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Um juiz federal dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira um suposto bilhete de suicídio escrita por Jeffrey Epstein que permaneceu sob sigilo por anos como parte do processo criminal de seu colega de cela.
Contexto: Bilhete de Epstein ficou guardado por anos e continua em segredo4
‘Hora de dizer adeus’: Preso diz ter achado bilhete de suicídio de Jeffrey Epstein
“Eles me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!”, começa, acrescentando que o resultado foram acusações referentes a muitos anos atrás. “É um privilégio poder escolher a própria hora de se despedir.”
“O que você quer que eu faça — caia no choro!!”, dizia o bilhete. “SEM GRAÇA”, conclui. “NÃO VALE A PENA!!” As palavras estavam sublinhadas.
O colega de cela de Epstein, Nicholas Tartaglione, disse ter encontrado o bilhete em julho de 2019, depois que Epstein foi encontrado inconsciente com uma tira de tecido enrolada no pescoço. Epstein sobreviveu ao incidente, mas foi encontrado morto semanas depois, aos 66 anos, no agora fechado Metropolitan Correctional Center, no sul de Manhattan.
A carta foi tornada pública na quarta-feira pelo juiz Kenneth M. Karas, da Corte Distrital Federal em White Plains, Nova York, que supervisionava o caso do colega de cela. O juiz tomou a decisão depois que o New York Times pediu ao tribunal, na quinta-feira passada, a retirada do sigilo do documento e publicou uma reportagem na qual Tartaglione descreveu o bilhete e como ela chegou às suas mãos.
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O NYT não autenticou a carta, que foi anexada ao processo judicial na noite de quarta-feira.
O documento permaneceu escondido do público mesmo depois que o Departamento de Justiça divulgou milhões de páginas de documentos relacionados a Epstein em um movimento de transparência sem precedentes. O NYT pesquisou esses registros e não encontrou uma cópia do bilhete. (Uma porta-voz do Departamento de Justiça afirmou que a agência nunca havia visto o documento.)
A busca encontrou, porém, uma cronologia enigmática de duas páginas descrevendo como o bilhete acabou envolvido no complicado processo judicial de Tartaglione. A cronologia afirmava que os advogados de Tartaglione autenticaram o bilhete, embora não explicasse como.
Tartaglione, ex-policial de Briarcliff Manor, Nova York, dividiu cela com Epstein enquanto aguardava julgamento em um caso de homicídio quádruplo. Ele disse ao NYT, em entrevistas telefônicas recentes feitas de uma prisão na Califórnia, que encontrou o bilhete dentro de uma HQ depois que Epstein foi retirado da cela após a aparente tentativa de suicídio.
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— Eu abri o livro para ler e ele estava lá — disse Tartaglione.
Segundo ele, o bilhete foi escrito em um pedaço de papel amarelo arrancado de um bloco jurídico.
O legista de Nova York classificou a morte de Epstein como suicídio. Nos anos seguintes, revelações sobre falhas de segurança na prisão deram origem a inúmeras teorias sobre como Epstein morreu e se ele teria sido assassinado.
Quando funcionários da prisão perguntaram a Epstein sobre marcas vermelhas em seu pescoço após o incidente de julho, ele inicialmente afirmou que Tartaglione o havia atacado e disse não ser suicida. Tartaglione nega há muito tempo ter agredido Epstein, que mais tarde disse aos funcionários da prisão que “nunca teve qualquer problema” com o colega de cela.
Tartaglione afirmou que entregou o bilhete aos seus advogados porque acreditava que ele poderia ajudá-lo caso Epstein continuasse alegando que ele havia tentado machucá-lo. Tartaglione foi condenado em 2023 e atualmente cumpre quatro penas de prisão perpétua. Ele sustenta sua inocência e recorreu da condenação.
O bilhete aparentemente se tornou parte de uma longa disputa judicial entre os advogados de Tartaglione. Documentos relacionados ao conflito foram colocados sob sigilo judicial para proteger o privilégio advogado-cliente, segundo os autos.
Antes de retirar o sigilo, o juiz Karas pediu às partes envolvidas no caso que apresentassem suas opiniões sobre o pedido do NYT para tornar os materiais públicos. O escritório do procurador federal em Manhattan, responsável pela acusação contra Tartaglione, não contestou a divulgação da carta. Em uma carta ao juiz, os promotores escreveram que “parece haver um forte interesse público nas circunstâncias em torno da morte de Epstein”.

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6), em votação simbólica, o texto base do projeto de Lei (PL) 2780/24, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais são os minerais críticos e estratégicos do país.

Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.

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Os deputados aprovaram um texto substitutivo apresentado pelo relator, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Os congressistas analisam agora destaques para alterar trechos do projeto.

O comitê criado pelo projeto será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

Pela proposta, o comitê será responsável por analisar e homologar a mudança de controle societário, direta ou indireta, de mineradoras que atuam em áreas com minerais críticos e estratégicos.

Fundo

A proposta aprovada cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões.

O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao CMCE.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos  que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Soberania 

Durante a discussão da proposta, um dos pontos polêmicos foi a soberania do país sobre a exploração e beneficiamento desses minerais, considerados estratégicos para o país.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. 

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que faltou ao projeto elementos para assegurar o desenvolvimento do país, inclusive com a criação de uma empresa estatal responsável por garantir a agregação de valor na exploração desses minerais.

“É preciso que a soberania nacional e os interesses nacionais estejam muito concretos na lei”, criticou a deputada ao apontar que a proposta não estabelece regras claras sobre os percentuais de participação de capital estrangeiro na exploração desses minerais.

“A lei precisa deixar claro até onde o capital estrangeiro pode ou não intervir nos interesses brasileiros. Estamos tratando aqui de uma área absolutamente estratégica para o desenvolvimento no século XXI”, afirmou. 

Segundo ela, o texto não estabelece percentuais sobre o limite do capital estrangeiro. 

Atualmente há apenas uma mina de terras raras em operação no país: a Serra Verde, em Minaçu, em Goiás, que funciona desde 2024. A mineradora foi comprada pela norte-americana USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões.

A compra foi questionada por deputados do Psol, que pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a anulação da venda da Serra Verde. A compra também foi criticada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que afirmou que a iniciativa do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, avança sobre temas de competência da União.  

O deputado Arnaldo Jardim defendeu que o projeto assegura que a exploração e a transformação desses minerais dentro do Brasil preserva a soberania.

Segundo ele, o texto limita as vendas do minério bruto. O objetivo é que o país não seja apenas exportador de matéria-prima e passe a atuar no desenvolvimento tecnológico.

“Consolida-se, assim, um marco legal robusto para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e estratégicos, condição essencial para que o Brasil aproveite a janela de oportunidade global aberta pela transição energética”, argumentou.

Após o debate, o relator incluiu no texto a previsão de realização de consulta e o consentimento prévio, livre e informado aos povos e comunidades tradicionais e povos indígenas diretamente ou indiretamente afetados por projetos extrativos, povos e comunidades tradicionais e povos indígenas afetados direta ou indiretamente por projetos extrativos, em referência à Convenção n 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A Câmara dos Deputados começou há pouco a analisar em plenário o projeto de Lei (PL) 2780/24 que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais os minerais críticos e estratégicos do país. 

Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.

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O comitê será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou um substitutivo para o texto que cria ainda o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos.

O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão também criado pelo projeto.

O texto traz limitações à exportação de minerais brutos sem processamento e cria um sistema de incentivos fiscais progressivos. Ou seja, quanto mais a empresa avança nas etapas de beneficiamento dentro do Brasil, maiores os benefícios que recebe.

“A indústria de minerais críticos e estratégicos no Brasil é uma janela de oportunidades para o desenvolvimento do país. Com a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, essa afirmação será expressa na melhoria de índices como aumento da produção industrial, aumento da renda per capita e aumento participação da mineração na economia nacional”, afirmou Jardim em seu parecer.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, só cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. 

A Chancelaria russa reiterou um alerta para que embaixadas e representações estrangeiras em Kiev retirem seus funcionários e cidadãos da cidade, em meio a suspeitas sobre um ataque com drones ucranianos contra o desfile do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial em Moscou, no sábado. No começo da semana, o Ministério da Defesa russo ameaçou bombardear a capital ucraniana se houver qualquer tipo de interferência no evento, já sugerindo que os cidadãos de outros países saíssem de lá.
“O Ministério das Relações Exteriores da Rússia insta veementemente as autoridades de seu país/liderança de sua organização a tratarem esta declaração com a máxima responsabilidade e a garantirem a evacuação imediata do pessoal das missões diplomáticas e outras, bem como dos cidadãos, da cidade de Kiev, devido à inevitabilidade de um ataque retaliatório das Forças Armadas Russas contra Kiev, inclusive contra centros de tomada de decisão, caso o regime de Kiev implemente seus planos terroristas criminosos durante a celebração da Grande Vitória”, diz o alerta.
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Na semana passada, o Ministério da Defesa russo anunciou que o desfile, que marca a vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazista, na Segunda Guerra Mundial, não teria veículos militares “devido à atual situação operacional”. Nos bastidores, a decisão foi associada a um possível plano da Ucrânia para atacar a parada com drones, replicando as ações vistas ao redor do país nas últimas semanas — na segunda-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez uma referência jocosa aos rumores, respondida de maneira ameaçadora pelas Forças Armadas russas.
“Caso o regime de Kiev tente implementar seus planos criminosos para interromper a celebração do 81º aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica, as Forças Armadas Russas lançarão um ataque retaliatório maciço com mísseis contra o centro de Kiev”, afirmou o Ministério da Defesa, em publicação no Telegram, na segunda-feira, antecipando a recomendação da Chancelaria aos estrangeiros. “Alertamos a população civil de Kiev e os funcionários de missões diplomáticas estrangeiras sobre a necessidade de deixarem a cidade imediatamente.”
Em vídeo, no qual comentou o alerta às embaixadas, a porta-voz da Chancelaria russa, Maria Zakharova, criticou a União Europeia por não ter repreendido Zelensky pela menção aos drones, e que se “pensam que podem ‘silenciar’ as ameaças públicas, varrer para debaixo do tapete as declarações agressivas de Zelensky, por assim dizer, estão redondamente enganados”.
— Estamos bem cientes da atitude coletiva da minoria ocidental em relação ao 9 de maio: eles destroem sistematicamente o patrimônio memorial soviético, exumam as cinzas de soldados soviéticos e reescrevem e distorcem a história. Ao armar a Ucrânia, eles são cúmplices dos planos criminosos do regime de Kiev — completou Zakharova.
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O governo ucraniano não se pronunciou. Na segunda-feira, Kiev rejeitou uma proposta russa para um cessar-fogo entre os dias 8 e 9 de maio, e disse que implementaria sua própria trégua, três dias antes.
Drones ucranianos já caíram perto do Kremlin desde o início da guerra, mas ao ameaçar indiretamente o desfile do Dia da Vitória, a Ucrânia avança sobre um dos eventos mais caros ao presidente Vladimir Putin. Desde 2008, o líder russo trata a parada militar como ferramenta de projeção interna e externa de poder, com a demonstração de armamentos pesados, tropas e discursos que, nos últimos anos, trazem ameaças ao Ocidente e referências à guerra no país vizinho.
Segundo analistas, o maior risco não é de um ataque durante o desfile, mas sim contra os tanques, blindados e veículos de transporte antes de entrarem na Praça Vermelha. Daí a decisão de excluí-los.
— Quando equipamentos participam de desfiles, eles são inicialmente estacionados, preparados para o ensaio e, em seguida, para o próprio desfile, em áreas remotas nos arredores de Moscou, em locais especialmente designados — disse Ruslan Leviev, cofundador do projeto de análise militar Equipe de Inteligência de Conflitos, à TV Rain. — Essas áreas seriam muito mais fáceis de atingir com drones ou mísseis. Portanto, os equipamentos são vulneráveis, enquanto pessoas e aeronaves provavelmente não o são.
Um caça americano disparou contra um petroleiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã nesta quarta-feira, danificando seu leme, após a embarcação ignorar advertências de que estava violando o bloqueio americano aos portos iranianos, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) em uma publicação nas redes sociais. Em uma publicação anterior, o comando havia afirmado que a Marinha dos EUA havia impedido a atracação de 52 embarcações comerciais desde o início do bloqueio, em 13 de abril.
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Segundo o Centcom, o petroleiro Hasna navegava em águas internacionais e seguia para um porto iraniano no Golfo de Omã, violando o bloqueio imposto pelos EUA. Após “não ter cumprido repetidas advertências”, um caça F/A-18 Super Hornet, lançado do porta-aviões USS Abraham Lincoln, disparou “vários tiros” de munição de 20 milímetros, atingindo o leme do Hasna — o que limitaria ou eliminaria a capacidade de manobra do navio — e o Hasna “não está mais em trânsito para o Irã”.
“O bloqueio dos EUA contra navios que tentam entrar ou sair de portos iranianos permanece em pleno vigor”, declarou o Comando Central americano. “As forças do Centcom continuam a agir de forma deliberada e profissional para garantir o cumprimento do bloqueio.”
A ação americana faz parte da estratégia da Casa Branca de enfraquecer o regime iraniano a partir do sufocamento de recursos financeiros. Em entrevista ao Axios há uma semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a medida pode durar “meses”, se necessário, e a classificou como mais eficaz do que ações militares diretas.
Nesta quarta-feira, Trump afirmou que militares americanos voltarão a bombardear o Irã “em um nível e intensidade muito maiores do que antes” se Teerã não concordar em assinar um acordo de paz mediado pelo Paquistão, após o anúncio de que as negociações entre os dois países estão avançando. A declaração de Trump ocorre um dia após ele suspender a iniciativa para liberar a navegação no Estreito de Ormuz, anunciada cerca de 48 horas antes, e do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, garantir que a ofensiva contra o Irã tinha chegado ao fim.
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As Forças Armadas do Irã retrataram a decisão de Trump, de suspender o “Projeto Liberdade” como uma vitória iraniana, em um momento em que há sinais de avanços nas negociações diplomáticas para encerrar a guerra. Enquanto fontes na Casa Branca expressam otimismo com um memorando de 14 pontos que incluiria compromissos como a definição de um formato para futuras tratativas nucleares, Teerã anunciou a criação de uma agência reguladora para ordenar o tráfego pela rota naval, em uma aparente tentativa de reafirmar controle sobre a região.
(Com New York Times)
ATENÇÃO! IMAGENS FORTES.
Um caso de um paciente que teve um ferimento de koita, um facão de lâmina curva muito utilizado na Índia, chamou a atenção de médicos e outras pessoas que estavam em um pronto-socorro em Mumbai. O homem de 27 anos chegou na unidade de atendimento, no último sábado (2), com o objeto cravado no crânio. No entanto, ele andava normalmente, mexia no celular e tragava um cigarro eletrônico, enquanto esperava por atendimento.
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Segundo o portal britânico The Sun, a lâmina chegou a penetrar 4 centímetros no cérebro do paciente. Ele foi levado para o hospital Sion, onde passou por uma cirurgia com uma equipe de neurocirurgiões liderada pelo Dr. Batuk Diora.
Um comunicado emitido pelas autoridades locais afirma que a cirurgia foi um sucesso e que o homem está na UTI de trauma, melhorando a cada dia de tratamento e ainda consciente, aparentemente sem sequelas. A polícia local apura as circunstância do ataque. De acordo com o site Mumbai Mirror, sua família depôs e disse que o ataque foi premeditado. A publicação o identificou como Rohit Pawar, residente de Mankhurd, subúrbio de Mumbai.
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Seu irmão afirmou que ele foi vítima de uma emboscada, quando ia ao mercado local, e um grupo o cercou. O familiar também questiona a demora no atendimento. Ele afirma que o homem ficou com a faca na cabeça de 8 a 10 horas, antes de ser finalmente operado.
— A operação só aconteceu por volta das 8h da manhã. Isso significa que a faca ficou alojada em sua cabeça por quase oito a dez horas. Em um caso como este, cada minuto conta — disse ao Mumbai Mirror.
A koita é uma peça de lâmina longa e curva comum na Índia. Geralmente é usada para abrir cocos ou limpar mato denso. De acordo com o The Sun, filmes de ação de Bollywood mostram heróis e vilões usando a arma em cenas de luta. E na vida real, as gangues de koita aterrorizam parte do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta quarta-feira (6), as credenciais de sete novos embaixadores no Brasil. As cerimônias reservadas foram realizadas pela manhã no Palácio do Planalto.

Com isso, estão habilitados a despachar no país os representantes das seguintes nações:

  • Yasushi Noguchi, do Japão;
  • Víctor Manuel Cairo Palomo, de Cuba;
  • Ike Desmond Antonius, do Suriname;
  • Patrick John U. Hilado, das Filipinas;
  • Jean-Victor Harvel Jean-Baptiste, do Haiti;
  • Song Se Il, da Coreia do Sul; e
  • Alexandre Herculano Manjate, de Moçambique.

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Tradicionalmente, os governos fazem consultas ao país no exterior sobre a indicação de um novo embaixador para atuar em seu território. Na diplomacia, a consulta é chamada de agrément, que pode ser concedido ou não.

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O embaixador, então, assume o posto após a entrega de documentos enviados pelo presidente de seu país ao governo do país onde atuará.

A apresentação das cartas credenciais ao presidente da República é uma formalidade que aumenta as prerrogativas de atuação do diplomata no Brasil. Caso a credencial não seja recebida pelo presidente, o embaixador não pode representar seu país em audiências ou solenidades oficiais, por exemplo.


06.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República Popular Democrática da Coréia, Song Se Il, no Palácio do Planalto. Brasília - DF.Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula durante apresentação de cartas credenciais do Embaixador da República Popular Democrática da Coréia, Song Se Il Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

Como nos conta Homero, Odisseu empreendeu uma jornada épica, contra todas as adversidades, de Tróia até sua casa em Ítaca. Ele visitou muitas terras, mas passou a maior parte do tempo com a ninfa Calipso em sua ilha.
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Podemos imaginar que sua esposa, Penélope, teria perguntado a ele sobre esse período específico. Odisseu poderia ter respondido: “Não foi nada. Na verdade, foi menos do que nada. Fiquei cinco anos negativos com Calipso. De que outra forma eu teria chegado em casa após apenas dez anos? Se você não acredita em mim, pergunte a ela”.
As partículas quânticas, ao que parece, são tão astutas quanto Odisseu, como demonstramos em um experimento publicado no periódico científico Physical Review Letters. Não só o tempo de chegada delas pode sugerir que permaneceram com outras partículas por um período de tempo negativo como, se perguntarmos a essas outras partículas, elas corroborarão a história.
Fótons permanecendo com átomos
Nosso experimento utilizou fótons – partículas quânticas de luz – e a jornada contra todas as probabilidades que eles devem empreender para atravessar diretamente uma nuvem de átomos de rubídio.
Esses átomos têm uma “ressonância” com os fótons, o que significa que a energia do fóton pode ser transferida temporariamente para os átomos como uma excitação atômica. Isso permite que o fóton “permaneça” na nuvem atômica por um tempo antes de ser liberado.
Para que essa ressonância seja eficaz, o fóton deve ter uma energia bem definida, correspondente à quantidade de energia necessária para colocar um átomo de rubídio em um estado excitado.
Mas, de acordo com uma forma do famoso princípio da incerteza de Heisenberg, se a energia do fóton é bem definida, então seu tempo deve ser incerto: o pulso de luz que o fóton ocupa deve ter uma longa duração. Isso significa que não podemos saber exatamente quando o fóton entra na nuvem, mas podemos saber em média quando ele entra.
Se um fóton como esse for disparado contra a nuvem, o resultado mais provável é que sua energia seja transferida para os átomos e, em seguida, reemitida como um fóton viajando em uma direção aleatória. Nesses casos, o fóton é espalhado e não consegue chegar ao seu destino.
Tempos de chegada do fóton
Mas se o fóton conseguir atravessar diretamente a nuvem, algo estranho acontece. Com base no tempo médio em que o fóton entra na nuvem, é possível calcular o tempo médio esperado para que ele chegue ao lado oposto da nuvem, supondo que ele viaje à velocidade da luz (como os fótons geralmente fazem).
O que se constata é que o fóton, na verdade, chega muito antes disso. De fato, ele chega tão cedo que parece ter passado um tempo negativo dentro da nuvem – saindo, em média, antes mesmo de entrar.
Esse efeito é conhecido há décadas e foi observado em um experimento de 1993. Mas os físicos, em sua maioria, decidiram não levar esse tempo negativo a sério.
Isso porque ele pode ser explicado dizendo-se que apenas a parte mais à frente do pulso de longa duração atravessa diretamente a nuvem atômica, enquanto o resto é espalhado. Isso faz com que um fóton bem-sucedido (não espalhado) chegue mais cedo do que ingenuamente seria esperado.
Questionando os átomos
Mas Aephraim Steinberg, um dos autores daquele artigo de 1993, não aceitou tão rapidamente essa desconsideração do tempo negativo como um artefato. Em seu laboratório na Universidade de Toronto, ele queria descobrir o que aconteceria se se “questionasse” os átomos de rubídio na nuvem para saber quanto tempo o fóton havia permanecido entre eles como uma excitação. Após uma experiência inicial com resultados inconclusivos, ele pediu a mim, como teórico quântico, uma ajuda para determinar o que esperar.
Quando falamos em interrogar os átomos, o que isso significa na prática é fazer continuamente medições nos átomos enquanto o fóton está passando pela nuvem, para verificar se a energia do fóton está naquele momento ali. Mas há uma sutileza aqui: medições na física quântica inevitavelmente perturbam o sistema que está sendo medido.
Se fizéssemos uma medição precisa para determinar se o fóton está presente nos átomos, a cada instante, impediríamos que os átomos interagissem com o fóton. É como se, simplesmente observando Calipso de perto, impedíssemos que ela colocasse as mãos em Odisseu (ou vice-versa). Esse é o conhecido efeito quântico de Zenão, que destruiria o próprio fenômeno que queremos estudar.
Nosso experimento
A solução é, em vez disso, fazer uma medição muito imprecisa (mas ainda assim calibrada com grande precisão). Esse é o preço a pagar para manter a perturbação insignificante. Especificamente, disparamos um feixe de laser fraco – não relacionado ao pulso de fóton único – através da nuvem de átomos e medimos pequenas mudanças na fase da luz do feixe para verificar se os átomos estavam excitados.
Qualquer execução isolada do experimento fornece apenas uma indicação muito aproximada de se o fóton permaneceu nos átomos, mas uma média de milhões de execuções resulta em um tempo de permanência preciso.
Surpreendentemente, o resultado dessa medição fraca do tempo de permanência, quando o fóton atravessa diretamente a nuvem, é exatamente igual ao tempo negativo sugerido pelo tempo médio de chegada dos fótons. Antes de nosso trabalho, ninguém suspeitava que esses dois tempos, medidos de maneiras totalmente diferentes, fossem iguais.
Fundamentalmente, o valor negativo do tempo de permanência medido de forma fraca não pode ser explicado imaginando-se que apenas a frente do pulso do fóton atravessa, ao contrário do tempo inferido a partir do tempo de chegada.
Então, o que tudo isso significa? Uma máquina do tempo está prestes a surgir?
Infelizmente, não. Nossa experiência é totalmente explicada pela física padrão. Mas ela mostra que o tempo de permanência negativo não é um artefato. Por mais paradoxal que possa parecer, ele tem um efeito diretamente mensurável na nuvem atômica que o fóton atravessa. E nos lembra que ainda há territórios a serem descobertos na odisseia que é a pesquisa na física quântica.
*Howard Wiseman é diretor do Centro de Dinâmica Quântica, da Griffith University.
* Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons . Leia o artigo original.
O Irã anunciou nesta terça-feira o lançamento de um site que servirá de base para um novo sistema de supervisão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial, em meio à disputa com os Estados Unidos pelo controle da região. A plataforma integra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), órgão criado por Teerã para administrar a travessia.
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Pelo novo sistema, embarcações que desejarem cruzar o estreito receberão um e-mail com regras de trânsito e deverão obter autorização prévia antes de seguir viagem, segundo a Press TV, emissora estatal iraniana em inglês.
Até o momento, o site exibe apenas a mensagem: “Bem-vindo à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico. República Islâmica do Irã”.
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Ainda não estão claros os detalhes sobre o funcionamento do sistema, quais serão as regras específicas nem como o Irã lidará com eventuais violações. Um pedido de informações enviado à nova autoridade não foi respondido de imediato. A imprensa estatal afirma que o mecanismo já está em operação.
Em paralelo, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica emitiu um alerta a embarcações que pretendem cruzar o estreito. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a única rota segura é um corredor designado pelo Irã e que poderá agir contra navios que se desviarem desse trajeto.
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A iniciativa é o passo mais recente de Teerã para formalizar o controle sobre o estreito internacional, por onde circulava cerca de um quinto do petróleo e gás consumidos no mundo antes do início do conflito na região, em 28 de fevereiro. O país também sinalizou que pretende cobrar taxas pela passagem — pagamentos que, segundo relatos, alguns operadores já começaram a fazer.
Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e EUA
Os EUA e seus aliados regionais têm alertado que o Irã não pode controlar a via nem cobrar pedágios, argumentando que isso viola o direito internacional.
A medida ocorre após o presidente Donald Trump impor um bloqueio a portos iranianos e lançar um plano para que a Marinha americana proteja embarcações na região, iniciativa que, até agora, teve resultados limitados.
Veja: Chanceler da China pede paz e reabertura do Estreito de Ormuz após reunião com ministro de Relações Exteriores do Irã
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou na terça-feira que Washington mantém controle sobre o estreito. Já a emissora estatal iraniana IRIB classificou a ação americana como um fracasso e disse que o domínio do Irã sobre a passagem “se intensificou”.
(Com New York Times)

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados suspendeu por 60 dias os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), por quebra de decoro.

A suspensão foi motivada pelo motim realizado pelos parlamentares no plenário da Casa em favor da anistia aos golpistas condenados no contexto do 8 de janeiro de 2023.

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O resultado da votação do Conselho de Ética ainda precisa ser confirmado, em plenário, por pelo menos 257 votos. Os deputados alvos das representações ainda podem recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Relembro o caso

Em agosto de 2025, deputados e senadores da oposição pernoitaram nos plenários do Congresso Nacional, impedindo a realização das sessões, em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e exigindo a votação do projeto de lei da anistia aos golpistas.

Em resposta, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu o afastamento de 14 deputados envolvidos no motim.

Já o corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu ao Conselho de Ética a suspensão dos mandatos dos três parlamentares que tiveram os processos analisados.

Votação

Após nove horas de debates, o Conselho de Ética aprovou, nesta terça-feira (5), os pareceres apresentados contra os deputados alvos das representações.

No caso do deputado Pollon, foram 13 votos contra quatro. Já Van Hattem e Zé Trovão tiveram a suspensão aprovada por 15 votos contra quatro.  

O deputado Zé Trovão classificou a decisão como perseguição, dizendo que tomaria novamente a Mesa

“E digo mais, se for preciso tomar a Mesa novamente, em algum momento da história, para defender quem me elegeu, assim eu o farei.”

Já o deputado Marcos Pollon destacou que nunca teria quebrado o decoro durante seu mandato.

“Sempre mantive um debate de alto nível. Só que a humanidade grita mais alto para quem tem sangue correndo nas veias. O grau de injustiça que nós estamos vendo no nosso país é absurdo”, lamentou.

Por sua vez, o deputado Marcel van Hattem destacou que o motim no plenário da Câmara teria sido uma manifestação pacífica.

“Assim como foi feito no Senado – Senador Girão, Senador Sergio Moro esteve aqui conosco dando solidariedade também –, onde nada aconteceu. Nós vimos lá, sim, bom senso, respeito à democracia, respeito à oposição. Aqui nós estamos vendo a mais pura e simples perseguição”, destacou em sua defesa.

 

O Prêmio Pulitzer, um dos mais importantes do jornalismo mundial, anunciou os vencedores da edição de 2026 nesta terça-feira (5). Entre os destaques está o palestino Saher Alghorra, vencedor da categoria “Fotografia Breaking News” por sua cobertura na Faixa de Gaza para o jornal The New York Times. O prêmio é concedido anualmente pela Universidade Columbia, em Nova York, desde 1917.
Saher produziu uma série fotográfica que retrata os horrores da guerra na Faixa de Gaza. O trabalho foi descrito pelo júri como “comovente e sensível, retratando a devastação e a fome em Gaza resultantes da guerra com Israel”.
Torre Mushtaha é alvo de bombardeio
Saher Alghorra/The New York Times
Uma das imagens da série que lhe garantiu o prêmio mostra o bombardeio à Torre Mushtaha, um marco da Cidade de Gaza, em 9 de maio de 2025.
O mês sagrado islâmico, durante o qual os muçulmanos praticantes jejuam até o pôr do sol, coincidiu com o cessar-fogo na guerra
Saher Alghorra/The New York Times
Em 3 de abril, o fotojornalista registrou a família de Tamer Hassan al-Shafei quebrando o jejum do Ramadã entre os restos carbonizados de sua casa. “Fotografei porque senti que estavam se agarrando à vida, cuidando de seus ferimentos e tentando reconstruir suas vidas com os meios mais simples”, comentou Alghorra sobre a cena.
Fotógrafo palestino é premiado por cobertura da guerra em Gaza
Saher Alghorra/The New York Times
Em outra imagem, palestinos em Al-Mawasi aguardam para receber uma refeição gratuita. No registro, feito em 9 de janeiro de 2025, o júri destacou que, diante das rigorosas restrições de Israel à ajuda humanitária em Gaza, a única comida disponível vinha de cozinhas comunitárias mantidas por instituições de caridade locais.
Yazan Abu al-Foul, de 2 anos, com sua mãe, Naeema Abu al-Foul
Saher Alghorra/The New York Times
Em 19 de julho, Alghorra fotografou uma mãe e seu filho de dois anos vivendo em um prédio danificado ao lado de uma praia na Cidade de Gaza, onde Naeema viu o menino adoecer. “O que mais me chocou ao fazer essa foto foi que, antes, tentei brincar com ele para deixá-lo à vontade. Mas encontrei a criança como se não tivesse alma — extremamente frágil, sem reagir a nenhuma das minhas tentativas. Seus olhos estavam fixos, mal conseguiam se abrir. Tirar essa foto me despedaçou”, relatou o fotógrafo.
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