O ex-presidente da Bolívia Evo Morales anunciou nesta segunda-feira a suspensão temporária dos bloqueios que ainda persistiam no departamento de Cochabamba, seu principal reduto político no país. As barreiras ainda estavam instaladas onde seguiam os últimos protestos que exigiam a renúncia do presidente de centro-direita, Rodrigo Paz. Morales fez o anúncio ao final de uma assembleia de dirigentes cocaleiros na localidade de Lauca Eñe.
— Por enquanto, faremos uma pausa. Isso não significa que estamos nos rendendo — afirmou Morales, após ouvir o pedido de lideranças locais para declarar uma trégua, já que os bloqueios de estradas no restante do país haviam sido encerrados.
Entenda: Veja o que se sabe sobre crise entre governo, indígenas e ‘cocaleiros’ que fez Bolívia decretar estado de emergência
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Os últimos focos de protesto ainda permaneciam no centro da Bolívia, três dias depois de Paz decretar estado de emergência para encerrar as manifestações. A medida foi anunciada horas após um acordo para pacificar o país, assinado na sexta-feira com líderes da Central Operária Boliviana (COB), a maior central sindical do Equador.
Em discurso na TV, Paz declarou que havia instruído a Polícia Boliviana e as Forças Armadas a realizarem as ações necessárias para “restabelecer o direito de ir e vir, recuperar as rodovias e garantir a segurança da população”. A economia perdeu bilhões de dólares devido aos protestos, que o presidente classificou como uma “tentativa de golpe de Estado do narcoterrorismo”.
“Os bolivianos não podem continuar sendo reféns de bloqueios que os impedem trabalhar, estudar, receber atendimento médico, abastecer e levar sustento para suas casas”, escreveu Paz nas redes sociais.
O decreto, publicado horas depois no Diário Oficial da Bolívia, terá validade máxima de 90 dias, mas ainda deve ser ratificado pelo Congresso.
Os ministérios do Governo e da Defesa informaram que devem emitir resoluções conjuntas para restringir os direitos de circulação, reunião e liberdade de movimento, quando necessário. Ao jornal La Razón, o ministro da Economia, José Gabriel Espinoza, garantiu que o estado de emergência teria uma aplicação focalizada e não implicaria restrições para a população nas regiões onde não há conflitos ou barricadas.
Operários, agricultores e indígenas iniciaram uma greve e bloqueios de estradas no início de maio para exigir que o governo resolvesse a crise econômica, a pior que o país enfrenta em quatro décadas, e protestar contra a venda de gasolina de má qualidade, que gerou amplo descontentamento.
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Diante da falta de acordos, os setores passaram a exigir a renúncia do presidente, e os bloqueios de estradas se espalharam pelo país. Confrontos com a polícia também foram relatados por vários dias em La Paz, que, juntamente com sua vizinha El Alto, sofre com escassez de alimentos, medicamentos e combustível.
O governo de centro-direita, que assumiu em novembro após 20 anos de governos de esquerda, acusa, sem provas, Morales de instigar os protestos e de usar dinheiro do narcotráfico. O ex-presidente está escondido na região de Chapare para evitar um mandado de prisão. Ele rejeita as acusações.
— Por enquanto, faremos uma pausa. Isso não significa que estamos nos rendendo — afirmou Morales, após ouvir o pedido de lideranças locais para declarar uma trégua, já que os bloqueios de estradas no restante do país haviam sido encerrados.
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Em discurso na TV, Paz declarou que havia instruído a Polícia Boliviana e as Forças Armadas a realizarem as ações necessárias para “restabelecer o direito de ir e vir, recuperar as rodovias e garantir a segurança da população”. A economia perdeu bilhões de dólares devido aos protestos, que o presidente classificou como uma “tentativa de golpe de Estado do narcoterrorismo”.
“Os bolivianos não podem continuar sendo reféns de bloqueios que os impedem trabalhar, estudar, receber atendimento médico, abastecer e levar sustento para suas casas”, escreveu Paz nas redes sociais.
O decreto, publicado horas depois no Diário Oficial da Bolívia, terá validade máxima de 90 dias, mas ainda deve ser ratificado pelo Congresso.
Os ministérios do Governo e da Defesa informaram que devem emitir resoluções conjuntas para restringir os direitos de circulação, reunião e liberdade de movimento, quando necessário. Ao jornal La Razón, o ministro da Economia, José Gabriel Espinoza, garantiu que o estado de emergência teria uma aplicação focalizada e não implicaria restrições para a população nas regiões onde não há conflitos ou barricadas.
Operários, agricultores e indígenas iniciaram uma greve e bloqueios de estradas no início de maio para exigir que o governo resolvesse a crise econômica, a pior que o país enfrenta em quatro décadas, e protestar contra a venda de gasolina de má qualidade, que gerou amplo descontentamento.
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Diante da falta de acordos, os setores passaram a exigir a renúncia do presidente, e os bloqueios de estradas se espalharam pelo país. Confrontos com a polícia também foram relatados por vários dias em La Paz, que, juntamente com sua vizinha El Alto, sofre com escassez de alimentos, medicamentos e combustível.
O governo de centro-direita, que assumiu em novembro após 20 anos de governos de esquerda, acusa, sem provas, Morales de instigar os protestos e de usar dinheiro do narcotráfico. O ex-presidente está escondido na região de Chapare para evitar um mandado de prisão. Ele rejeita as acusações.









