Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira que vai colaborar com o governador de Minnesota, Tim Walz, no trabalho de “combate à criminalidade” que a Casa Branca alega executar em diversos estados americanos para onde tem enviado agentes federais. A declaração de Trump, feita após encerrar uma ligação com o governador democrata, marca uma ligeira mudança de tom do presidente americano em relação a Walz.
Cronologia: Vídeos que mostram abordagem de agentes federais que levou à morte de americano contradizem versão do governo Trump
Acompanhe o caso: Autoridades de Minnesota entram na Justiça para tentar impedir destruição de provas após morte de americano por agentes federais
Após a morte do enfermeiro Alex Pretti, no último sábado, baleado por agentes federais de imigração em Minneapolis, Walz chegou a afirmar que “não se podia confiar” em uma investigação conduzida por autoridades federais. O governador democrata e o presidente republicano, assim como outras autoridades federais, vêm trocando farpas publicamente à medida que a tensão em Minnesota tem aumentado por conta da atuação de agentes da Patrulha de Fronteira e do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no território.
“O governador Tim Walz me ligou com o pedido de trabalharmos juntos em relação a Minnesota. Foi uma ligação muito boa e, na verdade, parecíamos estar em sintonia”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
Segundo o governador, a ligação de hoje entre os dois foi “produtiva” e ele argumentou que “precisam de investigações imparciais sobre os tiroteios em Minneapolis envolvendo agentes federais”. Walz destacou ainda que há necessidade de reduzir o número de agentes federais em Minnesota e disse que Trump concordou em “conversar com seu Departamento de Segurança Interna (DHS) sobre garantir” que a polícia estadual possa participar das investigações sobre os tiroteios.
— O presidente também concordou em analisar a possibilidade de reduzir o número de agentes federais em Minnesota e trabalhar com o estado de forma mais coordenada na aplicação das leis de imigração relacionadas a criminosos violentos — afirmou ele.
Anteontem, o juiz federal Eric Tostrud, indicado ao cargo por Trump, emitiu uma decisão de caráter liminar proibindo autoridades federais de “destruir ou alterar” as evidências sobre a morte de Pretti. A petição foi apresentada pelo procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, que argumentou que agentes federais cometeram erros “estarrecedores” após os disparos contra Pretti no sábado, o que indicaria que “o governo federal pode continuar a reter — e a deixar de proteger — provas”.
Initial plugin text
.
Walz disse ainda que também aproveitou a oportunidade para lembrar Trump de que o Departamento de Correções de Minnesota coopera com o ICE, informando-os quando tem sob custódia uma pessoa que não é cidadã americana.
— Não há um único caso documentado de o departamento ter liberado alguém da prisão estadual sem se oferecer para garantir uma transferência de custódia tranquila — disse Walz.
Apesar da abertura oferecida pelo presidente, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt declarou durante uma coletiva de imprensa nesta tarde que as mortes a tiros de Renee Good e Alex Pretti, ambos mortos por agentes federais em Minneapolis neste mês, foram causadas pelas ações do governo local e estadual, incluindo o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis, que, segundo ela, espalharam “mentiras” sobre as operações de fiscalização da imigração. Leavitt afirmou que os democratas são responsáveis por encorajar “agitadores de esquerda a perseguir, gravar, confrontar e obstruir” agentes federais de imigração.
Na sequência, a porta-voz declarou que, se as forças policiais locais de Minnesota forem trabalhar em conjunto com o ICE, como sugerido na ligação entre Trump e Walz, o envio de agentes da Patrulha de Fronteira para Minneapolis não seria mais necessário. Ela reforçou ainda que Walz pediu a Trump que reduzisse o número de agentes de imigração presentes no estado.
Contexto: Ofensiva do ICE em Minneapolis tem detenção de criança, morte e imagem manipulada
Mais cedo, nesta segunda-feira, Trump havia anunciado que enviaria seu “czar” anti-imigração, Tom Homan, veterano do ICE, ao estado de Minnesota para administrar a atuação da agência no estado. Na publicação de hoje à tarde após a conversa com o governador, Trump revelou ainda que Homan deverá telefonar para Walz a fim de articular uma possível colaboração e que o governador teria ficado ‘feliz’ com o envio do oficial para Minnesota.
Após o incidente de sábado, que reacendeu os manifestações contra à atuação dos agentes do ICE e da Patrulha de Fronteira — ambos subordinados ao Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA —, a secretária do DHS, Kristi Noem, classificou as supostas ações do enfermeiro morto por oficiais federais como “terrorismo doméstico”. Noem acusou o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, de incitar violência contra agentes federais, e enfatizou que Trump estaria preparado para invocar a Lei de Insurreição, caso julgasse necessário.
No domingo, Trump também culpou os democratas pelas mortes de Good e Pretti, sugerindo que os casos ocorreram por uma falta de cooperação com sua campanha anti-imigração. “Tragicamente, os cidadãos americanos perderam a vida como resultado do caos causado pelos democratas”, escreveu em sua plataforma Truth Social.
Entenda: Casaco de comandante de ações anti-imigração vira símbolo de disputa nos EUA por semelhança com uniforme nazista
Mudança de tom
Diante do aumento de pedidos por uma investigação completa do ocorrido, incluindo de aliados republicanos, Trump evitou dizer se o agente federal que matou Pretti em Minneapolis agiu de forma apropriada em entrevista telefônica de cinco minutos concedida ao Wall Street Journal na noite de domingo. O presidente também afirmou que o governo está revisando o caso. Trump também sinalizou que agentes federais de imigração poderão deixar a região “em algum momento”, sem indicar prazo.
— Estamos olhando, estamos revisando tudo e vamos chegar a uma conclusão — disse o republicano, criticando Pretti por portar uma arma durante o protesto, embora testemunhas afirmem que o enfermeiro não empunhava a pistola quando se aproximou dos agentes.
Segundo o DHS, Pretti carregava uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros. O órgão afirmou que o incidente começou depois que o homem abordou os agentes com a arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo. No entanto, imagens do momento contradizem a versão do governo e mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma.
‘Basta!’: Protestos e greve geral mobilizam Minnesota contra ações do ICE mesmo sob frio extremo
A troca de acusações entre Frey, Walz, Noem e Trump já havia sido intensa após a morte de Renee Good, uma mulher de 37 anos que foi baleada por um agente do ICE também em Minneapolis. O incidente ocorrido no dia 7 de janeiro, a menos de um quilômetro e meio do local onde George Floyd foi assassinado em 2020, provocou uma onda de protestos em diversas cidades do país contra a violência e a política de imigração do governo Trump. Neste caso, o Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota, agência estadual de investigação forense, foi barrado das investigações, assumidas pelo FBI.
À medida que imagens gravadas anteontem em Minneapolis contradiziam a versão apresentada pelo governo Trump sobre a morte de Pretti, cresciam ontem as desconfianças entre autoridades estaduais de Minnesota e o governo federal. Investigadores e promotores do estado americano entraram com ações na justiça para que agências federais sejam obrigadas a manter intactas evidências coletadas no local do incidente — o que demonstra um temor de ocultação ou destruição de provas enquanto autoridades locais afirmam ter sido impedidas de investigar o caso.
O bloqueio seria o segundo em três semanas. Na apuração da morte de Good, autoridades de Minnesota também requisitaram o trabalho conjunto de seu Departamento de Investigação Criminal (DIC) com o governo federal, mas não obtiveram acesso a fatos e provas cruciais.

Veja outras postagens

Um tribunal de Ancara anulou nesta quinta-feira a eleição da liderança do principal partido de oposição da Turquia, o CHP, em 2023, numa escalada acentuada contra a oposição fragilizada do país. Esta é a mais recente de uma série de medidas contra o Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla original), a legenda política mais antiga da Turquia, que obteve uma vitória expressiva sobre o AKP, partido governista do presidente Recep Tayyip Erdogan, nas eleições locais de 2024 e vem crescendo nas pesquisas de opinião.
Assista: Ministro israelense causa indignação ao divulgar vídeo de ativistas de flotilha a Gaza ajoelhados e com mãos amarradas
Levantamento revela: Autoritarismo se fortalece no mundo com rede transnacional de colaboração
A decisão anulou o resultado da eleição da liderança, que elegeu o atual líder do partido, Özgur Özel, e nomeou o ex-presidente do partido, Kemal Kılığdaroğlu — que perdeu a eleição para Özel — como líder interino.
O CHP convocou imediatamente uma reunião de emergência da liderança em sua sede em Ancara, onde centenas de manifestantes enfurecidos começaram a se reunir do lado de fora, chegando a mais de 5.000 pessoas, segundo um correspondente da AFP.
“Traidor Kemal!” Eles gritaram, agitando bandeiras e entoando slogans de protesto contra a decisão judicial. A anulação também provocou uma forte reação na principal bolsa de valores da Turquia, cujas ações despencaram mais de seis por cento.
O caso diz respeito a alegações de compra de votos no congresso do CHP em novembro de 2023. Os promotores alegam que Özel venceu pressionando delegados com promessas de empregos e outras propinas. Aberto em fevereiro de 2025, o caso foi arquivado em outubro por falta de fundamento. Mas os promotores recorreram e o tribunal decidiu a seu favor.
“Não reconhecemos nem aceitamos esta decisão (judicial) ilegal”, escreveu o CHP no X, enquanto Özel prometia continuar a luta.
— Estamos vivendo um dia sombrio para a democracia turca — declarou Özel em uma coletiva de imprensa no final da noite em Ancara, afirmando que o partido havia recorrido da decisão ao Tribunal de Cassação e que também recorreria à autoridade eleitoral máxima da Turquia na sexta-feira.
Initial plugin text
‘Tal como Putin’
O prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, principal rival político de Erdogan e candidato presidencial do CHP, foi preso no ano passado sob acusações amplamente consideradas políticas. Ele afirmou que não se trata apenas de uma manobra contra o CHP, mas sim de “um golpe contra a Turquia, contra a democracia”.
“Isto é grave. Transcende as divisões partidárias. É hora de a nação se unir para defender a Turquia”, escreveu ele no X.
O caso é amplamente visto como uma tentativa politicamente motivada de enfraquecer o partido de oposição, com analistas afirmando que se trata da continuação do processo iniciado com a prisão de Imamoglu.
— Sabíamos que era para isso que Erdogan estava caminhando, e este é um ataque sem precedentes ao que restava do espaço democrático — disse Gonul Tol, do Instituto do Oriente Médio, com sede em Washington, à AFP. — É basicamente uma reestruturação da oposição, tal como Putin moldou uma oposição leal. É para lá que estamos indo, é algo sem precedentes.
O analista político Berk Esen afirmou que tentar mudar a liderança da oposição por meio dos tribunais era “sem precedentes”, alertando que aceitar Kılığdaroğlu como líder seria, na prática, “um acordo com o regime”.
“É o mesmo que encobrir a ilegalidade em curso”, alegou Esen em publicação no X sobre uma figura amplamente vista como um peão do governo.
Dados mostram: Tombo autoritário no Trump 2.0 foi mais veloz do que na Rússia de Putin, na Turquia de Erdogan e até na Venezuela
Nova era sob Özel
No ano passado, Kılığdaroğlu disse que estaria disposto a assumir a liderança se o tribunal anulasse o resultado das primárias, provocando indignação dentro do CHP. No X, o político de 77 anos disse que a decisão “não deveria ser motivo de divisão, mas sim uma oportunidade para unir” e “deixar de lado as mágoas”.
Como líder do partido, ele foi uma figura apagada, acumulando uma série de derrotas eleitorais e mal conseguindo abalar a estrutura do AKP, partido de Erdogan. Kılığdaroğlu foi destituído do cargo no congresso do partido cinco meses após perder uma acirrada campanha presidencial contra Erdogan, mergulhando a legenda em crise.
A situação mudou após a eleição de Özel: em poucos meses, ele liderou o CHP a uma retumbante vitória nas eleições locais. Posteriormente, se tornou o rosto dos maiores protestos de rua na Turquia em uma década, desencadeados pela prisão de Imamoglu, que permanece detido e enfrenta uma série de processos judiciais que o acusam de tudo, desde corrupção e espionagem até ligações com o terrorismo.
O principal processo contra ele foi aberto em março, com os promotores buscando uma pena de 2.430 anos de prisão. Caso seja impedido de concorrer, analistas preveem que Özel, de 51 anos, surgirá como o provável candidato nas eleições à Presidência, previstas para 2028.
A Assembleia Geral da ONU aprovou na quarta-feira uma resolução que amplia a pressão sobre os países para que cumpram compromissos de redução de emissões e para o controle de danos ambientais. O texto tem como base uma decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) de 2025 que previa, em determinados casos, o pagamento de reparações por grandes poluidores. O texto passou no plenário, mas chamou a atenção uma curiosa aliança no campo dos votos contrários.
Retrocessos climáticos: Trump eliminará restrições a gases de efeito estufa usados na refrigeração
‘Fome oculta’: Crise climática reduz nutrientes dos alimentos e amplia desigualdades globais
A resolução foi apresentada por Vanuatu, um país no Oceano Pacífico que pode perder grande parte de seu território por causa do aumento do nível dos oceanos, e se baseia em uma opinião do Tribunal Penal Internacional, emitida em 2025, e que abre espaço para a judicialização de países que ignoram medidas de redução de danos ao clima.
Segundo a Corte, esses governos poderão ser condenados por seu desleixo ambiental e obrigados a pagar restituições financeiras ou em outros formatos. Na ocasião, os magistrados destacaram o impacto dos combustíveis fósseis, e afirmaram ser dever dos Estados controlar as emissões — a omissão, destacaram, “pode constituir um ato ilícito internacional atribuível a esse Estado”.
A decisão rejeitou os argumentos de que apenas os signatários do Acordo de Paris estariam sujeitos às obrigações, citando uma série de outros compromissos internacionais, e estabeleceu que os governos podem ser responsabilizados por ações de atores privados.
‘Mudança climática é machista’: ONGs alertam sobre impactos ambientais relacionados à desigualdade de gênero
Nos meses que se seguiram, nações produtoras de petróleo, especialmente os EUA, cujo abandono da pauta ambiental é política de governo para o presidente Donald Trump, tentaram afundar a campanha de Vanuatu. Em fevereiro, a agência Associated Press revelou que o Departamento de Estado agiu pesado para orquestrar a derrubada do texto: uma ordem emitida às embaixadas do país afirmava que a decisão da CIJ “poderia representar uma grande ameaça para a indústria americana”, e pedia que agissem junto às autoridades locais.
No ano passado, durante a COP30, em Belém, a proposta de transformar a opinião do CIJ em uma resolução na ONU não ganhou força, e alguns pesos pesados do setor de energia engrossaram a oposição à proposta — um representante da Arábia Saudita disse, em reunião a portas fechadas, que ela era uma “linha muito vermelha”.
Vanuatu, apoiado por uma coalizão de países, não se curvou, mas o texto final sofreu muitas alterações para que pudesse avançar. Mesmo assim, ele estipula a necessidade de ações para limitar o aquecimento do planeta em até 1,5ºC, em comparação com a era pré-Revolução Industrial, e para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis.
— A intervenção ativa do governo Trump no mercado para impedir a eliminação gradual dos combustíveis fósseis é muito frustrante; é algo que ultrapassa as expectativas de um governo —disse Ralph Regenvanu, ministro da Adaptação às Mudanças Cimáticas de Vanuatu, ao jornal britânico Guardian, em março. — Isso terá um enorme impacto negativo no mundo e nas futuras gerações.
Prefere atenuar impactos das alterações do clima: Mudança climática não acabará com a humanidade, afirma Bill Gates
Na quarta, o texto foi a plenário, recebendo 141 votos a favor (incluindo o do Brasil), com 28 abstenções (incluindo a da Turquia, que sediará a COP31), e 8 contra. Ao contrário do Conselho de Segurança, nenhum país tem direito a veto na Assembleia Geral.
“Saúdo a adoção da resolução da Assembleia Geral sobre o parecer consultivo da CIJ sobre mudanças climáticas – uma poderosa afirmação do direito internacional, da justiça climática, da ciência e da responsabilidade dos Estados em proteger as pessoas da crescente crise climática”, escreveu, na rede social X, o secretário-geral da ONU, António Guterres. “Aqueles que menos contribuem para as mudanças climáticas estão pagando o preço mais alto. Essa injustiça precisa acabar.”
Simon Kofe, ministro das Relações Exteriores, da Justiça e das Comunicações de Tuvalu, faz alerta sobre mudanças climáticas
Divulgação/Governo de Tuvalu
Para Regeveanu, “o compromisso contínuo com o Estado de Direito é mais importante do que nunca”, e as mudanças climáticas “não são exceção”.
— A manutenção do esclarecimento das obrigações existentes feito pela Corte é essencial para a credibilidade do sistema internacional e para uma ação coletiva eficaz — afirmou nesta quinta-feira ao Guardian.
Apesar da resolução ser não vinculante, os argumentos ali presentes já são usados em decisões sobre questões climáticas, e sua aprovação é considerada histórica por ambientalistas e ativistas climáticos. Mas outro destaque da votação estava na curiosa aliança de oposição ao texto: EUA, Rússia, Irã, Israel, Bielorrússia, Iêmen, Libéria e Arábia Saudita, países que, em outras frentes, estariam em lados diferentes das mesas de negociações e, especialmente, das trincheiras.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira o envio de 5 mil soldados americanos para a Polônia, no momento em que seu governo revisa sua pegada militar no continente. Nas últimas semanas, o Pentágono surpreendeu com a suspensão da ida de 4 mil soldados ao país do Leste Europeu, prevista há meses, e ao ordenar o retorno de 5 mil militares baseados na Alemanha.
“Com base na bem-sucedida eleição do atual presidente da Polônia, Karol Nawrocki, a quem tive a honra de apoiar, e em nosso relacionamento com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5.000 soldados para a Polônia”, escreveu Trump em sua rede social, o Truth Social.
Aliança militar nega: E-mail do Pentágono sugere suspender Espanha da Otan por divergências sobre o Irã
Canais abertos?: ‘Não vou desistir de trabalhar com Trump’, diz chanceler alemão em meio a desavenças sobre guerra no Irã e crise na Otan
Nawrocki, eleito no ano passado, se apresenta como uma das lideranças mais próximas a Trump na Europa, e tenta ocupar o lugar deixado por Viktor Orbán, o premier húngaro derrotado nas eleições do mês passado, após 16 anos no poder. Os dois estiveram juntos na Casa Branca em duas ocasiões em 2025, e na última delas, em setembro, o polonês ouviu a promessa de maior apoio à defesa do país.
Trump não deu detalhes sobre a movimentação, tampouco se estava relacionada a uma questionada decisão do Pentágono, tornada pública na semana passada, sobre o cancelamento do envio de 4 mil militares à Polônia. Na ocasião, um representante militar disse que a ação seguia “um processo abrangente e multifacetado que incorpora as perspectivas de líderes importantes das Forças Armadas dos EUA na Europa e de toda a cadeia de comando”.
A medida surpreendeu a muitos no Departamento de Defesa, e deixou lideranças europeias, especialmente as polonesas, em estado de alerta máximo.
— Em nenhum momento fomos informados de que a presença das Forças Armadas dos EUA na Polônia seria reduzida — disse, na segunda-feira, o ministro da Defesa polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, citado pelo portal Politico. — Entendo que o processo de reorganização esteja em andamento, mas isso não pode ocorrer às custas de um aliado tão fiel como a Polônia. Somos um aliado comprovado e confiável, e é por isso que esperamos parceria, amizade e uma boa troca de informações.
Entenda: Isolamento em guerra contra o Irã impulsiona ameaça de Trump de deixar a Otan; ideia tem obstáculos políticos e legais
Na terça-feira, o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que o envio de tropas para a Polônia não foi cancelado, mas sim adiado. Um dia depois, o Pentágono confirmou a redução “temporária” do número de equipes de brigada de combate na Europa, de quatro para três. Cada uma dessas unidades é composta por até 4,7 mil militares. Estima–se que o contingente dos EUA na Polônia seja de 10 mil homens e mulheres.
“O Departamento determinará a destinação final dessas e de outras forças americanas na Europa com base em análises adicionais das necessidades estratégicas e operacionais dos EUA, bem como da capacidade de nossos aliados de contribuir com tropas para a defesa da Europa”, afirmou o comunicado do Pentágono, emitido na quinta-feira.
O impasse sobre as tropas é apenas um capítulo da batalha travada por Donald Trump dentro da Otan, a principal aliança militar do Ocidente, liderada (cada vez mais relutantemente) pelos EUA. O presidente americano já conseguiu obter de quase todos os membros da organização o compromisso para elevar os gastos com Defesa para 5% do PIB, e quer que os europeus tenham um papel mais ativo na segurança do continente. Em vários momentos, ele ameaçou deixar a aliança.
As relações azedaram ainda mais depois do início da guerra contra o Irã, no final de fevereiro. Nenhum país da organização se dispôs a lutar no Oriente Médio, e muitos não escondem o descontentamento com uma operação militar que provocou impactos econômicos ao redor do planeta, e que não parece próxima de um desfecho positivo.
Aliado do republicano: Secretário-geral da Otan diz que Europa está ‘sonhando’ se acha que pode se defender sem os EUA
No fim de abril, o chanceler alemão, Friedrich Merz, que inicialmente apoiou a ofensiva militar e expressou seu desejo de uma mudança de regime no Irã, afirmou em discurso que os americanos estavam sendo “humilhados pela liderança iraniana, especialmente por essa tal Guarda Revolucionária”, citando as fracassadas rodadas de conversas em Islamabad.
A resposta da Casa Branca veio dias depois, com o anúncio da retirada de 5 mil militares americanos da Alemanha, país que abriga o maior contingente dos EUA na Europa, 38 mil. Ao confirmar a movimentação, Trump sugeriu que poderia considerar movimentações semelhantes na Itália e na Espanha, dois países que também não quiseram participar da “Operação Fúria Épica”.

O governo federal está com formulário aberto para que municípios de todo o país manifestem interesse em executar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2026, na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).

O anúncio foi feito pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), durante a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como Marcha dos Prefeitos, realizada nesta semana.

Notícias relacionadas:

O novo edital vai selecionar os municípios por meio de termo de adesão firmado com o governo federal. Para participar, o município já deve ter aderido ao PAA e ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A manifestação de interesse funciona como uma etapa preliminar para planejar os recursos no orçamento de 2026, segundo o MDS.

Nas aquisições feitas pela modalidade Compra com Doação Simultânea, os alimentos adquiridos da agricultura familiar serão destinados ao abastecimento de restaurantes populares e cozinhas solidárias, bem como outros equipamentos da rede socioassistencial e de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional. 

A iniciativa integra as ações do MDS de promoção da segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar, ampliando o acesso à alimentação adequada e saudável para populações em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Critérios

De acordo com o edital, os municípios serão classificados com base em critérios técnicos relacionados à vulnerabilidade social e à capacidade de execução da política pública. 

Também serão considerados municípios prioritários da Estratégia Alimenta Cidades e do Protocolo Brasil Sem Fome, além de localidades em situação de vulnerabilidade climática e risco de seca na agricultura familiar.

Os gestores municipais interessados devem preencher o formulário eletrônico em até 15 dias corridos após a publicação do edital. Entre as informações exigidas estão dados do gestor responsável, expectativa do número de agricultores familiares fornecedores e unidades recebedoras, além da previsão do volume de alimentos (em quilos) a ser adquirido.

Segundo o governo, a metodologia de seleção permite identificar localidades mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, prioriza municípios com capacidade institucional para executar o programa, garantindo maior efetividade na aplicação dos recursos públicos.

O envio da proposta não garante o direito automático aos recursos, sendo uma expectativa de direito condicionada à disponibilidade orçamentária e à aprovação técnica do MDS.

O PAA é considerado uma das principais políticas públicas de segurança alimentar do país. Ele busca promover os circuitos locais de abastecimento pela agricultura familiar, o desenvolvimento rural com a geração de renda e emprego, contribuindo para a redução do êxodo rural e para a geração de capital no setor agropecuário.

O Itamaraty convocou a chefe da embaixada de Israel no Brasil, Rasha Athamni, para pedir esclarecimentos sobre um vídeo que mostra ativistas com as mãos amarradas e as testas apoiadas no chão. As imagens, divulgadas pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de ultradireita, retratam o tratamento dado a estrangeiros, entre eles quatro brasileiros, que participavam de uma flotilha rumo à Faixa de Gaza e geraram forte repercussão internacional.
A convocação ocorreu na tarde desta quinta-feira, por volta das 16h. A embaixadora foi recebida pelo Diretor do Departamento de Oriente Médio, embaixador Clélio Crippa, no Itamaraty, em Brasília.
O Itamaraty já havia reagido na quarta-feira às imagens divulgadas pelo ministro e classificou como degradante o tratamento dado aos ativistas que participavam da flotilha com destino à Faixa de Gaza.
“O governo brasileiro deplora o tratamento degradante e humilhante dispensado por autoridades israelenses, em particular pelo Ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben Gvir, aos participantes da Flotilha Global Sumud”, diz a nota.
Rasha Athamni comanda a embaixada de Israel em Brasília desde outubro de 2025, na condição de encarregada de negócios. O posto de embaixador permanece vago desde o encerramento da missão de Daniel Zonshine.
O governo israelense chegou a indicar o diplomata Gali Dagan para assumir a representação em Brasília, mas o nome não recebeu o aval do Palácio do Planalto, em meio ao agravamento da crise diplomática entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premiê israelense Benjamin Netanyahu. Desde o início de 2024, o Brasil também está sem embaixador em Tel Aviv.
Uma comissão responsável pela preservação do patrimônio artístico e arquitetônico de Washington aprovou o projeto para a construção de um arco de 76 metros de altura, defendido pelo presidente dos EUA, Donald Trump como parte da celebração dos 250 anos da independência. O monumento, assim como a construção de um salão de baile na Casa Branca, integram os planos trumpistas para remodelar a capital, e enfrentam a rejeição da maior parte do país, além de uma lbatalha judicial.
‘Sem Reis’: Protestos contra o governo Trump reúnem oito milhões de pessoas nos EUA; veja fotos
Salão de baile, jardim pavimentado e muito ouro: Veja as cinco grandes mudanças que Trump está fazendo na Casa Branca
Em reunião nesta quinta-feira, o vice-presidente da Comissão de Belas Artes, James McCrery, mencionou que a obra contribuiria com a renovação do Memorial Circle, uma área próxima ao local proposto para o arco. Já o chefe da agência, Rodney Mims Cook Jr. disse que a capital não é uma “cidade estática”, chamando Trump de um “presidente construtor” que busca “abrir novas oportunidades para os americanos”. O processo de análise foi aberto à sociedade, e praticamente todos os mil comentários recebidos foram contrários à iniciativa.
A comissão é composta por sete membros, todos indicados pelo presidente, mas não tem poderes para autorizar o início das construções, uma tarefa a cargo do Comitê de Planejamento da Capital Nacional, que anunciará uma decisão no mês que vem. No momento, apenas estudos técnicos estão sendo realizados na área proposta. Não há um prazo para as primeiras intervenções.
O projeto do Arco do Triunfo dos Estados Unidos, ou Arco de Trump, prevê uma estrutura de 76 metros da base até a ponta de uma tocha erguida por uma estátua dourada da Senhora Liberdade (a mesma da Estátua da Liberdade em Nova York), acompanhada por duas águias douradas. Na escala imperial, usada nos EUA, o arco tem 250 metros de altura, em referência aos 250 anos de independência.
As frases “Uma Nação Sob Deus” e “Liberdade e Justiça para Todos” (igualmente — surpresa — em dourado) adornam o arco, que será revestido de granito, ao invés do mármore pedido pelo presidente, e que terá um ponto de observação em seu topo. Segundo a Casa Branca, o custo total da obra “está sendo calculado”, e deverá ser coberto por “alguma combinação de fundos públicos e privados”.
Invasores do Capitólio podem ser beneficiados: Fundo bilionário de Trump para aliados testa limites políticos e legais e já é questionado nos tribunais
Caso seja concluído nos moldes do projeto atual, seria o maior arco do triunfo do mundo, mais alto do que o Monumento à Revolução, na Cidade do México (67 metros), ou do que os arcos de Pyongyang (60 metros) e de Paris (49,5 metros). A obra superaria, em altura, alguns dos monumentos mais conhecidos da capital americana, como o Memorial de Lincoln, com 30 metros, e teria quase metade do Monumento a Washington, o obelisco de 169 metros próximo ao Congresso e à Casa Branca.
Em abril, a Comissão de Belas Artes recomendou a Trump que removesse as estátuas do monumento, o que o reduziria em quase 25 metros, mas o presidente ignorou a sugestão.
— Isso o diferencia de monumentos como os memoriais de Jefferson e Lincoln — disse Nicolas Leo Charbonneau, arquiteto responsável pelo projeto, à Associated Press.
Após visita a Pequim: Trump diz que conversará com líder de Taiwan, ação que pode pôr em risco relação entre EUA e China
Trump, magnata que fez fortuna com o mercado imobiliário, está entusiasmado com o arco, que vê como uma de marcas perpétuas de sua Presidência. Mas pesquisas mostram que nem todos seus compatriotas compartilham o sentimento: No fim do mês passado, uma pesquisa da rede ABC News mostrou que 52% dos entrevistados são contra o monumento, e apenas 21% o aprovam.
Organizações não governamentais apontam que o Arco de Trump, que deve ser erguido às margens do rio Potomac, vai atrapalhar o conjunto arquitetônico na área, que inclui o Memorial de Lincoln e, do outro lado do rio, o Cemitério Nacional de Arlington, o mais tradicional cemitério militar do país.
— O arco, conforme proposto, dominaria o cemitério nacional e seria incompatível com seu caráter solene e sagrado — disse Elizabeth Merritt, vice-conselheira geral do Fundo Nacional de Preservação Histórica, durante a sessão que aprovou o projeto.
Initial plugin text
Ao portal Axios, um porta-voz da Casa Branca disse que Trump está “focado em salvar nosso país, não em obter reconhecimento”.
— Qualquer pessoa que veja algum problema no fato de o presidente Trump celebrar a grandeza do nosso país e embelezar a capital da nossa nação durante a nossa histórica celebração do 250º aniversário claramente sofre de uma doença grave e incurável conhecida como Síndrome de Transtorno de Trump — acrescentou.
Parte da Ala Leste da Casa Branca foi demolida para construção de um salão de baile
Doug Mills/The New York Times
O arco não é a única obra da discórdia do republicano. Trump quer construir um salão de baile cujo custo é estimado em US$ 400 milhões, cujo projeto incluiu a derrubada de parte da estrutura histórica da Casa Branca. Ele está no centro de batalhas jurídicas nos tribunais e políticas no Congresso, intensificada no mês passado, quando o presidente teve que ser retirado às pressas de um jantar em um hotel, depois que um homem fez disparos em um dos bloqueios do lado de fora do salão.
Obras no espelho d’água do Memorial de Lincoln, em Washington
Andrew Harnik/Getty Images/AFP
Outro foco de tensão é a reforma no espelho d’água do Memorial de Lincoln. A obra, estimada inicialmente em US$ 1,8 milhão, sofreu um reajuste e deve custar US$ 13,1 milhão. A empresa responsável foi contratada sem licitação, e na semana passada uma ONG entrou com ação na Justiça para pausar os trabalhos, alegando que o governo não cumpriu os critérios para alterações em monumentos, afirmando que “a cada dia que a obra continua, o caráter histórico do Espelho D’Água está sendo alterado de forma ainda mais e fundamental”.
Uma mulher de 39 anos foi atropelada pelo próprio carro enquanto tentava fazer um ajuste na bateria do veículo. Ela estava em uma via em Comodoro Rivadavia, na província de Chubut, Argentina. O automóvel avançou sozinho sobre a motorista após ela esquecer de acionar o freio de mão. O caso aconteceu na última terça-feira (19) e foi registrado por câmeras de segurança da região.
A motorista, identificada como Yésica, havia parado o carro em uma avenida da cidade para tentar resolver uma falha mecânica, segundo informações divulgadas pela imprensa local. O motor permaneceu ligado quando ela saiu do veículo, um Renault Clio. Com o capô aberto, a mulher tentava reconectar um cabo solto da bateria quando o carro começou a se mover inesperadamente.
Uma câmera de segurança da região registrou o momento do acidente. Na pista do lado direito da avenida, o veículo avança sozinho e a mulher não consegue desviar. Ela é atingida e cai deitada no chão, momento em que o carro segue avançando e passa por cima dela. Tanto a roda dianteira como a traseira do lado esquerdo passam por cima da mulher. O carro continua avançando até sair do enquadramento da câmera de segurança.
Initial plugin text
As imagens foram compartilhadas nas redes sociais. Em comentários, motoristas destacaram a importância de sempre se certificar de cuidados básicos antes de deixar o veículo estacionado e durante reparos mecânicos sem ser por profissionais.
A avenida estava movimentada no momento do acidente, e motoristas que testemunharam imediatamente alertaram as autoridades. Minutos depois do atropelamento, a polícia chegou e encontrou a mulher caída no asfalto com um ferimento sangrando.
Segundo o depoimento de uma testemunha a veículos locais, o carro foi deixado engatado e sem o freio de mão acionado.
A vítima sofreu ferimentos e precisou ser encaminhada ao Hospital Regional da cidade. Apesar do susto e da gravidade da cena, os médicos informaram que ela está fora de perigo e não sofreu fraturas, informaram veículos locais.
Com informações de El Tiempo e La Nacion;
O Irã está discutindo com Omã a implementação de um sistema permanente de pedágio no Estreito de Ormuz, em um movimento que pode formalizar seu controle sobre o tráfego marítimo em uma das principais rotas do comércio global de petróleo, segundo a agência de notícias Bloomberg. A medida tende a intensificar as tensões com os Estados Unidos em meio à guerra na região e pode inviabilizar um acordo diplomático.
Análise: EUA e Israel queriam o radical Ahmadinejad no poder no Irã?
Contexto: Irã responde a proposta de acordo dos EUA após Trump repetir ameaça de aniquilação do país
— O Irã e Omã devem mobilizar todos os seus recursos tanto para fornecer serviços de segurança quanto para gerenciar a navegação da forma mais adequada — disse o embaixador iraniano na França, Mohammad Amin-Nejad, em entrevista à Bloomberg em Paris, na quarta-feira.
A proposta implicaria custos, segundo o diplomata.
— É evidente que aqueles que desejam se beneficiar desse tráfego também devem pagar sua parte — afirmou, acrescentando que o sistema será transparente. — E, se hoje há algum desejo de que a situação melhore, é preciso encontrar uma solução para atacar a raiz do problema.
Initial plugin text
O governo de Omã não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
— Sempre dissemos que um sistema de pedágio no estreito seria inaceitável — afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a jornalistas na quinta-feira. — Ninguém no mundo é a favor de um sistema de pedágio. Isso não pode acontecer. Tornaria um acordo diplomático inviável. É uma ameaça global que eles tentem fazer isso, e é completamente ilegal.
Entenda: Senado dos EUA vota a favor de medida para forçar Trump a encerrar guerra com o Irã ou solicitar autorização do Congresso para seguir
O fechamento sem precedentes do estreito é a principal consequência da guerra entre EUA e Israel contra a República Islâmica. O tráfego marítimo diminuiu desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, com o Irã permitindo a passagem de poucas embarcações e os EUA bloqueando portos iranianos. O cenário fez os preços de energia dispararem e provocou uma venda generalizada de títulos públicos no mundo, em meio ao aumento das pressões inflacionárias.
Localizado entre o Irã ao norte e Omã ao sul, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e normalmente responde por cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, além de outras commodities, como alumínio e fertilizantes.
Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e EUA
O Irã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos iranianos. Amin-Nejad insistiu que o tráfego não foi completamente interrompido e afirmou, sem apresentar provas, que 26 petroleiros e outras embarcações transitaram entre terça e quarta-feira com a ajuda da Guarda Revolucionária Islâmica.
O número seria incomumente alto para as últimas semanas, mas ainda muito abaixo dos níveis pré-guerra, de cerca de 135 navios por dia.
Presidente dos EUA: Trump afirma que suspendeu ataque contra o Irã previsto para amanhã, mas deixa Forças Armadas de prontidão
Segundo o embaixador, a queda se deve ao alto custo dos seguros. Empresas de navegação, no entanto, afirmam que o principal problema é o risco de ataques com mísseis e drones, além da possibilidade de atingir minas marítimas. A maioria diz que não enviará embarcações pelo estreito até o fim da guerra.
Irã e EUA concordaram com um cessar-fogo frágil em 8 de abril e trocam mensagens por meio do Paquistão sobre um possível acordo de paz. As partes ainda parecem distantes e afirmaram recentemente estar prontas para retomar as hostilidades.
O Estreito de Ormuz é um ponto central de disputa. Países europeus e árabes do Golfo, como a Arábia Saudita, afirmam que o Irã não pode controlar um gargalo estratégico historicamente tratado como águas internacionais.
Pesquisa: Maioria dos eleitores dos EUA rejeita retomada da guerra contra o Irã mesmo sem fim imediato de programa nuclear, aponta pesquisa
Agora, Teerã ampliou sua área reivindicada de jurisdição e estabeleceu novas regras para embarcações que desejam atravessar a via, que tem cerca de 39 quilômetros em seu ponto mais estreito. Isso inclui lidar com um novo órgão, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico. Em alguns casos, embarcações recebem pedidos de pagamento de até US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) por passagem segura.
O Irã afirma que países como China e Coreia do Sul coordenaram com a Marinha da Guarda Revolucionária para permitir a passagem de seus navios. Nenhum dos dois confirmou a informação, e Teerã não informou se houve cobrança.
O país sinalizou que pretende manter o controle sobre Ormuz mesmo após a guerra, como forma de dissuadir futuros ataques dos EUA e de Israel. A medida também pode servir para gerar receita para a economia, afetada pelo conflito.
Pena de morte: Aumento ‘impactante’ no Irã faz execuções no mundo baterem recorde em 2025, diz relatório da Anistia Internacional
A tentativa de transformar o controle sobre a rota marítima em “fonte de renda” não se limita ao Estreito de Ormuz. Nas últimas semanas, autoridades e veículos ligados à Guarda Revolucionária passaram a defender a cobrança pelo uso de cabos submarinos que cruzam o Golfo Pérsico, infraestrutura responsável por cerca de 95% do tráfego global de internet e essencial para comunicações e transações financeiras no mundo.
A proposta inclui a cobrança pelo uso do leito marinho iraniano, exigências regulatórias sobre empresas estrangeiras e a centralização das operações de manutenção em companhias locais. A estratégia segue a mesma lógica do pedágio naval: transformar o controle territorial e a instabilidade da região em instrumentos de pressão econômica.
O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a sugerir que o próprio país poderia cobrar tarifas, antes de afirmar que “é melhor [o Irã] não estar pensando” em pedágios. Em determinado momento, ele chegou a mencionar a possibilidade de uma parceria entre EUA e Irã para administrar o estreito.
Encontro em Pequim: Trump e Xi concordam que Estreito de Ormuz ‘deve seguir aberto’, diz Casa Branca
O chefe da principal companhia petrolífera dos Emirados Árabes Unidos, Sultan Al Jaber, destacou a preocupação dos vizinhos árabes do Irã ao afirmar que um “precedente perigoso” está sendo criado.
— Uma vez que se aceite que um único país pode manter a via navegável mais importante do mundo refém, a liberdade de navegação como a conhecemos acaba — disse.
Amin-Nejad minimizou as tensões com Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Segundo a Bloomberg, esses países realizaram ataques discretos contra o Irã antes do cessar-fogo, em resposta ao disparo de milhares de drones e mísseis iranianos contra seus territórios e outros países, como Catar e Bahrein.
— Os momentos mais difíceis para nós foram aqueles em que não tivemos escolha a não ser atacar bases militares localizadas no território desses países, de onde o território iraniano estava sendo atacado — disse o embaixador, acrescentando que os “mal-entendidos acumulados” podem ser resolvidos após o fim da guerra.
Vídeo: Mancha de petróleo atinge ilha paradisíaca conhecida como ‘Maldivas do Irã’, no Golfo Pérsico, e ameaça ecossistema local
Muitos dos projéteis iranianos atingiram áreas civis e locais não militares, como portos e refinarias de petróleo.
O embaixador afirmou ainda que os EUA subestimaram a capacidade de resistência do Irã.
— A análise deles se baseava na crença de que, ao pressionar o povo iraniano, por meio de sanções e de uma espécie de embargo total, conseguiriam resolver completamente a questão em três ou quatro dias. Eles imaginaram que o Irã era uma segunda Venezuela — disse, em referência à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro.
*Colaborou Filipe Barini

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (21), vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a quatro dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Um deles permite que municípios com até 65 mil habitantes inadimplentes com a União possam realizar convênios e receber recursos federais.

Com a derrubada dos vetos, os dispositivos da lei passam a ser válidos e os textos seguem para promulgação.

Notícias relacionadas:

O trecho que entrará em vigor estabelece que esses municípios não dependem de adimplência fiscal para a emissão de nota de empenho, a realização das transferências de recursos e a assinatura de convênios, bem como a doação de bens, materiais e insumos.

Na justificativa do veto, o presidente Lula argumentou que a obrigatoriedade de adimplência fiscal e financeira para a celebração de transferências voluntárias está estabelecida na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), a qual define normas de finanças públicas destinadas à responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Artigo 163 da Constituição Federal.

Assim, não caberia à LDO, como lei ordinária de caráter temporário, afastar a aplicabilidade de lei complementar.

Além disso, segundo o governo federal, todas as possíveis exceções à inadimplência, referentes a ações de educação, saúde, assistência social, emendas parlamentares individuais e de bancada, já estão contempladas na legislação.

A mensagem de veto lembra ainda que a dispensa de adimplência para receber transferências voluntárias viola outro trecho da Constituição (Artigo 195, parágrafo 3º), que proíbe o Poder Público de beneficiar aqueles que devem à Seguridade Social.

Com a decisão do Congresso Nacional, a expectativa é que pelo menos 3,1 mil municípios sejam beneficiados.

Vetos derrubados

Outros dois trechos da LDO que serão promulgados estabelecem que a União destine recursos orçamentários para a construção e a manutenção de rodovias estaduais e municipais, para integrar transportes e escoar a produção, e para a malha hidroviária brasileira, mesmo que não sejam de competência federal.

Ao justificar o veto, a Presidência argumentou que isso amplia de forma significativa as exceções à competência da União, o que poderia descaracterizar a finalidade dos programas e ações orçamentárias, contrariando os princípios da especialização e da vinculação da despesa. Mas dispositivos semelhantes existem desde a LDO de 2008.

Também foi derrubado o veto ao dispositivo que permite a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública em período eleitoral. Para o Executivo, o tema não está incluído entre as competências da Lei de Diretrizes Orçamentárias e a medida cria exceção à norma de direito eleitoral.

O líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) explicou que o Executivo concordou com a derrubada desses quatro vetos para atender os pequenos municípios. Por outro lado, ele declarou que o governo defendia a manutenção do defeso eleitoral na questão das doações, período em que a lei restringe ações do poder público para evitar uso da máquina pública nas eleições.

Ao todo, a Presidência da República vetou 44 dispositivos da LDO de 2026. O Congresso Nacional ainda precisa analisar outros 40 vetos.

*Com informações da Agência Senado

 

Um trecho da escadaria da Torre Eiffel, composto por 14 degraus, foi arrematado nesta quinta-feira (21) por 450.160 euros (2,6 milhões de reais, na cotação atual) por um colecionador francês, anunciou a casa de leilões Artcurial.
Sabia? Topo da Torre Eiffel tem apartamento de 100 metros quadrados que abrigou escritório de seu criador
Veja vídeo: Torre Eiffel inaugura passarela suspensa de 40 metros para visitação gratuita
Com uma altura de 2,75 metros, procede da escada helicoidal original da “Dama de Ferro”, datada de 1889, que ligava o segundo ao terceiro andar do emblemático monumento de Paris.
Procedente de uma coleção particular, onde permaneceu por mais de 40 anos, este trecho estava estimado entre 120.000 e 150.000 euros.
Em 2016, uma peça semelhante vendida pela mesma casa de leilões alcançou 523.800 euros (1,8 milhão de reais, na cotação da época), enquanto o recorde foi estabelecido em 2008, na Sotheby’s, quando um comprador americano pagou 552.750 euros (1,82 milhão na cotação daquele ano) por outro trecho.
Em 1983, a instalação de um elevador entre os dois últimos andares da torre obrigou a desmontagem e o corte de uma escada em 24 partes.
Casa nova: Prédio onde protagonista de ‘Emily in Paris’ morava tem apartamento à venda por R$ 20 milhões
Segundo a Artcurial, dos trechos vendidos naquele ano, “poucos permaneceram na França e foram conservados por seus compradores originais”.
Vários elementos foram parar em locais prestigiosos ao redor do mundo: um está instalado nos jardins da Fundação Yoishii, em Yamanashi, no Japão; um segundo, perto da Estátua da Liberdade, em Nova York; e um terceiro, na Disney, ambos nos Estados Unidos. Outros pertencem a coleções particulares.
Com 324 metros de altura, a Torre Eiffel foi construída por Gustave Eiffel (1832-1923) para a Exposição Universal de 1889.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress