O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a seus assessores que está disposto a encerrar a operação militar americana contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado, afirmaram autoridades do governo ao Wall Street Journal. Isso provavelmente estenderá o controle firme de Teerã sobre a via navegável e tornará uma futura reabertura da passagem numa operação ainda mais complexa. O fechamento do estreito, rota marítima vital para o comércio mundial, tem provocado a disparada do preço do combustível e até ameaçado a estabilidade de diversos países que dependem da importação de commodities que saem do Golfo Pérsico e passam por Ormuz.
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Nos últimos dias, Trump e seus assessores avaliaram que uma missão para liberar a passagem marítima prolongaria o conflito além do prazo de quatro a seis semanas estabelecido por ele. Diante disso, o presidente americano decidiu que os EUA deveriam atingir seus principais objetivos: enfraquecer a marinha iraniana e seu arsenal de mísseis, além de reduzir as hostilidades atuais, enquanto pressionam Teerã diplomaticamente para retomar o livre fluxo comercial.
Caso esse plano falhe, Washington pressionará os aliados na Europa e no Golfo Pérsico a assumirem a liderança na reabertura do estreito, disseram as autoridades ao WSJ. Segundo elas, há também opções militares que o presidente poderia considerar, mas elas não são sua prioridade imediata, afirmaram.
No entanto, o novo plano revelado contrasta com as últimas ações do Pentágono, de enviar dois grupos de navios de assalto anfíbio, com cerca de 5 mil fuzileiros navais e a 82ª Brigada de Assalto Aéreo, composta por cerca de 3 mil militares, para o Oriente Médio. Segundo outra publicação recente do Wall Street Journal, o presidente americano também estaria considerando enviar mais 10 mil soldados para a região, o que tem sido interpretado como indicativo de que a Casa Branca esteja se preparando para realizar uma incursão terrestre em território iraniano.
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Nesta segunda-feira, Trump ameaçou mais uma vez destruir a ilha de Kharg, uma instalação petrolífera vital para as exportações do Irã, caso não seja alcançado um acordo para abrir o Estreito de Ormuz e pôr fim à guerra. Em outras ocasiões, o líder republicano já minimizou a importância do estreito para os EUA e afirmou que seu fechamento é um problema que outras nações devem resolver.
Em publicação nas redes sociais, o presidente americano declarou que os Estados Unidos estão em “negociações sérias” com um “regime mais razoável” no Irã, mas também considerou que é improvável que se chegue a um acordo.
“Se o Estreito de Ormuz não for aberto imediatamente ‘às operações’, encerraremos nossa agradável ‘estadia’ no Irã explodindo e destruindo completamente suas usinas elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as centrais de dessalinização!), nas quais ainda não ‘tocamos'”, escreveu na plataforma Truth Social.
*Em atualização
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