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Contexto: Republicanos no Senado dos EUA contestam entendimento com Irã e querem acordo votado no Congresso
Embora tenha sido aprovada também pela Câmara dos Representantes no início deste mês, a proposta não terá força de lei por se tratar de uma “resolução concorrente”. Ainda assim, a votação representa um revés político simbólico para Trump.
Como se trata de uma resolução concorrente, o texto não precisa ser submetido à sanção presidencial e não possui caráter juridicamente vinculante.
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Os senadores republicanos Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy se uniram aos democratas para aprovar a medida. O único democrata a votar contra foi o senador John Fetterman.
A votação foi interpretada como um recado político ao presidente em meio ao debate sobre os limites dos poderes presidenciais para conduzir ações militares no exterior.
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Desde o início da guerra no Oriente Médio, a oposição vem promovendo sucessivas iniciativas para restringir os poderes militares de Trump, e o esforço passou a atrair mais apoio republicano nas últimas semanas. Pela Constituição americana, cabe ao Congresso declarar guerra. Embora a legislação permita ao presidente ordenar ações militares para responder a ameaças iminentes, a autorização do Legislativo deve ser obtida em até 60 dias.
Os democratas argumentam que o governo ultrapassou esse limite ao manter forças americanas mobilizadas na região sem autorização formal do Congresso. A Casa Branca sustenta que as operações militares foram encerradas após a entrada em vigor de um cessar-fogo.
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Pouco antes da votação, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, acusou Trump de ter conduzido o país a um conflito desnecessário.
— Os americanos pagaram o preço pela histórica pisada na bola de Trump no Irã. Trump nunca deveria ter começado (essa guerra) — afirmou.
Uma versão semelhante da resolução foi aprovada pela Câmara por 215 votos a 208. Na ocasião, quatro deputados republicanos votaram ao lado dos democratas e foram alvo de críticas públicas de Trump. Em publicação na rede Truth Social, o presidente classificou os parlamentares como “oportunistas” e afirmou que sua atitude foi “antipatriótica”.
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Os democratas “prefeririam ver nosso país fracassar antes de me conceder uma nova vitória, entre tantas outras”, disse Trump na ocasião.
Apesar do recente acordo firmado entre Washington e Teerã e da continuidade das negociações entre os dois países, alguns parlamentares defendem que o Congresso mantenha controle sobre qualquer eventual decisão de ampliar o envolvimento militar americano na região.
O senador democrata Tim Kaine, um dos principais defensores da medida, argumentou que a votação é necessária justamente em um momento de relativa estabilidade nas relações entre os dois países.
— É um bom momento para realizar essa votação e dizer: “Se realmente estamos entrando em um período de estabilidade, não devemos permitir que isso recomece sem que o Congresso participe dessa decisão” — afirmou a jornalistas na semana passada.
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Embora não tenha efeito legal imediato, a resolução aumenta a pressão política sobre a Casa Branca e evidencia divisões dentro do Partido Republicano sobre a condução da política externa e militar do governo.
Esta foi a décima vez que o Senado votou uma proposta relacionada aos poderes presidenciais em um eventual conflito com o Irã desde o início do ano. Outra resolução semelhante avançou na Casa no mês passado, mas ainda aguarda votação final enquanto os democratas trabalham para garantir apoio suficiente para sua aprovação.
(Com AFP)







