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Na manhã seguinte à primeira sessão noturna das negociações retomadas entre os Estados Unidos e o Irã, com o objetivo de transformar uma trégua incompleta em um acordo de paz duradouro, o clima era tão acolhedor quanto a onda de calor que assola a Suíça. Mediadores do Paquistão e do Catar afirmaram na manhã de segunda-feira que o vice-presidente JD Vance e seus homólogos iranianos fizeram “progressos encorajadores” rumo ao objetivo de consolidar um acordo de paz definitivo em 60 dias. Autoridades suíças consideraram o resultado “construtivo”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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Uma invasão de cobras nas Ilhas Baleares, arquipélago espanhol no Mar Mediterrâneo, tem preocupado autoridades ambientais devido ao impacto sobre a fauna local. Nas ilhas de Ibiza e Formentera, já foram capturadas mais de 4,4 mil serpentes, que ameaçam a existência de outra espécie: a lagartixa-das-Pitiusas, réptil endêmico da região.
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A praga fez com que o governo regional das ilhas reforçasse os dispositivos de monitoramento e contenção para proteger a lagartixa-das-Pitiusas, considerada um símbolo natural de Ibiza e Formentera.
A principal preocupação é a cobra-ferradura, espécie não venenosa para humanos, mas altamente predadora de pequenos répteis. Vista na ilha de Ibiza pela primeira vez em 2003, ela encontrou um ambiente favorável para se reproduzir, sem predadores naturais e com abundância de presas. O resultado foi uma rápida expansão populacional e o desaparecimento de algumas populações locais de lagartixas.
Pesquisadores observaram que, nos últimos anos, as serpentes têm atravessado trechos de mar aberto, ampliando as áreas de dispersão. Antes acreditava-se que as ilhotas ao redor de Ibiza e Formentera poderiam servir como refúgios seguros para as espécies nativas, no entanto, registros recentes mostram que as cobras conseguem nadar até esses locais, ameaçando áreas antes consideradas protegidas.
Observadas por turistas
A presença dos répteis ganhou ainda mais visibilidade após vídeos de serpentes surgirem em praias das Baleares viralizarem nas redes sociais. Em um dos casos mais recentes, uma cobra foi filmada saindo do mar e rastejando pela areia diante de banhistas. Especialistas afirmam que o comportamento não é incomum durante a primavera e o verão, quando os animais buscam superfícies aquecidas pelo sol.
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— Estamos testemunhando a extinção de uma espécie e, provavelmente, de um dos casos mais impressionantes de biodiversidade de cores da Terra — afirmou o biólogo evolucionista Roberto García-Roa à revista National Geographic.
Diante do cenário, cientistas correm para documentar a diversidade genética dos lagartos antes que ela desapareça. Programas de reprodução em cativeiro já começaram em instituições como o Zoológico de Barcelona, onde os primeiros filhotes nasceram em 2025. Para os pesquisadores, o esforço funciona como uma espécie de “Arca de Noé” destinada a preservar linhagens únicas formadas ao longo de milhões de anos de evolução.
— Cada uma dessas ilhas abriga linhagens únicas que estão sendo perdidas para a ciência e para a humanidade. É uma tragédia; é como um incêndio em uma igreja antiga — resumiu o biólogo Oriol Lapiedra.
Um ataque a tiros ocorrido por volta do meio-dia desta segunda-feira em um bairro judeu de Montreal deixou três mortos, incluindo o suposto atirador, informou a polícia canadense. O chefe da polícia da cidade, Fady Dagher, descreveu o incidente como “uma tragédia” e “um pesadelo”. No ataque, morreram um policial e um civil, enquanto outra agente ficou ferida. As autoridades ainda não informaram qual teria sido a motivação do crime nem se o episódio constitui um crime de ódio ou um ato terrorista.
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A emissora pública canadense Radio-Canada afirmou que o autor do ataque estaria ligado à ideologia “incel”, uma visão de mundo misógina e machista. O movimento incel, abreviação de “celibatários involuntários” em inglês, é geralmente associado a homens heterossexuais radicalizados por sua incapacidade de encontrar uma parceira.
Dagher ressaltou que a investigação ainda não encontrou indícios concretos sobre a motivação do ataque. O civil morto era morador do bairro de Côte-des-Neiges, na região oeste da cidade, onde se concentram numerosos estabelecimentos comerciais e restaurantes da comunidade judaica, segundo a polícia.
Um ataque a tiros em um bairro judeu de Montreal deixou três mortos
Daphné Lemelin/AFP
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou estar “horrorizado” com o ocorrido. Dagher informou que a polícia recebeu uma chamada relatando um tiroteio em andamento no bairro de Côte-des-Neiges por volta das 11h30 (12h30 em Brasília). Os agentes se deslocaram ao local, e houve troca de tiros, enquanto o agressor disparava de dentro de um edifício utilizando uma arma longa, declarou o chefe de polícia aos jornalistas.
O oficial confirmou que um policial foi atingido fatalmente e que uma policial ficou gravemente ferida, embora não corra risco de morte. Ele também confirmou que o atirador usava o que parecia ser uma vestimenta militar. O local do ataque gerou imediatamente especulações na internet de que se tratava de um episódio de violência antissemita no Canadá.
O país tem registrado um aumento dos crimes denunciados contra judeus desde que Israel lançou sua operação em Gaza após os ataques de 7 de outubro de 2023 realizados pelo Hamas. O Centro para Israel e Assuntos Judaicos (CIJA), uma importante organização da sociedade civil canadense, informou que estava “acompanhando de perto a situação”.
A primeira-ministra da província de Quebec, Christine Fréchette, declarou estar “profundamente chocada com os trágicos acontecimentos” e pediu à população que “evite especulações” sobre o caso.
O negociador-chefe do Irã, Mohamad Baqer Qalibaf, afirmou nesta segunda-feira que as condições no Estreito de Ormuz não serão as mesmas de antes da guerra e que esta rota será “gerida” pelo seu país, informou a mídia estatal.
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“Todos deveriam saber que a administração do Estreito de Ormuz nunca voltará a ser o que era antes da guerra”, disse o responsável iraniano, que lidera as negociações com os Estados Unidos para acabar definitivamente com o conflito no Oriente Médio, citado pela agência Irna. “É claro que as regras internacionais serão respeitadas, mas o Irão administrará o Estreito de Ormuz”, concluiu.
Qalibaf participou nesse mesmo dia na Suíça de uma primeira rodada de conversas com representantes dos EUA sobre o acordo alcançado entre ambas as partes que visa pôr fim permanente às hostilidades no Oriente Médio.
“Do meu ponto de vista, esta viagem levou a grandes conquistas, especialmente no que diz respeito às discussões sobre o estreito, as relacionadas com o Líbano, a questão das isenções petrolíferas e a questão do desbloqueio de ativos congelados, que é um dos progressos que estamos a fazer”, explicou também, em um vídeo publicado na sua conta no Telegram. “Claro que acreditamos que estamos apenas no início deste trabalho e devemos continuar os nossos esforços”, afirmou.
Ele também disse que Israel tem se “oposto ferozmente a este processo de negociação, que vê como uma ameaça à sua própria existência e procura sabotá-lo”. Teerã exige que o Líbano seja incluído no pacto para pôr fim ao conflito, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou recentemente que o seu exército não se retiraria do sul do país, onde Israel diz ter como alvo o grupo terrorista Hezbollah.
O candidato de esquerda Roberto Sánchez pediu, nesta segunda-feira, a anulação dos votos computados no exterior no acirrado segundo turno presidencial do Peru — uma medida que poderia afetar cerca de 300 mil votos em um momento em que a contagem oficial mostra uma vantagem estreita para a direitista Keiko Fujimori.
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Com 99,70% das atas de votação processadas, Fujimori detinha 50,111% dos votos, contra 49,889% de Sánchez, segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) publicados em seu site. Fujimori lidera a disputa contra Sánchez por pouco mais de 40 mil votos, com mais de 19 milhões de votos contabilizados.
Para declarar um vencedor, ainda precisam ser analisadas as atas contestadas que contêm aproximadamente 82 mil votos. O segundo turno da eleição ocorreu em 7 de junho.
“Protocolamos um pedido formal de anulação para que o Júri Nacional de Eleições declare a nulidade das eleições realizadas nas 119 repartições consulares”, afirmou Sánchez na rede social X. “O processo eleitoral foi seriamente comprometido por modificações introduzidas a pedido do Poder Executivo (o Ministério das Relações Exteriores), especificamente em relação ao segundo turno presidencial”, acrescentou o candidato, sem apresentar provas.
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Sánchez alega irregularidades administrativas e de custódia por parte do órgão eleitoral em relação aos votos do exterior — cerca de 300 mil e favoreceram amplamente Fujimori. O candidato sustenta que, se os votos computados fora do país forem excluídos, ele teria uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre sua rival.
O Fuerza Popular, partido de Fujimori, indicou que aguardará a apuração de 100% dos votos antes de declarar vitória. Uma delegação da União Europeia observou que o segundo turno transcorreu de maneira “calma e ordenada”, em meio a uma campanha polarizada.
O segundo turno colocou frente a frente a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori (1990–2000) e Sánchez, herdeiro político do ex-líder Pedro Castillo, que está preso após uma tentativa fracassada de autogolpe em 2022. Esta é a quarta vez que Fujimori concorre à presidência, enquanto para Sánchez é a primeira tentativa. O vencedor substituirá o presidente interino José María Balcázar em 28 de julho, assumindo um mandato de cinco anos.
Pelo menos 15 adolescentes morreram em um incêndio que atingiu um centro de treinamento em animação na cidade de Lucknow, no norte da Índia, nesta segunda-feira. A maioria das vítimas era formada por estudantes que estavam no local no momento em que o fogo começou, segundo autoridades locais e equipes médicas.
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O incêndio ocorreu na região de Aliganj, em um edifício que funcionava como espaço de reforço escolar. De acordo com a polícia, cerca de 21 estudantes estavam no interior do prédio quando as chamas começaram. Ao menos dois jovens ficaram gravemente feridos e outros sobreviventes foram levados a hospitais da região. Os quinze mortos foram identificados como Sagar, Nilesh, Anamika, Sayam, Anucha, Sukhmani, Aditya Shrivastava, Jyoti, Bhavishya, Abdul Rahman, Suraj Shah, Shahzan, Jaineel Chakraborty, Mohammad Ammar e Sumalya Bera.
Segundo o The New York Times, no local, também funcionam um pet shop e uma clínica, além de uma biblioteca e uma seção de infografia. Animais do pet shop também precisaram ser resgatados.
As equipes de resgate precisaram abrir acesso forçado ao edifício para alcançar as vítimas, devido à intensa fumaça que tomou os ambientes internos e dificultou a evacuação. Imagens mostram corpos sendo retirados do local e a presença de uma grande aglomeração nas imediações.
O número de mortos ainda pode variar conforme o avanço dos atendimentos médicos e da identificação das vítimas. Hospitais da região confirmaram que os dois feridos permanecem em observação.
Bombeiros tentam controlar incêndio que atingiu um centro de reforço escolar em Lucknow
AFP
Causas das chamas e riscos do edifício
As causas do incêndio ainda não foram esclarecidas e estão sob investigação. Autoridades locais indicaram que o prédio operava com características irregulares, sendo classificado como residencial em registros formais, mas utilizado na prática para atividades comerciais e de treinamento. O caso também colocou sob escrutínio órgãos de planejamento urbano, diante de suspeitas de falhas na fiscalização e na autorização de funcionamento do espaço.
Especialistas ouvidos pelo The Times of India apontam que o edifício apresentava riscos estruturais e de segurança, com possível ausência de medidas básicas de prevenção contra incêndios. Sacos de ração para animais de estimação, divisórias de madeira, móveis, equipamentos elétricos, embalagens plásticas, materiais decorativos e mobiliário de escritório serviram de combustível para o fogo, que se alastrou rapidamente.
O primeiro-ministro Narendra Modi disse estar “comovido pela perda de vidas” e anunciou uma ajuda de mais de 2.100 dólares (R$ 10,8 mil) para cada família, segundo uma mensagem publicada por seu gabinete nas redes sociais.
Nos próximos dias, autoridades devem divulgar um relatório preliminar sobre as circunstâncias do incêndio e eventuais responsabilidades administrativas e criminais.
Em uma peculiaridade digna de ficções políticas, o anúncio da renúncia do impopular premier britânico, Keir Starmer, ocorreu na véspera do aniversário de 10 anos da votação que retirou o Reino Unido da União Europeia (UE), o “Brexit”. Um referendo que tinha como promessa entregar o país de volta aos britânicos, mas que foi a porta de entrada para uma década na qual as crises e na qual as trocas de moradores na residência oficial de Downing Street se tornaram rotina.
— Podemos ver os prados ensolarados — disse, em maio de 2016, Boris Johnson, o excêntrico prefeito de Londres que se tornou a principal voz pró-Brexit e que seria, anos depois, um igualmente peculiar primeiro-ministro. — Creio que seríamos loucos se não aproveitássemos esta oportunidade única de atravessar aquela porta, porque a verdade é que não fomos nós que mudamos.
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Em Londres, o antagonismo à União Europeia não novo — a premier Margaret Thatcher alertava para o surgimento de um “Superestado Europeu —, mas atingiu um momento crítico no início da década passada. David Cameron, o jovem premier conservador à época, tentava apagar incêndios e temia o surgimento de novas forças anti-Bruxelas, como o Ukip, embrião do atual Reform UK, de Nigel Farage.
Para preservar seu emprego, Cameron prometeu, em 2013, um referendo sobre a permanência na União Europeia caso os governistas vencessem as eleições gerais, dois anos depois. Nas urnas, o Partido Conservador obteve a maioria no Parlamento, pela primeira vez desde 1992, dando ao premier uma dose exagerada de confiança.
Premier britânico, David Cameron, ao lado de sua mulher, Samantha Cameron, após votarem no referendo sobre a saída da União Europeia
LEON NEAL/AFP
O anúncio da votação foi feito em fevereiro de 2016, após conversas sobre novos termos para a relação entre Londres e Bruxelas, com benesses aos britânicos, que entrariam em vigor caso a permanência na UE fosse aprovada. Para Cameron, o plano parecia ideal para acalmar seu partido, conter o crescimento do Ukip e sair fortalecido perante os demais líderes europeus.
Uma aposta que, com a vitória do Brexit por 52% a 48%, marcou o ocaso do líder conservador.
— Há pessoas que nunca me perdoarão por ter realizado um referendo — admitiu Cameron em 2019, em entrevista ao New York Times.
Nigel Farage, líder do partido Reform UK, ´durante reunião da CPAC nos EUA
Andrew Harrer/Bloomberg
Rapidamente, as promessas de “prados ensolarados”se viram diante dos desafios das inéditas negociações para o divórcio entre Londres e Bruxelas, assim como seus impactos na vida real. De acordo com estudo do Centro de Pesquisa de Política Econômica, entre 2016 e o final de 2025, o PIB per capita foi até 8% menor do que se o país permanecesse no bloco. Na semana passada, o Banco da Inglaterra estimou que o Brexit custou ao menos 6% em crescimento econômico.
— O Brexit é um entrave constante para a economia — disse à rede CNN Michael Saunders, consultor sênior da consultoria Oxford Economics.
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A votação também abriu caminho para 10 anos de instabilidade em Westminster. Theresa May, a premier que sucedeu David Cameron após sua renúncia, foi confirmada pelas urnas em 2017, mas se mostrou incapaz de aprovar um acordo de saída, levando a novas eleições em 2019. A votação contundente confirmou o folclórico Boris Johnson — um dos cabos eleitorais do Brexit, ao lado de Farage — no poder e o pôs à frente das tumultuadas negociações finais com Bruxelas.
— Este é o alvorecer de uma nova era em que não aceitamos mais que as suas oportunidades de vida, as oportunidades de vida da sua família, devam depender da região do país onde você cresceu — disse, em discurso logo após a oficialização da saída da UE, em janeiro de 2020.
Premier do Reino Unido, Boris Johnson, faz discurso em convenção do Partido Conservador
Oli SCARFF / AFP
Dois meses depois, Johnson voltaria à TV para anunciar que o país estava sob lockdown por causa da pandemia da Covid-19, e deu início a uma gestão da crise sanitária classificada como “tóxica e caótica”, e cuja demora em decretar medidas de controle resultou em 23 mil mortes adicionais, de acordo com o relatório de uma comissão parlamentar de inquérito. O escândalo das festas promovidas por assessores do premier (das quais Boris também participou) durante a quarentena levou à sua renúncia, mas não aplacou a crise conservadora.
Queda da premier britânica era motivo de piada entre tabloides britânicos, que chegaram a questionar se o seu mandato duraria mais que uma alface
DANIEL LEAL/AFP
Liz Truss, sua sucessora, ficou conhecida por ter sido a última premier a se encontrar com a rainha Elizabeth II e por ter tido um mandato mais curto do que a vida útil de uma alface, 44 dias. Rishi Sunak, o novo novo premier, conseguiu controlar a inflação, mas não evitou o derretimento de sua imagem. Nas eleições de 2024, os trabalhistas retornaram ao poder com uma vitória acachapante e promessas de melhorar os laços com a UE.
— Vamos fortalecer as nossas relações existentes e construir novas — disse Starmer, em julho de 2024. — Isto inclui redefinir a nossa relação com a UE, porque acredito que o Reino Unido e a UE, trabalhando em conjunto como parceiros soberanos, constituem uma poderosa força para o bem em todo o nosso continente.
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Nesta segunda-feira, Starmer anunciou que renunciará, após semanas de fritura pública por seus colegas de partido — ligada, dentre outros temas, à sua posição sobre Gaza, cortes de benefícios e à perda de confiança interna— e diante de sinais semelhantes aos que antecederam o Brexit.
Nas eleições locais, em maio, o Reform UK foi o mais votado, e os trabalhistas perderam quase 1,5 mil cadeiras em conselhos regionais. As próximas eleições gerais estão previstas para 2029, mas uma pesquisa divulgada na semana passada mostrou o Reform UK como o mais popular e os Verdes, antagônicos a Starmer, em quarto lugar, bem perto de trabalhistas e conservadores, em mais um sinal de insatisfação do público com os rumos e perspectivas do país. Tal como em 2016.
A vitória apertada de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial colombiana, por menos de 1 ponto percentual, deixa o novo governo diante de um cenário de baixa margem política para implementar mudanças profundas. Além disso, impõe ao novo presidente colombiano, de extrema direita, um desafio semelhante ao enfrentado pelo atual presidente Gustavo Petro, de esquerda, ao longo do mandato: encontrar uma fórmula para construir maioria política em um Congresso fragmentado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O ex-presidente da Bolívia Evo Morales anunciou nesta segunda-feira a suspensão temporária dos bloqueios que ainda persistiam no departamento de Cochabamba, seu principal reduto político no país. As barreiras ainda estavam instaladas onde seguiam os últimos protestos que exigiam a renúncia do presidente de centro-direita, Rodrigo Paz. Morales fez o anúncio ao final de uma assembleia de dirigentes cocaleiros na localidade de Lauca Eñe.
— Por enquanto, faremos uma pausa. Isso não significa que estamos nos rendendo — afirmou Morales, após ouvir o pedido de lideranças locais para declarar uma trégua, já que os bloqueios de estradas no restante do país haviam sido encerrados.
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Os últimos focos de protesto ainda permaneciam no centro da Bolívia, três dias depois de Paz decretar estado de emergência para encerrar as manifestações. A medida foi anunciada horas após um acordo para pacificar o país, assinado na sexta-feira com líderes da Central Operária Boliviana (COB), a maior central sindical do Equador.
Em discurso na TV, Paz declarou que havia instruído a Polícia Boliviana e as Forças Armadas a realizarem as ações necessárias para “restabelecer o direito de ir e vir, recuperar as rodovias e garantir a segurança da população”. A economia perdeu bilhões de dólares devido aos protestos, que o presidente classificou como uma “tentativa de golpe de Estado do narcoterrorismo”.
“Os bolivianos não podem continuar sendo reféns de bloqueios que os impedem trabalhar, estudar, receber atendimento médico, abastecer e levar sustento para suas casas”, escreveu Paz nas redes sociais.
O decreto, publicado horas depois no Diário Oficial da Bolívia, terá validade máxima de 90 dias, mas ainda deve ser ratificado pelo Congresso.
Os ministérios do Governo e da Defesa informaram que devem emitir resoluções conjuntas para restringir os direitos de circulação, reunião e liberdade de movimento, quando necessário. Ao jornal La Razón, o ministro da Economia, José Gabriel Espinoza, garantiu que o estado de emergência teria uma aplicação focalizada e não implicaria restrições para a população nas regiões onde não há conflitos ou barricadas.
Operários, agricultores e indígenas iniciaram uma greve e bloqueios de estradas no início de maio para exigir que o governo resolvesse a crise econômica, a pior que o país enfrenta em quatro décadas, e protestar contra a venda de gasolina de má qualidade, que gerou amplo descontentamento.
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Diante da falta de acordos, os setores passaram a exigir a renúncia do presidente, e os bloqueios de estradas se espalharam pelo país. Confrontos com a polícia também foram relatados por vários dias em La Paz, que, juntamente com sua vizinha El Alto, sofre com escassez de alimentos, medicamentos e combustível.
O governo de centro-direita, que assumiu em novembro após 20 anos de governos de esquerda, acusa, sem provas, Morales de instigar os protestos e de usar dinheiro do narcotráfico. O ex-presidente está escondido na região de Chapare para evitar um mandado de prisão. Ele rejeita as acusações.
Em abril, a Rússia lançou uma bomba de 1.360 quilos no centro da cidade de Sloviansk, no leste da Ucrânia, destruindo quase um quarteirão inteiro. Foi um presságio sombrio para cidade e o resto da região de Donetsk, o prêmio mais cobiçado pelo Kremlin. As forças ucranianas passaram anos fortificando e defendendo o território estratégico a um custo imenso, e agora ele está sob um ataque que os moradores temem ser o começo do fim. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A pouco mais de quatro meses das eleições de meio de mandato, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está ameaçando reter dezenas de milhões de dólares em fundos federais de segurança interna destinados aos estados. O objetivo é fazer com que eles adotem um conjunto abrangente de mudanças eleitorais, segundo múltiplas fontes e documentos internos obtidos pela CNN.
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A medida faz parte de uma campanha do presidente americano para erradicar uma suposta fraude eleitoral — que estudos demonstram ser muito mais rara do que ele alega — e exercer maior influência federal sobre a condução das eleições de novembro, que decidem a nova composição do Congresso americano além dos chefes do Executivo de alguns estados. Essa batalha pelo controle e influência do pleito já vem sendo travada há alguns meses, inclusive com aprovação de leis estaduais que buscam impedir a interferência do governo federal nas eleições.
De acordo com as novas regras propostas pela Casa Branca, que regem vários programas de subsídios para segurança interna, os estados devem tomar uma série de medidas, incluindo a eliminação gradual de certos sistemas de votação eletrônica e a adoção de cédulas de papel marcadas à mão. Além disso, os estados devem verificar seus cadastros eleitorais em um controverso banco de dados de verificação de cidadania do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS).
Caso não haja cumprimento das proposições, os estados perderão parte do financiamento do DHS. Esses subsídios, que devem totalizar mais de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) no atual ano fiscal, são um dos principais instrumentos de Washington para auxiliar governos estaduais e locais na prevenção do terrorismo, na proteção da infraestrutura e na preparação para grandes desastres.
As verbas do DHS, para as quais os estados se candidatam, exigem que pelo menos 3% dos fundos sejam gastos em segurança eleitoral. Mas as novas diretrizes, obtidas pela CNN e que devem ser enviadas aos estados ainda este mês, impõem um conjunto de reformas obrigatórias e penalidades severas para o descumprimento. Aqueles que se recusarem a cumpri-las perderão 20% do dinheiro da verba.
“Nenhuma alteração nos requisitos das verbas ou na distribuição dos fundos é oficial até que seja formalmente anunciada e publicada pelos canais oficiais e autorizados da agência”, disse um porta-voz do DHS em um comunicado enviado à CNN, acrescentando que o governo considera a segurança eleitoral uma prioridade fundamental de segurança nacional. “Qualquer beneficiário de verbas federais deve esperar prestação de contas sobre como o dinheiro do contribuinte é gasto”.
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A estratégia de Trump se assemelha a outras já postas em prática durante seu segundo mandato para punir estados americanos por políticas de imigração e iniciativas de diversidade, equidade e inclusão — iniciativas que vão contra o direcionamento político da sua gestão, implementadas geralmente por governos democratas. Alguns desses esforços foram bloqueados pelos tribunais, e este também poderá enfrentar contestações judiciais em breve.

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