Veja: Trump discursa em Davos em meio a tensões com aliados europeus por Groenlândia
Contexto: Trump chega a Davos nesta quarta em meio à crise com a Europa e domina agenda do fórum com ofensiva sobre a Groenlândia
No jantar, Lutnick, de acordo com o Financial Times, disse que o mundo deveria se concentrar no carvão como fonte de energia em vez de energias renováveis e fez comentários depreciativos sobre a Europa.
Após as declarações, segundo a Bloomberg, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, abandonou o local. Um dos que interromperam o discurso de Lutnick foi o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.
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Na terça-feira, o secretário escreveu um artigo de opinião para o Financial Times, no qual afirmou: “Não vamos a Davos para defender o status quo. Vamos confrontá-lo de frente”. “Estamos aqui em Davos para deixar uma coisa muito clara, com o presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump, o capitalismo tem um novo xerife na cidade”, acrescentou Lutnick.
Um dos diretores executivos presentes no jantar, ainda segundo o Financial Times, descreveu o ambiente como “tenso”, enquanto outro disse que era “barulhento e acalorado”.
Ao Financial Times, pouco antes do início do Fórum Econômico Mundial, Fink afirmou que o mundo está “mais polarizado”.
— Há mais pessoas falando umas com as outras, e não conversando umas com as outras. Meu papel é elevar o nível de todos e promover um diálogo sério — afirmou o financista americano.
Trump chegou nesta quarta-feira ao Fórum Econômico Mundial, num momento de tensão aguda com a Europa, após uma escalada de declarações, ameaças comerciais e gestos políticos que colocaram a Groenlândia no centro de uma crise diplomática entre Washington e seus aliados. A ofensiva americana acabou por redefinir o tom do encontro anual da elite política e econômica global, que passou a ser dominado por discussões sobre segurança, soberania e o futuro da relação transatlântica.
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Os confrontos transformaram Trump no tema incontornável de um encontro que se apresenta como “Comprometido em melhorar o estado do mundo”. Cerca de 3 mil participantes de 130 países desembarcaram em Davos, incluindo 65 chefes de Estado e 850 executivos de grandes empresas, segundo os organizadores do fórum. Diante da ofensiva, autoridades europeias passaram a tratar Davos como um espaço de contenção de danos.
Líderes da União Europeia (UE) e de países da Otan começaram a usar discursos e encontros paralelos para responder às ameaças, reafirmar apoio à Groenlândia, ameaçada de anexação aos EUA por Trump, e discutir possíveis contramedidas.







