard de Grijs explicou à AFP que entre os efeitos esperados estão “perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição a radiações, distúrbios do sono e fadiga comportamental e psicológica”.
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Ele também enfatizou a importância da confiabilidade dos sistemas de reciclagem de água e ar, assim como a capacidade de gerenciar potenciais emergências médicas longe da Terra.
— A China tornou-se muito competente nessas áreas, mas a duração é importante. Um ano em órbita coloca o equipamento e a tripulação em um regime operacional diferente das missões Shenzhou, mais curtas — ressaltou De Grijs.
O prolongamento vai dobrar o tempo que as tripulações permanecem na estação Tiangong, que é de seis meses, antes de serem substituídas até agora. E durante a estadia orbital, haverá trabalho, com a realização de inúmeros experimentos relacionados às ciências de materiais, física de fluidos e medicina.
‘Nave dos sonhos’
A China ainda está na fase de desenvolvimento e teste dos equipamentos necessários para enviar astronautas à Lua nesta década.
Este ano, está programado o voo de teste em órbita da espaçonave Mengzhou (“Nave dos Sonhos”). Esta espaçonave substituirá a Shenzhou em missões tripuladas à Lua.
Pequim espera ter construído até 2035 o primeiro segmento de uma base científica habitada em um satélite da Terra, chamada Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS).
O gigante asiático investiu bilhões de dólares nos últimos trinta anos para equiparar seu programa espacial aos dos Estados Unidos, Rússia e Europa. Seu progresso tem sido particularmente visível na última década.
Em 2019, a China pousou uma sonda espacial no lado oculto da Lua, uma conquista sem precedentes em todo o mundo, e em 2021, pousou um pequeno robô em Marte.
A China foi oficialmente excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011, ano em que os Estados Unidos proibiram sua agência espacial, a Nasa, de colaborar com Pequim. Isso levou o gigante asiático a desenvolver seu próprio projeto de estação espacial.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que um acordo com o Irã ainda era possível, apesar de novos ataques americanos lançarem dúvidas sobre o frágil cessar-fogo.
“Houve algumas conversas no Catar hoje, então vamos ver se conseguimos avançar. Há muita discussão de um lado para o outro sobre a redação específica do documento inicial, então vai levar alguns dias”, disse Rubio em Jaipur, durante uma visita oficial à Índia.
“O presidente Donald Trump expressou seu desejo de conseguir. Ele ou vai fazer um bom acordo ou não vai ter acordo”, declarou o secretário.
Em meio a relatos de avanços nas negociações para encerrar a guerra contra o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, surgiu com uma nova e inesperada demanda: para, ele, qualquer plano deve incluir a adesão obrigatória de países de maioria muçulmana do Oriente Médio e regiões próximas aos Acordos de Abraão, mecanismo criado em seu primeiro mandato para a normalização dos laços com Israel. Hoje, os Acordos contam com cinco signatários, mas há poucos sinais de que o grupo possa ganhar novos membros em breve, mesmo diante da pressão da Casa Branca.
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Na longa publicação em sua rede social, o Truth Social, Trump disse que em suas conversas com líderes mundiais sobre o conflito, alegou os EUA deveriam ser recompensados pelo trabalho para “tentar resolver esse quebra-cabeça tão complexo” criado pela guerra contra o Irã com a adesão em massa, obrigatória e simultânea aos Acordos de Abraão.
“É possível que um ou dois tenham um motivo para não o fazer, e isso será aceito, mas a maioria deveria estar pronta, disposta e apta a fazer deste Acordo com o Irã um evento muito mais histórico do que seria de outra forma”, escreveu Trump, antes de listar os países que gostaria de ver nos Acordos de Abraão: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (já membro), Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein (já membro).
O presidente não mencionou que o conflito lançado no dia 28 de fevereiro começou por decisão dele próprio, também sob pressão de Israel — antes disso, agências de inteligência de vários governos repetiram que o Irã não era uma ameaça iminente à segurança regional, e que estava a anos de distância de obter uma bomba nuclear. Trump tampouco se referiu aos impactos provocados pela ofensiva militar, como os ataques retaliatórios no Golfo e o fechamento do Estreito de Ormuz.
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Apresentados como um dos grandes feitos seus dois mandatos, os Acordos de Abraão têm como ponto central a normalização das relações com Israel, com a promessa de incentivos econômicos e ganhos políticos. A contenção da principal força militar e política antagonista aos EUA no Oriente Médio, o Irã, era outro objetivo declarado.
— Este acordo aumentou a estabilidade regional e a prosperidade econômica. Também criou uma oportunidade única na forma de uma coalizão regional contra a ameaça iraniana — afirmou, em janeiro de 2023, o então chanceler de Israel, Eli Cohen. — Meu objetivo é fortalecer os Acordos de Abraão existentes e expandir as relações com outros países.
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A iniciativa tem como membros Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos, Sudão (a ratificação foi adiada pela guerra civil) e Cazaquistão, o único não árabe. Ao contrário de propostas anteriores, não havia qualquer compromisso com a Questão Palestina.
“Os Acordos de Abraão foram modelados com base em uma ideia antiga defendida por alguns estrategistas israelenses: acordos bilaterais com Estados árabes garantiriam segurança por meio do comércio e das trocas econômicas, marginalizando os palestinos e adiando qualquer consideração sobre suas demandas por autodeterminação”, escreveu Arang Keshavarzian, professor de Estudos do Oriente Médio e Islâmicos na Universidade de Nova York, em artigo no Projeto de Pesquisa e Informação sobre o Oriente Médio.
No Truth Social, o presidente deixou claro quem é a “joia da coroa”: a Arábia Saudita. Seu antecessor, Joe Biden, investiu pesado para convencer Riad a se juntar à inciativa, e havia movimentos dos sauditas rumo a uma aproximação com Israel, como a autorização para o uso de seu espaço aéreo.
Mas tudo mudou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, dando início à guerra na Faixa de Gaza e à desestabilização subsequente do Oriente Médio. De acordo com documentos apresentados pelos militares de Israel, atribuídos à liderança do grupo, um dos objetivos do ataque era desestabilizar a expansão dos Acordos.
“Até outubro de 2023, acreditava-se que os sauditas estavam preparados para avançar com a normalização das relações mesmo sem a concretização imediata da solução de dois Estados”, escreveu Yoel Guzansky, pesquisador do Instituto Estudos de Segurança Nacional de Israel, em artigo publicado em fevereiro. “Desde então, o reino passou a considerar o apoio aos palestinos crucial para preservar sua legitimidade interna e proteger a posição do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman.”
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Os relatos sobre a escala da destruição em Gaza, aliada à crise humanitária e às mais de 70 mil mortes, elevaram a pressão por um Estado palestino, rejeitado pelo governo do premier israelense, Benjamin Netanyahu. As invasões do Líbano, com sinais de que Israel planeja retomar a ocupação militar, impulsionaram críticas à normalização. A guerra no Irã, na qual as monarquias do Golfo foram incluídas à revelia, demonstrou que a segurança prometida pelos Acordos de Abraão não era plena.
“Quando a guerra terminar, esses Estados se encontrarão numa encruzilhada, e o caminho que cada um seguirá é uma incógnita”, escreveu Marwan Muasher, do Fundo Carnegie para a Paz Internacional, em artigo de abril, acrescentando que há diferenças crescentes entre países como Arábia Saudita e os Emirados Árabes sobre como lidar com Israel.
Além dos hesitantes sauditas, os Acordos de Abraão não entusiasmam os demais governos citados por Trump. E nem a pressão vinda da Casa Branca deve quebrar esse impasse.
No Paquistão, mediador das conversas entre EUA e Irã e que tem no discurso anti-Israel uma constante, alguns analistas chegaram a ventilar uma normalização no início da década, mas a forte oposição pública e a guerra em Gaza enterraram a ideia a médio ou longo prazo. O Catar, que assume uma postura de neutralidade no Oriente Médio e se apresentou como mediador em conflitos envolvendo os israelenses, rejeitou publicamente a oferta em tempos recentes. Contudo, a monarquia possui uma complexa e pouco transparente relação com Israel.
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O Egito, primeiro país árabe a estabelecer relações com Israel, tem rejeitado há anos as ofensivas americanas para se juntar aos Acordos, que incluem promessas de apoio econômico. As autoridades citam a existência de acordos entre os dois países, criticam a falta de solução para a Questão Palestina e veem a iniciativa como um caminho para a ampliação do poder israelense. A Jordânia tem laços com Israel desde 1994, mas exige que temas como um Estado palestino independente e o status de regiões anexadas por Israel, como Jerusalém Oriental, guiem acordos regionais de paz. Estima-se que três milhões de palestinos vivam no país.
Antes de outubro de 2023, a Turquia — que reconheceu Israel em 1949 — estava prestes a receber Netanyahu em Ancara, mas a guerra em Gaza interrompeu a aproximação, dando lugar ao antagonismo aberto e ao corte dos laços comerciais. Nos últimos tempos, o presidente Recep Tayyip Erdogan vinha ainda evitando tecer críticas aos Acordos de Abraão (como as feitas em 2022), mas sem dar sinais de que pretenda aderir.

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