Horas após uma reportagem do Financial Times afirmar que um corretor do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, teria tentado realizar um “grande investimento” em empresas de defesa nas semanas que antecederam o ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã, o Pentágono rejeitou a alegação. Em publicação nas redes sociais na noite de segunda-feira, Sean Parnell, principal porta-voz do órgão americano, afirmou:
Entenda: Sob Hegseth, Departamento de Defesa dos EUA deixa civis em segundo plano para priorizar ‘letalidade máxima’
Missão militar: Trump diz a assessores que está disposto a encerrar guerra contra Irã sem reabrir Estreito de Ormuz
“Essa alegação é totalmente falsa e fabricada. Nem o secretário Hegseth nem qualquer um de seus representantes procurou a BlackRock para qualquer investimento desse tipo. Este é mais um ataque infundado e desonesto, concebido para induzir o público ao erro. Exigimos uma retratação imediata”, escreveu. “O secretário Hegseth e o Departamento de Guerra permanecem firmes em seu compromisso com os mais altos padrões éticos e com a estrita observância de todas as leis”.
Initial plugin text
Citando fontes anônimas com conhecimento do assunto, o Financial Times publicou que, em fevereiro, um corretor ligado a Hegseth no Morgan Stanley, empresa global de serviços financeiros, entrou em contato com a BlackRock, uma das principais empresas de gestão de ativos e investimentos do mundo, para discutir um investimento multimilionário no fundo Defense Industrials Active ETF. O movimento foi feito pouco antes de Washington lançar sua ação militar contra o Irã.
A consulta em nome do potencial cliente de alto perfil foi sinalizada internamente na BlackRock, disseram as fontes. O fundo em questão, com cerca de US$ 3,2 bilhões em ativos e negociado sob o código IDEF, busca “oportunidades de crescimento investindo em empresas que podem se beneficiar do aumento dos gastos governamentais com defesa e segurança em meio à fragmentação geopolítica e à competição econômica”, segundo descrição da própria gestora.
Guerra no Irã: Conteúdos falsos sobre o conflito nas redes focam em acusações sem provas e incentivam medo de ataque ao Brasil
Entre as maiores posições do fundo estão os conglomerados de defesa RTX, Lockheed Martin e Northrop Grumman, que têm o Departamento de Defesa americano como principal cliente, além da empresa de integração de dados Palantir. Tanto a BlackRock quanto a Morgan Stanley se recusaram a comentar o caso.
O FT afirmou que o investimento discutido pelo corretor não chegou a se concretizar porque o fundo, lançado em maio do ano passado, ainda não estava disponível para clientes do Morgan Stanley. Embora ETFs sejam projetados para serem comprados e vendidos com a mesma facilidade de uma ação, a expansão desse tipo de produto fez com que muitas corretoras oferecessem apenas parte dos mais de 14 mil ETFs existentes.
Não se sabe se o corretor posteriormente encontrou um fundo alternativo focado em defesa para realizar o investimento. ETFs são populares entre investidores individuais por, em geral, oferecerem taxas mais baixas, tratamento tributário mais favorável e maior agilidade na negociação em comparação com fundos mútuos.
Entenda: EUA já têm mais de 50 mil soldados no Oriente Médio, e Pentágono se prepara para semanas de operações terrestres
Listado na Nasdaq, uma das principais bolsas de valores dos EUA, o fundo IDEF subiu 28% no último ano, mas não acompanhou a guerra no Oriente Médio e recuou quase 13% no último mês. Embora o fato de a abordagem à BlackRock ter sido abortada possa ter evitado perdas de curto prazo, diz o FT, a disposição do corretor de Hegseth de realizar o investimento no momento em que a Defesa se preparava para lançar uma campanha militar em larga escala deve gerar controvérsia.
Figura central
As discussões sobre o investimento em defesa ocorrem em um momento em que analistas de Wall Street vêm examinando negociações realizadas em mercados financeiros e de previsão antes de decisões tomadas pelo governo do presidente Donald Trump. Hegseth tem sido uma figura central no esforço de guerra contra o Irã e um dos mais vocais defensores do ataque dentro da administração, com o próprio presidente citando o secretário como a primeira pessoa em seu círculo de segurança nacional a pressionar pela guerra.
Antes de assumir o cargo, Hegseth trabalhou como apresentador da rede conservadora Fox News. De acordo com formulário de divulgação apresentado para sua confirmação no Senado, ele recebeu US$ 4,6 milhões em salário entre 2022 e 2024. Também ganhou quase US$ 500 mil em adiantamentos por dois livros nesse período e entre US$ 100.001 e US$ 1 milhão em royalties por cada um, além de quase US$ 900 mil em honorários por palestras.
Sua divulgação financeira mais recente, publicada em junho de 2025, mostrou que o secretário de Defesa vendeu ações de 29 empresas diferentes, com valores entre US$ 1.001 e US$ 50 mil cada. Em seu perfil no X, Hegseth não comentou o assunto, mas compartilhou a publicação do porta-voz do Pentágono negando a alegação.
Entenda: Sob Hegseth, Departamento de Defesa dos EUA deixa civis em segundo plano para priorizar ‘letalidade máxima’
Missão militar: Trump diz a assessores que está disposto a encerrar guerra contra Irã sem reabrir Estreito de Ormuz
“Essa alegação é totalmente falsa e fabricada. Nem o secretário Hegseth nem qualquer um de seus representantes procurou a BlackRock para qualquer investimento desse tipo. Este é mais um ataque infundado e desonesto, concebido para induzir o público ao erro. Exigimos uma retratação imediata”, escreveu. “O secretário Hegseth e o Departamento de Guerra permanecem firmes em seu compromisso com os mais altos padrões éticos e com a estrita observância de todas as leis”.
Initial plugin text
Citando fontes anônimas com conhecimento do assunto, o Financial Times publicou que, em fevereiro, um corretor ligado a Hegseth no Morgan Stanley, empresa global de serviços financeiros, entrou em contato com a BlackRock, uma das principais empresas de gestão de ativos e investimentos do mundo, para discutir um investimento multimilionário no fundo Defense Industrials Active ETF. O movimento foi feito pouco antes de Washington lançar sua ação militar contra o Irã.
A consulta em nome do potencial cliente de alto perfil foi sinalizada internamente na BlackRock, disseram as fontes. O fundo em questão, com cerca de US$ 3,2 bilhões em ativos e negociado sob o código IDEF, busca “oportunidades de crescimento investindo em empresas que podem se beneficiar do aumento dos gastos governamentais com defesa e segurança em meio à fragmentação geopolítica e à competição econômica”, segundo descrição da própria gestora.
Guerra no Irã: Conteúdos falsos sobre o conflito nas redes focam em acusações sem provas e incentivam medo de ataque ao Brasil
Entre as maiores posições do fundo estão os conglomerados de defesa RTX, Lockheed Martin e Northrop Grumman, que têm o Departamento de Defesa americano como principal cliente, além da empresa de integração de dados Palantir. Tanto a BlackRock quanto a Morgan Stanley se recusaram a comentar o caso.
O FT afirmou que o investimento discutido pelo corretor não chegou a se concretizar porque o fundo, lançado em maio do ano passado, ainda não estava disponível para clientes do Morgan Stanley. Embora ETFs sejam projetados para serem comprados e vendidos com a mesma facilidade de uma ação, a expansão desse tipo de produto fez com que muitas corretoras oferecessem apenas parte dos mais de 14 mil ETFs existentes.
Não se sabe se o corretor posteriormente encontrou um fundo alternativo focado em defesa para realizar o investimento. ETFs são populares entre investidores individuais por, em geral, oferecerem taxas mais baixas, tratamento tributário mais favorável e maior agilidade na negociação em comparação com fundos mútuos.
Entenda: EUA já têm mais de 50 mil soldados no Oriente Médio, e Pentágono se prepara para semanas de operações terrestres
Listado na Nasdaq, uma das principais bolsas de valores dos EUA, o fundo IDEF subiu 28% no último ano, mas não acompanhou a guerra no Oriente Médio e recuou quase 13% no último mês. Embora o fato de a abordagem à BlackRock ter sido abortada possa ter evitado perdas de curto prazo, diz o FT, a disposição do corretor de Hegseth de realizar o investimento no momento em que a Defesa se preparava para lançar uma campanha militar em larga escala deve gerar controvérsia.
Figura central
As discussões sobre o investimento em defesa ocorrem em um momento em que analistas de Wall Street vêm examinando negociações realizadas em mercados financeiros e de previsão antes de decisões tomadas pelo governo do presidente Donald Trump. Hegseth tem sido uma figura central no esforço de guerra contra o Irã e um dos mais vocais defensores do ataque dentro da administração, com o próprio presidente citando o secretário como a primeira pessoa em seu círculo de segurança nacional a pressionar pela guerra.
Antes de assumir o cargo, Hegseth trabalhou como apresentador da rede conservadora Fox News. De acordo com formulário de divulgação apresentado para sua confirmação no Senado, ele recebeu US$ 4,6 milhões em salário entre 2022 e 2024. Também ganhou quase US$ 500 mil em adiantamentos por dois livros nesse período e entre US$ 100.001 e US$ 1 milhão em royalties por cada um, além de quase US$ 900 mil em honorários por palestras.
Sua divulgação financeira mais recente, publicada em junho de 2025, mostrou que o secretário de Defesa vendeu ações de 29 empresas diferentes, com valores entre US$ 1.001 e US$ 50 mil cada. Em seu perfil no X, Hegseth não comentou o assunto, mas compartilhou a publicação do porta-voz do Pentágono negando a alegação.









