Contexto: Pressão dos EUA com ameaça de sanções provoca retirada de empresas estrangeiras de Cuba
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As empresas sancionadas são Almacenes Universales, a financeira Rafin, o Banco Financiero Internacional, além de duas empresas estatais do setor da mineração: a Geominera e a Empresa Siderúrgica José Martí, conhecida popularmente como Antillana de Acero, a maior siderúrgica do país.
A Rafin e o Banco Financiero Internacional são “instituições financeiras vinculadas à Gaesa” encarregadas de “movimentar dinheiro em representação do regime”, explicou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em um comunicado.
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A Almacenes Universales é a empresa logística da Gaesa, o grande conglomerado militar-empresarial que, segundo o Departamento de Estado, é a principal fonte de recursos do Estado cubano e que também é sancionada.
“A Gaesa segue funcionando como o músculo financeiro por trás do aparato repressivo de segurança do regime cubano”, assegurou Rubio no comunicado.
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Desde o começo do ano, a pressão de Washington sobre a ilha comunista, que vive sua pior crise econômica em décadas, vem crescendo.
“O governo dos EUA, liderado por seu desonesto e mentiroso secretário de Estado, continua adotando medidas para apertar o cerco à economia de Cuba (…). O que esse indivíduo promove a partir da maior potência do mundo é um crime”, reagiu no X o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
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Os EUA impõem, desde janeiro, um bloqueio petrolífero, que agravou os problemas energéticos na ilha.
Além disso, aumentou nas últimas semanas a lista de empresas e personalidades do regime sob sanções.
Em 5 de junho, o Departamento de Estado anunciou sanções contra o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e membros da família Castro.
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Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, líder histórico sobrevivente da Revolução de 1959, foi um dos sancionados. Rubio explicou que a esposa dele agora passa a fazer parte da lista.
Alejandro Castro Espín, de 60 anos, foi um ator-chave nas negociações secretas entre Cuba e EUA que levaram ao restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países em 2015.
Esta nova lista de sanções implica que todas estas empresas e pessoas não podem estabelecer nenhum tipo de relação econômica com pares nos EUA, nem acessar o sistema financeiro do país.
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Qualquer tipo de propriedade ou ativo nos EUA fica igualmente bloqueado.
Segundo veículos de imprensa, parte da família política de Alejandro Castro Espín reside na Flórida.







