Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
O Prêmio Pulitzer, um dos mais importantes do jornalismo mundial, anunciou os vencedores da edição de 2026 nesta terça-feira (5). Entre os destaques está o palestino Saher Alghorra, vencedor da categoria “Fotografia Breaking News” por sua cobertura na Faixa de Gaza para o jornal The New York Times. O prêmio é concedido anualmente pela Universidade Columbia, em Nova York, desde 1917.
Saher produziu uma série fotográfica que retrata os horrores da guerra na Faixa de Gaza. O trabalho foi descrito pelo júri como “comovente e sensível, retratando a devastação e a fome em Gaza resultantes da guerra com Israel”.
Torre Mushtaha é alvo de bombardeio
Saher Alghorra/The New York Times
Uma das imagens da série que lhe garantiu o prêmio mostra o bombardeio à Torre Mushtaha, um marco da Cidade de Gaza, em 9 de maio de 2025.
O mês sagrado islâmico, durante o qual os muçulmanos praticantes jejuam até o pôr do sol, coincidiu com o cessar-fogo na guerra
Saher Alghorra/The New York Times
Em 3 de abril, o fotojornalista registrou a família de Tamer Hassan al-Shafei quebrando o jejum do Ramadã entre os restos carbonizados de sua casa. “Fotografei porque senti que estavam se agarrando à vida, cuidando de seus ferimentos e tentando reconstruir suas vidas com os meios mais simples”, comentou Alghorra sobre a cena.
Fotógrafo palestino é premiado por cobertura da guerra em Gaza
Saher Alghorra/The New York Times
Em outra imagem, palestinos em Al-Mawasi aguardam para receber uma refeição gratuita. No registro, feito em 9 de janeiro de 2025, o júri destacou que, diante das rigorosas restrições de Israel à ajuda humanitária em Gaza, a única comida disponível vinha de cozinhas comunitárias mantidas por instituições de caridade locais.
Yazan Abu al-Foul, de 2 anos, com sua mãe, Naeema Abu al-Foul
Saher Alghorra/The New York Times
Em 19 de julho, Alghorra fotografou uma mãe e seu filho de dois anos vivendo em um prédio danificado ao lado de uma praia na Cidade de Gaza, onde Naeema viu o menino adoecer. “O que mais me chocou ao fazer essa foto foi que, antes, tentei brincar com ele para deixá-lo à vontade. Mas encontrei a criança como se não tivesse alma — extremamente frágil, sem reagir a nenhuma das minhas tentativas. Seus olhos estavam fixos, mal conseguiam se abrir. Tirar essa foto me despedaçou”, relatou o fotógrafo.
Por trás da cobertura: a logística dos fotógrafos do GLOBO para registrar cada momento em Copacabana
24 horas em 1 minuto: Imagens mostram o fluxo intenso em Copacabana durante o show da Shakira
Galerias Relacionadas

Veja outras postagens

O Irã anunciou nesta terça-feira o lançamento de um site que servirá de base para um novo sistema de supervisão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial, em meio à disputa com os Estados Unidos pelo controle da região. A plataforma integra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), órgão criado por Teerã para administrar a travessia.
‘Fracasso’: Mídia do Irã retrata suspensão de operação militar de Trump como derrota dos EUA
Presidente dos EUA: Trump ameaça bombardear o Irã com ‘intensidade’ após secretário de Estado dizer que operação ofensiva acabou
Pelo novo sistema, embarcações que desejarem cruzar o estreito receberão um e-mail com regras de trânsito e deverão obter autorização prévia antes de seguir viagem, segundo a Press TV, emissora estatal iraniana em inglês.
Até o momento, o site exibe apenas a mensagem: “Bem-vindo à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico. República Islâmica do Irã”.
Initial plugin text
Ainda não estão claros os detalhes sobre o funcionamento do sistema, quais serão as regras específicas nem como o Irã lidará com eventuais violações. Um pedido de informações enviado à nova autoridade não foi respondido de imediato. A imprensa estatal afirma que o mecanismo já está em operação.
Em paralelo, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica emitiu um alerta a embarcações que pretendem cruzar o estreito. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a única rota segura é um corredor designado pelo Irã e que poderá agir contra navios que se desviarem desse trajeto.
‘Projeto Liberdade’: Trump suspende operação para ajudar navios a deixarem Ormuz após dizer que avança diálogo com o Irã
A iniciativa é o passo mais recente de Teerã para formalizar o controle sobre o estreito internacional, por onde circulava cerca de um quinto do petróleo e gás consumidos no mundo antes do início do conflito na região, em 28 de fevereiro. O país também sinalizou que pretende cobrar taxas pela passagem — pagamentos que, segundo relatos, alguns operadores já começaram a fazer.
Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e EUA
Os EUA e seus aliados regionais têm alertado que o Irã não pode controlar a via nem cobrar pedágios, argumentando que isso viola o direito internacional.
A medida ocorre após o presidente Donald Trump impor um bloqueio a portos iranianos e lançar um plano para que a Marinha americana proteja embarcações na região, iniciativa que, até agora, teve resultados limitados.
Veja: Chanceler da China pede paz e reabertura do Estreito de Ormuz após reunião com ministro de Relações Exteriores do Irã
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou na terça-feira que Washington mantém controle sobre o estreito. Já a emissora estatal iraniana IRIB classificou a ação americana como um fracasso e disse que o domínio do Irã sobre a passagem “se intensificou”.
(Com New York Times)

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados suspendeu por 60 dias os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), por quebra de decoro.

A suspensão foi motivada pelo motim realizado pelos parlamentares no plenário da Casa em favor da anistia aos golpistas condenados no contexto do 8 de janeiro de 2023.

Notícias relacionadas:

O resultado da votação do Conselho de Ética ainda precisa ser confirmado, em plenário, por pelo menos 257 votos. Os deputados alvos das representações ainda podem recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Relembro o caso

Em agosto de 2025, deputados e senadores da oposição pernoitaram nos plenários do Congresso Nacional, impedindo a realização das sessões, em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e exigindo a votação do projeto de lei da anistia aos golpistas.

Em resposta, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu o afastamento de 14 deputados envolvidos no motim.

Já o corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu ao Conselho de Ética a suspensão dos mandatos dos três parlamentares que tiveram os processos analisados.

Votação

Após nove horas de debates, o Conselho de Ética aprovou, nesta terça-feira (5), os pareceres apresentados contra os deputados alvos das representações.

No caso do deputado Pollon, foram 13 votos contra quatro. Já Van Hattem e Zé Trovão tiveram a suspensão aprovada por 15 votos contra quatro.  

O deputado Zé Trovão classificou a decisão como perseguição, dizendo que tomaria novamente a Mesa

“E digo mais, se for preciso tomar a Mesa novamente, em algum momento da história, para defender quem me elegeu, assim eu o farei.”

Já o deputado Marcos Pollon destacou que nunca teria quebrado o decoro durante seu mandato.

“Sempre mantive um debate de alto nível. Só que a humanidade grita mais alto para quem tem sangue correndo nas veias. O grau de injustiça que nós estamos vendo no nosso país é absurdo”, lamentou.

Por sua vez, o deputado Marcel van Hattem destacou que o motim no plenário da Câmara teria sido uma manifestação pacífica.

“Assim como foi feito no Senado – Senador Girão, Senador Sergio Moro esteve aqui conosco dando solidariedade também –, onde nada aconteceu. Nós vimos lá, sim, bom senso, respeito à democracia, respeito à oposição. Aqui nós estamos vendo a mais pura e simples perseguição”, destacou em sua defesa.

 

O empresário americano Ted Turner, morto nesta quarta-feira aos 87 anos, construiu uma das trajetórias mais improváveis e influentes da televisão americana carregando um apelido que resumia parte de sua personalidade pública: “Boca do Sul”. A alcunha, dada ao empresário de Atlanta por suas declarações grandiosas sobre si mesmo e pela fama de distribuir insultos gratuitos, acompanhou o fundador da CNN durante uma carreira marcada por riscos, polêmicas, ambição e uma capacidade incomum de transformar apostas improváveis em negócios bilionários.
Ted Turner: fundador da CNN morre aos 87 anos
Thiago Ávila: Lula diz que prisão de ativista brasileiro é ‘ação injustificável de Israel’
Alto, magro, de rosto marcado e bigode, Turner podia ser visto como grosseiro e intempestivo, mas também como um homem de grande charme. Suas gafes eram frequentemente perdoadas por um público que, em boa parte, o considerava uma espécie de lenda americana viva. A fama de falastrão não impediu que ele se tornasse um dos nomes mais importantes da história da TV a cabo.
Empreendedor baseado em Atlanta, Turner assumiu riscos considerados espantosos. Muitas vezes esteve à beira da falência, antes de se recuperar e multiplicar sua fortuna. Contra o conselho de colegas e o senso comum da indústria, investiu milhões de dólares em iniciativas pioneiras que combinavam transmissões por cabo e satélite. Enfrentou as grandes redes de televisão, quase perdeu tudo em Hollywood e saiu dessas disputas como bilionário à frente de um vasto império de canais de notícias, esportes e entretenimento.
O empresário Ted Turner, fundador da CNN
SAUL LOEB / AFP
Sua maior marca foi a CNN, rede que transformou o jornalismo televisivo ao apresentar notícias 24 horas por dia, com atualizações constantes e uma sensação inédita de imediatismo. A emissora permitiu ao público acompanhar, em tempo real, acontecimentos como a queda do Muro de Berlim, a repressão ao movimento estudantil chinês na Praça da Paz Celestial e a Guerra do Golfo Pérsico, em 1991.
“Hoje, as notícias estão disponíveis quando realmente acontecem, não quando é conveniente para as três redes de transmissão exibi-las”, escreveram Robert Goldberg e Gerald Jay Goldberg na biografia “Citizen Turner: The Wild Rise of an American Tycoon”, de 1995.
A influência da CNN chegou à Casa Branca. Durante a Guerra do Golfo, o então presidente George H.W. Bush foi amplamente citado dizendo: “Aprendo mais com a CNN do que com a C.I.A.”
O próprio Turner, no entanto, dizia não ser movido necessariamente por notícias ou por negócios. O que o atraía era o risco. Ao “The New York Times”, afirmou: “Sempre fui mais aventureiro do que empresário.”
A vida pessoal do magnata também refletia turbulência. Seus três casamentos — o último, encerrado em 2001, com a atriz Jane Fonda — foram marcados por episódios públicos de infidelidade, consumo excessivo de álcool e comportamento considerado grosseiro. No trabalho, segundo seus biógrafos, ele podia arremessar textos pela sala se não gostasse de uma apresentação e humilhar funcionários em voz alta.
Ted Turner, fundador da CNN, e a atriz Jane Fonda em Paris
PASCAL PAVANI / AFP
A teatralidade também fazia parte de sua forma de vender. “Turner faria qualquer coisa para vender sua emissora aos anunciantes”, escreveram os autores de “Citizen Turner”. “Ele subia em cadeiras, mesas, escrivaninhas, em qualquer coisa que não se movesse, e gritava com toda a força de sua laringe. Se encontrasse resistência realmente séria, podia até se jogar no chão como se tivesse levado um tiro e gritar: ‘Vocês estão me matando!’”
As contradições se estendiam à política e à filantropia. Turner se declarava um republicano ultraconservador e mantinha laços com evangélicos cristãos e integrantes da ultradireitista John Birch Society, mas também se aproximou de Fidel Castro e defendeu a conduta do governo comunista chinês. Em um gesto extraordinário, doou US$ 1 bilhão às Nações Unidas, organização frequentemente atacada por conservadores americanos.
Apaixonado por caça, tornou-se também um nome querido por ambientalistas ao comprar mais de 1 milhão de acres de áreas selvagens e terras de fazenda para transformá-las em reservas naturais. Chegou a ser o quarto maior proprietário privado de terras dos Estados Unidos, com 2 milhões de acres, além de vastas áreas na Argentina e em outros países.
Antes da CNN, Turner já havia dado sinais de sua disposição para apostar alto. Em 1970, comprou uma pequena emissora de televisão em dificuldades em Atlanta, rebatizada como WTCG. Em 1976, endividou-se ainda mais para comprar o Atlanta Braves, então um time de beisebol decadente. A decisão se mostrou estratégica: ao transmitir todos os 162 jogos da equipe, Turner preencheu a programação da emissora a baixo custo e fortaleceu sua operação.
Pouco depois, usou transmissões via satélite para levar o sinal da emissora a sistemas de TV a cabo em todo o país. Nascia a TBS, considerada a primeira “superestação” dos Estados Unidos e peça importante na expansão da TV a cabo. A programação combinava esportes, filmes antigos e reprises de séries como “Lassie” e “I Love Lucy”.
A ousadia nos negócios se somava a outra paixão: a vela. Turner foi eleito velejador do ano pela United States Sailing Association em 1970 e 1973 e mirou a conquista da America’s Cup. Primeiro, teve de superar a resistência do tradicional New York Yacht Club, desconfiado de sua reputação turbulenta. No fim, era considerado bom demais para ser rejeitado.
A Justiça israelense confirmou, em segunda instância, a prorrogação da prisão até domingo do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek, dois ativistas detidos pelas forças israelenses quando seguiam em uma flotilha rumo a Gaza, informou a advogada deles. Após a detenção na quinta-feira, em frente à costa da ilha grega de Creta, ambos foram transferidos para Israel para serem interrogados, enquanto os demais foram levados à ilha grega e liberados.
Contexto: Ativistas brasileiro e espanhol-palestino de flotilha de ajuda humanitária rumo a Gaza serão interrogados em Israel
Presidente: Lula diz que prisão de ativista brasileiro é ‘ação injustificável de Israel’
Um tribunal israelense decidiu na terça-feira manter os dois presos até domingo para permitir que a polícia tivesse mais tempo para interrogá-los, segundo seus advogados, que apresentaram um recurso rejeitado nesta quarta-feira.
— O tribunal de Beerseba rejeitou nosso recurso e aceitou todos os argumentos do Estado — declarou à AFP a advogada Hadeel Abu Salih.
Initial plugin text
Abu Keshek e Ávila, com tornozeleiras nos pés, compareceram pessoalmente à audiência do recurso nesta quarta-feira.
A ONG israelense Adalah, que os representa legalmente, acusa as autoridades de submetê-los a maus-tratos contínuos durante a detenção.
‘Sequestro’ de ativistas: Governos do Brasil e da Espanha condenam detenção de cidadãos por Israel
Segundo a Adalah, que significa “justiça” em árabe, eles estão em “isolamento total, submetidos a iluminação de alta intensidade 24 horas por dia, sete dias por semana, em suas celas, e permanecem com os olhos vendados sempre que são transferidos, inclusive durante exames médicos”.
As autoridades negam as acusações, mas ainda não formalizaram nenhuma acusação contra eles.
O porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, pediu nesta quarta-feira a libertação “imediata e incondicional” dos ativistas.
Entenda: Israel intercepta flotilha de ajuda humanitária rumo a Gaza em meio à escalada de tensões com o Irã
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que ambos estão vinculados à Conferência Popular de Palestinos no Exterior (PCPA, na sigla em inglês), um grupo acusado por Washington de “atuar clandestinamente em nome do” Hamas, o grupo militante palestino.
Espanha, Brasil e Nações Unidas pediram a libertação imediata dos dois.
A flotilha havia partido da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino, devastado pela guerra.
Israel controla todos os pontos de entrada em Gaza, que está sob bloqueio israelense desde 2007.
A China pediu a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim imediato das hostilidades durante uma reunião em Pequim com o ministro das Relações Exteriores do Irã, em meio à pressão dos Estados Unidos para que Pequim ajude a encerrar o bloqueio iraniano à importante rota marítima. O encontro ocorreu nesta quarta-feira entre o chanceler chinês Wang Yi e seu homólogo iraniano Abbas Araghchi.
Nova ameaça: Trump ameaça bombardear o Irã com ‘intensidade’ após secretário de Estado dizer que operação ofensiva acabou
Narrativa em disputa: Irã reivindica vitória após Trump suspender operação em Ormuz em meio a sinais de avanço diplomático
Segundo um resumo oficial divulgado pela agência estatal Xinhua, Wang afirmou que interromper a guerra é uma questão urgente. “China acredita que uma cessação abrangente das hostilidades não deve ser adiada, qualquer reinício das hostilidades é ainda menos desejável, e insistir em negociações é particularmente importante”, disse o chanceler.
Wang evitou atribuir culpa ao Irã pela crise no estreito, rota estratégica para petróleo, gás natural e cargas globais, mas reforçou a preocupação de Pequim com o bloqueio. O impasse elevou os preços do petróleo e ampliou impactos econômicos globais.
Initial plugin text
“A comunidade internacional compartilha uma preocupação comum com a restauração de uma passagem normal e segura pelo Estreito de Hormuz”, afirmou Wang, acrescentando que a China “espera que as partes envolvidas respondam aos fortes apelos da comunidade internacional” pela reabertura da rota.
Chanceler do Irã, Abbas Araghchi
Ahmed HASAN / AFP
Araghchi é o primeiro alto representante iraniano a visitar a China desde o início da guerra entre Irã e Israel, no fim de fevereiro. O encontro faz parte dos esforços de Pequim para incentivar o fim do conflito, ao mesmo tempo em que busca evitar envolvimento direto.
O posicionamento chinês indica continuidade dessa estratégia, mesmo diante da crescente preocupação com os impactos econômicos do bloqueio.
Análise: Bloqueio naval e sanções agravam crise econômica e podem forçar concessões do Irã, mas sem a rendição esperada por Trump
Wang também reiterou o apoio da China ao direito do Irã ao desenvolvimento pacífico da energia nuclear, afirmando que o país “deve ter o direito ao desenvolvimento pacífico da energia nuclear, sem adquirir armas nucleares”. Ele acrescentou: “China apoia os esforços do Irã para salvaguardar sua soberania e segurança nacionais”.
Araghchi afirmou que Teerã segue comprometido com a diplomacia. Em nota, seu gabinete informou que ele detalhou a Wang o andamento das negociações de paz, incluindo mediações do Paquistão. Segundo o comunicado, o Irã está tão “sereno e firme” nas negociações quanto em sua defesa militar.
Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz, próximo a Bandar Abbas, no sul do Irã
Amirhossein Khorgooei/ISNA/AFP
Pequim se prepara para sediar uma cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês Xi Jinping na próxima semana, quando devem ser discutidos o conflito no Irã e a reabertura do estreito.
O Estreito de Ormuz está parcialmente bloqueado há dois meses desde o início da guerra. Além disso, a Marinha dos EUA mantém restrições a embarcações ligadas ao Irã. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou em Washington que a China deveria pressionar o Irã durante a visita de Araghchi.
“Espero que os chineses digam a ele o que precisa ser dito, e isso é que o que você está fazendo no estreito está levando você ao isolamento global”, disse Rubio. “É do interesse da China que o Irã pare de fechar o estreito. Isso está prejudicando a China também.”
Leia também: Mídia do Irã retrata suspensão de operação militar de Trump como derrota dos EUA
Na terça-feira, Trump anunciou uma pausa temporária na operação de escolta de navios comerciais no estreito, citando avanços em negociações com o Irã.
Apesar do bloqueio, navios com petróleo iraniano, inclusive destinados à China, continuam passando pela região. Ainda assim, o aumento dos preços globais de energia já afeta a economia chinesa. Autoridades afirmam que Pequim teve papel indireto na negociação do cessar-fogo frágil firmado em abril.
Mesmo buscando manter estabilidade nas relações com os EUA antes da cúpula, a China tem resistido à pressão americana sobre o Irã. Após sanções dos EUA contra uma refinaria chinesa independente que compra petróleo iraniano, Pequim orientou empresas a não cumprir as medidas.
Um menino de 9 anos morreu após ser atingido por uma grande árvore que caiu sobre o parquinho da Escola Primária Winthrop, em Melrose, Massachusetts, nos Estados Unidos. O acidente aconteceu na tarde desta segunda-feira (4), logo após o fim das aulas. A vítima foi identificada pela família como Zakaria Bel Qaid. Outras duas pessoas, outra criança e um adulto, também ficaram feridas, foram socorridas e já receberam alta.
Acusado de matar esposa grávida nos EUA corta tornozeleira, foge para a Itália e pede asilo por acusação ‘injusta’
Pouso tenso: avião atinge poste de luz e caminhão em aeroporto dos EUA
Em nota conjunta, a prefeita de Melrose, Jen Grigoraitis, e a superintendente escolar, Cari Berman, lamentaram a morte do menino. “Não há palavras para expressar uma perda tão profunda. Nossos corações estão e permanecerão com a família, os amigos e os colegas do aluno”, afirmaram.
A família identificou Zakaria em uma publicação no Instagram e contou que ele brincava de pega-pega com a irmã mais nova e uma amiga quando a árvore caiu. “Ele passou seus últimos momentos rindo e brincando”, escreveram os parentes. Eles também disseram que o menino havia feito aniversário na semana anterior e o descreveram como uma criança amorosa, divertida e apaixonada por esqui.
Confira:
Initial plugin text
A causa da queda da árvore ainda é investigada, mas testemunhas relataram ventos fortes no momento do acidente. “As crianças estavam brincando no parquinho como de costume. O vento aumentou e uma árvore caiu”, disse a moradora Nancy Clover. O tronco atravessou uma cerca antes de atingir o playground.
A árvore ficava na propriedade da Upham House, uma casa histórica da cidade. Segundo Eda George, presidente da Sociedade da Família Upham, um arborista havia inspecionado recentemente o local, e a árvore que caiu não havia sido apontada como risco. Árvores consideradas perigosas chegaram a ser removidas na última sexta-feira.
Na terça-feira, moradores deixaram flores no parquinho em homenagem a Zakaria. A escola permaneceu aberta e ofereceu apoio psicológico a alunos e funcionários. Melrose fica a cerca de 16 quilômetros ao norte de Boston.
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Celebração dos 200 anos de instalação da Câmara dos Deputados

Ex-presidentes da Câmara dos Deputados defenderam seus legados, ressaltaram a independência da instituição e a importância do Parlamento para a defesa da democracia.

Eles foram convidados para a sessão solene que comemorou os 200 anos da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (6). A sessão de abertura da primeira legislatura da Assembleia Geral Legislativa foi realizada em 6 de maio de 1826, quando deputados e senadores passaram a atuar no processo legislativo brasileiro.

Marco Maia
O ex-deputado Marco Maia (RS), que presidiu a Câmara no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, destacou períodos de conquistas durante sua gestão. Ele citou a votação do novo Código Florestal, a Comissão da Verdade, a PEC da empregada doméstica e o segundo turno da votação da PEC do trabalho escravo, cujo primeiro turno havia sido votado há mais de 10 anos.

Para o ex-presidente, a Câmara é a síntese do pensamento médio da sociedade brasileira, mas deve ter sempre a defesa da democracia como objetivo.

“Acho que não deveríamos aliviar as penas para quem tentou dar um golpe. Se tivéssemos vivenciado um golpe em 2023, não estaríamos aqui comemorando os 200 anos. Acho que a Câmara deveria ser dura, porque não devemos tergiversar contra a democracia”, criticou Maia.

Eduardo Cunha
O ex-presidente Eduardo Cunha (RJ) destacou a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a aprovação do chamado orçamento impositivo como marcos de independência da Câmara em relação ao governo. Cunha foi afastado dias depois da abertura do processo de impeachment da presidência da Casa por decisão do então ministro do STF, Teori Zavascki.

“O processo de impeachment foi a parte mais relevante como presidente e como deputado, esse processo coroou uma independência da câmara que se tornou mais forte naquele momento, mas a votação da imposição das emendas parlamentares, foi tão relevante como o processo de impeachment”, disse o ex-deputado.

Waldir Maranhão
O ex-presidente Waldir Maranhão (MA), que ocupou o cargo após o afastamento de Eduardo Cunha, afirmou que não se arrepende de ter anulado a sessão que autorizou a abertura do processo de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o Regimento permitia que ele tomasse tal decisão, que acabou sendo ignorada pelo Senado, que prosseguiu com o processo.

“O recorte da história do Brasil pela democracia há um impeachment e, nesse percurso, vimos que o impeachment não é solução para nenhuma nação, o impeachment é um aprendizado amargo e, naquele momento, eu estava no exercício e compreendi que o regimento era a regra que me dava condições para que país pudesse avaliar o impeachment, já que estávamos na contramão da história”, afirmou o ex-parlamentar.

Arlindo Chinaglia
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que presidiu a Câmara entre 2007 e 2009, afirmou que o Parlamento deve estar sempre a serviço da sociedade.

Para ele, a instituição é uma das mais questionadas pela sociedade, mas é uma das mais importantes e sólidas da história. “Não há democracia sem Parlamento aberto, forte e claro. O mais importante é a população acompanhar”, disse o deputado.

Michel Temer
O ex-presidente da República Michel Temer (SP), que ocupou o cargo de presidente da Câmara por três mandatos, afirmou que também comemorou os 200 anos do Parlamento. “O Parlamento sempre foi um exemplo de democracia e é muito relevante para o Brasil”, destacou Temer.

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Celebração dos 200 anos de instalação da Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (6) uma sessão solene em comemoração aos 200 anos da Casa. O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), abriu a solenidade no Plenário Ulysses Guimarães.

Participam da sessão solene o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP); o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin; e o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; o ex-presidente da República e ex-presidente da Câmara Michel Temer; e os deputados Lafayette de Andrada (PL-MG), da Comissão Especial dos 200 anos da Câmara, e Laura Carneiro (PSD-RJ), representando a bancada feminina.

História
A primeira Constituição do Brasil, de 1824, criou a Assembleia Geral Legislativa, composta pela Câmara dos Deputados, com 102 integrantes, e pela Câmara dos Senadores, com 50. A primeira legislatura começou em 6 de maio de 1826.

A Constituição de 1988, a sétima do país, estabeleceu a atual configuração do Poder Legislativo, exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados (513 parlamentares) e do Senado Federal (81).

Assista ao vivo

Mais informações a seguir.

Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Motta concede entrevista à Rádio Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta quarta-feira (6), em entrevista à Rádio Câmara, a valorização da Constituição Federal. A propósito do aniversário de 200 anos da Casa, comemorados nesta quarta-feira (6), ele afirmou que o país vive um momento democrático e disse que a Carta Magna deve orientar as decisões públicas.

A sessão de abertura da primeira legislatura da Assembleia Geral Legislativa foi realizada em 6 de maio de 1826, quando deputados e senadores passaram a atuar no processo legislativo brasileiro.

“É sempre importante reforçar o momento em que o País vive, exaltar nossa Constituição, nossa Carta Magna, para que seja sempre o nosso norte para tomar qualquer decisão”, defendeu o presidente.

PEC 6×1
Motta voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. Segundo ele, a mudança pode dar aos trabalhadores mais tempo para lazer, família e saúde. O presidente disse que a proposta deve ser debatida com cautela e responsabilidade. Para ele, o texto deve atender às demandas dos trabalhadores sem prejudicar a produtividade no país.

“É uma mudança muito estruturante, pois terá impactos positivos e irá requerer cuidado com a economia, para que algo muito positivo não seja danoso para a produtividade. Cautela e diálogo para que a melhor saída possa ser dada. Mas essa pauta é um compromisso da Câmara com os trabalhadores”, disse Motta.

 

Misoginia
Em relação ao projeto que criminaliza a misoginia (PL 896/23), Motta afirmou que o país tem números de violência contra a mulher que envergonham. O projeto equipara misoginia (ódio ou aversão a mulheres) ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível. A proposta prevê penas de 2 a 5 anos de prisão, visando combater discursos de ódio e discriminação baseados na crença na supremacia masculina.

Motta lembrou a assinatura do pacto entre os três Poderes contra o feminicídio e citou projetos aprovados pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher. Entre eles, mencionou propostas que determinam o uso de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres, endurecem penas e buscam prevenir a violência, como a campanha Antes que Aconteça.

“Não vamos permitir nenhum tipo de violência contra as mulheres em nenhum nível, e precisamos ter meios legais. Estamos dizendo à sociedade que aquilo que elas estão sofrendo também dói em nós e que temos a responsabilidade de representar esse sentimento”, defendeu Hugo Motta.

Terras raras
Por fim, o presidente defendeu a aprovação do projeto que cria o marco legal dos minerais críticos, conhecidos como terras raras (PL 2780/24). Segundo ele, a proposta deve ser votada esta semana no Plenário da Câmara dos Deputados.

Hugo Motta afirmou que o projeto busca garantir os interesses nacionais e abrir a exploração dos minerais críticos para o restante do mundo

O presidente afirmou que o objetivo é fazer com o que o País não seja apenas um exportador de commodities, mas possa produzir riqueza e gerar valor agregado com investimentos em educação e tecnologia.

Pouco depois de assumir o comando da Igreja Católica, Leão XIV tentou resolver por telefone uma simples atualização cadastral em seu banco nos Estados Unidos, mas, mesmo após responder corretamente às perguntas de segurança, foi orientado a comparecer pessoalmente a uma agência e acabou tendo a ligação encerrada ao revelar a identidade. A história foi contada pelo reverendo Tom McCarthy, amigo próximo, a um grupo de católicos em Naperville, Illinois, na semana passada.
Embate: Trump acusa Leão XIV de colocar ‘católicos em risco’ por posições sobre o Irã antes de visita de secretário de Estado ao Vaticano
Marco Rúbio: Secretário de Estado dos EUA se reunirá com Papa Leão XIV no Vaticano na quinta em meio a tensões com Trump
O Papa se identificou como Robert Prevost, dizendo que queria alterar o número de telefone e o endereço que o banco tinha em seu cadastro, disse McCarthy. O Pontífice, então, respondeu corretamente às perguntas de segurança.
A mulher do outro lado da linha, funcionária do banco, por sua vez, disse que isso não era suficiente: ele teria que ir pessoalmente a uma agência.
— Ele disse: ‘Bem, não vou poder fazer isso’ — contou McCarthy em um vídeo compartilhado nas redes sociais, relembrando a crescente frustração do novo papa enquanto o público ria.
A funcionária do banco pediu desculpas e o Pontífice tentou uma abordagem diferente:
— Faria diferença para você se eu dissesse que sou o Papa Leão? — perguntou ele, segundo McCarthy.
Initial plugin text
A funcionária, em meio a situação, desliga o telefone. O problema foi resolvido graças à intervenção de outro padre que tinha ligação com o presidente do banco, disse o reverendo. Não houve informações sobre a atendente que encerrou a ligação com o cliente mais famoso do banco.
— Você consegue imaginar ser conhecida como a mulher que desligou na cara do Papa? — disse o amigo de Leão XIV.
Francisco também se aventurou
Mesmo enquanto lideram mais de 1 bilhão de católicos ao redor do mundo e vivem cercados por luxo e obras de arte inestimáveis, os Papas às vezes acabam envolvidos em situações cotidianas, tanto por acaso quanto por escolha. Nas primeiras 24 horas do pontificado do Papa Francisco, em 2013, ele insistiu em pagar sua própria conta de hotel e recolher sua própria bagagem, um gesto de humildade para o clero católico.
Evelio Menjivar Ayala: Papa Leão XIV nomeia ex-imigrante irregular de El Salvador como bispo nos EUA
Leão veio de origens modestas em Dolton, Illinois, um pequeno subúrbio nos arredores de Chicago, antes de servir como bispo no Peru e se tornar Papa, há quase um ano.
McCarthy confirmou por e-mail que a história do problema com o banco é verdadeira. O padre é um agostiniano e conheceu Leão pela primeira vez na década de 1980, em Chicago, onde ambos cresceram em bairros operários na cidade e em seus subúrbios próximos, e já visitou o amigo enquanto Papa, no Vaticano.
Um porta-voz do Vaticano não respondeu a um e-mail pedindo comentários sobre o episódio com o banco.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress