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A polícia britânica pode manter o ex-príncipe Andrew detido por até 96 horas, segundo explicou um especialista em segurança pública à BBC Radio 5 Live. No entanto, para que esse período máximo seja alcançado, seriam necessárias sucessivas autorizações de oficiais superiores e de um Tribunal de Magistrados. Andrew foi preso nesta quinta-feira “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
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De acordo com Danny Shaw, comentarista especializado em segurança, o procedimento mais comum é que suspeitos permaneçam sob custódia por 12 ou 24 horas, sendo posteriormente formalmente acusados ou liberados enquanto as investigações continuam.
Durante a detenção, Andrew deve permanecer em uma cela de uma área de custódia equipada apenas com cama e vaso sanitário, aguardando o momento do interrogatório policial. O comentarista ressaltou ainda que não há previsão de tratamento diferenciado.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário exato da prisão nem sobre o local onde ele está detido.
Preso no dia do aniversário
A detenção ocorreu em Norfolk, no dia do aniversário de 66 anos de Andrew, enquanto agentes realizam buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. Em comunicado, as autoridades afirmaram que irmão do rei Charles III foi preso “como parte de uma investigação” por “má conduta no exercício das funções oficiais”.
Segundo a rede BBC, o ex-príncipe permanece sob custódia policial.
A polícia acrescentou, ainda, que não divulgaria oficialmente a identidade do detido, “conforme as diretrizes nacionais”, e alertou que o caso “está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal”.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright declarou ainda que a prisão foi efetuada “após uma avaliação minuciosa”. Segundo ele, “é importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração”.
As autoridades também reconheceram o interesse público no caso: “Entendemos (…) e forneceremos atualizações no momento apropriado”.
Ligação com Jeffrey Epstein
A prisão do ex-príncipe aconteceu após a chegada de viaturas policiais à propriedade de Wood Farm, localizada na propriedade de Sandringham. Seis carros descaracterizados e cerca de oito agentes à paisana foram vistos chegando ao local pouco depois das 8h. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, situada na vila de Wolferton, enquanto outras utilizaram a entrada traseira.
As autoridades estariam avaliando alegações que surgiram nos arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, incluindo acusações de que Mountbatten-Windsor teria compartilhado informações sensíveis com o financista quando atuava como enviado comercial do Reino Unido.
Prisão do ex-príncipe Andrew aconteceu após ‘avaliação minuciosa’, diz polícia: ‘Importante que protejamos a integridade da investigação’
AFP
O crime de “misconduct in public office” no sistema jurídico britânico pode resultar em pena máxima de prisão perpétua.
Cerca de 30 minutos após a chegada, uma das viaturas deixou o local, seguida por outros dois veículos, um deles supostamente transportando a equipe de segurança de Mountbatten-Windsor.

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A maioria dos eleitores dos EUA acredita que o presidente americano, Donald Trump, tomou a decisão errada ao entrar em guerra com o Irã, apontou uma pesquisa New York Times/Siena College divulgada nesta segunda-feira, com 52% do eleitorado afirmando que Washington não deve voltar a atacar Teerã mesmo que não seja possível alcançar um acordo para encerrar o programa nuclear iraniano em curto prazo. Trump afirmou no fim de semana que “o tempo está passando” para o Irã, retomando ameaças sobre uma aniquilação da nação persa.
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A pesquisa aponta um alto alto grau de insatisfação do eleitorado com o presidente americano, em um ano com eleições de meio de mandato cruciais para as pretensões do Partido Republicano, incluindo a representação da legenda na Câmara e no Senado. Além do cenário sobre o Oriente Médio, os dados também indicam uma queda de popularidade importante de Trump, e um aumento expressivo das preocupações econômicas.
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Quase dois terços dos eleitores (64%) classificaram a entrada na guerra com o Irã como uma decisão errada, contra 30% que classificaram como uma decisão correta. Embora haja uma variação ao avaliar os eleitores a partir da preferência partidária — 93% dos democratas consideraram a guerra como uma decisão errada, enquanto 70% dos republicanos consideram uma decisão correta —, 73% dos eleitores independentes, grupo politicamente crucial para as eleições, classificou negativamente o conflito. Os números se refletem na média geral.
Questões correlatas ao conflito também mostram a insatisfação do eleitorado com relação a decisões de Trump relacionadas ao uso da força. Enquanto parlamentares no Capitólio debatem os poderes de guerra do Executivo, 63% dos eleitores — incluindo 27% dos republicanos — disseram que Trump não deveria poder usar a força militar sem a aprovação do Congresso.
Apesar do número geral, a maioria dos apoiadores do presidente apoia a guerra contra o Irã e quer que ela continue. Setenta por cento dos republicanos acreditam que as operações militares devem ser retomadas caso não se chegue a um acordo, e 73% esperam que a guerra elimine com sucesso o programa nuclear iraniano.
— Acho que cortar o mal pela raiz, antes que eles consigam uma arma nuclear, é do nosso interesse — disse Amanda Mann, de 44 anos, enfermeira domiciliar em Myrtle Creek, Oregon. — Eles vivem gritando ‘morte à América’. Então, por que não nos proteger antes que eles nos alcancem?
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Danny KEMP / AFP
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Popularidade em queda
Outros indicadores desfavoráveis ao presidente republicano foram apontados pelo jornal americano como possíveis pontos sensíveis para as eleições de meio de mandato. A popularidade de Trump caiu para o menor nível em seu segundo mandato nas pesquisas do Times/Siena, atingindo 37%. O número é similar ao identificado no começo do mês por uma pesquisa Washington Post-ABC News/Ipsos, que mostrou uma rejeição de 62% a Trump, e aprovação de 37%.
A maioria do eleitorado demonstrou forte ceticismo em relação à liderança de Trump em questões importantes, incluindo a economia e o custo de vida. Sessenta e quatro por cento de todos os eleitores desaprovaram a condução da economia (desaprovação de 64%) e a maioria expressou opiniões negativas sobre a condução de políticas que se refletem no custo de vida (desaprovação de 69%), imigração (56%) e o conflito israelense-palestino (62%).
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Os números apontam a crescente da curva de insatisfação . A desaprovação a Trump entre eleitores independentes subiu de 62%, em pesquisa realizada em janeiro, para 69%. Quarenta e quatro por centro dos eleitores no total disseram que as políticas de Trump os prejudicaram diretamente, acima dos 36% registrados em pesquisa anterior, em 2025.
A aprovação do presidente em questões econômicas também caiu significativamente desde o começo do ano. Apenas 28% dos eleitores acreditavam que ele havia lidado bem com o custo de vida, uma queda de seis pontos em relação a janeiro. Entre os republicanos, houve uma queda de 14 pontos desde o primeiro mês no ano.
Cenário eleitoral
Embora a popularidade do presidente seja um indicador historicamente importante para o partido no poder em eleições parlamentares, o impacto nas urnas não é de todo previsível. Os republicanos buscam uma vantagem estrutural a partir do redesenho de mapas eleitorais estimulado por Trump em estados conservadores — medida replicada por democratas em estados de maioria progressista. Espera-se que a campanha garanta ao Partido Republicano algo entre seis e dez novos distritos favoráveis.
Além do cenário construído pelos republicanos, a sigla também contra com a desconfiança dos eleitores nos democratas, que dados apontam ainda não terem conseguido convencer os eleitores como uma uma alternativa atraente. O partido não melhorou sua imagem política, mesmo após mais de um ano tentando demonstrar que compreendem as preocupações dos eleitores e conseguem enfrentar Trump. Apenas 26% dos eleitores disseram estar satisfeitos com o Partido Democrata.
O descontentamento inclui um número significativo de democratas que expressaram reservas sobre o próprio partido. Quarenta e quatro por cento dos democratas disseram estar insatisfeitos, enquanto apenas 23% dos republicanos disseram o mesmo sobre seu partido.
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— Eles simplesmente não estão reagindo com firmeza suficiente na minha opinião — disse Matthew Berryhill, de 35 anos, recrutador de Marietta, Geórgia, uma área decisiva na principal disputa pelo Senado do estado neste ano. — Eles fazem declarações fortes e usam palavras fortes, mas não há ações para sustentar isso.
Ainda assim, enquanto ambos os partidos se mobilizam para disputas legislativas, a pesquisa sugere que os candidatos republicanos entram nas eleições gerais carregando sérias desvantagens políticas. Em uma pergunta hipotética sobre a disputa deste ano, os democratas tinham vantagem de 10 pontos percentuais entre os eleitores registrados: 50% disseram que apoiariam o candidato democrata se as eleições fossem hoje, enquanto 39% afirmaram apoiar o republicano. Entre os independentes, a vantagem democrata era de 18 pontos, embora 16% tenham preferido não escolher um partido.
A pesquisa New York Times/Siena College foi realizada com 1.507 eleitores registrados nos EUA entre os dias 11 e 15 de maio de 2026. A margem de erro amostral entre os eleitores é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos.
Um passageiro neozelandês foi detido no Taiti após causar tumulto e, segundo a companhia aérea australiana Qantas, morder uma comissária de bordo durante um voo entre a Austrália e os Estados Unidos. O caso ocorreu na última sexta-feira no voo QF21, que partiu de Melbourne com destino a Dallas, e levou a aeronave a fazer um pouso não programado em Papeete, capital do Taiti.
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De acordo com informações divulgadas pelo jornal espanhol “20 Minutos”, o avião havia decolado por volta das 14h30 no horário local e estava no ar havia cerca de sete horas quando o comportamento agressivo do passageiro obrigou a mudança de rota. A empresa informou que membros da tripulação e outros passageiros precisaram intervir para conter o homem, acusado de atacar e morder uma aeromoça durante o trajeto.
Em nota, a Qantas afirmou que o passageiro foi proibido permanentemente de embarcar tanto em voos da companhia quanto da Jetstar, sua subsidiária de baixo custo.
“A segurança e o bem-estar de nossos passageiros e funcionários são nossa prioridade absoluta”, declarou a empresa.
Confusão foi registrada em vídeo
Após o pouso no Taiti, autoridades locais prenderam o suspeito, cuja identidade não foi divulgada. O voo permaneceu em solo por várias horas antes de seguir viagem até Dallas. Segundo a companhia, não houve registro de ferimentos graves.
Imagens divulgadas nas redes sociais pelo comediante australiano Mike Goldstein mostram o passageiro discutindo de forma exaltada com integrantes da tripulação e insultando funcionários enquanto era orientado a se dirigir à parte traseira da aeronave. O vídeo, no entanto, não registra a suposta agressão física.
Confira:
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Nas gravações, o homem aparece cambaleando e com a fala arrastada, afirmando que queria “sair para fumar um cigarro”. O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comércio da Nova Zelândia confirmou à imprensa local que tinha conhecimento da detenção de um cidadão neozelandês no Taiti em 16 de maio, mas não forneceu mais detalhes por questões de privacidade.
O episódio se soma a outros casos recentes de indisciplina em voos comerciais, levando companhias aéreas a endurecer punições e reforçar alertas sobre comportamentos agressivos dentro das aeronaves.
Os corpos de quatro turistas italianos desaparecidos desde a quinta-feira (14) após um acidente de mergulho nas Maldivas foram localizados nesta segunda-feira (18) dentro de uma caverna submersa no atol de Vaavu, informou a Força de Defesa Nacional do arquipélago. As vítimas participavam de uma expedição em uma gruta a cerca de 50 metros de profundidade quando desapareceram.
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Segundo as autoridades locais, os corpos foram encontrados no interior da caverna onde o grupo realizava a exploração. A operação de retirada ainda não foi concluída.
“Serão realizados mais mergulhos nos próximos dias para recuperar os corpos”, anunciou a Força de Defesa Nacional das Maldivas em publicação na rede social X.
Leia:
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O grupo era formado por cinco mergulhadores italianos experientes. Um dos corpos já havia sido recuperado no mesmo dia do desaparecimento, na quinta-feira. Agora, com a localização dos outros quatro, sobe para cinco o número de mortos entre os integrantes da expedição.
Entre as vítimas estão uma professora de biologia marinha, a filha dela e dois jovens investigadores da Universidade de Gênova, além do instrutor de mergulho que acompanhava a atividade. As autoridades ainda investigam as causas do acidente.
Operação foi interrompida após morte de socorrista
As buscas haviam sido temporariamente suspensas no sábado após a morte de um mergulhador militar que integrava a equipe de resgate. O sargento sofreu doença descompressiva subaquática durante a operação, o que evidenciou o alto risco da missão e elevou para seis o número total de mortos ligados ao caso.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que o governo italiano fará “tudo o que for possível” para repatriar os corpos das vítimas. Ele também manifestou condolências pela morte do socorrista das Maldivas que participava da operação de resgate.
O caso gerou forte comoção na Itália e reacendeu discussões sobre os riscos de mergulhos em cavernas profundas, especialmente em áreas de difícil acesso e com condições extremas de pressão subaquática.
Uma menina de 2 anos morreu no Texas, nos Estados Unidos, após ser esmagada por uma cômoda de cerca de 36 quilos que tombou enquanto ela tentava alcançar um brinquedo colocado sobre o móvel. O acidente aconteceu em janeiro deste ano e vitimou Helena Cochrane, que estava a poucos dias de completar 3 anos.
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Segundo o relato da mãe da criança, Taryn, de 21 anos, publicado nas redes sociais, neste mês de maio, Helena escalava a cômoda antiga quando o móvel caiu sobre ela. A jovem descreveu o episódio como algo repentino e silencioso.
“Aconteceu tão rápido e tão silenciosamente, e nossas vidas mudaram para sempre. O inimaginável aconteceu”, escreveu.
A mãe afirmou que decidiu tornar pública a história para alertar outras famílias sobre a importância de fixar móveis pesados às paredes, especialmente em casas com crianças pequenas. Segundo ela, o sentimento de culpa após a tragédia foi devastador.
“A culpa e a vergonha quase me consumiram por completo, sabendo que, se eu tivesse tomado as precauções de fixar esta cômoda, meu bebê ainda estaria aqui. Foi algo tão inesperado e que eu jamais imaginaria ser uma ameaça, devido ao tamanho e peso da cômoda, assim como muitos outros pais”, disse.
Alerta para prevenção dentro de casa
Taryn afirmou que quis transformar a dor em um alerta para evitar novas mortes semelhantes. Ela destacou que acidentes desse tipo costumam acontecer quando crianças curiosas tentam escalar móveis ou se apoiar neles.
“Nenhum pai ou mãe deveria sobreviver aos seus bebês. Na maioria das vezes, isso acontece porque uma criança curiosa tenta escalar ou se levantar sozinha. Basta um segundo para algo pesado cair, e as consequências podem ser devastadoras”, relatou.
Ela reforçou ainda que a ancoragem de móveis pode ser feita rapidamente e pode salvar vidas.
“Não consigo enfatizar o suficiente a importância de fixar todos os móveis que puder, especialmente as cômodas, ao tornar sua casa segura para crianças. Se a minha história puder ajudar ao menos uma família a evitar esse tipo de tragédia, então a memória da minha filha estará protegendo outras pessoas de uma forma que realmente importa”, afirmou.
Especialistas em segurança doméstica recomendam que móveis pesados, como cômodas, estantes e televisores, sejam presos às vigas da parede com cintas antitombamento, suportes ou sistemas de ancoragem próprios para evitar quedas. Esses itens estão entre os mais comuns em acidentes fatais envolvendo crianças pequenas dentro de casa.
O pescador Steven “Mattas” Mattaboni, de 38 anos, morreu, no sábado (17), após ser atacado por um tubarão-branco de cerca de 4,8 metros na Ilha Rottnest, destino turístico popular próximo a Perth, no oeste da Austrália. Pai de duas filhas pequenas, de dois anos e quatro meses, ele participava de uma pescaria submarina com amigos quando foi mordido na perna, por volta das 10h da manhã.
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Segundo a polícia local, os amigos presenciaram o ataque e retiraram Steven da água imediatamente. Eles iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar ainda no barco e seguiram em alta velocidade até o cais de Geordie Bay, onde equipes de paramédicos e um helicóptero de resgate já aguardavam. Apesar da mobilização, ele não resistiu.
— Seus amigos testemunharam o evento horrível. Eles retiraram o corpo da água, fizeram massagem cardíaca no caminho de volta e foram direto para o cais de Geordie Bay — afirmou o sargento Michael Wear, responsável pela Ilha Rottnest.
Ele acrescentou que o grupo era formado por pescadores experientes e destacou a atuação conjunta das equipes de emergência.
— Foi um esforço conjunto de todas as agências para envolver todos da melhor maneira possível para a vítima — disse.
Homenagens e alerta nas praias
Em uma homenagem comovente, a esposa de Steven, Shirlene, descreveu o marido como um homem generoso, leal e profundamente ligado ao mar.
— Nossos corações estão irremediavelmente partidos pela perda de Steven, carinhosamente conhecido por seus amigos como “Mattas”. Um ávido pescador e pescador submarino, que vivia e respirava o oceano, ele estava sempre em sintonia com o mar — escreveu.
Ela também destacou o papel dele como pai e companheiro.
— Ele era extremamente leal, infinitamente generoso e o tipo de homem que daria a própria camisa para te ajudar. O mundo perdeu um cavalheiro verdadeiramente único, e nossas filhas perderam um pai incrível muito cedo.
Steven também era conhecido no esporte local por atuar competitivamente pelo Kingsley Football Club, equipe campeã da liga de futebol australiano. Em nota, o clube lamentou a morte e afirmou que ele era “uma das pessoas mais genuínas” da comunidade.
A Surf Life Saving WA informou que um tubarão-branco de 4,8 metros foi avistado a cerca de 80 metros da costa no mesmo horário do ataque. Já o Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional (DPIRD) recomendou cautela redobrada nas áreas de Horseshoe Reef e Marjorie Bay, além de manter uma embarcação de patrulha monitorando a região.
O caso ocorre em meio a uma sequência de ataques de tubarão na costa australiana em 2026. Em janeiro, quatro pessoas foram mordidas em ataques registrados em apenas 48 horas perto de Sydney. Entre as vítimas estava Nico Antic, de 12 anos, que morreu uma semana após ser atacado por um suposto tubarão-touro.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou nesta segunda-feira ter respondido à última proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio em definitivo, um dia após o presidente americano, Donald Trump, voltar a ameaçar a “aniquilar” o país em caso de demora para um acordo. O movimento diplomático ocorre no mesmo dia em que o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano apresentou a criação de um novo órgão para gerenciar o tráfego naval no Estreito de Ormuz, que Teerã pretende reabrir com a cobrança de taxas de travessia a navios estrangeiros.
*Matéria em atualização
Mergulhadores de elite iniciaram, nesta segunda-feira (18), uma operação de alto risco para resgatar quatro turistas italianos desaparecidos em uma caverna submersa nas Maldivas, em uma missão marcada pelo mau tempo, pela morte de um socorrista e pelo temor de que tubarões ataquem os corpos antes da chegada das equipes. A ação dá continuidade às buscas iniciadas após o desaparecimento do grupo na quinta-feira (14), durante uma expedição universitária de mergulho.
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Os finlandeses Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist chegaram ao arquipélago no domingo (17) e começaram os trabalhos nesta segunda-feira no complexo de cavernas de Alimatha, próximo ao Atol de Vaavu. A equipe foi mobilizada pela DAN Europe, organização especializada em segurança no mergulho, e tem capacidade para alcançar profundidades de até 150 metros, o que amplia as chances de acesso à chamada Thinwana Kandu, conhecida como “Caverna dos Tubarões”, onde os desaparecidos teriam ficado presos.
Até agora, apenas um dos cinco mergulhadores italianos foi localizado. O corpo do biólogo marinho Federico Gualtieri foi encontrado a cerca de 60 metros de profundidade dentro da estrutura da caverna. Segundo as autoridades locais, há indícios de que os outros quatro também estejam no mesmo local.
— O corpo foi recuperado a cerca de 60 metros de profundidade, dentro de uma estrutura de caverna. Supõe-se que os demais mergulhadores também estejam dentro desta caverna, que tem cerca de 60 metros de comprimento — informaram as autoridades das Maldivas.
Operação cercada de riscos
O grupo participava de uma viagem de pesquisa universitária liderada pela bióloga marinha Monica Montefalcone e pelo capitão Gianluca Benedetti. Também estavam na expedição a filha de Monica, Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino e o próprio Gualtieri. Outros 20 turistas que estavam no iate Duke of York já retornaram à Itália.
A gravidade da operação aumentou no sábado, quando o sargento-mor Mohamed Mahudhee, mergulhador militar das Maldivas, morreu após sofrer doença descompressiva durante os trabalhos de resgate. A morte elevou para seis o número total de vítimas ligadas ao caso e levou à suspensão temporária das buscas por causa das condições adversas no mar.
Além disso, surgiram questionamentos sobre possíveis irregularidades na expedição. O iate de onde partiu o grupo não tinha autorização para mergulhos superiores a 30 metros de profundidade, enquanto a entrada da caverna estaria entre 55 e 58 metros, chegando a até 100 metros em alguns trechos.
— Todos sabem que as regras foram quebradas; eles nem sequer tinham autorização para realizar pesquisas nessas profundidades — afirmou Shafraz Naeem, ex-mergulhador militar e veterano das Forças de Defesa Nacionais das Maldivas. — Até mesmo os mergulhadores mais experientes podem enfrentar desafios consideráveis em tais ambientes.
Laura Marroni, CEO da DAN Europe, afirmou ao jornal La Stampa que a prioridade agora é recuperar os corpos.
— Vamos trazê-los de volta. Não podemos deixá-los à mercê dos tubarões. Precisamos de especialistas aqui — declarou.
Três turistas ficaram feridos, neste domingo (17), após o desabamento da cornija decorativa de um prédio sobre a mesa de um café na Plaça Nova, em Ciutadella, no extremo oeste da ilha de Menorca, na Espanha. As vítimas, um britânico de 65 anos e duas cidadãs gregas, de 37 e 38 anos, estavam tomando café da manhã no terraço do estabelecimento quando parte da estrutura cedeu repentinamente.
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Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, o acidente ocorreu pouco antes das 11h da manhã. Equipes de emergência prestaram os primeiros socorros ainda no local antes de encaminhar os feridos ao Hospital Juaneda, nas proximidades. Duas das vítimas sofreram ferimentos na cabeça e fraturas ósseas. Até o momento, não há atualização oficial sobre o estado de saúde delas.
A polícia isolou rapidamente a área para impedir a circulação de pedestres, enquanto bombeiros iniciaram o trabalho de contenção da fachada remanescente do edifício. Parte dos destroços permaneceu espalhada pela praça durante a operação, e uma investigação foi aberta para apurar as causas do desabamento.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (18) a Câmara Municipal de Ciutadella confirmou a ocorrência.
“Ontem de manhã, às 11h, o serviço de emergência 112 recebeu um alerta relatando o desabamento de parte da cornija de um prédio localizado na Plaça Nova”, informou a prefeitura.
O texto acrescenta que “três pessoas que estavam no terraço de um estabelecimento ficaram feridas e foram transferidas para o Hospital Juaneda em estado incerto” e destacou a rapidez da resposta das equipes de resgate.
“Em menos de um minuto, várias unidades da polícia local que já estavam na área, na Praça da Catedral e na Praça Born, chegaram ao local. O conselho expressa seu total apoio e votos de rápida recuperação aos feridos e suas famílias”, diz a nota.
O episódio ocorre em meio a uma sequência de acidentes semelhantes em áreas turísticas da Espanha. Em abril, o teto do hotel três estrelas Poseidon Palace, em Benidorm, desabou sobre cerca de 60 hóspedes que jantavam no restaurante, deixando cinco turistas hospitalizados. Dias depois, no Hotel Rey Don Jaime, em Santa Ponsa, em Maiorca, duas pessoas ficaram feridas após o piso ceder durante o jantar, levando à evacuação de mais de 150 pessoas.
Um tigre adulto escapou de um recinto privado em Schkeuditz, nos arredores de Leipzig, na Alemanha, atacou um homem de 73 anos e acabou sendo abatido a tiros pela polícia após uma operação de emergência que mobilizou dezenas de agentes armados. O idoso, identificado como um voluntário autorizado a estar no local, ficou ferido e foi levado às pressas para um hospital, neste domingo (17).
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Segundo a polícia local, o ataque aconteceu por volta das 13h, quando a vítima estava dentro do recinto ajudando no manejo do animal. O tigre se voltou contra o homem e, em seguida, conseguiu fugir da área, percorrendo cerca de 300 metros em direção a um complexo de jardins comunitários próximo ao parque industrial onde os felinos eram mantido
— O tigre saiu de seu recinto. Ele foi encontrado por policiais perto de um jardim — afirmou uma porta-voz da corporação.
O felino foi localizado em uma área cercada dentro do complexo de jardins, onde acabou morto após os agentes dispararem com armas longas para conter a ameaça. Todo o episódio durou menos de 30 minutos, mas gerou pânico entre moradores e frequentadores da região.
— O tigre foi morto a tiros na área ajardinada do complexo — informou outro porta-voz da polícia.
As autoridades afirmaram que nenhum outro animal escapou e que não havia mais risco à população. Ainda assim, drones foram utilizados para sobrevoar a região e verificar se outros bichos, incluindo cavalos mantidos nas proximidades, haviam sido atingidos. Até o momento, não há registro de novos feridos.
Críticas antigas e investigação
O animal pertencia à treinadora Carmen Zander, conhecida como “Rainha dos Tigres”, que mantém cerca de dez tigres em um complexo industrial e já vinha sendo alvo de críticas por supostas condições inadequadas de confinamento. Desde 2022, ela está proibida de exibir os animais comercialmente e enfrenta cobranças para ampliar os recintos e adequá-los a padrões semelhantes aos de zoológicos.
Neste ano, inclusive, seis filhotes nasceram no local, descritos por Zander como “acidentes”. Ela já havia afirmado que mantinha os animais por necessidade financeira, alegando gastos mensais de cerca de 4.500 euros apenas com alimentação.
A organização de defesa animal PETA voltou a criticar a situação após o ataque.
— Isso não é amor pelos animais, é exploração — declarou a bióloga Yvonne Würz.
O prefeito de Schkeuditz, Rayk Bergner, cobrou medidas imediatas e defendeu a retirada dos felinos.
— Os tigres têm que ir embora. Com três pontos de exclamação. Uma solução é urgentemente necessária; as autoridades precisam esclarecer isso — disse.
A polícia agora investiga como o animal conseguiu escapar e não descarta a abertura de um processo criminal. Autoridades locais também avaliam o futuro dos demais tigres mantidos no local.
A Torre Inclinada de Pisa é um dos monumentos mais emblemáticos da Itália . Não é a única estrutura inclinada para um lado: das Casas Dançantes da Holanda ao Pagode da Colina do Tigre na China, existem monumentos tortos em todo o mundo. Mas por que elas se inclinam? E por que isso não significa necessariamente que vão cair?
Por que alguns edifícios se inclinam?
Existem vários motivos que explicam por que as estruturas se inclinam para um lado, de acordo com Mandy Korff, professora associada de práticas geotécnicas na Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda.
Em alguns casos, como as icônicas Casas Dançantes da Holanda , isso se deve ao tipo de fundação utilizada em sua construção. “No centro de Amsterdã, a maioria das casas é construída sobre estacas de madeira”, afirma Korff.
Ele explica que as estacas são instaladas aos pares sob as paredes e fachadas dos edifícios. Elas são cravadas a 12 metros de profundidade no solo, que é composto de argila mole, turfa ou areia.
“Se estiverem assim e as estacas forem mantidas em boas condições, nada acontecerá às casas”, diz ele. Mas acrescenta que, se começarem a degradar-se ou apodrecer, podem surgir fissuras, e a deterioração irregular ou uma distribuição desequilibrada do peso podem fazer com que os edifícios se inclinem com o tempo.
Torre de Pisa, na Itália
GERVASIO RUIZ por Pixabay
O caso Pisa
As condições do solo também podem fazer com que os edifícios se inclinem para um lado , como é o caso da icônica Torre Inclinada de Pisa.
Nunziante Squeglia, professor de mecânica dos solos e fundações da Universidade de Pisa, faz parte de uma equipe que monitora a inclinação da torre.
“A torre começou a inclinar-se desde o início da sua construção porque o solo é extremamente mole . [Afundou] entre 3 e 4 metros”, disse Sgueglia ao programa de rádio Witness History da BBC. Os edifícios também podem inclinar-se devido a alterações no solo causadas pela ação humana.
Por exemplo, a torre da Oude Kerk, ou Igreja Velha, em Delft . “É muito menos conhecida, [mas] inclina-se de forma muito semelhante à Torre de Pisa “, observou Korff. “Inclina-se em direção ao canal porque o solo de um lado foi escavado para a sua construção, e ali é mais macio. Portanto, há menos pressão para mantê-la ereta, e quando a construíram, começou a inclinar-se.”
Alterações no nível das águas subterrâneas também podem causar a inclinação de um edifício . Korff alertou que, às vezes, os edifícios são inclinados propositalmente.
“Muitas casas em Amsterdã são construídas inclinadas para a frente porque era assim que as casas dos comerciantes eram construídas antigamente”, explicou ele. “Elas eram frequentemente construídas ao longo dos canais para armazenamento. Eram construídas inclinadas para a frente para facilitar a movimentação de mercadorias dentro da casa”, acrescentou.
Ele esclareceu: “ Se eles se inclinarem para a frente, não significa que haja um problema. Mas quando se inclinam para o lado, você sabe com certeza que essa não era a intenção .”
Corrija a inclinação
Por que não nos preocupamos mais com essas estruturas inclinadas? Segundo Korff, um prédio inclinado não significa necessariamente que ele não seja estruturalmente sólido .
“Para ser estruturalmente instável, a estrutura precisa estar bastante inclinada”, afirma. Mas, às vezes, as inclinações precisam ser corrigidas, como foi o caso da Torre de Pisa.
Embora a torre tenha começado a inclinar-se muito cedo, as medições mostraram que a situação piorou no século XX, com um aumento constante da inclinação .
“A situação era muito preocupante”, recorda Squeglia. E então, em 1989, a Torre Cívica da cidade italiana de Pavia desabou. Segundo Squeglia, esse foi o “gatilho”, e a Torre Inclinada de Pisa foi fechada um ano depois .
Havia muitas ideias sobre como endireitar ligeiramente a Torre Inclinada de Pisa para torná-la segura novamente. “A técnica escolhida foi a remoção de terra”, explica Squeglia. ” Sem tocar na torre, 37 metros cúbicos de terra foram removidos do lado norte das fundações .” E a torre foi reaberta 11 anos depois .
Um caso ‘especial’
Mas, segundo Korff, esse método para endireitar um edifício não é comum. “É algo muito específico de Pisa; não seria feito dessa forma em circunstâncias normais.”
Se um edifício inclinado tiver estacas de madeira, como as casas em Amsterdã, a substituição das fundações pode impedir que a inclinação piore, mas é um procedimento “invasivo” que envolve a remoção do piso térreo .
Também é possível corrigir uma inclinação levantando a casa com macacos hidráulicos , tal como se faz com um carro, salienta Korff, mas por vezes isso pode causar mais danos do que benefícios.
“ Se estiver muito inclinada, também é perigoso endireitá-la, porque a casa se adaptou à inclinação até certo ponto ”, diz ele. “É preciso ter muito cuidado, pelo menos para evitar piorar a situação.”
Embora alguns edifícios possam ser estabilizados, também existem desvantagens. “É possível fazer todo tipo de coisa com edifícios, tudo é possível”, destaca Korff. “Mas custa muito dinheiro e é complicado.”
O impacto das mudanças climáticas
A pesquisa de Korff revela que, somente na Holanda, cerca de 75.000 casas construídas sobre palafitas de madeira correm o risco de sofrer danos, e quase o triplo desse número está ameaçado devido a fundações rasas. E esses problemas podem piorar.
“Com as mudanças climáticas e as transformações nas águas subterrâneas, às vezes observamos mudanças mais rápidas”, diz Korff.
Se o nível do lençol freático baixar, as estacas de madeira ficam expostas ao ar, o que pode acelerar os danos. Alterações no lençol freático também podem afetar as camadas do solo, criando um efeito dominó em casas com diferentes tipos de fundações.
No entanto, ele acrescentou que é um processo lento . Quanto à Torre de Pisa, sua inclinação foi reduzida em mais de 40 centímetros após 11 anos de obras, concluídas em 2001.
Os engenheiros acreditam que seu futuro está garantido por pelo menos os próximos 200 anos.

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