Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Um incêndio de grandes proporções atingiu um motel na região de Endwell, no estado de Nova York, na manhã desta segunda-feira (22), deixando ao menos seis mortos e diversos desabrigados. Horas após a tragédia, a Polícia Estadual de Nova York anunciou a prisão de Tyler J. Russell, de 24 anos, suspeito de envolvimento no caso.
Maior apreensão de cocaína da história da Austrália: quase 3 toneladas da droga estavam escondidas em bunkers subterrâneos
Após megaincêndio que matou italiana, turistas evacuados de resort perdem passaportes e dependem de ajuda para deixar a República Dominicana
As equipes de emergência foram acionadas pouco depois das 6h da manhã para combater as chamas que consumiram rapidamente a unidade da rede Knights Inn. Imagens registradas no local mostraram uma intensa coluna de fumaça preta sobre o edifício enquanto hóspedes tentavam deixar seus quartos às pressas.
Segundo a polícia, os primeiros bombeiros que chegaram encontraram o incêndio já em estágio avançado. Em comunicado, as autoridades relataram que o Corpo de Bombeiros de Endwell “chegou ao local e encontrou muita fumaça preta na frente do prédio e chamas saindo da parte de trás do edifício”.
Prisão e investigação
Após o incêndio, Tyler J. Russell foi preso e acusado de seis homicídios culposos de segundo grau e um crime de incêndio criminoso em quarto grau. As autoridades, no entanto, ainda não divulgaram quais evidências levaram à prisão do suspeito nem esclareceram as circunstâncias que teriam provocado o fogo.
Várias pessoas também ficaram desabrigadas e estão recebendo assistência da Cruz Vermelha
Divulgação/Corpo de Bombeiros de Endwell
As identidades das seis vítimas fatais permanecem sob sigilo enquanto familiares são notificados. A investigação segue em andamento com a participação de peritos em incêndios, equipes de gerenciamento de emergências e diferentes agências policiais.
Os sobreviventes foram encaminhados para abrigos temporários organizados pela Cruz Vermelha e pela Igreja Metodista Unida de Vestal. De acordo com a polícia, muitas das pessoas que perderam seus pertences no incêndio estão recebendo assistência emergencial, incluindo hospedagem provisória e itens básicos de higiene. A Cruz Vermelha também iniciou uma campanha de arrecadação para auxiliar os afetados pela tragédia.

Veja outras postagens

Uma comissão internacional de investigação com mandato da ONU acusou Israel, nesta terça-feira, de “visar deliberadamente” as crianças palestinas na Faixa de Gaza e denunciou mais uma vez um “genocídio”. O governo israelense rejeitou as conclusões e acusou os investigadores de ignorar as ações do Hamas.
Contexto: Ataques israelenses mataram mais de mil pessoas em Gaza desde cessar-fogo mediado pelos EUA
Entenda: Mortes de palestinos em Gaza ultrapassam 73 mil após novos ataques de Israel
Na publicação de um novo relatório, o presidente da comissão, Srinivasan Muralidhar, afirmou em um comunicado que “ao visar crianças, Israel ataca a capacidade do povo palestino de existir e de determinar seu futuro”.
Israel, por sua vez, qualificou o relatório de “difamatório” e acusou a comissão de “silêncio sobre as táticas brutais do Hamas, que ataca sem piedade as crianças israelenses e utiliza crianças palestinas como escudos humanos”.
Initial plugin text
Em setembro, a Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU, que tem mandato do Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não se pronuncia em nome da organização, chegou “à conclusão de que está ocorrendo um genocídio em Gaza”.
Após a publicação do primeiro relatório, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, declarou que observava “provas crescentes” de um “genocídio” em Gaza.
Copa do Mundo 2026: Em cafés improvisados sob tendas, palestinos de Gaza se reúnem para torcer pelo ‘faraó’ Salah na Copa
A equipe ressalta em seu relatório mais recente que encontrou provas de que “as forças de segurança israelenses miraram e mataram deliberadamente crianças palestinas”, o que considerou um fator-chave para estabelecer a “intenção genocida por parte das autoridades e das forças de segurança israelenses de destruir o maior grupo palestino de Gaza”.
Segundo a comissão, existem “motivos razoáveis” para concluir que as autoridades e as forças de segurança israelenses “continuaram cometendo o crime de genocídio” em Gaza.
Destruição ‘irreversível’
“Mesmo depois do cessar-fogo de outubro de 2025, continuam matando e ferindo gravemente crianças; Israel continua ignorando o cessar-fogo e a proteção que o direito internacional obriga a conceder às crianças palestinas”, destacou o grupo de investigadores.
Premier israelense: Netanyahu diz ter ordenado avanço do Exército de Israel para assumir controle de 70% da Faixa de Gaza
“Ainda que as bombas e as armas se calem em Gaza e na Cisjordânia, as crianças palestinas não vão se levantar de um dia para o outro, pois a destruição de sua saúde, de sua educação e de seu desenvolvimento é irreversível”, insistiu.
Israel e o Hamas trocam acusações quase diárias de violações da trégua que entrou em vigor em outubro do ano passado, enquanto a Faixa de Gaza continua assolada pela violência em consequência da guerra desencadeada pelo ataque do movimento islamista palestino em 7 de outubro de 2023 contra o território israelense.
Veja: Israel afirma ter matado o novo chefe do braço armado do Hamas em Gaza
Com as restrições impostas aos meios de comunicação e devido ao acesso limitado a Gaza, a AFP não pode verificar de forma independente os balanços ou cobrir de maneira livre a situação no local.
Em setembro do ano passado, a comissão afirmou que as autoridades e as forças de segurança israelenses haviam cometido “quatro dos cinco atos genocidas” previstos na Convenção de 1948 sobre o Genocídio.
Os delitos são “matar membros do grupo; lesões graves à integridade física ou mental dos membros do grupo; submeter intencionalmente o grupo a condições de existência destinadas a acarretar sua destruição física, total ou parcial; e medidas destinadas a impedir nascimentos dentro do grupo”.
Ajuda humanitária: Israel afirma estar transferindo 430 ativistas da flotilha de Gaza para seu território
Em seu novo relatório, a comissão denuncia “os ataques seletivos contra os serviços de neonatologia e maternidade” por parte de Israel, o que resultou em um aumento dos abortos espontâneos e das malformações genitais, com efeitos duradouros sobre “a continuidade da população”.
Os investigadores também consideram que “a fome provocada pelo bloqueio” israelense da Faixa causou a morte de crianças e deteriorou gravemente sua saúde.
A equipe destaca ainda que o desmantelamento e a destruição das estruturas de proteção e educação em Gaza, e também na Cisjordânia — incluindo Jerusalém Leste —, colocaram em risco seu desenvolvimento e enfraqueceram “os fundamentos da sociedade palestina”.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registrou o movimento mais intenso desde o início da guerra entre Irã e a coalizão formada por EUA e Israel na segunda-feira, quando ao menos 35 navios cruzaram a rota naval crucial para o mercado mundial de petróleo. A movimentação acontece em um momento em que Teerã e Washington sinalizam avanços nas negociações complementares para encerrar de vez o conflito no Oriente Médio, embora pontos centrais permaneçam em aberto — incluindo o futuro do próprio estreito, que o Irã planeja administrar ao lado de Omã, algo que os americanos rejeitaram em declarações públicas anteriormente.
Diplomacia mediada: Primeira rodada de negociações entre EUA e Irã termina com grandes expectativas e desafios
Entrevista: ‘A guerra foi destrutiva para os iranianos, mas deu resultados do ponto de vista político’
A quantidade de navios que cruzaram Ormuz foi registrada pela plataforma de dados marítimos Kpler. Embora o número seja superior a todo o período de guerra, entre 1º de março e 14 de junho — quando menos de 10 navios carregados passaram pelo estreito — e que a média de 27 navios desde o anúncio do memorando de entendimento entre EUA e Irã, representa apenas cerca de um terço do anterior ao conflito, quando aproximadamente 120 navios transitavam diariamente.
Initial plugin text
A administração da rota no longo prazo é motivo de divergência nas negociações entre Washington e Teerã. Os EUA e países do Golfo disseram que a rota deve ser considerada internacional, enquanto o Irã constituiu uma autoridade naval para gerir as passagens de navios. Em um comunicado conjunto nesta terça, Irã e Omã anunciaram que estudarão os “custos” da futura administração de Ormuz, destacando a “soberania sobre suas águas territoriais”.
“As duas partes concordaram em continuar seu diálogo sobre essa questão por meio de um grupo de trabalho conjunto (…) com o objetivo de chegar a um acordo sobre a futura administração da navegação no Estreito de Ormuz, sobre os serviços que serão prestados nesse contexto e sobre os custos associados, em conformidade com as normas internacionais”, diz o comunicado, que também cita uma visita a Mascate de uma delegação iraniana liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e pelo principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que o país passaria a cobrar o que denominou taxas de serviço marítimo para a travessia do estreito, que Teerã tenta distinguir de um pedágio — o que foi explicitamente vetado pelos EUA. Ghalibaf afirmou que essas taxas entrarão em vigor após o período de 60 dias previsto para negociações com os EUA.
O memorando estabelece que Irã e Omã, que fazem fronteira com a rota, discutirão a “administração futura e os serviços marítimos” juntamente com outros países do Golfo. Antes do memorando, vários funcionários americanos criticaram Omã por considerar que o país planejava cobrar pedágios conjuntamente com o Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou “explodir” Mascate em caso de tentativa de controlar a via marítima.
Moradores de Bandar Abbas, no sul do Irã, se banham nas águas do Estreito de Ormuz, com navios de carga ancorados ao fundo: reabertura da passagem é ponto central do acordo entre EUA e Irã
Amirhossein Khorgooei/ISNA/AFP
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Albusaidi, declarou no X, após sua reunião com Araghchi e Ghalibaf, que eles reafirmaram “o compromisso com o direito internacional e com a passagem segura e livre de pedágios”. Em um comentário divulgado pela agência estatal iraniana IRNA, Ghalibaf afirmou que “a administração do Estreito de Ormuz nunca mais será a mesma de antes da guerra”.
O fechamento da rota foi responsável pelo maior impacto global da guerra no Oriente Médio, com uma disparada do preço do petróleo provocada pelo corte abrupto da produção de todo o Golfo Pérsico dos mercados internacionais. O efeito econômico se tornou o maior fator de pressão sobre Trump, que teve que lidar com aliados e um público interno insatisfeitos com o barril de petróleo chegando a um patamar ao redor de US$ 100 dólares o barril.
Embora a reabertura de Ormuz, acordada por Irã e EUA no memorando de entendimento mediado pelo Catar, tenha distensionado o mercado de petróleo, com o preço do barril voltando a casa dos US$ 70 a US$ 80 por barril, a incerteza sobre o futuro do estreito e sobre as negociações americano-iranianas ainda são um fator de instabilidade.
O governo de Teerã chegou a anunciar o fechamento de Ormuz na sexta-feira, em resposta a ataques de Israel contra o Líbano — algo que o regime dos aiatolás incluiu no memorando. Posteriormente, os dois países chegaram a um entendimento sobre mecanismos para interromper os confrontos e garantir a segurança do estreito. (Com AFP)
A Torre Eiffel e o Louvre fecharão mais cedo devido à onda de calor na França, anunciaram a empresa que administra a Dama de Ferro e a direção do museu parisiense. Esses são dois dos monumentos mais visitados do mundo.
Noite mais quente da história da França: onda de calor deixa 40 mortos por afogamento, a maioria jovens
‘Europa fritando’: três idosos morrem durante pico de calor na França; escolas fecham e trens são cancelados
A França enfrenta uma intensa onda de calor, com temperaturas que chegam a 40°C em algumas áreas. Essa situação obrigou outra atração popular, o Mont Saint-Michel (oeste), a aconselhar os turistas a adiarem sua visita.
Torre Eiffel anuncia fechamento antecipado devido a uma onda de calor em Paris, em 23 de junho
Charlotte Siemon / AFP
Outros museus, principalmente em Lyon (centro) e Nantes (oeste), oferecem entrada gratuita para que as pessoas possam se refrescar em ambientes fechados.
A Torre Eiffel, que recebe quase 7 milhões de visitantes por ano, dos quais aproximadamente 75% são estrangeiros, antecipou seu horário de fechamento nesta terça-feira para as 16h00 (11h00 em Brasília), em vez das 00h45 (19h45 em Brasília) que normalmente fecha durante a alta temporada.
Já o Museu do Louvre fechará suas portas às 16h00, em vez das 18h00, de quarta a sábado, para lidar com a onda de calor que torna “as condições de visitação e trabalho difíceis”, anunciou a administração nesta terça-feira.
Galerias Relacionadas
Em mais um episódio envolvendo sinais contraditórios entre Teerã e Washington, o Irã afirmou nesta terça-feira que não permitirá que inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenham acesso às instalações nucleares bombardeadas por Israel e pelos Estados Unidos no ano passado. A declaração desmentiu declarações feitas pelo vice-presidente americano, JD Vance, que havia afirmado que as negociações que ajudou a conduzir na Suíça resultaram em um acordo para que os inspetores visitassem esses locais.
— Não tivemos nenhuma reunião com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica e tampouco prevemos que a agência inspecione as instalações nucleares iranianas danificadas pela agressão militar americana e sionista — declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, em entrevista coletiva.
Contexto: Primeira rodada de negociações entre EUA e Irã termina com grandes expectativas e desafios
Entenda: Negociador-chefe iraniano diz que Estreito de Ormuz será administrado por Teerã
A AIEA ainda não comentou o assunto. A agência tem entrado e saído do Irã desde a guerra de 12 dias travada em 2025, mas não recebeu acesso às instalações de enriquecimento de urânio bombardeadas em ataques americanos. A extensão dos danos permanece desconhecida, embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha afirmado na época que as ofensivas haviam “aniquilado” as capacidades da República Islâmica. Nesta terça, Trump voltou ao tema e insistiu que o Irã aceitou permitir inspeções nucleares “no mais alto nível”.
“Com base nisso e em outras concessões importantes que o Irã está fazendo, concordei em permitir que o Estreito de Ormuz permaneça ABERTO, sem qualquer outro bloqueio naval”, escreveu.
Entrevista: ‘A guerra foi destrutiva para os iranianos, mas deu resultados do ponto de vista político’, afirma especialista
Mesmo nesse tema há contradições. O principal negociador iraniano advertiu que a circulação pela rota estratégica, por onde passava 20% do petróleo e gás consumido no mundo antes da guerra, não voltará a ser como era anteriormente. Irã e Omã anunciaram que prestarão “serviços marítimos” no âmbito de uma administração conjunta de Ormuz. Também nesta terça, os dois países anunciaram que estudam “custos” decorrentes desses serviços.
— A administração do Estreito de Ormuz nunca voltará a ser o que era antes da guerra — declarou Mohamad Baqer Qalibaf, negociador-chefe do Irã e presidente do Parlamento.
Negociações
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, chegou ao Paquistão nesta terça-feira para se reunir com autoridades paquistanesas que atuam como mediadores nas negociações para um acordo permanente para encerrar a guerra. A viagem ocorre após o governo iraniano confirmar que a primeira rodada de negociações com Washington terminou com a criação de quatro grupos de trabalho para tratar de questões técnicas pendentes, incluindo equipes voltadas para alívio de sanções, questões nucleares, reconstrução e monitoramento.
Nas negociações iniciais, que marcaram o início de um processo de 60 dias destinado a alcançar um acordo permanente para encerrar a guerra com o Irã, Teerã e Washington concordaram em criar uma “célula de desescalada” para tratar dos confrontos no Líbano entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã. Antes de seus encontros no Paquistão, Pezeshkian alertou que “a eficácia das negociações depende do pleno compromisso com as obrigações acordadas”.
Por sua vez, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, visita a partir desta terça os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e o Bahrein, países que foram atacados pelo Irã durante a guerra. Em pauta, segundo a agência Reuters, estão elementos de uma minuta de acordo que não prevê limites para os mísseis balísticos do Irã, um fundo de reconstrução proposto de US$ 300 bilhões e cláusulas que poderiam expandir a influência regional de Teerã e seu controle sobre rotas marítimas.
Guga Chacra: Netanyahu ativa estratégia contra acordo entre Irã e EUA
O Departamento do Tesouro americano informou que suspendeu as sanções contra o Irã para permitir que o país produza, venda e forneça petróleo e derivados até meados de agosto. Como parte do acordo, Washington aceitou liberar US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados, informou a agência iraniana Mehr. Vance afirmou que os recursos ainda não haviam sido desbloqueados, mas que, quando isso ocorresse, só poderiam ser usados para comprar produtos americanos, como soja, e não para financiar atividades “terroristas”.
Nesta terça-feira, no entanto, o embaixador iraniano na ONU, Ali Bahreini, afirmou que o Irã será o “único país” a decidir o que fazer com esses ativos. Trump, por sua vez, disse que os recursos desbloqueados seriam depositados em uma conta controlada por Washington, que Teerã poderá usar para comprar alimentos e suprimentos médicos americanos, incluindo “milho, trigo e soja”, escreveu o presidente.
“Esta é uma crise humanitária, e considero necessário ajudar, AGORA, antes que seja tarde demais”, acrescentou.
Violência no Líbano
Enquanto isso, a violência voltou a aumentar no sul do Líbano, onde soldados israelenses abriram fogo e mataram duas pessoas. Os relatos ocorreram após dois dias de calma desde um cessar-fogo negociado no sábado. O memorando de entendimento assinado por Washington e Teerã estabelece a cessação das hostilidades em todas as frentes, incluindo a libanesa, uma das principais exigências do Irã.
Relatório da ONU: Ataques de Israel deixam 11 mil prédios destruídos no sul do Líbano e prejuízo pode chegar a US$ 1,4 bi
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no entanto, declarou na segunda-feira que suas forças mantêm “total liberdade de ação” para neutralizar qualquer ameaça. Nem Israel nem o Hezbollah são signatários do acordo. Netanyahu prometeu manter tropas no sul do Líbano até que todas as ameaças ao país sejam eliminadas, enquanto o Hezbollah recusou-se a interromper os ataques sem que Israel se comprometa a se retirar da região.
Questionado sobre os comentários de Netanyahu, Trump afirmou que irá “analisar isso”, acrescentando que a situação “será resolvida”. Em Washington, o Departamento de Estado informou que uma nova rodada de negociações entre Israel e Líbano começou nesta terça-feira, com questões políticas e de segurança na pauta.
(Com AFP e New York Times)
Um casal que se preparava para casar está entre as 15 pessoas mortas no incêndio que atingiu um prédio comercial na cidade de Lucknow, no norte da Índia, na segunda-feira. As vítimas, identificadas como Neelesh Kumar, de 27 anos, e Anamika Samant, de 30, trabalhavam e estudavam em um instituto de treinamento em animação e games que funcionava no edifício atingido pelas chamas.
Lucknow: O que se sabe sobre o incêndio em edifício na Índia que matou 15 adolescentes
Keir Starmer: quem é o líder ‘sem carisma’ que levou os trabalhistas de volta ao poder e agora deixa o governo britânico
Inicialmente, havia sido divulgado que apenas menores de idade estariam entre as vítimas; posteriormente, as identidades dos mortos foram reveladas. Segundo familiares, Neelesh e Kumar se conheceram há alguns anos e transformaram uma amizade em relacionamento. Com a aprovação das famílias, os preparativos para o casamento já estavam em andamento. Os parentes haviam inclusive comprado passagens de trem para uma viagem à Bengala Ocidental na semana seguinte, quando pretendiam avançar nas negociações da cerimônia.
Bombeiros tentam controlar incêndio que atingiu um centro de reforço escolar em Lucknow
AFP
Dias antes da tragédia, os pais de Anamika viajaram de Bengala Ocidental para Lucknow para conhecer a família de Neelesh. O encontro foi descrito por parentes como uma reunião calorosa, marcada por conversas sobre o futuro do casal e os planos para a oficialização da união.
O que se sabe sobre o incêndio
O incêndio ocorreu em um prédio comercial de três andares no bairro de Aliganj. A maioria das vítimas era formada por estudantes e funcionários de um centro de treinamento voltado para animação digital e desenvolvimento de jogos. Nove pessoas ficaram feridas. As autoridades investigam se um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado, localizado em uma loja no térreo, deu início ao fogo.
As investigações também apuram possíveis falhas de segurança. Especialistas ouvidos pelo jornal The Times of India afirmaram que o imóvel apresentava problemas estruturais e deficiências nos sistemas de prevenção a incêndios. Reportagens locais apontam ainda que o edifício havia sido considerado irregular e chegou a receber uma ordem de demolição em 2016, posteriormente revogada.
Bombeiros tentam controlar incêndio que atingiu um centro de reforço escolar em Lucknow
AFP
Após a tragédia, quatro proprietários do prédio foram presos e quatro funcionários públicos responsáveis pela fiscalização foram suspensos. As autoridades estaduais determinaram uma investigação para apurar responsabilidades pelo incêndio.
Além de Anamika, outra integrante de sua família morreu no local: sua prima Somilya, de 27 anos, que também trabalhava no instituto. O que seria uma semana de comemorações e preparativos para o casamento transformou-se em luto para as duas famílias.
Galerias Relacionadas
Segundo o The New York Times, no local, também funcionam um pet shop e uma clínica, além de uma biblioteca e uma seção de infografia. Animais do pet shop também precisaram ser resgatados.
Após megaincêndio que matou italiana, turistas evacuados de resort perdem passaportes e dependem de ajuda para deixar a República Dominicana
As equipes de resgate precisaram abrir acesso forçado ao edifício para alcançar as vítimas, devido à intensa fumaça que tomou os ambientes internos e dificultou a evacuação. Imagens mostram corpos sendo retirados do local e a presença de uma grande aglomeração nas imediações.
Reprodução/Redes Sociais
Motta reunido com os ministros José Guimarães (C) e Bruno Moretti

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o governo deve encaminhar até quarta-feira (24) o projeto que aumenta o limite de faturamento para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI). Ele informou que levará o texto à comissão especial que já discute o tema.

Motta se reuniu ontem com os ministros do Planejamento, Bruno Moretti, e da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães. “Estamos buscando um texto que garanta o equilíbrio fiscal e atenda à necessidade dos microempreendedores”, disse Motta em suas redes sociais.

O que é
MEI é uma categoria criada para formalizar trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores. Em geral, pode ser MEI quem:

  • trabalha por conta própria em atividade permitida;
  • fatura até R$ 81 mil por ano;
  • não é sócio, administrador ou titular de outra empresa.

Comissão especial
A Câmara tem um colegiado que está analisando o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21, já aprovado pelo Senado, que eleva a receita bruta anual permitida para enquadramento como MEI.

A proposta também autoriza a contratação de até dois empregados, o dobro do permitido atualmente.

O texto tramita em regime de urgência

Poucas vezes na História recente a imagem dos EUA diante do mundo esteve tão degradada como agora, revelou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, que ouviu entrevistados de 36 países, incluindo o Brasil. Os números mostram uma opinião majoritariamente desfavorável sobre o país, sobre o presidente, Donald Trump e sobre as políticas de Washington para o resto do mundo. A sondagem foi feia pelo Pew Research Center, um centro de estudos apartidário baseado nos EUA.
O GLOBO no Mundo: recebe as notícias internacionais direto no seu celular
Base dividida: Orçamento militar de Trump enfrenta obstáculos no Congresso em meio a questionamentos sobre custos da guerra com o Irã
Na média global, 57% dos entrevistados têm uma visão negativa sobre os Estados Unidos, contra 37% que o veem de maneira favorável. 50% acreditam que os EUA não são um parceiro confiável, 63% argumentam que o país não contribui para a paz e a estabilidade global e 66% afirmam que Washington não leva em conta os interesses de outras nações na hora de tomar suas decisões.
Os maiores índices de rejeição vêm da Ásia e da Europa. Na França, Holanda e Alemanha, o percentual supera os 70%. Na Suécia, um dos mais recentes membros da Otan, 80% veem os EUA desfavoravelmente, número similar aos de Malásia (80%), Paquistão (81%), Turquia (84%) e na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, com 82%.
Datafolha: 65% dos eleitores dizem que apoio de Trump a candidato à Presidência do Brasil não faz diferença
No Japão, um antigo aliado americano, há um empate entre os que apoiam e os que rejeitam os EUA, 50%. Já na África, a opinião é majoritariamente positiva, assim como em partes da América Latina. Na Colômbia, que domingo elegeu um novo presidente apoiado explicitamente por Trump, 60% são favoráveis aos americanos. No Brasil, 47% encaram os EUA de forma positiva, enquanto 43% declararam ter uma visão negativa — em 2025, eram 56% os brasileiros com opinião favorável.
O país mais pró-Estados Unidos continua sendo Israel, onde o apoio é de 81%.
História reembalada: Erros de Trump e Netanyahu repetiram intervenções anteriores e aumentaram poder de barganha de Teerã
Os números sobre o trabalho do presidente Trump — cuja aprovação nos EUA está abaixo dos 40% — são ainda piores. Nada menos do que 76% dos entrevistados disseram não ter confiança no republicano em temas internacionais. Em 11 países, incluindo seis aliados da Otan, o índice supera os 80%, com a Turquia registrando 92%. Já nas Filipinas, Israel, Gana, Nigéria e Quênia ele segue popular, especialmente entre os que se declararam cristãos ou judeus.
No Brasil, 64% das pessoas disseram não confiar nas ações do republicano, patamar similar do ano passado, quando retornou à Presidência (61%), mas consideravelmente menor do que o registrado em seu primeiro mandato, quando a desaprovação chegou a 78% em 2018. O dado se mostra particularmente relevante devido aos sinais de que a Casa Branca poderá interferir de alguma forma na eleição presidencial de outubro e às discussões sobre potenciais impactos na disputa.
Acabou a química: Na mesma semana, Trump chamou política do Brasil de ‘difícil’ e Lula, de ‘volátil’
A deterioração da imagem dos Estados Unidos no mundo, revertendo uma breve recuperação no governo de Joe Biden (2021-2025), é resultado direto da postura mais agressiva da política externa americana, com o abandono da premissa de “EUA em primeiro lugar” que norteou o primeiro mandato de Trump e é bandeira do movimento Maga (“Façam os EUA Grandes Novamente”). Agora, a Casa Branca quer ampliar sua pegada global e forçar regiões a retornarem à sua esfera de influência, como é o caso da América Latina, com a versão repaginada da Doutrina Monroe.
Intervenções questionadas
Segundo o Pew, 77% dos entrevistados rejeitam o tarifaço global anunciado no ano passado — no Brasil, só 19% o aprovam —, 65% são contra as políticas migratórias de Trump — aprovadas por 25% no Brasil —, e 56% desaprovam as novas diretrizes para a distribuição de ajuda humanitária, severamente reduzida pelos cortes promovidos nas primeiras semanas de governo. Para 41% dos entrevistados no Brasil, as políticas atuais de assistência americana são corretas.
As guerras de Trump, assim como a maneira como ele lidou com conflitos já existentes, foram igualmente rejeitadas por boa parte do planeta. Só 20% dos entrevistados aprovaram a ofensiva lançada contra o Irã no final de fevereiro, hoje em suspenso em meio a negociações, e 22% consideraram correta a intervenção na Venezuela, em janeiro, que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro.
Provocação: Trump publica imagem da Venezuela como o 51º estado dos EUA
Em Gaza, onde Washington se pôs ao lado de Israel, as ações americanas foram aprovadas por 18%. Na Ucrânia, conflito que Trump prometeu encerrar em 24 horas caso eleito, mas que já está em seu quinto ano, sua atuação teve o aval de 20%. Com exceção do cenário na Venezuela, aprovado por 33%, as posições dos brasileiros são similares às da maioria dos entrevistados.
Em outro consenso, os pesquisadores constataram que a maioria das pessoas ouvidas em 17 nações em desenvolvimento considera (76%) que os EUA interferem em demasia nos assuntos de outros países. No Brasil, 76% concordam com a afirmação, especialmente os adultos entre 30 e 49 anos (82%). De acordo com o Pew, até os americanos reconhecem a influência em demasia de seu governo em temas alheios, 83%.
Além de Trump, os pesquisadores testaram a popularidade de outros líderes mundiais. Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, tem o aval da maioria dos europeus, mas não angaria o mesmo apoio no Oriente Médio e partes da Ásia Seu antagonista, Vladimir Putin, é rejeitado na Europa mas tem números positivos na África e em países como Indonésia (64%) e Malásia (62%). Benjamin Netanyahu, premier de Israel, só teve aval superior a 50% nas Filipinas e no Quênia. Xi Jinping, presidente chinês, tem suas bases de apoio na África e partes da Ásia. Em uma nota peculiar, nenhum líder registrou mais de 45% de aprovação na América Latina, a mais cética região pesquisada.
O Pew entrevistou 42.151 pessoas em 36 países e regiões, além de 3.507 residentes nos EUA, de forma presencial, por telefone e online, entre os dias 8 de fevereiro e 13 de maio.
As principais capitais da Europa emitiram novos alertas e anunciaram medidas de emergência nesta terça-feira, em meio à onda de calor extremo que varre o continente e faz termômetros quebrarem os recordes de máximas históricas do Reino Unido à França. Autoridades investigam mortes ligadas ao contexto de altas temperaturas, enquanto cientistas apontam uma relação direta do fenômeno com as mudanças climáticas, incluindo um efeito catalisador do El Niño em formação sobre o “domo de calor” que se formou no continente europeu.
Alerta máximo: Calor extremo leva Europa a mais de 40ºC e deixa 3 mortos na França
Contexto: Onda de calor extremo na Europa é ‘lembrete brutal’ da crise climática, diz ONU
A Itália declarou alerta vermelho de calor em 15 cidades nesta terça, incluindo Roma e Milão, enquanto a França registrou o recorde histórico de noite mais quente em média no país, com 21,6ºC, segundo as medições entre segunda e terça. O serviço de meteorologia UK Met Office, do Reino Unido, emitiu uma previsão de que os termômetros cheguem a 38ºC nesta terça-feira, após um dia de tempestades em que foram registrados 29.074 raios em 24 horas. Inundações prejudicaram os serviços de trem na manhã desta terça, incluindo os que são acesso a terminais do aeroporto de Heathrow. Outros países, como Alemanha, Espanha, Bélgica e Polônia também enfrentam consequências do clima extremo.
Initial plugin text
Meteorologistas apontam que a atual onda de calor — a segunda registrada neste ano em regiões da Europa Ocidental e Central — está sendo alimentada por uma área de alta pressão estacionada sobre os países, que eleva as temperaturas à medida que o ar se comprime em direção ao solo. O fenômeno conhecido como cúpula (ou domo) de calor. A Sociedade Meteorológica Real do Reino Unido descreve o sistema de alta pressão como uma tampa sobre uma panela, que limita a ascensão do ar e o impede de subir e formar nuvens. Com menos nuvens, há mais incidência de luz solar, permitindo que o solo aqueça continuamente dia após dia.
A agência meteorológica francesa, Météo-France, afirma que esses sistemas persistentes de alta pressão também podem bloquear ou desviar frentes meteorológicas em movimento, resultando em condições com poucas nuvens e pouca chuva. O ar retido dentro do sistema fica cada vez mais quente, elevando gradualmente as temperaturas.
Pessoas pulam na Fonte do Trocadero, perto da Torre Eiffel, durante uma onda de calor em Paris
JULIEN DE ROSA / AFP
Especialistas sugerem que o fenômeno deste ano está sendo intensificado pela formação de um El Niño especialmente forte — que cientistas alertam há mais de um mês que poderia provocar crises globais — e por uma massa de água fria no Atlântico Norte, que somados estão ajudando a criar uma ondulação na corrente de jato (jet stream) sobre o oceano e favorecendo a alta pressão sobre a Europa.
— Isso é muito incomum — disse William Henneberg, meteorologista da Commodity Weather Group em entrevista a Bloomberg no fim da semana passada, acrescentando que o padrão provavelmente persistirá e levará a temperaturas acima da média até o início de julho.
Partes do sul do Reino Unido receberam um raro alerta vermelho para calor extremo, válido da manhã de quarta-feira até a noite de quinta, com temperaturas previstas de até 40°C. Quase toda a Espanha estava sob alerta de calor na terça-feira, com partes do sul e do norte do país no nível máximo de alerta. Temperaturas de até 40°C à sombra foram previstas em partes do País Basco, onde esse calor extremo é relativamente incomum. A Polônia espera um pico de 38°C em Varsóvia e até 41°C na região da Baixa Silésia — o que seria um recorde histórico — no domingo.
Trabalhador corta a grama à beira da estrada na região de Sobrarbe, província de Huesca, na Espanha
Ander Gillenea/AFP
Entenda: França ativa célula de crise para enfrentar onda de calor antes de festival que reúne milhões de pessoas nas ruas
‘Londres está fervendo’
Autoridades chamaram a atenção para o registro de temperaturas comuns a desertos africanos no coração da Europa como um lembrete do efeito devastador das mudanças climáticas. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo durante um evento da Semana de Ação Climática de Londres.
— Uma crise climática está nos empurrando cada vez mais para temperaturas mais altas e para mais perto de pontos de ruptura catastróficos, e uma crise energética está expondo a insensatez de um mundo viciado em hidrocarbonetos — disse Guterres. — À primeira vista, essas crises podem parecer distintas, mas compartilham a mesma origem destrutiva: os combustíveis fósseis. Londres não está apenas dando um aviso. Ela está fervendo.
Alerta no clima: Cientistas projetam Super El Niño em 2026 e acendem alerta global para pobreza, desnutrição e conflitos
Cientistas afirmam que embora os sistemas de alta pressão façam parte da variabilidade natural do clima, as mudanças climáticas estão aumentando a frequência e a intensidade de eventos extremos. Em entrevista ao New York Times, a professora de Meteorologia e Ciência do Clima da Universidade de Reading, Hannah Cloke, afirmou que uma atmosfera mais quente está funcionando como uma espécie de “trampolim térmico” — em que a temperatura inicial mais elevada desencadeia ondas de calor com mais facilidade.
— Ao mesmo tempo, existem algumas evidências de que padrões persistentes de bloqueio por alta pressão podem se desenvolver com mais frequência — disse a professora. — Permitindo que o famoso clima variável britânico permaneça preso em uma mesma configuração por mais tempo, possibilitando que o calor se acumule e persista.
Essa combinação entre um clima mais quente e padrões meteorológicos mais persistentes significa que, uma vez que uma onda de calor se desenvolve, ela tem maior probabilidade de se intensificar e durar mais tempo.
Homem se refresca no espelho d’água da Fonte dos Girondinos, na Place des Quinconces, em Bordeaux, enquanto a França enfrenta uma onda de calor
Philippe Lopez/AFP
Consequências extremas
Em meio à onda de calor extremo, autoridades adotaram medidas de prevenção, tentando antecipar e evitar os possíveis efeitos mais adversos. Recomendações foram emitidas para grupos de risco, que incluem crianças, idosos, gestantes e doentes crônicos, para que se mantenham hidratados e evitem deslocamentos. No Reino Unido, ao menos 312 escolas foram fechadas, enquanto em Madri, a Prefeitura oferece um “abrigo climático” para pessoas em situação de rua e vulneráveis, funcionando nas horas de mais calor, com fornecimento de água, alimentos e instalações de higiene.
Em busca de escapar do calor, muitos europeus procuraram qualquer tipo de corpo d’água para se refrescar — desde a fonte no Parque do Cinquentenário, em Bruxelas, ao Canal de Saint Martin, em Paris. Em paralelo, mortes por afogamento foram registradas: ao menos cinco na Alemanha e 40 na França, que o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, mencionou como um efeito indireto da crise climática.
Efeitos diretos também provocaram fatalidades e ocasionaram problemas de saúde. Dois irmãos de 2 e 4 anos foram encontrados sem vida na segunda-feira dentro do carro da família em Carpentras, e três idosos morreram em suas casas no sudoeste do país. (Com NYT, Bloomberg e AFP)
Um vídeo que circula nas redes sociais registra o momento em que dois homens salvaram um menino de 12 anos que estava sendo arrastado por uma forte correnteza em uma vala de drenagem na cidade de Dushanbe, capital do Tadjiquistão, no sábado (20). As imagens mostram a criança lutando para se manter na superfície após entrar no canal para tentar recuperar uma bola.
Vídeo: Touro descontrolado ataca pedestres em rua da China após fugir de mercado atacadista
Assista: Parapente perde controle na decolagem e atinge banhistas em praia lotada na Turquia
No registro, o garoto é levado pela enxurrada de lama e água da chuva enquanto pessoas acompanham a cena sem conseguir alcançá-lo. Ao passar sob uma ponte, um amigo da vítima pede socorro. Em seguida, dois homens correm até a estrutura, se deitam sobre o parapeito e conseguem agarrar o menino instantes antes de ele ser levado pela correnteza.
Confira:
Initial plugin text
Segundo informações divulgadas pela polícia local, os moradores Usmon Mirzoev e Bakhtiyor Toshiev foram responsáveis pelo resgate. Um deles segurou o braço da criança, enquanto o outro ajudou a puxá-la para fora da água. As autoridades afirmaram que a ação rápida dos dois homens foi decisiva para evitar uma tragédia.
“Graças às suas ações corajosas e decisivas, o menor foi resgatado do deslizamento de lama e salvo de uma possível tragédia”, informou a polícia em comunicado.
Usmon Mirzoev e Bakhtiyor Toshiev sendo homenageados pela polícia
Divulgação
Reconhecimento oficial
Após o resgate, os dois homens receberam certificados e presentes em reconhecimento à “coragem e forte senso de responsabilidade cívica”. Uma testemunha que acompanhou a ocorrência classificou o salvamento como um “milagre”, diante da força da correnteza e do risco enfrentado pela criança.
O caso ganhou repercussão internacional poucos dias após outro episódio de resgate que terminou de forma trágica nos Estados Unidos. No Kentucky, a americana Sarah Jo Reeder, de 42 anos, morreu após entrar em um riacho para salvar um menino que se afogava.
Ao passar sob uma ponte, um amigo da vítima pede socorro
Redes Sociais
De acordo com a polícia local, o garoto sobreviveu graças à intervenção da mulher, que sofreu complicações decorrentes da falta de oxigênio no cérebro e não resistiu. Familiares e amigos a descreveram como uma pessoa disposta a ajudar qualquer pessoa em situação de perigo.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um parapente motorizado perde o controle durante a decolagem e atinge banhistas em uma praia lotada na Turquia. O acidente ocorreu neste domingo (21), na praia de Kemos, e deixou três pessoas feridas, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.
Vídeo: Touro descontrolado ataca pedestres em rua da China após fugir de mercado atacadista
Irmãos gêmeos idênticos se casam irmãs gêmeas idênticas no mesmo dia e em mesma cerimônia na Nigéria
As imagens registram o piloto se preparando para levantar voo com um motor acoplado às costas enquanto dezenas de pessoas aproveitam o dia na faixa de areia. À medida que ganha velocidade e o equipamento começa a subir, ele percebe que está em rota de colisão com duas pessoas próximas à beira-mar. Os banhistas ainda tentam se afastar, mas são atingidos pelo parapente e caem na areia.
Confira:
Initial plugin text
Com o impacto, o piloto perde o controle da aeronave e segue em direção a outro grupo de pessoas que estava sob um guarda-sol. Partes do motor chegam a se desprender durante a colisão. Logo após o acidente, testemunhas correm para prestar ajuda, enquanto gritos e pedidos de socorro podem ser ouvidos nas gravações.
Investigação em andamento
Equipes de emergência foram acionadas e prestaram os primeiros socorros no local antes de encaminhar os feridos para um hospital. De acordo com as autoridades, as três vítimas sofreram lesões em diferentes partes do corpo, mas não correm risco de vida.
Com o impacto, o piloto perde o controle da aeronave e segue em direção a outro grupo de pessoas que estava sob um guarda-sol
Redes Sociais
Após o acidente, foram abertas investigações judiciais e administrativas para apurar as circunstâncias da ocorrência. O piloto também foi levado a uma delegacia para prestar depoimento. Os investigadores buscam esclarecer se ele possuía todas as licenças e autorizações necessárias para realizar a decolagem na praia.
O caso ocorre poucos dias após outro acidente envolvendo parapente na Europa. Na semana passada, um britânico de 63 anos morreu na Espanha depois que seu equipamento ficou preso em fios de alta tensão enquanto sobrevoava a região de Palau de Noguera, na província de Lleida. Segundo autoridades locais, o caso está sendo tratado como um acidente.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress