Estratégia americana: Bloqueio naval e sanções agravam crise econômica e podem forçar concessões do Irã, mas sem a rendição esperada por Trump
Contradições: Trump ameaça bombardear o Irã com ‘intensidade’ após secretário de Estado dizer que operação ofensiva acabou
Segundo o Centcom, o petroleiro Hasna navegava em águas internacionais e seguia para um porto iraniano no Golfo de Omã, violando o bloqueio imposto pelos EUA. Após “não ter cumprido repetidas advertências”, um caça F/A-18 Super Hornet, lançado do porta-aviões USS Abraham Lincoln, disparou “vários tiros” de munição de 20 milímetros, atingindo o leme do Hasna — o que limitaria ou eliminaria a capacidade de manobra do navio — e o Hasna “não está mais em trânsito para o Irã”.
“O bloqueio dos EUA contra navios que tentam entrar ou sair de portos iranianos permanece em pleno vigor”, declarou o Comando Central americano. “As forças do Centcom continuam a agir de forma deliberada e profissional para garantir o cumprimento do bloqueio.”
A ação americana faz parte da estratégia da Casa Branca de enfraquecer o regime iraniano a partir do sufocamento de recursos financeiros. Em entrevista ao Axios há uma semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a medida pode durar “meses”, se necessário, e a classificou como mais eficaz do que ações militares diretas.
Nesta quarta-feira, Trump afirmou que militares americanos voltarão a bombardear o Irã “em um nível e intensidade muito maiores do que antes” se Teerã não concordar em assinar um acordo de paz mediado pelo Paquistão, após o anúncio de que as negociações entre os dois países estão avançando. A declaração de Trump ocorre um dia após ele suspender a iniciativa para liberar a navegação no Estreito de Ormuz, anunciada cerca de 48 horas antes, e do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, garantir que a ofensiva contra o Irã tinha chegado ao fim.
Initial plugin text
As Forças Armadas do Irã retrataram a decisão de Trump, de suspender o “Projeto Liberdade” como uma vitória iraniana, em um momento em que há sinais de avanços nas negociações diplomáticas para encerrar a guerra. Enquanto fontes na Casa Branca expressam otimismo com um memorando de 14 pontos que incluiria compromissos como a definição de um formato para futuras tratativas nucleares, Teerã anunciou a criação de uma agência reguladora para ordenar o tráfego pela rota naval, em uma aparente tentativa de reafirmar controle sobre a região.
(Com New York Times)






