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O nome da ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, voltou a movimentar as redes sociais neste sábado, quando foi ao X para fazer uma série de desabafos (e ameaças). Em resposta a um vídeo de Melania Trump em que ela negava ter relação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, Amanda afirma que esteve “ao redor” do casal Trump por 20 anos e que vai tomar medidas legais contra Melania e “seu marido pedófilo”, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Mas quem é Amanda Ungaro?
Saiba mais: ‘Vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida’, diz Amanda à Melania
Entrevista exclusiva: ‘Tinha umas 30 meninas, bonitas e bem novinhas’, conta Amanda, sobre voo no avião de Jeffrey Epstein
Amanda Ungaro em início de carreira
Divulgação
Deportada pelo ICE
Amanda chegou ao Brasil em outubro de 2025 deportada pela polícia de imigração americana, o ICE, depois de 23 anos nos EUA. Uma medida que, em entrevista exclusiva ao GLOBO em fevereiro, ela creditou à influência do ex-companheiro, o empresário italiano Paolo Zampolli, nos bastidores do poder em Washington.
Uma reportagem do New York Times confirmou a afirmação da brasileira, apontando que Zampolli de fato procurou um alto funcionário da imigração para que Amanda fosse levada a um centro de detenção do ICE antes que ela fosse libertada da prisão sob fiança. De acordo com a publicação, Zampolli tinha como objetivo recuperar a guarda do filho, Giovanni, de 15 anos, que ele e Amanda disputam na Justiça.
Entrevista de Amanda Ungaro
O ex-marido e a proximidade com Trump
Acima da esquerda para a direita: Donald Trump, Melania Trump, Paolo Zampolli e Amanda Ungaro. Abaixo, da esquerda para a direita: Amanda Ungaro, Donald Trum e Melania Trump
Arquivo Pessoal
Nascido em Milão, Zampolli chegou a Nova York em meados dos anos 1990, mesma época em que conheceu Donald Trump. Os dois começaram a trabalhar oficialmente juntos em 2004, mas foi nas eleições presidenciais de 2016 que a camaradagem virou lealdade. Diante de sua defesa de políticas migratórias mais duras, Trump viu a imprensa questionar se sua esposa, Melania, trabalhara como modelo nos EUA com um visto inadequado antes de conhecê-lo. Zampolli então se apresentou como o responsável pela documentação da atual primeira-dama, afirmando ter usado sua posição como agente de modelos na época para garantir o visto de trabalho dela. Em 1996, ano da emissão do documento, Zampolli atuava junto à americana Metropolitan Models. No ano seguinte, ele fundou sua própria agência de modelos, a ID Models.
Amanda descreve Zampolli como a persona ostentatória que agrada a Trump: almoços diários no restaurante Cipriani, em Nova York, festas de aniversário extravagantes com direito a filhotes de tigre entre as atrações e um círculo social composto por modelos, champanhe e a atenção dos tabloides. Nos 19 anos em que estiveram juntos, ela conta que Zampolli a levou a noitadas comandadas pelo rapper e produtor americano Sean “Diddy” Combs, atualmente cumprindo pena de quatro anos por transportar mulheres para prostituição, e a festas em iates em que a lista de convidados incluía celebridades e integrantes da realeza europeia. Nesses eventos, diz ela, Zampolli costumava levar o próprio garçom para ter certeza de que ninguém colocaria drogas em sua bebida.
No avião de Jeffrey Epstein
Documento indica que o nome de Amanda Ungaro aparece na lista de passageiros do Lolita Express. A imagem mostra dezenas de nomes no voo de 27 de junho de 2002, entre Paris e Nova York, incluindo o do próprio Jeffrey Epstein (“JE”), de Ghislaine Maxwell (“GM”) e de Brunel
Departamento de Justiça dos EUA
O círculo social de Zampolli e Trump envolvia ainda um terceiro personagem: Jeffrey Epstein, financista morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. A ID Models, agência de Zampolli, era frequentemente visitada por Epstein em Nova York, e os dois tentaram, juntos, comprar em 2004 a Elite Models, uma das maiores agências de modelos do mundo. Zampolli aparece dezenas de vezes nos arquivos do caso Epstein liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
A ex-modelo Amanda Ungaro acusa o ex-companheiro, Paolo Zampolli, de abuso sexual e violência doméstica
Márcia Foletto
Amanda já foi convidada, mas ainda não intimada, a depor perante o Comitê de Supervisão do Congresso americano que investiga o caso. A brasileira esteve uma vez com Epstein, em 2002, quando embarcou no Lolita Express, um dos aviões do financista, de Paris para Nova York, onde participaria de um casting. Ela viajou acompanhada de seu agente na época, o francês Jean-Luc Brunel, conhecido como o olheiro de Epstein no Brasil. No mesmo ano, em 2002, Amanda encontraria com Zampolli também em Nova York.
— Tinha mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo — conta Amanda.
Ameaças à Melania
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“Eu te conheço há 20 anos. Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida — todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou — porque eu tenho caráter”, acusou Amanda, no X.
Em outro comentário, a ex-modelo disse que vai “expor tudo” o que sabe sobre o casal e que pretende tomar medidas legais contra Melania e o presidente americano, quem chamou de “pedófilo”.
“Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim — não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem é o seu marido (…) Eu não tenho mais nada a perder na minha vida. Eu vou derrubar todo o sistema — tome cuidado comigo, sua idiota”, acrescentou.

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A Câmara dos Deputados começou há pouco a analisar em plenário o projeto de Lei (PL) 2780/24 que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais os minerais críticos e estratégicos do país. 

Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.

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O comitê será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou um substitutivo para o texto que cria ainda o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos.

O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão também criado pelo projeto.

O texto traz limitações à exportação de minerais brutos sem processamento e cria um sistema de incentivos fiscais progressivos. Ou seja, quanto mais a empresa avança nas etapas de beneficiamento dentro do Brasil, maiores os benefícios que recebe.

“A indústria de minerais críticos e estratégicos no Brasil é uma janela de oportunidades para o desenvolvimento do país. Com a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, essa afirmação será expressa na melhoria de índices como aumento da produção industrial, aumento da renda per capita e aumento participação da mineração na economia nacional”, afirmou Jardim em seu parecer.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, só cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. 

A Chancelaria russa reiterou um alerta para que embaixadas e representações estrangeiras em Kiev retirem seus funcionários e cidadãos da cidade, em meio a suspeitas sobre um ataque com drones ucranianos contra o desfile do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial em Moscou, no sábado. No começo da semana, o Ministério da Defesa russo ameaçou bombardear a capital ucraniana se houver qualquer tipo de interferência no evento, já sugerindo que os cidadãos de outros países saíssem de lá.
“O Ministério das Relações Exteriores da Rússia insta veementemente as autoridades de seu país/liderança de sua organização a tratarem esta declaração com a máxima responsabilidade e a garantirem a evacuação imediata do pessoal das missões diplomáticas e outras, bem como dos cidadãos, da cidade de Kiev, devido à inevitabilidade de um ataque retaliatório das Forças Armadas Russas contra Kiev, inclusive contra centros de tomada de decisão, caso o regime de Kiev implemente seus planos terroristas criminosos durante a celebração da Grande Vitória”, diz o alerta.
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Na semana passada, o Ministério da Defesa russo anunciou que o desfile, que marca a vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazista, na Segunda Guerra Mundial, não teria veículos militares “devido à atual situação operacional”. Nos bastidores, a decisão foi associada a um possível plano da Ucrânia para atacar a parada com drones, replicando as ações vistas ao redor do país nas últimas semanas — na segunda-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez uma referência jocosa aos rumores, respondida de maneira ameaçadora pelas Forças Armadas russas.
“Caso o regime de Kiev tente implementar seus planos criminosos para interromper a celebração do 81º aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica, as Forças Armadas Russas lançarão um ataque retaliatório maciço com mísseis contra o centro de Kiev”, afirmou o Ministério da Defesa, em publicação no Telegram, na segunda-feira, antecipando a recomendação da Chancelaria aos estrangeiros. “Alertamos a população civil de Kiev e os funcionários de missões diplomáticas estrangeiras sobre a necessidade de deixarem a cidade imediatamente.”
Em vídeo, no qual comentou o alerta às embaixadas, a porta-voz da Chancelaria russa, Maria Zakharova, criticou a União Europeia por não ter repreendido Zelensky pela menção aos drones, e que se “pensam que podem ‘silenciar’ as ameaças públicas, varrer para debaixo do tapete as declarações agressivas de Zelensky, por assim dizer, estão redondamente enganados”.
— Estamos bem cientes da atitude coletiva da minoria ocidental em relação ao 9 de maio: eles destroem sistematicamente o patrimônio memorial soviético, exumam as cinzas de soldados soviéticos e reescrevem e distorcem a história. Ao armar a Ucrânia, eles são cúmplices dos planos criminosos do regime de Kiev — completou Zakharova.
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O governo ucraniano não se pronunciou. Na segunda-feira, Kiev rejeitou uma proposta russa para um cessar-fogo entre os dias 8 e 9 de maio, e disse que implementaria sua própria trégua, três dias antes.
Drones ucranianos já caíram perto do Kremlin desde o início da guerra, mas ao ameaçar indiretamente o desfile do Dia da Vitória, a Ucrânia avança sobre um dos eventos mais caros ao presidente Vladimir Putin. Desde 2008, o líder russo trata a parada militar como ferramenta de projeção interna e externa de poder, com a demonstração de armamentos pesados, tropas e discursos que, nos últimos anos, trazem ameaças ao Ocidente e referências à guerra no país vizinho.
Segundo analistas, o maior risco não é de um ataque durante o desfile, mas sim contra os tanques, blindados e veículos de transporte antes de entrarem na Praça Vermelha. Daí a decisão de excluí-los.
— Quando equipamentos participam de desfiles, eles são inicialmente estacionados, preparados para o ensaio e, em seguida, para o próprio desfile, em áreas remotas nos arredores de Moscou, em locais especialmente designados — disse Ruslan Leviev, cofundador do projeto de análise militar Equipe de Inteligência de Conflitos, à TV Rain. — Essas áreas seriam muito mais fáceis de atingir com drones ou mísseis. Portanto, os equipamentos são vulneráveis, enquanto pessoas e aeronaves provavelmente não o são.
Um caça americano disparou contra um petroleiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã nesta quarta-feira, danificando seu leme, após a embarcação ignorar advertências de que estava violando o bloqueio americano aos portos iranianos, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) em uma publicação nas redes sociais. Em uma publicação anterior, o comando havia afirmado que a Marinha dos EUA havia impedido a atracação de 52 embarcações comerciais desde o início do bloqueio, em 13 de abril.
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Segundo o Centcom, o petroleiro Hasna navegava em águas internacionais e seguia para um porto iraniano no Golfo de Omã, violando o bloqueio imposto pelos EUA. Após “não ter cumprido repetidas advertências”, um caça F/A-18 Super Hornet, lançado do porta-aviões USS Abraham Lincoln, disparou “vários tiros” de munição de 20 milímetros, atingindo o leme do Hasna — o que limitaria ou eliminaria a capacidade de manobra do navio — e o Hasna “não está mais em trânsito para o Irã”.
“O bloqueio dos EUA contra navios que tentam entrar ou sair de portos iranianos permanece em pleno vigor”, declarou o Comando Central americano. “As forças do Centcom continuam a agir de forma deliberada e profissional para garantir o cumprimento do bloqueio.”
A ação americana faz parte da estratégia da Casa Branca de enfraquecer o regime iraniano a partir do sufocamento de recursos financeiros. Em entrevista ao Axios há uma semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a medida pode durar “meses”, se necessário, e a classificou como mais eficaz do que ações militares diretas.
Nesta quarta-feira, Trump afirmou que militares americanos voltarão a bombardear o Irã “em um nível e intensidade muito maiores do que antes” se Teerã não concordar em assinar um acordo de paz mediado pelo Paquistão, após o anúncio de que as negociações entre os dois países estão avançando. A declaração de Trump ocorre um dia após ele suspender a iniciativa para liberar a navegação no Estreito de Ormuz, anunciada cerca de 48 horas antes, e do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, garantir que a ofensiva contra o Irã tinha chegado ao fim.
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As Forças Armadas do Irã retrataram a decisão de Trump, de suspender o “Projeto Liberdade” como uma vitória iraniana, em um momento em que há sinais de avanços nas negociações diplomáticas para encerrar a guerra. Enquanto fontes na Casa Branca expressam otimismo com um memorando de 14 pontos que incluiria compromissos como a definição de um formato para futuras tratativas nucleares, Teerã anunciou a criação de uma agência reguladora para ordenar o tráfego pela rota naval, em uma aparente tentativa de reafirmar controle sobre a região.
(Com New York Times)
ATENÇÃO! IMAGENS FORTES.
Um caso de um paciente que teve um ferimento de koita, um facão de lâmina curva muito utilizado na Índia, chamou a atenção de médicos e outras pessoas que estavam em um pronto-socorro em Mumbai. O homem de 27 anos chegou na unidade de atendimento, no último sábado (2), com o objeto cravado no crânio. No entanto, ele andava normalmente, mexia no celular e tragava um cigarro eletrônico, enquanto esperava por atendimento.
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Segundo o portal britânico The Sun, a lâmina chegou a penetrar 4 centímetros no cérebro do paciente. Ele foi levado para o hospital Sion, onde passou por uma cirurgia com uma equipe de neurocirurgiões liderada pelo Dr. Batuk Diora.
Um comunicado emitido pelas autoridades locais afirma que a cirurgia foi um sucesso e que o homem está na UTI de trauma, melhorando a cada dia de tratamento e ainda consciente, aparentemente sem sequelas. A polícia local apura as circunstância do ataque. De acordo com o site Mumbai Mirror, sua família depôs e disse que o ataque foi premeditado. A publicação o identificou como Rohit Pawar, residente de Mankhurd, subúrbio de Mumbai.
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Seu irmão afirmou que ele foi vítima de uma emboscada, quando ia ao mercado local, e um grupo o cercou. O familiar também questiona a demora no atendimento. Ele afirma que o homem ficou com a faca na cabeça de 8 a 10 horas, antes de ser finalmente operado.
— A operação só aconteceu por volta das 8h da manhã. Isso significa que a faca ficou alojada em sua cabeça por quase oito a dez horas. Em um caso como este, cada minuto conta — disse ao Mumbai Mirror.
A koita é uma peça de lâmina longa e curva comum na Índia. Geralmente é usada para abrir cocos ou limpar mato denso. De acordo com o The Sun, filmes de ação de Bollywood mostram heróis e vilões usando a arma em cenas de luta. E na vida real, as gangues de koita aterrorizam parte do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta quarta-feira (6), as credenciais de sete novos embaixadores no Brasil. As cerimônias reservadas foram realizadas pela manhã no Palácio do Planalto.

Com isso, estão habilitados a despachar no país os representantes das seguintes nações:

  • Yasushi Noguchi, do Japão;
  • Víctor Manuel Cairo Palomo, de Cuba;
  • Ike Desmond Antonius, do Suriname;
  • Patrick John U. Hilado, das Filipinas;
  • Jean-Victor Harvel Jean-Baptiste, do Haiti;
  • Song Se Il, da Coreia do Sul; e
  • Alexandre Herculano Manjate, de Moçambique.

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Tradicionalmente, os governos fazem consultas ao país no exterior sobre a indicação de um novo embaixador para atuar em seu território. Na diplomacia, a consulta é chamada de agrément, que pode ser concedido ou não.

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O embaixador, então, assume o posto após a entrega de documentos enviados pelo presidente de seu país ao governo do país onde atuará.

A apresentação das cartas credenciais ao presidente da República é uma formalidade que aumenta as prerrogativas de atuação do diplomata no Brasil. Caso a credencial não seja recebida pelo presidente, o embaixador não pode representar seu país em audiências ou solenidades oficiais, por exemplo.


06.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República Popular Democrática da Coréia, Song Se Il, no Palácio do Planalto. Brasília - DF.Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República Popular Democrática da Coréia, Song Se Il Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

Como nos conta Homero, Odisseu empreendeu uma jornada épica, contra todas as adversidades, de Tróia até sua casa em Ítaca. Ele visitou muitas terras, mas passou a maior parte do tempo com a ninfa Calipso em sua ilha.
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Podemos imaginar que sua esposa, Penélope, teria perguntado a ele sobre esse período específico. Odisseu poderia ter respondido: “Não foi nada. Na verdade, foi menos do que nada. Fiquei cinco anos negativos com Calipso. De que outra forma eu teria chegado em casa após apenas dez anos? Se você não acredita em mim, pergunte a ela”.
As partículas quânticas, ao que parece, são tão astutas quanto Odisseu, como demonstramos em um experimento publicado no periódico científico Physical Review Letters. Não só o tempo de chegada delas pode sugerir que permaneceram com outras partículas por um período de tempo negativo como, se perguntarmos a essas outras partículas, elas corroborarão a história.
Fótons permanecendo com átomos
Nosso experimento utilizou fótons – partículas quânticas de luz – e a jornada contra todas as probabilidades que eles devem empreender para atravessar diretamente uma nuvem de átomos de rubídio.
Esses átomos têm uma “ressonância” com os fótons, o que significa que a energia do fóton pode ser transferida temporariamente para os átomos como uma excitação atômica. Isso permite que o fóton “permaneça” na nuvem atômica por um tempo antes de ser liberado.
Para que essa ressonância seja eficaz, o fóton deve ter uma energia bem definida, correspondente à quantidade de energia necessária para colocar um átomo de rubídio em um estado excitado.
Mas, de acordo com uma forma do famoso princípio da incerteza de Heisenberg, se a energia do fóton é bem definida, então seu tempo deve ser incerto: o pulso de luz que o fóton ocupa deve ter uma longa duração. Isso significa que não podemos saber exatamente quando o fóton entra na nuvem, mas podemos saber em média quando ele entra.
Se um fóton como esse for disparado contra a nuvem, o resultado mais provável é que sua energia seja transferida para os átomos e, em seguida, reemitida como um fóton viajando em uma direção aleatória. Nesses casos, o fóton é espalhado e não consegue chegar ao seu destino.
Tempos de chegada do fóton
Mas se o fóton conseguir atravessar diretamente a nuvem, algo estranho acontece. Com base no tempo médio em que o fóton entra na nuvem, é possível calcular o tempo médio esperado para que ele chegue ao lado oposto da nuvem, supondo que ele viaje à velocidade da luz (como os fótons geralmente fazem).
O que se constata é que o fóton, na verdade, chega muito antes disso. De fato, ele chega tão cedo que parece ter passado um tempo negativo dentro da nuvem – saindo, em média, antes mesmo de entrar.
Esse efeito é conhecido há décadas e foi observado em um experimento de 1993. Mas os físicos, em sua maioria, decidiram não levar esse tempo negativo a sério.
Isso porque ele pode ser explicado dizendo-se que apenas a parte mais à frente do pulso de longa duração atravessa diretamente a nuvem atômica, enquanto o resto é espalhado. Isso faz com que um fóton bem-sucedido (não espalhado) chegue mais cedo do que ingenuamente seria esperado.
Questionando os átomos
Mas Aephraim Steinberg, um dos autores daquele artigo de 1993, não aceitou tão rapidamente essa desconsideração do tempo negativo como um artefato. Em seu laboratório na Universidade de Toronto, ele queria descobrir o que aconteceria se se “questionasse” os átomos de rubídio na nuvem para saber quanto tempo o fóton havia permanecido entre eles como uma excitação. Após uma experiência inicial com resultados inconclusivos, ele pediu a mim, como teórico quântico, uma ajuda para determinar o que esperar.
Quando falamos em interrogar os átomos, o que isso significa na prática é fazer continuamente medições nos átomos enquanto o fóton está passando pela nuvem, para verificar se a energia do fóton está naquele momento ali. Mas há uma sutileza aqui: medições na física quântica inevitavelmente perturbam o sistema que está sendo medido.
Se fizéssemos uma medição precisa para determinar se o fóton está presente nos átomos, a cada instante, impediríamos que os átomos interagissem com o fóton. É como se, simplesmente observando Calipso de perto, impedíssemos que ela colocasse as mãos em Odisseu (ou vice-versa). Esse é o conhecido efeito quântico de Zenão, que destruiria o próprio fenômeno que queremos estudar.
Nosso experimento
A solução é, em vez disso, fazer uma medição muito imprecisa (mas ainda assim calibrada com grande precisão). Esse é o preço a pagar para manter a perturbação insignificante. Especificamente, disparamos um feixe de laser fraco – não relacionado ao pulso de fóton único – através da nuvem de átomos e medimos pequenas mudanças na fase da luz do feixe para verificar se os átomos estavam excitados.
Qualquer execução isolada do experimento fornece apenas uma indicação muito aproximada de se o fóton permaneceu nos átomos, mas uma média de milhões de execuções resulta em um tempo de permanência preciso.
Surpreendentemente, o resultado dessa medição fraca do tempo de permanência, quando o fóton atravessa diretamente a nuvem, é exatamente igual ao tempo negativo sugerido pelo tempo médio de chegada dos fótons. Antes de nosso trabalho, ninguém suspeitava que esses dois tempos, medidos de maneiras totalmente diferentes, fossem iguais.
Fundamentalmente, o valor negativo do tempo de permanência medido de forma fraca não pode ser explicado imaginando-se que apenas a frente do pulso do fóton atravessa, ao contrário do tempo inferido a partir do tempo de chegada.
Então, o que tudo isso significa? Uma máquina do tempo está prestes a surgir?
Infelizmente, não. Nossa experiência é totalmente explicada pela física padrão. Mas ela mostra que o tempo de permanência negativo não é um artefato. Por mais paradoxal que possa parecer, ele tem um efeito diretamente mensurável na nuvem atômica que o fóton atravessa. E nos lembra que ainda há territórios a serem descobertos na odisseia que é a pesquisa na física quântica.
*Howard Wiseman é diretor do Centro de Dinâmica Quântica, da Griffith University.
* Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons . Leia o artigo original.
O Irã anunciou nesta terça-feira o lançamento de um site que servirá de base para um novo sistema de supervisão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial, em meio à disputa com os Estados Unidos pelo controle da região. A plataforma integra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), órgão criado por Teerã para administrar a travessia.
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Pelo novo sistema, embarcações que desejarem cruzar o estreito receberão um e-mail com regras de trânsito e deverão obter autorização prévia antes de seguir viagem, segundo a Press TV, emissora estatal iraniana em inglês.
Até o momento, o site exibe apenas a mensagem: “Bem-vindo à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico. República Islâmica do Irã”.
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Ainda não estão claros os detalhes sobre o funcionamento do sistema, quais serão as regras específicas nem como o Irã lidará com eventuais violações. Um pedido de informações enviado à nova autoridade não foi respondido de imediato. A imprensa estatal afirma que o mecanismo já está em operação.
Em paralelo, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica emitiu um alerta a embarcações que pretendem cruzar o estreito. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a única rota segura é um corredor designado pelo Irã e que poderá agir contra navios que se desviarem desse trajeto.
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A iniciativa é o passo mais recente de Teerã para formalizar o controle sobre o estreito internacional, por onde circulava cerca de um quinto do petróleo e gás consumidos no mundo antes do início do conflito na região, em 28 de fevereiro. O país também sinalizou que pretende cobrar taxas pela passagem — pagamentos que, segundo relatos, alguns operadores já começaram a fazer.
Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e EUA
Os EUA e seus aliados regionais têm alertado que o Irã não pode controlar a via nem cobrar pedágios, argumentando que isso viola o direito internacional.
A medida ocorre após o presidente Donald Trump impor um bloqueio a portos iranianos e lançar um plano para que a Marinha americana proteja embarcações na região, iniciativa que, até agora, teve resultados limitados.
Veja: Chanceler da China pede paz e reabertura do Estreito de Ormuz após reunião com ministro de Relações Exteriores do Irã
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou na terça-feira que Washington mantém controle sobre o estreito. Já a emissora estatal iraniana IRIB classificou a ação americana como um fracasso e disse que o domínio do Irã sobre a passagem “se intensificou”.
(Com New York Times)

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados suspendeu por 60 dias os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), por quebra de decoro.

A suspensão foi motivada pelo motim realizado pelos parlamentares no plenário da Casa em favor da anistia aos golpistas condenados no contexto do 8 de janeiro de 2023.

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O resultado da votação do Conselho de Ética ainda precisa ser confirmado, em plenário, por pelo menos 257 votos. Os deputados alvos das representações ainda podem recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Relembro o caso

Em agosto de 2025, deputados e senadores da oposição pernoitaram nos plenários do Congresso Nacional, impedindo a realização das sessões, em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e exigindo a votação do projeto de lei da anistia aos golpistas.

Em resposta, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu o afastamento de 14 deputados envolvidos no motim.

Já o corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu ao Conselho de Ética a suspensão dos mandatos dos três parlamentares que tiveram os processos analisados.

Votação

Após nove horas de debates, o Conselho de Ética aprovou, nesta terça-feira (5), os pareceres apresentados contra os deputados alvos das representações.

No caso do deputado Pollon, foram 13 votos contra quatro. Já Van Hattem e Zé Trovão tiveram a suspensão aprovada por 15 votos contra quatro.  

O deputado Zé Trovão classificou a decisão como perseguição, dizendo que tomaria novamente a Mesa

“E digo mais, se for preciso tomar a Mesa novamente, em algum momento da história, para defender quem me elegeu, assim eu o farei.”

Já o deputado Marcos Pollon destacou que nunca teria quebrado o decoro durante seu mandato.

“Sempre mantive um debate de alto nível. Só que a humanidade grita mais alto para quem tem sangue correndo nas veias. O grau de injustiça que nós estamos vendo no nosso país é absurdo”, lamentou.

Por sua vez, o deputado Marcel van Hattem destacou que o motim no plenário da Câmara teria sido uma manifestação pacífica.

“Assim como foi feito no Senado – Senador Girão, Senador Sergio Moro esteve aqui conosco dando solidariedade também –, onde nada aconteceu. Nós vimos lá, sim, bom senso, respeito à democracia, respeito à oposição. Aqui nós estamos vendo a mais pura e simples perseguição”, destacou em sua defesa.

 

O Prêmio Pulitzer, um dos mais importantes do jornalismo mundial, anunciou os vencedores da edição de 2026 nesta terça-feira (5). Entre os destaques está o palestino Saher Alghorra, vencedor da categoria “Fotografia Breaking News” por sua cobertura na Faixa de Gaza para o jornal The New York Times. O prêmio é concedido anualmente pela Universidade Columbia, em Nova York, desde 1917.
Saher produziu uma série fotográfica que retrata os horrores da guerra na Faixa de Gaza. O trabalho foi descrito pelo júri como “comovente e sensível, retratando a devastação e a fome em Gaza resultantes da guerra com Israel”.
Torre Mushtaha é alvo de bombardeio
Saher Alghorra/The New York Times
Uma das imagens da série que lhe garantiu o prêmio mostra o bombardeio à Torre Mushtaha, um marco da Cidade de Gaza, em 9 de maio de 2025.
O mês sagrado islâmico, durante o qual os muçulmanos praticantes jejuam até o pôr do sol, coincidiu com o cessar-fogo na guerra
Saher Alghorra/The New York Times
Em 3 de abril, o fotojornalista registrou a família de Tamer Hassan al-Shafei quebrando o jejum do Ramadã entre os restos carbonizados de sua casa. “Fotografei porque senti que estavam se agarrando à vida, cuidando de seus ferimentos e tentando reconstruir suas vidas com os meios mais simples”, comentou Alghorra sobre a cena.
Fotógrafo palestino é premiado por cobertura da guerra em Gaza
Saher Alghorra/The New York Times
Em outra imagem, palestinos em Al-Mawasi aguardam para receber uma refeição gratuita. No registro, feito em 9 de janeiro de 2025, o júri destacou que, diante das rigorosas restrições de Israel à ajuda humanitária em Gaza, a única comida disponível vinha de cozinhas comunitárias mantidas por instituições de caridade locais.
Yazan Abu al-Foul, de 2 anos, com sua mãe, Naeema Abu al-Foul
Saher Alghorra/The New York Times
Em 19 de julho, Alghorra fotografou uma mãe e seu filho de dois anos vivendo em um prédio danificado ao lado de uma praia na Cidade de Gaza, onde Naeema viu o menino adoecer. “O que mais me chocou ao fazer essa foto foi que, antes, tentei brincar com ele para deixá-lo à vontade. Mas encontrei a criança como se não tivesse alma — extremamente frágil, sem reagir a nenhuma das minhas tentativas. Seus olhos estavam fixos, mal conseguiam se abrir. Tirar essa foto me despedaçou”, relatou o fotógrafo.
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O empresário americano Ted Turner, morto nesta quarta-feira aos 87 anos, construiu uma das trajetórias mais improváveis e influentes da televisão americana carregando um apelido que resumia parte de sua personalidade pública: “Boca do Sul”. A alcunha, dada ao empresário de Atlanta por suas declarações grandiosas sobre si mesmo e pela fama de distribuir insultos gratuitos, acompanhou o fundador da CNN durante uma carreira marcada por riscos, polêmicas, ambição e uma capacidade incomum de transformar apostas improváveis em negócios bilionários.
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Alto, magro, de rosto marcado e bigode, Turner podia ser visto como grosseiro e intempestivo, mas também como um homem de grande charme. Suas gafes eram frequentemente perdoadas por um público que, em boa parte, o considerava uma espécie de lenda americana viva. A fama de falastrão não impediu que ele se tornasse um dos nomes mais importantes da história da TV a cabo.
Empreendedor baseado em Atlanta, Turner assumiu riscos considerados espantosos. Muitas vezes esteve à beira da falência, antes de se recuperar e multiplicar sua fortuna. Contra o conselho de colegas e o senso comum da indústria, investiu milhões de dólares em iniciativas pioneiras que combinavam transmissões por cabo e satélite. Enfrentou as grandes redes de televisão, quase perdeu tudo em Hollywood e saiu dessas disputas como bilionário à frente de um vasto império de canais de notícias, esportes e entretenimento.
O empresário Ted Turner, fundador da CNN
SAUL LOEB / AFP
Sua maior marca foi a CNN, rede que transformou o jornalismo televisivo ao apresentar notícias 24 horas por dia, com atualizações constantes e uma sensação inédita de imediatismo. A emissora permitiu ao público acompanhar, em tempo real, acontecimentos como a queda do Muro de Berlim, a repressão ao movimento estudantil chinês na Praça da Paz Celestial e a Guerra do Golfo Pérsico, em 1991.
“Hoje, as notícias estão disponíveis quando realmente acontecem, não quando é conveniente para as três redes de transmissão exibi-las”, escreveram Robert Goldberg e Gerald Jay Goldberg na biografia “Citizen Turner: The Wild Rise of an American Tycoon”, de 1995.
A influência da CNN chegou à Casa Branca. Durante a Guerra do Golfo, o então presidente George H.W. Bush foi amplamente citado dizendo: “Aprendo mais com a CNN do que com a C.I.A.”
O próprio Turner, no entanto, dizia não ser movido necessariamente por notícias ou por negócios. O que o atraía era o risco. Ao “The New York Times”, afirmou: “Sempre fui mais aventureiro do que empresário.”
A vida pessoal do magnata também refletia turbulência. Seus três casamentos — o último, encerrado em 2001, com a atriz Jane Fonda — foram marcados por episódios públicos de infidelidade, consumo excessivo de álcool e comportamento considerado grosseiro. No trabalho, segundo seus biógrafos, ele podia arremessar textos pela sala se não gostasse de uma apresentação e humilhar funcionários em voz alta.
Ted Turner, fundador da CNN, e a atriz Jane Fonda em Paris
PASCAL PAVANI / AFP
A teatralidade também fazia parte de sua forma de vender. “Turner faria qualquer coisa para vender sua emissora aos anunciantes”, escreveram os autores de “Citizen Turner”. “Ele subia em cadeiras, mesas, escrivaninhas, em qualquer coisa que não se movesse, e gritava com toda a força de sua laringe. Se encontrasse resistência realmente séria, podia até se jogar no chão como se tivesse levado um tiro e gritar: ‘Vocês estão me matando!’”
As contradições se estendiam à política e à filantropia. Turner se declarava um republicano ultraconservador e mantinha laços com evangélicos cristãos e integrantes da ultradireitista John Birch Society, mas também se aproximou de Fidel Castro e defendeu a conduta do governo comunista chinês. Em um gesto extraordinário, doou US$ 1 bilhão às Nações Unidas, organização frequentemente atacada por conservadores americanos.
Apaixonado por caça, tornou-se também um nome querido por ambientalistas ao comprar mais de 1 milhão de acres de áreas selvagens e terras de fazenda para transformá-las em reservas naturais. Chegou a ser o quarto maior proprietário privado de terras dos Estados Unidos, com 2 milhões de acres, além de vastas áreas na Argentina e em outros países.
Antes da CNN, Turner já havia dado sinais de sua disposição para apostar alto. Em 1970, comprou uma pequena emissora de televisão em dificuldades em Atlanta, rebatizada como WTCG. Em 1976, endividou-se ainda mais para comprar o Atlanta Braves, então um time de beisebol decadente. A decisão se mostrou estratégica: ao transmitir todos os 162 jogos da equipe, Turner preencheu a programação da emissora a baixo custo e fortaleceu sua operação.
Pouco depois, usou transmissões via satélite para levar o sinal da emissora a sistemas de TV a cabo em todo o país. Nascia a TBS, considerada a primeira “superestação” dos Estados Unidos e peça importante na expansão da TV a cabo. A programação combinava esportes, filmes antigos e reprises de séries como “Lassie” e “I Love Lucy”.
A ousadia nos negócios se somava a outra paixão: a vela. Turner foi eleito velejador do ano pela United States Sailing Association em 1970 e 1973 e mirou a conquista da America’s Cup. Primeiro, teve de superar a resistência do tradicional New York Yacht Club, desconfiado de sua reputação turbulenta. No fim, era considerado bom demais para ser rejeitado.

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