Contexto: Ativistas brasileiro e espanhol-palestino de flotilha de ajuda humanitária rumo a Gaza serão interrogados em Israel
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Um tribunal israelense decidiu na terça-feira manter os dois presos até domingo para permitir que a polícia tivesse mais tempo para interrogá-los, segundo seus advogados, que apresentaram um recurso rejeitado nesta quarta-feira.
— O tribunal de Beerseba rejeitou nosso recurso e aceitou todos os argumentos do Estado — declarou à AFP a advogada Hadeel Abu Salih.
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Abu Keshek e Ávila, com tornozeleiras nos pés, compareceram pessoalmente à audiência do recurso nesta quarta-feira.
A ONG israelense Adalah, que os representa legalmente, acusa as autoridades de submetê-los a maus-tratos contínuos durante a detenção.
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Segundo a Adalah, que significa “justiça” em árabe, eles estão em “isolamento total, submetidos a iluminação de alta intensidade 24 horas por dia, sete dias por semana, em suas celas, e permanecem com os olhos vendados sempre que são transferidos, inclusive durante exames médicos”.
As autoridades negam as acusações, mas ainda não formalizaram nenhuma acusação contra eles.
O porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, pediu nesta quarta-feira a libertação “imediata e incondicional” dos ativistas.
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O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que ambos estão vinculados à Conferência Popular de Palestinos no Exterior (PCPA, na sigla em inglês), um grupo acusado por Washington de “atuar clandestinamente em nome do” Hamas, o grupo militante palestino.
Espanha, Brasil e Nações Unidas pediram a libertação imediata dos dois.
A flotilha havia partido da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino, devastado pela guerra.
Israel controla todos os pontos de entrada em Gaza, que está sob bloqueio israelense desde 2007.









