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Poucas vezes na História recente a imagem dos EUA diante do mundo esteve tão degradada como agora, revelou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, que ouviu entrevistados de 36 países, incluindo o Brasil. Os números mostram uma opinião majoritariamente desfavorável sobre o país, sobre o presidente, Donald Trump e sobre as políticas de Washington para o resto do mundo. A sondagem foi feia pelo Pew Research Center, um centro de estudos apartidário baseado nos EUA.
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Na média global, 57% dos entrevistados têm uma visão negativa sobre os Estados Unidos, contra 37% que o veem de maneira favorável. 50% acreditam que os EUA não são um parceiro confiável, 63% argumentam que o país não contribui para a paz e a estabilidade global e 66% afirmam que Washington não leva em conta os interesses de outras nações na hora de tomar suas decisões.
Os maiores índices de rejeição vêm da Ásia e da Europa. Na França, Holanda e Alemanha, o percentual supera os 70%. Na Suécia, um dos mais recentes membros da Otan, 80% veem os EUA desfavoravelmente, número similar aos de Malásia (80%), Paquistão (81%), Turquia (84%) e na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, com 82%.
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No Japão, um antigo aliado americano, há um empate entre os que apoiam e os que rejeitam os EUA, 50%. Já na África, a opinião é majoritariamente positiva, assim como em partes da América Latina. Na Colômbia, que domingo elegeu um novo presidente apoiado explicitamente por Trump, 60% são favoráveis aos americanos. No Brasil, 47% encaram os EUA de forma positiva, enquanto 43% declararam ter uma visão negativa — em 2025, eram 56% os brasileiros com opinião favorável.
O país mais pró-Estados Unidos continua sendo Israel, onde o apoio é de 81%.
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Os números sobre o trabalho do presidente Trump — cuja aprovação nos EUA está abaixo dos 40% — são ainda piores. Nada menos do que 76% dos entrevistados disseram não ter confiança no republicano em temas internacionais. Em 11 países, incluindo seis aliados da Otan, o índice supera os 80%, com a Turquia registrando 92%. Já nas Filipinas, Israel, Gana, Nigéria e Quênia ele segue popular, especialmente entre os que se declararam cristãos ou judeus.
No Brasil, 64% das pessoas disseram não confiar nas ações do republicano, patamar similar do ano passado, quando retornou à Presidência (61%), mas consideravelmente menor do que o registrado em seu primeiro mandato, quando a desaprovação chegou a 78% em 2018. O dado se mostra particularmente relevante devido aos sinais de que a Casa Branca poderá interferir de alguma forma na eleição presidencial de outubro e às discussões sobre potenciais impactos na disputa.
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A deterioração da imagem dos Estados Unidos no mundo, revertendo uma breve recuperação no governo de Joe Biden (2021-2025), é resultado direto da postura mais agressiva da política externa americana, com o abandono da premissa de “EUA em primeiro lugar” que norteou o primeiro mandato de Trump e é bandeira do movimento Maga (“Façam os EUA Grandes Novamente”). Agora, a Casa Branca quer ampliar sua pegada global e forçar regiões a retornarem à sua esfera de influência, como é o caso da América Latina, com a versão repaginada da Doutrina Monroe.
Intervenções questionadas
Segundo o Pew, 77% dos entrevistados rejeitam o tarifaço global anunciado no ano passado — no Brasil, só 19% o aprovam —, 65% são contra as políticas migratórias de Trump — aprovadas por 25% no Brasil —, e 56% desaprovam as novas diretrizes para a distribuição de ajuda humanitária, severamente reduzida pelos cortes promovidos nas primeiras semanas de governo. Para 41% dos entrevistados no Brasil, as políticas atuais de assistência americana são corretas.
As guerras de Trump, assim como a maneira como ele lidou com conflitos já existentes, foram igualmente rejeitadas por boa parte do planeta. Só 20% dos entrevistados aprovaram a ofensiva lançada contra o Irã no final de fevereiro, hoje em suspenso em meio a negociações, e 22% consideraram correta a intervenção na Venezuela, em janeiro, que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro.
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Em Gaza, onde Washington se pôs ao lado de Israel, as ações americanas foram aprovadas por 18%. Na Ucrânia, conflito que Trump prometeu encerrar em 24 horas caso eleito, mas que já está em seu quinto ano, sua atuação teve o aval de 20%. Com exceção do cenário na Venezuela, aprovado por 33%, as posições dos brasileiros são similares às da maioria dos entrevistados.
Em outro consenso, os pesquisadores constataram que a maioria das pessoas ouvidas em 17 nações em desenvolvimento considera (76%) que os EUA interferem em demasia nos assuntos de outros países. No Brasil, 76% concordam com a afirmação, especialmente os adultos entre 30 e 49 anos (82%). De acordo com o Pew, até os americanos reconhecem a influência em demasia de seu governo em temas alheios, 83%.
Além de Trump, os pesquisadores testaram a popularidade de outros líderes mundiais. Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, tem o aval da maioria dos europeus, mas não angaria o mesmo apoio no Oriente Médio e partes da Ásia Seu antagonista, Vladimir Putin, é rejeitado na Europa mas tem números positivos na África e em países como Indonésia (64%) e Malásia (62%). Benjamin Netanyahu, premier de Israel, só teve aval superior a 50% nas Filipinas e no Quênia. Xi Jinping, presidente chinês, tem suas bases de apoio na África e partes da Ásia. Em uma nota peculiar, nenhum líder registrou mais de 45% de aprovação na América Latina, a mais cética região pesquisada.
O Pew entrevistou 42.151 pessoas em 36 países e regiões, além de 3.507 residentes nos EUA, de forma presencial, por telefone e online, entre os dias 8 de fevereiro e 13 de maio.

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Uma mulher foi flagrada por câmeras de segurança invadindo a garagem de um empresário e chutando repetidamente um carro de luxo avaliado em mais de R$ 500 mil, ou 75 mil libras. O caso aconteceu na cidade de Pembroke, no País de Gales, e causou danos a um modelo McLaren 570S estacionado na residência do proprietário. As informações são da emissora britânica BBC.
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O dono do veículo, Gareth Edwards, de 33 anos, descreveu o episódio como um “comportamento chocante” e afirmou ter ficado surpreso com o ataque. Segundo ele, os danos provocados no capô do carro devem custar entre 200 e 300 libras esterlinas, ou quase R$ 2 mil, para serem reparados. Segundo ele, os chutes deixaram dois arranhões no veículo.
As imagens registradas pelo sistema de segurança da casa mostram uma mulher caminhando pela calçada com uma sacola de compras na manhã de 16 de junho. Em seguida, ela entra na garagem da residência e desfere vários chutes na parte dianteira do esportivo amarelo.
De acordo com Edwards, o incidente ocorreu por volta das 8h45, no horário local, e foi percebido cerca de dez minutos depois. Ele afirmou que ficou “simplesmente chocado” com o ocorrido e classificou a atitude como “muito estranha” e “bizarra”.
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Proprietário de uma empresa de pintura e decoração, o empresário disse à emissora que nunca imaginou encontrar pessoas capazes de agir dessa maneira.
A Polícia de Dyfed-Powys informou ter recebido uma denúncia de dano criminoso a um veículo automotor e abriu investigação para apurar o caso.
Após o episódio, Edwards decidiu deixar o carro na casa de um amigo enquanto viaja de férias, para mantê-lo fora de vista. O proprietário não informou à BBC se conhece a mulher que aparece nas imagens de segurança.
O presidente Donald Trump compartilhou em sua rede social, a Truth Social, uma reportagem que trata as eleições na América Latina e cita que a disputa à Presidência do Brasil como próximo foco no hemisfério. O texto afirma que as eleições no Brasil estariam provocando um “intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e sobre se a disputa será conduzida de uma forma considerada livre e justa por todos os lados”. A questão é qual a intenção do presidente americano ao compartilhar essa notícia? Há uma preocupação de que Trump tente influenciar as eleições brasileiras. Após o encontro com Lula no G7, o líder americano fez algumas declarações sobre o presidente americano ser volátil, enquanto a sua equipe fez postagens criticando a condenação de Eduardo Bolsonaro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, nesta terça-feira (23), a primeira etapa da nova rodovia na Serra das Araras, no Rio de Janeiro. O investimento total é de R$ 1,5 bilhão, via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e faz parte do processo de modernização da Via Dutra, que liga Rio de Janeiro e São Paulo.

Durante evento em Paracambi (RJ), Lula destacou o papel do BNDES no apoio a projetos estratégicos de infraestrutura e logística.

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“Um banco de desenvolvimento serve exatamente para isso, para criar as condições de emprestar dinheiro para que as empresas possam fazer as obras que o Brasil precisa. Sabe qual é a inadimplência do BNDES? Zero. Porque só empresta dinheiro para quem tem dinheiro e para quem paga”, disse Lula.

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Piraí (RJ), 23/06/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita ao trecho reformado da BR-116 e desenlace da fita de inauguração, na Via Dutra (BR-116). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula  visita trecho reformado da BR-116 – Ricardo Stuckert/PR

Nesta fase da nova rodovia na Serra das Araras, entra em operação um trecho de quatro quilômetros da nova pista de subida, no sentido São Paulo. O objetivo do projeto é proporcionar mais segurança e fluidez ao tráfego da região, que recebe cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% são de carga.

Corredor logístico estratégico que conecta os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, as obras na Rodovia Presidente Dutra alcançaram 70% de execução, com previsão de entrega para 2027.

O projeto em toda a concessão, de 626 quilômetros, tem apoio de R$ 10,7 bilhões do BNDES. A obra gera cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia regional.

A ativista anticorrupção polonesa Monika Silva Koniuszek, que investigava denúncias envolvendo a empresa da família do presidente do Equador, Daniel Noboa, foi assassinada, segundo o resultado de uma autópsia divulgado na sexta-feira. A conclusão contradiz a versão inicial das autoridades equatorianas, que haviam apontado a hipótese de suicídio após ela ser encontrada morta em sua casa em Montañita, cidade costeira da província de Santa Elena, em 8 de junho. Mãe solteira de duas meninas de quatro e nove anos, ela foi encontrada no chão com uma corda em volta do pescoço, de acordo com o jornal britânico The Guardian.
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O laudo apontou que a ativista, de 41 anos, morreu após sofrer um golpe na cabeça e ser estrangulada. Defensores dos direitos humanos e colegas afirmam que Silva Koniuszek foi assassinada para ser silenciada devido ao trabalho que realizava na apuração de denúncias de corrupção e crimes ambientais no país.
Pessoas são vistas do lado de fora da casa da falecida ativista ambiental polonesa Monika Silva Koniuszek em Montañita, província de Santa Elena, Equador, em 12 de junho de 2026
GERARDO MENOSCAL / AFP
Um dia após a morte da ativista, o ministro do Interior do Equador, John Reimberg, declarou à imprensa local que as evidências encontradas no local indicavam suicídio. A conclusão foi contestada após a divulgação da autópsia realizada em Guayaquil.
— Com base nos laudos periciais, temos certeza de que se trata de uma morte violenta; portanto, a alegação de que teria sido um suicídio não se sustenta — afirmou a advogada Lita Martínez, diretora do Centro Equatoriano de Promoção e Ação da Mulher.
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Silva Koniuszek vivia há mais de uma década no Equador, onde denunciava casos de corrupção e crimes ambientais nas redes sociais e colaborava com jornalistas locais. Em seus perfis, costumava escrever que não era necessário nascer no país para defendê-lo.
— Monika foi a pessoa mais corajosa que já conheci — disse Beth Pitts, escritora britânica e ativista que colaborou com ela em campanhas locais.
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— Muitas vezes ela era uma voz solitária, denunciando de forma pública e contundente a corrupção e os crimes ambientais quando todos os demais tinham medo de se manifestar — afirmou Pitts, que vive no Equador há 13 anos e morava em uma comunidade vizinha à da ativista.
— Além do ativismo, era uma mãe solteira dedicada e uma amiga maravilhosa. Mesmo quando recebia ameaças de morte, encontrava tempo para perguntar como eu estava e oferecer apoio — acrescentou.
Segundo colegas, a ativista havia iniciado uma investigação sobre a Noboa Trading, conglomerado exportador de frutas pertencente à família do presidente Daniel Noboa. Ela apurava denúncias de que carregamentos de cocaína haviam sido apreendidos em contêineres de banana da empresa e que as investigações enfrentavam obstáculos dentro do sistema judicial equatoriano.
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Pouco antes de morrer, Silva Koniuszek teria informado a amigos de que havia entregado um dossiê sobre o caso à embaixada dos Estados Unidos em Quito. Ela também investigava denúncias de uma rede de grilagem e tráfico de terras envolvendo figuras politicamente influentes na província de Santa Elena.
Amigos relatam que a ativista vinha sofrendo ameaças de morte e perseguição judicial. Segundo eles, as intimidações estariam ligadas aos mesmos grupos criminosos apontados como responsáveis pelo assassinato do jornalista e ativista Robinson del Pezo, morto em novembro de 2025.
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A morte de Silva Koniuszek repercutiu na Polônia, seu país de origem. A amiga Joanna Cuper afirmou à emissora TVP Info que a ativista dizia estar sendo monitorada e perseguida.
— Nenhum de nós acredita que ela tenha tirado a própria vida — declarou. — Ela dizia que os cartéis haviam colocado um preço por sua cabeça. Há três anos, seu então marido levou as crianças para o Brasil porque ela recebia ameaças de que ela e as filhas seriam assassinadas.
Na semana passada, o Ministério Público da Polônia informou que solicitou cooperação jurídica às autoridades equatorianas e pretende acompanhar as investigações. A embaixada polonesa responsável pelo Equador pediu uma apuração rápida, independente e transparente do caso.
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O governo equatoriano também solicitou apoio da Argentina para acompanhar a investigação.
Após a morte de Silva Koniuszek, a delegação da União Europeia no Equador pediu uma investigação “independente” e “transparente” sobre o caso.
Moradores de Montañita montaram um memorial com flores, fotografias e velas em homenagem a ativista. Artistas locais também pintaram um mural em sua memória, e vizinhos chegaram a rebatizar uma rua com seu nome.
(Com AFP)
A assinatura de duas ordens executivas destinadas a impulsionar o desenvolvimento da computação quântica nos Estados Unidos deixou uma cena inesperada no Salão Oval. Em meio a uma explicação técnica sobre as origens da física moderna, o presidente Donald Trump interrompeu seu secretário de Energia, Chris Wright, com uma frase que provocou gargalhadas entre os presentes e que, depois, se tornou um dos momentos mais comentados do dia nas redes sociais.
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O episódio ocorreu nesta segunda-feira durante uma cerimônia na qual a Casa Branca apresentou novas medidas para fortalecer a posição americana no setor tecnológico e se preparar para os desafios da futura era quântica. Enquanto expunha a importância histórica dos avanços científicos que deram origem a essa revolução tecnológica, Wright tentou voltar ao início do século XX.
— Há 120… 141 anos… 121 anos, Albert Einstein publicou um artigo… — começou o funcionário.
Antes que pudesse completar a ideia, Trump o interrompeu de seu assento com uma resposta seca:
— Ninguém se importa.
A reação pegou os presentes de surpresa, mas o próprio Wright respondeu imediatamente em tom descontraído.
— Bom ponto, bom ponto — contestou entre risos.
A troca de palavras rapidamente começou a circular na rede social X, onde acumulou milhares de reproduções e comentários. O que chamou a atenção foi que a cena recebeu elogios tanto de simpatizantes do presidente quanto de alguns de seus críticos mais habituais. Veja o momento:
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Um deles afirmou que, apesar de suas diferenças com Trump, considerou que a intervenção teve um “timing perfeito”. Outro comentou que o presidente continuava conservando sua capacidade de gerar momentos cômicos espontâneos.
Além do momento viral, a cerimônia teve como objetivo apresentar uma nova estratégia do governo Trump para acelerar o desenvolvimento de tecnologias quânticas e reforçar a segurança digital dos Estados Unidos.
Uma das ordens executivas assinadas pelo presidente estabelece o desenvolvimento de um computador quântico com capacidade suficiente para realizar pesquisas científicas avançadas. Além disso, instrui as agências federais a elaborarem planos para implantar tecnologias baseadas em computação quântica e fortalecer as cadeias de suprimentos vinculadas a esse setor.
Donald Trump interrompeu fala de Chris Wright (gravata listrada)
ANDREW HARNIK / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Segundo explicaram funcionários americanos durante o ato, o avanço da computação quântica poderia permitir, no futuro, quebrar muitos dos sistemas de criptografia que atualmente protegem informações privadas, operações financeiras e infraestrutura crítica.
O diretor nacional de Cibersegurança, Sean Cairncross, alertou que a tecnologia quântica desafiará a criptografia de chave pública que hoje protege grande parte dos sistemas digitais utilizados diariamente pelos americanos.
— Estas duas ordens executivas, que combinam inovação e segurança, abordarão esses problemas —afirmou.
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Por sua vez, Trump apresentou as medidas como um passo decisivo para consolidar a liderança tecnológica do país.
— Já somos líderes por muito e agora seremos líderes por muito mais — declarou durante a cerimônia, cercado por executivos de empresas de tecnologia, entre elas IBM e Google.
Chris Wright é o secretário de Energia dos Estados Unidos desde 2025. Engenheiro formado pelo MIT e por Berkeley, fundou empresas-chave do setor energético. Ele promove a inovação e a liderança americana em energia, desde hidrocarbonetos até energia nuclear e geotérmica.
A onda de calor que atinge parte da Europa nos últimos dias, e tem previsão de continuar nesta semana, tem provocado alterações na rotina das cidades e do funcionamento de serviços e até de pontos turísticos, casa da Torre Eiffel e do Museu do Louvre, na França. A mais recente mudança é no horário de desfiles da Semana de Moda Masculina, que começou nesta terça-feira (23) em Paris, capital francesa.
Entre os que sofreram alterção no cronograma estão o da Dior, previsto para quarta-feira no Museu Nissim de Camondo, foi antecipado para as 9h (4h em Brasília), e o de Rick Owens na quinta-feira também foi adiantado.
A França enfrenta uma intensa onda de calor, com temperaturas que chegam a 40°C em algumas áreas. Nesta terça-feira, a empresa que administra a Torre Eiffel e o Louvre anuncior que as duas atrações, que são dois dos monumentos mais visitados do mundo, fecharão mais cedo devido à onda de calor na França.
A Torre Eiffel antecipou seu horário de fechamento nesta terça-feira para as 16h (11h em Brasília), em vez de 00h45 (19h45 em Brasília) que normalmente fecha durante a alta temporada. Já o Museu do Louvre fechará suas portas às 16h00, em vez das 18h, de quarta a sábado, para lidar com a onda de calor que torna “as condições de visitação e trabalho difíceis”.
Essa situação obrigou outra atração popular, o Mont Saint-Michel (oeste), a aconselhar os turistas a adiarem sua visita.
Semana de Moda Masculina
Como de costume, os alunos do prestigioso Institut Français de la Mode (IFM) abriram a edição nesta terça. As francesas Études Studio e Saint Laurent, além da japonesa Auralee, estão entre as atrações do dia.
Sem dúvida, o mais aguardado será o desfile da Louis Vuitton com o estilista e músico americano Pharrell Williams, que encerra a jornada e certamente estará repleto de estrelas.
Outra coleção muito esperada destes seis dias de evento, com cerca de 70 marcas no programa oficial, será a do norte-irlandês Jonathan Anderson, em sua terceira mostra masculina para a Dior.
Estreiam na moda masculina a britânica Sarah Burton, para a Givenchy, e o americano Michael Rider para a Celine.
Uma comissão internacional de investigação com mandato da ONU acusou Israel, nesta terça-feira, de “visar deliberadamente” as crianças palestinas na Faixa de Gaza e denunciou mais uma vez um “genocídio”. O governo israelense rejeitou as conclusões e acusou os investigadores de ignorar as ações do Hamas.
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Na publicação de um novo relatório, o presidente da comissão, Srinivasan Muralidhar, afirmou em um comunicado que “ao visar crianças, Israel ataca a capacidade do povo palestino de existir e de determinar seu futuro”.
Israel, por sua vez, qualificou o relatório de “difamatório” e acusou a comissão de “silêncio sobre as táticas brutais do Hamas, que ataca sem piedade as crianças israelenses e utiliza crianças palestinas como escudos humanos”.
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Em setembro, a Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU, que tem mandato do Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas que não se pronuncia em nome da organização, chegou “à conclusão de que está ocorrendo um genocídio em Gaza”.
Após a publicação do primeiro relatório, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, declarou que observava “provas crescentes” de um “genocídio” em Gaza.
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A equipe ressalta em seu relatório mais recente que encontrou provas de que “as forças de segurança israelenses miraram e mataram deliberadamente crianças palestinas”, o que considerou um fator-chave para estabelecer a “intenção genocida por parte das autoridades e das forças de segurança israelenses de destruir o maior grupo palestino de Gaza”.
Segundo a comissão, existem “motivos razoáveis” para concluir que as autoridades e as forças de segurança israelenses “continuaram cometendo o crime de genocídio” em Gaza.
Destruição ‘irreversível’
“Mesmo depois do cessar-fogo de outubro de 2025, continuam matando e ferindo gravemente crianças; Israel continua ignorando o cessar-fogo e a proteção que o direito internacional obriga a conceder às crianças palestinas”, destacou o grupo de investigadores.
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“Ainda que as bombas e as armas se calem em Gaza e na Cisjordânia, as crianças palestinas não vão se levantar de um dia para o outro, pois a destruição de sua saúde, de sua educação e de seu desenvolvimento é irreversível”, insistiu.
Israel e o Hamas trocam acusações quase diárias de violações da trégua que entrou em vigor em outubro do ano passado, enquanto a Faixa de Gaza continua assolada pela violência em consequência da guerra desencadeada pelo ataque do movimento islamista palestino em 7 de outubro de 2023 contra o território israelense.
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Com as restrições impostas aos meios de comunicação e devido ao acesso limitado a Gaza, a AFP não pode verificar de forma independente os balanços ou cobrir de maneira livre a situação no local.
Em setembro do ano passado, a comissão afirmou que as autoridades e as forças de segurança israelenses haviam cometido “quatro dos cinco atos genocidas” previstos na Convenção de 1948 sobre o Genocídio.
Os delitos são “matar membros do grupo; lesões graves à integridade física ou mental dos membros do grupo; submeter intencionalmente o grupo a condições de existência destinadas a acarretar sua destruição física, total ou parcial; e medidas destinadas a impedir nascimentos dentro do grupo”.
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Em seu novo relatório, a comissão denuncia “os ataques seletivos contra os serviços de neonatologia e maternidade” por parte de Israel, o que resultou em um aumento dos abortos espontâneos e das malformações genitais, com efeitos duradouros sobre “a continuidade da população”.
Os investigadores também consideram que “a fome provocada pelo bloqueio” israelense da Faixa causou a morte de crianças e deteriorou gravemente sua saúde.
A equipe destaca ainda que o desmantelamento e a destruição das estruturas de proteção e educação em Gaza, e também na Cisjordânia — incluindo Jerusalém Leste —, colocaram em risco seu desenvolvimento e enfraqueceram “os fundamentos da sociedade palestina”.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registrou o movimento mais intenso desde o início da guerra entre Irã e a coalizão formada por EUA e Israel na segunda-feira, quando ao menos 35 navios cruzaram a rota naval crucial para o mercado mundial de petróleo. A movimentação acontece em um momento em que Teerã e Washington sinalizam avanços nas negociações complementares para encerrar de vez o conflito no Oriente Médio, embora pontos centrais permaneçam em aberto — incluindo o futuro do próprio estreito, que o Irã planeja administrar ao lado de Omã, algo que os americanos rejeitaram em declarações públicas anteriormente.
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A quantidade de navios que cruzaram Ormuz foi registrada pela plataforma de dados marítimos Kpler. Embora o número seja superior a todo o período de guerra, entre 1º de março e 14 de junho — quando menos de 10 navios carregados passaram pelo estreito — e que a média de 27 navios desde o anúncio do memorando de entendimento entre EUA e Irã, representa apenas cerca de um terço do anterior ao conflito, quando aproximadamente 120 navios transitavam diariamente.
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A administração da rota no longo prazo é motivo de divergência nas negociações entre Washington e Teerã. Os EUA e países do Golfo disseram que a rota deve ser considerada internacional, enquanto o Irã constituiu uma autoridade naval para gerir as passagens de navios. Em um comunicado conjunto nesta terça, Irã e Omã anunciaram que estudarão os “custos” da futura administração de Ormuz, destacando a “soberania sobre suas águas territoriais”.
“As duas partes concordaram em continuar seu diálogo sobre essa questão por meio de um grupo de trabalho conjunto (…) com o objetivo de chegar a um acordo sobre a futura administração da navegação no Estreito de Ormuz, sobre os serviços que serão prestados nesse contexto e sobre os custos associados, em conformidade com as normas internacionais”, diz o comunicado, que também cita uma visita a Mascate de uma delegação iraniana liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e pelo principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que o país passaria a cobrar o que denominou taxas de serviço marítimo para a travessia do estreito, que Teerã tenta distinguir de um pedágio — o que foi explicitamente vetado pelos EUA. Ghalibaf afirmou que essas taxas entrarão em vigor após o período de 60 dias previsto para negociações com os EUA.
O memorando estabelece que Irã e Omã, que fazem fronteira com a rota, discutirão a “administração futura e os serviços marítimos” juntamente com outros países do Golfo. Antes do memorando, vários funcionários americanos criticaram Omã por considerar que o país planejava cobrar pedágios conjuntamente com o Irã. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou “explodir” Mascate em caso de tentativa de controlar a via marítima.
Moradores de Bandar Abbas, no sul do Irã, se banham nas águas do Estreito de Ormuz, com navios de carga ancorados ao fundo: reabertura da passagem é ponto central do acordo entre EUA e Irã
Amirhossein Khorgooei/ISNA/AFP
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Albusaidi, declarou no X, após sua reunião com Araghchi e Ghalibaf, que eles reafirmaram “o compromisso com o direito internacional e com a passagem segura e livre de pedágios”. Em um comentário divulgado pela agência estatal iraniana IRNA, Ghalibaf afirmou que “a administração do Estreito de Ormuz nunca mais será a mesma de antes da guerra”.
O fechamento da rota foi responsável pelo maior impacto global da guerra no Oriente Médio, com uma disparada do preço do petróleo provocada pelo corte abrupto da produção de todo o Golfo Pérsico dos mercados internacionais. O efeito econômico se tornou o maior fator de pressão sobre Trump, que teve que lidar com aliados e um público interno insatisfeitos com o barril de petróleo chegando a um patamar ao redor de US$ 100 dólares o barril.
Embora a reabertura de Ormuz, acordada por Irã e EUA no memorando de entendimento mediado pelo Catar, tenha distensionado o mercado de petróleo, com o preço do barril voltando a casa dos US$ 70 a US$ 80 por barril, a incerteza sobre o futuro do estreito e sobre as negociações americano-iranianas ainda são um fator de instabilidade.
O governo de Teerã chegou a anunciar o fechamento de Ormuz na sexta-feira, em resposta a ataques de Israel contra o Líbano — algo que o regime dos aiatolás incluiu no memorando. Posteriormente, os dois países chegaram a um entendimento sobre mecanismos para interromper os confrontos e garantir a segurança do estreito. (Com AFP)
A Torre Eiffel e o Louvre fecharão mais cedo devido à onda de calor na França, anunciaram a empresa que administra a Dama de Ferro e a direção do museu parisiense. Esses são dois dos monumentos mais visitados do mundo.
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A França enfrenta uma intensa onda de calor, com temperaturas que chegam a 40°C em algumas áreas. Essa situação obrigou outra atração popular, o Mont Saint-Michel (oeste), a aconselhar os turistas a adiarem sua visita.
Torre Eiffel anuncia fechamento antecipado devido a uma onda de calor em Paris, em 23 de junho
Charlotte Siemon / AFP
Outros museus, principalmente em Lyon (centro) e Nantes (oeste), oferecem entrada gratuita para que as pessoas possam se refrescar em ambientes fechados.
A Torre Eiffel, que recebe quase 7 milhões de visitantes por ano, dos quais aproximadamente 75% são estrangeiros, antecipou seu horário de fechamento nesta terça-feira para as 16h00 (11h00 em Brasília), em vez das 00h45 (19h45 em Brasília) que normalmente fecha durante a alta temporada.
Já o Museu do Louvre fechará suas portas às 16h00, em vez das 18h00, de quarta a sábado, para lidar com a onda de calor que torna “as condições de visitação e trabalho difíceis”, anunciou a administração nesta terça-feira.
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Em mais um episódio envolvendo sinais contraditórios entre Teerã e Washington, o Irã afirmou nesta terça-feira que não permitirá que inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenham acesso às instalações nucleares bombardeadas por Israel e pelos Estados Unidos no ano passado. A declaração desmentiu declarações feitas pelo vice-presidente americano, JD Vance, que havia afirmado que as negociações que ajudou a conduzir na Suíça resultaram em um acordo para que os inspetores visitassem esses locais.
— Não tivemos nenhuma reunião com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica e tampouco prevemos que a agência inspecione as instalações nucleares iranianas danificadas pela agressão militar americana e sionista — declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, em entrevista coletiva.
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A AIEA ainda não comentou o assunto. A agência tem entrado e saído do Irã desde a guerra de 12 dias travada em 2025, mas não recebeu acesso às instalações de enriquecimento de urânio bombardeadas em ataques americanos. A extensão dos danos permanece desconhecida, embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha afirmado na época que as ofensivas haviam “aniquilado” as capacidades da República Islâmica. Nesta terça, Trump voltou ao tema e insistiu que o Irã aceitou permitir inspeções nucleares “no mais alto nível”.
“Com base nisso e em outras concessões importantes que o Irã está fazendo, concordei em permitir que o Estreito de Ormuz permaneça ABERTO, sem qualquer outro bloqueio naval”, escreveu.
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Mesmo nesse tema há contradições. O principal negociador iraniano advertiu que a circulação pela rota estratégica, por onde passava 20% do petróleo e gás consumido no mundo antes da guerra, não voltará a ser como era anteriormente. Irã e Omã anunciaram que prestarão “serviços marítimos” no âmbito de uma administração conjunta de Ormuz. Também nesta terça, os dois países anunciaram que estudam “custos” decorrentes desses serviços.
— A administração do Estreito de Ormuz nunca voltará a ser o que era antes da guerra — declarou Mohamad Baqer Qalibaf, negociador-chefe do Irã e presidente do Parlamento.
Negociações
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, chegou ao Paquistão nesta terça-feira para se reunir com autoridades paquistanesas que atuam como mediadores nas negociações para um acordo permanente para encerrar a guerra. A viagem ocorre após o governo iraniano confirmar que a primeira rodada de negociações com Washington terminou com a criação de quatro grupos de trabalho para tratar de questões técnicas pendentes, incluindo equipes voltadas para alívio de sanções, questões nucleares, reconstrução e monitoramento.
Nas negociações iniciais, que marcaram o início de um processo de 60 dias destinado a alcançar um acordo permanente para encerrar a guerra com o Irã, Teerã e Washington concordaram em criar uma “célula de desescalada” para tratar dos confrontos no Líbano entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã. Antes de seus encontros no Paquistão, Pezeshkian alertou que “a eficácia das negociações depende do pleno compromisso com as obrigações acordadas”.
Por sua vez, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, visita a partir desta terça os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e o Bahrein, países que foram atacados pelo Irã durante a guerra. Em pauta, segundo a agência Reuters, estão elementos de uma minuta de acordo que não prevê limites para os mísseis balísticos do Irã, um fundo de reconstrução proposto de US$ 300 bilhões e cláusulas que poderiam expandir a influência regional de Teerã e seu controle sobre rotas marítimas.
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O Departamento do Tesouro americano informou que suspendeu as sanções contra o Irã para permitir que o país produza, venda e forneça petróleo e derivados até meados de agosto. Como parte do acordo, Washington aceitou liberar US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados, informou a agência iraniana Mehr. Vance afirmou que os recursos ainda não haviam sido desbloqueados, mas que, quando isso ocorresse, só poderiam ser usados para comprar produtos americanos, como soja, e não para financiar atividades “terroristas”.
Nesta terça-feira, no entanto, o embaixador iraniano na ONU, Ali Bahreini, afirmou que o Irã será o “único país” a decidir o que fazer com esses ativos. Trump, por sua vez, disse que os recursos desbloqueados seriam depositados em uma conta controlada por Washington, que Teerã poderá usar para comprar alimentos e suprimentos médicos americanos, incluindo “milho, trigo e soja”, escreveu o presidente.
“Esta é uma crise humanitária, e considero necessário ajudar, AGORA, antes que seja tarde demais”, acrescentou.
Violência no Líbano
Enquanto isso, a violência voltou a aumentar no sul do Líbano, onde soldados israelenses abriram fogo e mataram duas pessoas. Os relatos ocorreram após dois dias de calma desde um cessar-fogo negociado no sábado. O memorando de entendimento assinado por Washington e Teerã estabelece a cessação das hostilidades em todas as frentes, incluindo a libanesa, uma das principais exigências do Irã.
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no entanto, declarou na segunda-feira que suas forças mantêm “total liberdade de ação” para neutralizar qualquer ameaça. Nem Israel nem o Hezbollah são signatários do acordo. Netanyahu prometeu manter tropas no sul do Líbano até que todas as ameaças ao país sejam eliminadas, enquanto o Hezbollah recusou-se a interromper os ataques sem que Israel se comprometa a se retirar da região.
Questionado sobre os comentários de Netanyahu, Trump afirmou que irá “analisar isso”, acrescentando que a situação “será resolvida”. Em Washington, o Departamento de Estado informou que uma nova rodada de negociações entre Israel e Líbano começou nesta terça-feira, com questões políticas e de segurança na pauta.
(Com AFP e New York Times)

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