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As autoridades argentinas anunciaram nesta terça-feira a identificação dos restos mortais de doze vítimas da última ditadura militar (1976-1983), localizados no terreno do antigo centro de detenção clandestino “La Perla”, na província de Córdoba (região central da Argentina). As descobertas foram feitas durante escavações conduzidas pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), uma organização de renome internacional dedicada à identificação de indivíduos por meio de análises de DNA e restos mortais.
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Essas identificações são resultado de “análises antropológicas e genéticas realizadas pela EAAF nos restos mortais recuperados na Guarnição Militar de La Calera”, onde La Perla funcionava, segundo um comunicado da organização.
O tribunal responsável pelo caso deve informar as famílias das vítimas sobre as descobertas. Somente então, e se as famílias assim o desejarem, as identidades dos indivíduos serão reveladas ao público. A identificação dos restos mortais, encontrados em 2025, coincide com o 50º aniversário do golpe de Estado de 24 de março de 1976.
Organizações de direitos humanos estimam que cerca de 30 mil pessoas foram detidas e desapareceram durante a ditadura, e todos os anos, em 24 de março, centenas de milhares de pessoas em todo o país saem às ruas para exigir justiça para as vítimas e saber seu paradeiro, informação que centenas de ex-militares se recusam sistematicamente a revelar.
“La Perla”, localizada a poucos quilômetros da cidade de Córdoba, operava sob o controle do Exército e foi palco de assassinatos em massa. Centenas de outros centros de detenção como este existiram em todo o país.
Entre 2.500 e 3.000 pessoas passaram por La Perla, que funcionou entre 1976 e 1978, segundo estimativas do Arquivo Provincial da Memória de Córdoba.

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O exército israelense pediu aos moradores de cinco vilarejos no sul do Líbano que evacuassem imediatamente na sexta-feira, em antecipação a possíveis ataques contra o Hezbollah, apesar do cessar-fogo com o Líbano que visava interromper os combates.
“Em vista da violação do acordo de cessar-fogo pelo grupo terrorista Hezbollah, o Exército de Defesa se vê obrigado a agir com força”, publicou Avichay Adraee, porta-voz do exército em árabe, listando cinco vilarejos próximos à cidade de Tiro, na costa sul do Líbano.
“Para sua segurança, vocês devem evacuar suas casas imediatamente e manter uma distância de pelo menos 1.000 metros dos vilarejos e cidades”, acrescentou.
O estado do Texas executou seu 600º condenado à morte desde 1982 na quinta-feira, após a Suprema Corte dos EUA rejeitar o argumento de que o homem não poderia ser condenado à morte devido à sua deficiência intelectual.
Edward Lee Busby Jr. foi declarado morto após receber uma injeção letal pelo assassinato, em 2004, de Laura Lee Crane, uma professora universitária aposentada de 77 anos. Em sua declaração final, ele pediu desculpas à sua família e à família de Crane, implorando por perdão, de acordo com uma transcrição fornecida pelo Departamento de Justiça Criminal do Texas. “A Sra. Crane era uma mulher adorável. Eu nunca quis que nada de ruim acontecesse com ela. Sinto muito”, disse ele.
Os advogados de Busby tentaram impedir a execução, argumentando que ele tinha uma deficiência intelectual. No entanto, na quinta-feira, a Suprema Corte dos EUA, de maioria conservadora, anulou a suspensão da execução concedida por um tribunal inferior. Busby tornou-se a 12ª pessoa executada no Texas este ano.
Desde 1982, quando o estado retomou a pena capital após uma moratória nacional, 600 pessoas foram executadas. A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados americanos, enquanto outros três — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — mantêm moratórias.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que fez “acordos comerciais fantásticos” com o líder chinês Xi Jinping, durante o segundo dia de negociações em Pequim.
“Muita coisa boa resultou disso. Fizemos alguns acordos comerciais fantásticos, ótimos para ambos os países”, disse Trump enquanto visitava os jardins de Zhongnanhai, o complexo da liderança central chinesa.
O chefe do sistema prisional da Rússia revelou, nesta quinta-feira, que a população carcerária do país sofreu uma queda de quase 40% desde 2022, quando teve início a guerra na Ucrânia. Uma redução em parte relacionada à ida de dezenas de milhares de detentos às linhas de frente, na esperança da redução de pena ou um perdão completo.
— Se no final de 2021 havia 465 mil [presos], agora há 282 mil, dos quais 85 mil estão em centros de detenção provisória e instalações que funcionam como centros de detenção provisória — disse Arkady Gostev, diretor do Serviço Penitenciário Federal, em entrevista à agência Tass.
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Segundo Gostev, a redução ocorreu devido à “humanização das penas criminais por meio da expansão da prática de imposição de trabalhos forçados e outros tipos de punição não relacionados à prisão, penas suspensas e restrições à liberdade”. Mas ele reconheceu o impacto dos alistamentos, ofertados aos detentos — sem distinção sobre o crime que cometeram — desde 2022, de forma a incrementar a disponibilidade de soldados para uma guerra travada, prioritariamente, por terra.
Não há dados oficiais sobre quantos detentos assinaram contratos para combater na Ucrânia. Nos dois primeiros anos do conflito, o portal independente Mediazona relatou uma queda na população carcerária que chegou a 54 mil nas colônias penais masculinas. Em 2024, o Mediazona, em parceria com o serviço russo da rede BBC, afirmou que 48 mil prisioneiros se alistaram através da milícia Grupo Wagner, e que 17 mil deles morreram durante a batalha pelo controle de Bakhmut (2022-2023).
Segundo a inteligência ucraniana, os alistamentos prisionais, agora realizados diretamente pelo Ministério da Defesa, somaram 180 mil até o fim de 2025. Aos que voltam com vida, a promessa é de redução de penas ou de persão judicial.
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Muitos dos ex-detentos e agora veteranos retornam do front com traumas e ferimentos graves, e os casos de reincidência criminal se acumulam ao redor da Federação Russa. Especialistas dizem que alguns “sentem indiferença” em relação às vidas dos demais cidadãos, e que o abuso de álcool e drogas é prevalente. Em um país onde a violência doméstica é uma epidemia, as mulheres — especialmente as companheiras, mães, filhas e irmãs — são vítimas preferenciais dos ataques.
— Sabemos que veteranos de guerra são mais propensos a cometer violência doméstica do que homens que não passaram por essas experiências traumáticas — disse ao GLOBO, em 2025, Jenny Mathers, professora de Política Internacional da Universidade Aberystwyth, do Reino Unido. — Alguns desses homens já cometeram crimes de agressão e até assassinato em suas comunidades, o que aumenta a insegurança real e percebida que muitos russos sentem no dia a dia.
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Para os detentos que permanecem dentro do sistema prisional, um dos mais extensos do planeta e que não é conhecido por fornecer condições adequadas aos que ali cumprem suas penas, a guerra também se faz presente. À Tass, Gostev disse que muitos itens produzidos pelos prisioneiros (em um sistema de trabalho forçado herdado dos tempos soviéticos) vão para as Forças Armadas
— Ao longo de um ano, empregamos cerca de 16 mil detentos para esses fins, especificamente, para a produção desses produtos. Produzimos itens para as Operações Militares Especiais (nome oficial na Rússia da guerra na Ucrânia] no valor aproximado de 5,5 bilhões de rublos (R$ 389 milhões). No total, o volume de produção em 2025 foi de 47 bilhões de rublos (R$ 3,2 bilhões).
Comissionado em 1975, o USS Nimitz (CVN-68) é o mais antigo porta-aviões em operação no mundo e um dos principais símbolos da supremacia naval americana nas últimas décadas. Na última semana, o navio passou pelo Rio de Janeiro durante aquela que deve ser sua última viagem, apesar das indicações de que a aposentadoria do gigante de 333 metros de comprimento ainda não está à vista. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Foram 31 dias de apuração e um resultado fora do esperado. O longo processo de contagem de votos do primeiro turno no Peru, que culminou anteontem com a escolha do esquerdista Roberto Sánchez para seguir na disputa com Keiko Fujimori, é resultado da recente “judicialização da política” no país, afirmam especialistas, o que põe em xeque a lisura do segundo turno, em 7 de junho.
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Horas antes de que o nome de Roberto Sánchez — da coalizão Juntos pelo Peru (JP) e herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo — fosse confirmado estaticamente para a disputa contra Keiko em 7 de junho, o Ministério Público (MP) do Peru pediu cinco anos e quatro meses de prisão para Sánchez por supostos crimes de “falsa declaração em procedimento administrativo e falsificação de informações sobre contribuições e receitas” de campanha entre 2018 e 2020. O timing para o pedido do MP não foi um mero detalhe: reforçou a percepção de interferência política no processo eleitoral.
— É resultado de um processo que vemos há vários anos de politização da Justiça ou judicialização da política. Há uma porta giratória entre certos partidos políticos e o atual sistema de Justiça. Cargos-chave foram ocupados por atores próximos à direita e ao Fujimorismo — explica a cientista política peruana Adriana Urratia.
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No Peru, o órgão eleitoral é formado por três instituições autônomas: o Júri Nacional de Eleições (JNE), que serve como uma espécie de juiz das atas impugnadas e contestadas; a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), responsável pela parte logística da votação; e o Registro Nacional de Identificação e Estado Civil (Reniec), que faz o cadastro e controle dos eleitores, e tem um papel secundário.
Nos últimos anos, devido às mudanças recentes, os representantes dos órgãos passaram a ser nomeados pelo Congresso — que, após uma profunda crise política e sucessivos impeachments, funciona hoje como peça central na escolha de presidentes interinos. Na última década, nenhum presidente eleito conseguiu terminar seu mandato de 5 anos.
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O primeiro turno, em 12 de abril, foi marcado por problemas na distribuição de urnas e cédulas, o que atrasou a abertura das seções eleitorais em vários locais de votação, especialmente em Lima — onde vivem um terço dos eleitores. De maneira inédita, o pleito teve que ser estendido até o dia seguinte para mais de 50 mil peruanos que não haviam conseguido votar.
Por causa das falhas, nos dias que se seguiram ao pleito, o JNE passou a contestar publicamente a autoridade da ONPE, fragilizando um processo de apuração que deveria acontecer de maneira coordenada entre as instituições.
Pressionado nas redes sociais, onde recebeu inclusive ameaças de morte, Piero Corvetto, chefe do ONPE, acabou renunciando antes que os resultados fossem anunciados. Oficialmente, os números finais serão divulgados apenas no domingo, devido ao alto número de atas contestadas que ainda estão sendo analisadas pelo JNE.
Além disso, mudanças recentes nas regras eleitorais incentivaram a fragmentação partidária e multiplicaram as candidaturas, que passaram de 30. As pesquisas, que apontavam um segundo turno entre Keiko e dois outros candidatos da direita, enfrentaram dificuldades metodológicas devido ao elevado número de candidatos e ao comportamento volátil do eleitorado — cerca de 20% dos peruanos decidem o voto apenas no dia da eleição.
No Peru, com um Parlamento muito dividido e sem um grande bloco partidário, os presidentes são constantemente ameaçados de impeachment
Ernesto Benavides/AFP
Assim como Castillo em 2021, Sánchez repetiu tendências históricas do eleitorado peruano, e venceu sobretudo nas regiões andinas, onde mais de um milhão de eleitores votaram no primeiro turno, segundo o ONPE. Como são regiões de acesso mais difícil, as atas demoraram mais para ser contabilizadas.
Agora, há o temor que o segundo turno seja novamente judicializado, aponta a especialista peruana. Também como em 2021, Keiko, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, morto em 2024, enfrentará um candidato da esquerda que nunca havia disputado uma eleição. É a quarta tentativa da candidata de chegar à Presidência — em 2011, foi derrotada por Ollanta Humala e, em 2016, perdeu para o economista Pedro Pablo Kuczynski. Tanto Castillo quanto Kuczynski não conseguiram concluir seus mandatos.
— O cenário atual repete as dinâmicas de 2021, mas teremos um segundo turno ainda mais polarizado entre o fujimorismo e a esquerda. Como parte de uma tendência global e de um ecossistema de imprensa fragmentado e fragilizado, as campanhas se tornaram muitos personalistas, centradas nas figuras dos candidatos, e não em suas propostas — explica Urratia. — O segundo turno tende a ser marcado mais por um “voto contra” o outro candidato, do que pelo apoio aos programas econômicos, de saúde e educação de seu próprio candidato
Os Estados Unidos estão tomando medidas para indiciar Raúl Castro, o ex-presidente de Cuba, de 94 anos, segundo fontes revelaram em anonimato à rede americana CBS e à agência Reuters. Irmão de Fidel Castro, o suposto indiciamento do líder revolucionário seria motivado por uma queda de aviões ocorrida há 30 anos, disseram as autoridades americanas.
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O possível indiciamento — que precisaria ser aprovado por um júri popular — deve se concentrar na queda fatal de aviões operados pelo grupo humanitário Irmãos ao Resgate em 1996. Um porta-voz do Departamento de Justiça procurado pela CBS se recusou a comentar a notícia.
Ainda que não ocupe nenhum cargo oficial há cinco anos, Raúl Castro é o patriarca da opaca estrutura de poder de Cuba, ainda que sua idade lhe configure uma certa imagem de fragilidade. Sua última aparição pública foi em meados de janeiro, em uma cerimônia para receber os restos mortais de 32 soldados cubanos mortos por militares americanos durante a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, em 3 de janeiro.
Em meio à escalada de tensão entre Washington e Havana desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou suas atenções à ilha comunista após a captura de Maduro, o governo americano já intensificou as sanções contra Cuba e impôs um bloqueio energético ao território, agravando a crise no país.
Apesar das mais recentes trocas de farpas, uma delegação americana liderada pelo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, viajou nesta quinta-feira a Havana, onde se reuniu com altos funcionários cubanos, anunciou o governo comunista em um comunicado.
Trump assinou no fim de janeiro um decreto presidencial que estabelece que Cuba, situada a 150 km da costa da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” para os Estados Unidos, com o objetivo de justificar o endurecimento das sanções contra Havana e, em particular, o bloqueio petrolífero contra a ilha. Ele também ameaçou com represálias qualquer país que deseje fornecer ou vender petróleo a Havana.
Na quarta-feira, o Departamento de Estado dos EUA se disse pronto para oferecer US$ 100 milhões em ajuda a Cuba, sob bloqueio naval americano desde o início do ano, desde que a distribuição ocorra através da Igreja Católica. Antes da oficialização da oferta, Washington e Havana trocaram acusações ligadas ao pacote, e o presidente americano voltou a dizer que o país caribenho é “uma nação fracassada”.
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Em meio à crise econômica mais grave já enfrentada por Cuba desde o colapso da União Soviética, agravada pelo bloqueio americano de petróleo à ilha, as gerações mais jovens da família dos revolucionários irmãos Fidel Castro e Raúl Castro têm assumido posições de destaque na liderança do país.
Segundo fontes do jornal americano Wall Street Journal, o filho de Raúl Castro, Alejandro Castro Espín, e o neto mais velho do ex-mandatário, Raúl Rodríguez Castro, têm participado ativamente das negociações entre Havana e Washington, se reunindo com autoridades americanas para discutir a situação na ilha comunista e uma possível diminuição nas tensões com os Estados Unidos diante das reiteradas ameaçadas feitas por Trump desde que retomou o comando da Casa Branca em 2025.
Os intensos ataques russos desta quinta-feira, com centenas de drones e dezenas de mísseis contra Kiev, deixaram pelo menos 21 mortos, informaram equipes de resgate na sexta-feira (horário local), diminuindo ainda mais as esperanças de um fim para o conflito. A Força Aérea Ucraniana afirmou que a Rússia lançou 675 drones de ataque e 56 projéteis, visando principalmente a capital, e acrescentou que suas unidades de defesa aérea abateram 652 drones e 41 foguetes. Jornalistas da AFP em Kiev ouviram sirenes de alerta aéreo antes de uma série de fortes explosões obrigarem os moradores a buscar refúgio em estações de metrô.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que mais de 20 locais na capital foram danificados, incluindo prédios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas civis.
— O trabalho continua em Kiev no local do impacto no prédio, um ataque de míssil russo que literalmente arrasou um bloco de apartamentos, do primeiro ao nono andar — afirmou Zelensky.
Vinte e uma pessoas, incluindo três crianças, morreram nos ataques, informou o serviço de emergência ucraniano na manhã de sexta-feira, atualizando o número de mortos divulgado anteriormente, que era de 16.
“As equipes de resgate continuam incansavelmente buscando pessoas nos escombros do prédio que desabou no distrito de Darnitskii”, afirmou a agência no Telegram.
Na quinta-feira, jornalistas da AFP testemunharam cenas caóticas enquanto as equipes de resgate removiam os escombros, prestavam assistência aos feridos e recuperavam os corpos das vítimas.
— Tudo estava em chamas. As pessoas gritavam e pediam socorro — relatou Andrii, um morador de Kiev ainda de roupão e com manchas de sangue na camisa, perto de um prédio residencial da era soviética que desabou.
Vários corpos foram recuperados dos escombros de um único prédio residencial destruído: três homens, três mulheres e uma menina, informou a polícia. As autoridades relataram 45 feridos.
— Estas certamente não são as ações de quem acredita que a guerra está chegando ao fim. É importante que os aliados não permaneçam em silêncio diante deste ataque — declarou Zelensky. Diversos aliados da Ucrânia condenaram o ataque. “A Rússia está zombando abertamente” dos esforços diplomáticos pela paz, denunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
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Novo revés para os esforços de paz
Os ataques russos também deixaram feridos nas regiões de Odessa e Kherson, no sul do país, bem como em Kharkiv, no nordeste. A ofensiva russa representa um novo revés para as tentativas de pôr fim ao conflito, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, renovou as esperanças de paz ao intermediar um cessar-fogo de três dias entre os dois países na semana passada.
Esse cessar-fogo, que começou coincidindo com as comemorações da vitória soviética sobre a Alemanha nazista em 1945, foi marcado por acusações de violações de ambos os lados. Tanto a Ucrânia quanto a Rússia lançaram ataques com drones de longo alcance imediatamente após o término do cessar-fogo.
Apesar da ofensiva, o presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu no fim de semana que a guerra poderia terminar em breve. O Kremlin minimiza a possibilidade de que os comentários vagos de Putin no sábado sobre um possível fim da guerra signifiquem uma mudança na posição de Moscou.
A Rússia reiterou na quarta-feira sua exigência de que a Ucrânia se retire completamente da região leste de Donbas antes que um cessar-fogo e negociações de paz em larga escala possam ocorrer. Kiev rejeita a exigência, considerando-a equivalente à capitulação.
Um alto funcionário da presidência ucraniana disse à AFP que a escala dos ataques de quinta-feira foi tão grande devido a uma trégua anterior e relacionou o momento da ofensiva ao encontro entre os presidentes dos EUA e da China em Pequim.
Uma delegação americana liderada pelo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, viajou nesta quinta-feira a Havana, onde se reuniu com altos funcionários cubanos, anunciou o governo comunista em um comunicado. O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou no fim de janeiro um decreto presidencial que estabelece que Cuba, situada a 150 km da costa da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” para os Estados Unidos, com o objetivo de justificar o endurecimento das sanções contra Havana e, em particular, o bloqueio petrolífero contra a ilha. Ele também ameaçou com represálias qualquer país que deseje fornecer ou vender petróleo a Havana.
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“Após a solicitação apresentada pelo governo dos Estados Unidos para que fosse recebida em Havana uma delegação presidida pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, a direção da Revolução aprovou a realização desta visita”, indicou o governo cubano.
Procurada pela AFP para confirmar esse encontro de caráter excepcional, a CIA não respondeu imediatamente.
As autoridades cubanas especificaram que essa reunião, que ocorreu “em um contexto caracterizado pela complexidade das relações bilaterais”, deve permitir o “diálogo político entre ambas as nações”. Havana afirmou que “os elementos apresentados pela parte cubana e as trocas mantidas com a delegação americana permitiram demonstrar categoricamente que Cuba não constitui uma ameaça para a segurança nacional dos EUA”.
Segundo o governo cubano, a reunião também permitiu demonstrar que não existem “razões legítimas” que justifiquem a permanência da ilha na lista americana de “Estados patrocinadores do terrorismo”.
Cuba afirma igualmente ter conseguido demonstrar que não existem “bases militares ou de inteligência estrangeira em seu território”, em referência às declarações dos Estados Unidos sobre a presença de bases de escuta chinesas na ilha.
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As relações entre os dois inimigos ideológicos atravessaram um novo pico de tensão nos últimos meses. Os Estados Unidos endureceram ainda mais as sanções contra a ilha, o que provocou uma crise energética e econômica sem precedentes no país de 9,6 milhões de habitantes.
Além do embargo americano em vigor desde 1962, Washington, que não esconde seu desejo de ver uma mudança de regime em Havana, impõe desde janeiro a Cuba um bloqueio petrolífero. Desde então, autorizou apenas a chegada de um petroleiro russo ao país para abastecimento emergencial.
Ainda assim, os dois países mantêm conversas. Uma reunião de alto nível diplomático ocorreu em Havana em 10 de abril. Foi a primeira vez que um avião governamental americano pousou na capital cubana desde 2016.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (14) que os vínculos entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras, é um caso de polícia. A declaração foi feita em resposta ao questionamento de uma jornalista durante visita do presidente à fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia, a Fafen, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.  

“Eu não vou comentar, é um caso de polícia, não meu. Eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia”, afirmou o presidente. 

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Lula se referia ao escândalo envolvendo o senador pelo Rio de Janeiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato ao Palácio do Planalto, revelado em reportagem do portal The Intercept Brasil

De acordo com a publicação, Flávio articulou repasses de R$ 134 milhões do banqueiro supostamente para financiar a realização de um filme sobre a trajetória política do pai, que governou o país entre 2019 e 2022.    

O banqueiro Daniel Vorcaro está preso suspeito de liderar uma organização criminosa que praticava fraudes financeiras por meio do Banco Master, que teve sua liquidação decretada no fim do ano passado, por decisão do Banco Central (BC), após a constatação da incapacidade da instituição em honrar com os depósitos e aplicações de clientes.

Ao revelar o envolvimento entre Flávio e Vorcaro, a reportagem do Intercept divulgou um áudio do próprio senador que menciona a importância do filme sobre o pai e a necessidade do envio dos recursos para pagar “parcelas para trás”.  

A reportagem revela também, com base em outras mensagens de WhatsApp vazadas, bem como em documentos e comprovantes bancários, que parte do valor teria sido pago entre fevereiro e maio de 2025.


São Paulo (SP), 04/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Ex-banqueiro Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Banco Master/Divulgação e Lula Marques/Agência Brasil

Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o senador Flávio Bolsonaro – Foto: Banco Master/Divulgação e Lula Marques/Agência Brasil

Prisão

As últimas conversas entre ambos, mostradas pela reportagem, datam do início de novembro do ano passado, um período crítico para o Banco Master e Vorcaro. 

Pouco mais de uma semana depois dessa troca de mensagens, o Banco Central decretou a liquidação do Master e a Polícia Federal (PF) prendeu o banqueiro em um dos desdobramentos da operação sobre fraudes financeiras.

Vorcaro está preso na Superintendência da PF, em Brasília, e negocia um acordo de delação premiada.

O filme estaria sendo realizado por uma produtora no exterior, com atores e equipes estrangeiros, e tem previsão de ser lançado ainda este ano. 

Ainda segundo a matéria, o apoio envolve transferências internacionais de uma empresa controlada por Vorcaro a um fundo dos Estados Unidos gerido por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. 

Deputados federais da base no governo apresentaram uma denúncia à PF e à Receita Federal para que apurem se houve ilegalidades nas transações e se os recursos podem estar relacionados a algum tipo de propina.

Outro lado

Horas após a publicação da reportagem, nesta quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro, que inicialmente negou a situação, acabou admitindo ter pedido o recurso e ter mantido relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma questão privada.  

“É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, esclarece Flávio. 

“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, acrescentou o parlamentar na manifestação, horas após a publicação da matéria.

Ainda na nota, Flávio Bolsonaro negou ter combinado qualquer vantagem indevida no trato com o banqueiro.

“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master já”, completou.

Pouco depois de divulgar a nota, um vídeo de Flávio repetindo os mesmos argumentos também foi compartilhado nas redes sociais. Na gravação, ele disse que Vorcaro parou de honrar com as parcelas pendentes do patrocínio e informa que havia um contrato assinado a respeito desses repasses prometidos. Ele não deu informações a respeito do suposto contrato.

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