‘Só EUA podem garantir sua segurança’: Em Davos, Trump descarta uso da força na Groenlândia, mas insiste em adquirir ilha de Dinamarca ‘ingrata’
Sten Rynning: Ataque dos EUA na Groenlândia encerraria cooperação transatlântica de segurança e forçaria adaptação da Otan, diz especialista
— O Canadá recebe muitas regalias da gente. [O país] vive graças aos Estados Unidos. Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações — disse o presidente americano, acrescentando que o premier canadense “não era tão grato assim”.
Em meio a tensão com a Europa e com a Otan, a aliança militar liderada por Washington, Trump reiterou sua ambição pelo controle da Groenlândia, mas descartou o “uso da força”. Ao insistir na anexação da ilha, o presidente afirmou que “isso não representaria uma ameaça à Otan”.
Initial plugin text
— Isso aumentaria muito a segurança de toda a aliança. Os Estados Unidos são tratados de forma muito injusta pela Otan — afirmou. — Nunca pedimos nada e nunca recebemos nada.
Sobre a Venezuela, o presidente reiterou que está recebendo cooperação de autoridades venezuelanas após a deposição do líder chavista Nicolás Maduro e previu bons tempos para a economia do país sul-americano.
— Todas as grandes companhias petrolíferas estão entrando no negócio conosco. É incrível — disse.
Ambição pela Groenlândia
Durante seu discurso, o republicano disse ter “enorme respeito tanto pelo povo da Groenlândia quanto pelo povo da Dinamarca”, mas acrescentou que “todo aliado da Otan tem a obrigação de ser capaz de defender seu próprio território”, indicando que “nenhuma nação ou grupo de nações está em condições de garantir a segurança da Groenlândia, a não ser os Estados Unidos”.
Em Davos, Trump descarta uso da força na Groenlândia, mas insiste em adquirir ilha
As ameaças de Trump de assumir o controle da Groenlândia, um território autônomo que faz parte do reino da Dinamarca, geraram preocupação entre líderes globais de que tal expansão territorial poderia significar o fim da aliança da Otan. Trump defende que uma tomada americana da Groenlândia não representaria uma ameaça, afirmando que “isso aumentaria a segurança de toda a aliança”. O presidente disse, então, que não fará o que muitos líderes temem: usar a força para obter a Groenlândia. Ele insistiu que se trata de “um pedido muito pequeno”, comparado ao que os EUA têm dado à Otan por décadas.
— Provavelmente não conseguiremos nada, a menos que eu decida usar força e poder excessivos, onde seríamos, francamente, imparáveis. Mas eu não farei isso. Essa é provavelmente a declaração mais importante, porque as pessoas achavam que eu usaria força. Eu não preciso usar força. Não quero usar força. Não vou usar força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia — disse Trump. — Essa enorme ilha desprotegida faz parte, na verdade, da América do Norte. Esse é o nosso território.







