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O nepalês Dawa Sherpa, de 57 anos, relatou como sobreviveu sozinho por uma semana nas encostas do Monte Everest, incluindo três dias preso em uma fenda glacial, após desaparecer durante uma descida da montanha mais alta do mundo.
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— Estou muito feliz por ter voltado. Pensei que fosse morrer lá — disse à AFP enquanto se recupera em Katmandu, capital do Nepal.
Dawa Sherpa foi encontrado em 4 de junho perto do acampamento-base do Everest, a 8.849 metros de altitude, após passar uma semana desaparecido. Conhecido pelo apelido de Hillary, em homenagem ao alpinista Edmund Hillary, ele trabalhava como cozinheiro para uma empresa de expedições, mas foi escalado para substituir um guia durante a temporada de ascensões.
Guia nepalês que sobreviveu após seis dias desaparecido no Everest deixa UTI e já consegue se alimentar
AFP
Segundo o relato, ele alcançou a região conhecida como Balcony, a cerca de 8.400 metros de altitude, em 28 de maio. Durante a descida, começou a ficar sem oxigênio.
— Eu disse para ele continuar, que eu o alcançaria depois. Mas quando meu oxigênio acabou, eu já não conseguia mover nem as mãos nem os pés — relata.
Após ficar pendurado por cerca de 30 minutos em uma corda de segurança, ele conseguiu chegar sozinho a uma barraca abandonada, onde encontrou macarrão instantâneo.
— Comi um pouco e isso me ajudou a recuperar a lucidez.
Dias sozinho na montanha
Depois de passar a noite no Acampamento 3, a cerca de 7.100 metros de altitude, Dawa Sherpa continuou a descida no dia seguinte.
Sobrevivente do Everest, Dawa Sherpa, caminha com apoio durante sua recuperação em Katmandu; montanhista nepalês passou seis dias no monte de características severas
Prakash Mathema / AFP
Enquanto isso, integrantes da expedição haviam alertado as equipes de resgate sobre seu desaparecimento. No entanto, ele não conseguiu pedir ajuda porque o telefone via satélite não funcionava e as baterias do rádio comunicador estavam descarregadas.
Ao chegar à Cascata de Gelo de Khumbu, um dos trechos mais perigosos da rota, sofreu um novo acidente.
— Escorreguei e caí de uma escada, ficando pendurado ali por muito tempo — conta o nepalês.
Ele carregava uma mochila de 28 quilos com cilindros de oxigênio vazios e sacos de dormir. Exausto, soltou a carga e acabou caindo em uma fenda glacial.
— Bati a cabeça, mas caí sobre uma superfície plana.
Ferido e isolado, sobreviveu com biscoitos, chocolate congelado e café liofilizado que encontrou nos bolsos da jaqueta.
— Não tinha água quente, então quebrei gelo para molhar a boca — diz.
Avalanche ajudou no resgate
Em 3 de junho, um helicóptero sobrevoou a região, mas Dawa Sherpa estava no fundo da fenda e não conseguiu ser visto.
— Eu sabia que havia chegado um helicóptero, ouvia o barulho, mas não conseguia vê-lo.
Sem conseguir escalar as paredes lisas do local, ele passou dois dias preso na fenda.
— Eu me perguntava se iria viver ou morrer, apenas esperando que alguém viesse me resgatar. Mas ninguém veio. Foi uma avalanche que chegou para me salvar.
Segundo o nepalês, a avalanche preencheu parte da fenda com neve, permitindo que ele encontrasse apoio para sair.
— Foi muito difícil; levei pelo menos uma hora, me segurando no gelo e usando os crampons para ganhar apoio — explica.
Depois de alcançar novamente a rota de escalada, encontrou uma corda e conseguiu se arrastar até as proximidades do acampamento-base.
Na manhã de 4 de junho, foi localizado por integrantes do Sagarmatha Pollution Control Committee (SPCC), grupo responsável pela manutenção das rotas do Everest.
— Fiquei muito feliz ao vê-los; então pensei que iria sobreviver.
Dawa Sherpa foi levado de helicóptero para Katmandu, onde recebeu tratamento para congelamento, desidratação e uma fratura no fêmur.
Sua sobrevivência gerou comemoração entre montanhistas, mas também críticas de familiares e integrantes da comunidade himalaia à demora para localizá-lo. O governo do Nepal abriu uma investigação sobre o caso.
Questionado sobre a possibilidade de voltar ao Everest, ele foi direto:
— Não voltarei à alta montanha; talvez apenas para fazer algumas trilhas.

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Ao prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar o caso de uma arma de fogo apreendida em blitz com um de seus seguranças, o ex-presidente Jair Bolsonaro disse que em momento algum houve intenção de descumprir a lei.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou o depoimento realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, o ex-presidente confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após constatar que ela não funcionava.

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Em uma postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal” e que tratou o episódio como “criminalmente acromático”, ou seja, sem relevância penal.

A defesa de Bolsonaro disse ainda que o ex-presidente já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

O advogado reiterou que a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, a arma “deveria, de fato, estar em seu endereço”.

“Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”, conclui o post.

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Apreensão

A arma foi apreendida em 15 de junho, quando um automóvel foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga, região administrativa do DF.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.

Ao intimar a defesa a prestar esclarecimentos, o ministro Alexandre de Moraes questionou “por que às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento”.

Moraes deve decidir nesta quinta-feira (25) se a prisão domiciliar será mantida.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e cumpre prisão domiciliar temporária desde o dia 27 de março deste ano.

 

O maquinista que morreu na colisão entre dois trens no condado de Bedfordshire, no Reino Unido, avançou um sinal vermelho instantes antes do acidente que deixou 162 feridos na última sexta-feira. A informação consta em um relatório preliminar divulgado pela Rail Accident Investigation Branch (RAIB), órgão responsável por investigar acidentes ferroviários no país.
Segundo os investigadores, o trem conduzido por Shaun Burton, de 60 anos, seguia em direção a Londres quando passou por um sinal vermelho próximo ao local da colisão, em Elstow, nos arredores de Bedford, por volta das 17h15 (horário local). O relatório ressalta, porém, que ainda não é possível determinar qual alerta foi recebido pelo maquinista por meio do Sistema Automático de Aviso (AWS), equipamento de segurança instalado na composição.
A investigação também concluiu que o trem que estava parado na via interrompeu a viagem de forma inesperada devido a uma falha em seu próprio sistema AWS. Dados analisados pela RAIB indicam que o sinal localizado atrás da composição estacionada permanecia vermelho no momento do acidente.
O relatório aponta ainda quevo trem que partiu da cidade de Corby trafegava a cerca de 122 km/h quando ultrapassou o sinal vermelho. Os freios foram acionados aproximadamente nove segundos antes da colisão. No momento do impacto, a velocidade havia sido reduzida para cerca de 79 km/h.
A RAIB informou que a investigação completa analisará as ações dos profissionais envolvidos e eventuais fatores que possam ter influenciado o acidente. O secretário-geral do sindicato dos maquinistas ASLEF, Dave Calfe, afirmou que a colisão poderia ter sido evitada caso houvesse no trecho um Sistema de Proteção e Alerta de Trens (TPWS), tecnologia que aciona automaticamente os freios quando uma composição ultrapassa um sinal de parada.
Segundo a Polícia de Transportes Britânica, 53 pessoas permanecem hospitalizadas e oito delas estão em estado crítico. O ainda primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, lamentou a morte do maquinista e prestou solidariedade à família da vítima durante pronunciamento na Câmara dos Comuns. O Rei Charles III também prestou solidariedade.
— Seus pensamentos e condolências estão com a família do falecido e com todos os feridos ou afetados por um incidente tão trágico — afirmou o representante da Casa Real.
O desaparecimento misterioso do mágico e mentalista Daniel Hidden teve um desfecho trágico. O jovem de 26 anos, que estava desaparecido desde 14 de junho, foi encontrado morto nesta quarta-feira em uma área de mata no Parque Nacional Mount Cougal, no estado de Queensland, na Austrália. A descoberta encerrou uma grande operação de buscas que mobilizou policiais, bombeiros, voluntários, drones e até integrantes das Forças de Defesa Australianas.
Hidden foi visto pela última vez deixando sua residência em Broadbeach, na Gold Coast, por volta das 3h da manhã de 14 de junho. Ele dirigia um Hyundai Santa Fe prata e rebocava um trailer para uma viagem de camping. Segundo familiares, seu telefone foi desligado poucas horas depois, por volta das 6h, e desde então ele não fez mais contato.
Mágico Daniel Hidden foi encontrado morto na Austrália
Reprodução | Facebook e Instagram
A mãe do artista Faranak Jamshidi, o descreveu como uma pessoa forte e familiarizada com a região, que, segundo ela, era um de seus lugares favoritos para visitar, no entanto, ela disse que o filho “não estava agindo como de costume” quando o viu pela última vez, segundo o portal de notícias australiano Sky News. Ela também revelou que o filho tinha tatuagens no corpo com as coordenadas geográficas de um local próximo à área onde as buscas estavam sendo realizadas.
Além das tatuagens, outros mistérios envolvem o desaparecimento do mágico, cujo nome artístico “Hidden” significa “escondido”. Uma mensagem enigmática exibida em seu site — “Transformation requires disappearance” (“Transformação requer desaparecimento”) — alimentou especulações de que poderia fazer parte de um truque de ilusionismo durante os dias em que esteve desaparecido. As autoridades, no entanto, nunca confirmaram qualquer ligação entre a frase e o caso.
Localização do corpo
Dois dias após o desaparecimento, a polícia encontrou o veículo e o trailer estacionados em um estacionamento na região de Currumbin Valley, próximo a uma extensa área de floresta e trilhas. A partir daí, as buscas foram intensificadas em uma região de terreno acidentado e mata densa. Mais de cem pessoas participaram da operação ao longo de quase duas semanas.
Após a localização do corpo, por volta das 11h desta quarta, o inspetor interino Brett Jackson afirmou que familiares estavam no local e ficaram devastados com a notícia. A polícia informou que a morte não está sendo tratada como suspeita neste momento. O caso seguirá sob investigação, e um relatório será encaminhado ao legista responsável.
Conhecido na cena de entretenimento do sudeste de Queensland, Hidden realizava apresentações de mentalismo e ilusionismo interativo. Segundo familiares, embora gostasse de fazer viagens sozinho e fosse experiente em trilhas, seu desaparecimento foi considerado incomum, já que ele costumava manter contato frequente durante essas jornadas.
A onda de calor extremo provocada pelo “domo de calor” que se estabeleceu sobre a Europa fez com que ao menos 94 milhões de pessoas enfrentassem temperaturas acima dos 35ºC nesta quarta-feira, sobretudo na França e na Espanha. O fenômeno climático, intensificado pela formação de um super El Niño no Pacífico sul e por condições especiais no Atlântico norte, provocou uma série de alertas por parte das autoridades, que temem as consequências extremas como incêndios florestais e mortes por calor.
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O cálculo das quase 100 milhões de pessoas enfrentando calor intenso foi feito em uma projeção da AFP, com base na análise das previsões do serviço meteorológico alemão e projeções populacionais do Centro Comum de Pesquisa da União Europeia de 2025. Ainda de acordo com a mesma projeção, o total de pessoas enfrentando temperaturas acima dos 30ºC chega a mais de 350 milhões, excluindo a Turquia — o que representa quase dois terços da população europeia.
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À medida que o dia avançava, as cidades de todo o continente foram sentindo os efeitos práticos das altas temperaturas. Termômetros em Nantes, na França, registraram 41°C por volta das 13h (8h em Brasília) — o que fez a cidade ser a mais quente do continente ao menos momentaneamente. Outras cidades francesas, como Bordeaux (39,3ºC), Toulouse e Paris (ambas, 37ºC) tiveram calor intenso.
— Estamos sufocando — disse Nordine El Kaouri, de 48 anos, trabalhador da indústria automotiva em uma fábrica da Renault em Douai, no norte da França. — Sentimos ondas de calor. Algumas pessoas até desmaiam às vezes. É extremamente, extremamente difícil manter o ritmo de trabalho.
O governo francês, que já havia liberado algumas áreas designadas dos canais de Paris para banho, anunciou o fechamento temporário de atrações turísticas — incluindo o Museu do Louvre e a Torre Eiffel — e o fechamento ou adaptação de 6 mil escolas para lidar com o calor. Alertas sobre possíveis interrupções no transporte ferroviário também foram emitidos, uma vez que há risco de deformação dos trilhos.
Uma pessoa usa um leque para se refrescar enquanto viaja de ônibus durante uma onda de calor em Londres
Toby Shepheard/AFP
Medidas similares foram anunciadas do Reino Unido à Belgica, também atingidos pela onda de calor. Na Espanha, Bilbao registrou os mesmos 39,3ºC de Bordeaux, enquanto Stuttgart (Alemanha) e Londres viram os ponteiros chegarem a 33ºC nesta quarta-feira. Na maioria desses casos, os efeitos do calor são agravados pelo fato de edifícios e infraestruturas não serem projetados para suportar altas temperaturas.
Em um canteiro de obras em Londres, o eletricista Harrison Hammond, de 29 anos, disse que os chefes orientaram os funcionários a levarem o calor a sério, mas que a situação foi “bem diferente” durante a viagem de trem para casa, em Essex, a leste da capital britânica, na noite de terça-feira.
— Eles não ligaram o ar-condicionado. Todo mundo estava realmente sofrendo — disse a AFP.
Janelas cobertas por lençóis na tentativa de refletir o calor, enquanto a França enfrenta uma onda de calor, em Nantes, no oeste da França
Sebastien Salom-Gomis/AFP
Ao contrário de países tropicais, a instalação de aparelhos de ar-condicionado em residências e mesmo em alguns espaços comunitários, como escolas, não é uma constante em países europeus. Apesar disso, o aumento da temperatura global e as frequentes ondas de calor dos últimos anos estão mudando o cenário, mesmo onde havia certa resistência. Em lares franceses, a taxa de instalação de ar-condicionado aumentou um terço em dois anos, passando de 18% em 2023 para 24% em 2025, segundo a Agência para a Transição Ecológica.
Ativistas ambientais, que apontam o custo energético da popularização dos aparelhos, estão em disputa aberta com quem defende o direito da população buscar conforto térmico, diante de uma mudança estrutural dos padrões climáticos — cientistas apontam que a atual onda de calor foi “significativamente agravada pelas mudanças climáticas induzidas pela ação humana”.
Europa bate recordes de temperatura com ‘domo de calor’
Arte/O GLOBO
Temperaturas recorde ainda são esperadas à medida que o “domo de calor” se move para o leste da Europa. O serviço meteorológico da Polônia emitiu alertas de calor de alto nível para a parte oeste do país entre quinta-feira e sábado, prevendo que as temperaturas poderão superar o recorde de 40,2°C estabelecido em 1921.
A popular costa do Mar Adriático, na Croácia, também foi colocada sob alerta vermelho para sexta-feira e sábado, enquanto a Hungria informou que adotará o nível máximo de alerta entre sábado e terça-feira. (Com AFP)
Um vídeo que circula nas redes sociais e foi publicado pelo criador de conteúdo David Early mostra momentos de tensão vividos por visitantes do parque Six Flags Over Georgia, nos Estados Unidos, após a atração SkyScreamer interromper o funcionamento quando os passageiros estavam a cerca de 80 metros de altura. O incidente ocorreu no domingo (14) e deixou dezenas de pessoas suspensas no ar por aproximadamente dez minutos.
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Nas imagens, é possível ouvir relatos de medo e nervosismo entre os ocupantes do brinquedo. Segundo Early, que estava entre os passageiros, a situação provocou pânico em parte do grupo. Em entrevista à emissora WSB-TV, ele afirmou que a experiência foi assustadora.
Assista:
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— Para nós, ficar pendurados lá em cima, simplesmente presos, foi muito, muito assustador — relatou.
Pânico durante a paralisação
De acordo com o criador de conteúdo, algumas crianças começaram a chorar enquanto aguardavam a retomada da operação da atração. Ele contou ainda que uma amiga entrou em desespero durante a espera.
— Ela começou a entrar em pânico, a ficar com medo e a chorar. Então comecei a orar a Deus, a Jesus Cristo, para ter certeza de que tudo ficaria bem — disse.
Após cerca de dez minutos, o brinquedo voltou a funcionar e os passageiros retornaram ao solo sem ferimentos. Inicialmente, a Six Flags sugeriu que as imagens divulgadas online poderiam ter sido gravadas em outro período, mas posteriormente confirmou que houve uma paralisação da atração na data mencionada.
Nas imagens, é possível ouvir relatos de medo e nervosismo entre os ocupantes do brinquedo
Redes Sociais
Em nota, a empresa informou que o equipamento apresentou uma falha técnica comparável ao alerta de verificação de motor em veículos. Segundo a companhia, os sistemas de segurança operaram conforme o previsto durante todo o incidente.
“A segurança dos nossos visitantes e membros da equipe é uma prioridade máxima. O sistema de segurança funcionou conforme projetado, mantendo todos os visitantes em segurança”, afirmou um porta-voz.
Um adolescente de 13 anos caiu da atração Tiana’s Bayou Adventure, na Disney, após sair de um veículo em movimento e despencar pela queda d’água de aproximadamente 15 metros do brinquedo. O incidente ocorreu no domingo no Disneyland Resort, em Anaheim, na Califórnia, e foi registrado por um vídeo gravado por celular.
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As imagens, divulgadas inicialmente pelo TMZ e verificadas pela NBC News, mostram o garoto girando enquanto desce pela queda d’água logo atrás de um dos veículos da atração ocupado por visitantes.
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Segundo a Disneyland, um funcionário interrompeu imediatamente o funcionamento do brinquedo ao perceber o ocorrido. O adolescente foi levado a um hospital da região para avaliação médica por precaução e recebeu alta posteriormente.
‘Como uma boneca de pano’
Uma testemunha identificada apenas como Paul afirmou que estava próxima à atração quando ouviu alguém gritar. Ao verificar o que havia acontecido, conversou com o neto, que presenciou a queda.
— Como uma boneca de pano — relatou o menino ao descrever a forma como o adolescente desceu pela atração.
Após o incidente, Paul registrou uma fotografia que mostrava visitantes reunidos na parte inferior do brinquedo observando a área da queda.
Investigação não encontrou falhas
O caso foi analisado pela Divisão de Segurança e Saúde Ocupacional da Califórnia, órgão responsável pela fiscalização de brinquedos em parques de diversão do estado.
Segundo a porta-voz da divisão, Katherine Wzorek, a investigação não identificou problemas no funcionamento da atração.
A Tiana’s Bayou Adventure voltou a operar normalmente após o incidente. De acordo com a Disneyland, o funcionamento regular do brinquedo foi retomado nesta terça-feira.
Inaugurada em 2024, a atração substituiu a antiga Splash Mountain e é inspirada no filme de animação A Princesa e o Sapo. O parque fica em Anaheim, a cerca de 65 quilômetros de Los Angeles.
Uma briga generalizada interrompeu a fila da alfândega de um cruzeiro na Flórida e terminou com 16 passageiros banidos antes mesmo do início da viagem. A confusão ocorreu na segunda-feira, antes de um passeio da empresa Carnival Cruises com destino às Bahamas.
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Veja vídeo:
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Imagens registradas no local mostram a pancadaria se espalhando pela área de embarque, com grupos menores e duplas trocando socos enquanto outros passageiros tentavam se afastar para não serem atingidos. Em um dos momentos, duas mulheres aparecem agarradas pelos cabelos, sem que nenhuma delas solte a outra.
Enquanto as duas tentavam ganhar vantagem, um homem entrou no tumulto para tentar separá-las. Seguranças e policiais também aparecem tentando conter a briga, mas as mulheres continuaram se arrastando pela área da alfândega. Ao fundo, outros envolvidos trocaram socos e arremessaram malas e objetos uns contra os outros.
Em seguida, um segundo homem entrou na confusão entre as duas mulheres, que ainda estavam presas uma à outra pelos cabelos. Ele passou a desferir socos contra uma delas, atingindo-a no rosto, na cabeça e no tronco, até ser afastado por outros homens. A agressão fez a briga se intensificar, levando mais pessoas a se envolverem.
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A confusão continuou por pelo menos mais dez segundos, até que seguranças conseguiram separar os envolvidos. Ao fim da pancadaria, a área da alfândega ficou em meio ao caos, com malas e outros itens espalhados pelo chão.
Autoridades informaram que a discussão, ocorrida no condado de Miami-Dade, envolveu duas famílias que já estavam em conflito. Não houve prisões nem apresentação de acusações, mas 16 passageiros envolvidos foram banidos e incluídos na lista de pessoas impedidas de embarcar em cruzeiros da Carnival Cruises, segundo um porta-voz da empresa.
De acordo com documentos judiciais vistos pela publicação, Lisa Horace, de 51 anos, e Tonya Nelson, de 58, começaram a se agredir com tapas depois que uma acusou a outra de estar na fila errada.
“Eu só sinto muito por estarmos aqui”, disse Nelson posteriormente ao juiz durante uma audiência.
A Carnival Cruises atrai um público variado por causa de seus cruzeiros econômicos pelo Caribe, com preços a partir de menos de US$ 200 (cerca de R$ 1 mil) por pessoa, segundo o site da companhia.
Um vídeo gravado por um drone registrou o momento em que um tubarão-branco seguiu de perto dois praticantes de stand up paddle na costa de Santa Barbara, na Califórnia, sem que eles percebessem o perigo. As imagens, captadas no último domingo, mostram o animal nadando atrás das pranchas enquanto a dupla permanece concentrada no trajeto.
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O episódio ganhou um tom ainda mais inusitado porque os próprios remadores haviam saído em busca do tubarão após ouvirem relatos de um avistamento na região. Para ajudá-los a localizar o animal, o tio de uma das praticantes levantou um drone e passou a acompanhar a movimentação do mar do alto.
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Durante a travessia, o operador do equipamento identificou o tubarão e orientou os dois a retornarem imediatamente para a praia. Eles, no entanto, acreditaram que haviam passado longe do animal e só descobriram o que realmente aconteceu ao assistir às imagens depois de deixar a água.
— Remamos bem para longe. Ele disse que tinha visto alguma coisa e que precisávamos voltar para a costa imediatamente. Mas eu não vi nada porque estava olhando para a frente e remando. Então não sabia o que ele tinha visto nem o tamanho daquilo. Só fomos direto para a praia. Foi um pouco assustador — contou Kayla Ross.
As gravações revelam que o tubarão não apenas cruzou o caminho dos esportistas, mas os acompanhou por parte do percurso, permanecendo a poucos metros das pranchas. Apesar da proximidade, o animal não tentou atacar nem fez qualquer contato com a dupla.
Mesmo após o susto, Ross afirmou que não pretende abandonar a atividade. Segundo ela, saiu duas vezes ao mar na tentativa de encontrar o tubarão e repetiria a experiência, dizendo que espera ver um exemplar ainda maior em uma próxima oportunidade.
Uma mãe de 26 anos morreu após uma colisão entre jet skis nas águas próximas a Manhattan, em Nova York, na noite de sábado (20). A vítima, identificada como Zielissa Vargas, sofreu ferimentos graves e foi levada a um hospital no Harlem, mas não resistiu, informou o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD).
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De acordo com as autoridades, Vargas estava em uma moto aquática acompanhada de um homem de 26 anos quando a embarcação colidiu com outro jet ski ocupado por Yeisson Reyes-Rodriguez, de 27 anos, e uma mulher de 28 anos. Após o acidente, Reyes-Rodriguez foi detido sob suspeita de conduzir a embarcação sob efeito de álcool.
Acusações e investigação
Segundo documentos apresentados pelos promotores, o grupo teria consumido bebidas alcoólicas na Ilha de Randall durante o festival musical Fish Fry antes do acidente. O teste do bafômetro indicou que Reyes-Rodriguez possuía concentração de álcool no sangue de 0,141%, acima do limite legal de 0,08%.
Ainda de acordo com a investigação, o suspeito relatou aos agentes que havia ingerido três drinques e afirmou que não viu o jet ski de Vargas devido à escuridão. Inicialmente acusado por condução sob efeito de álcool, ele passou a responder também por homicídio culposo e homicídio culposo no trânsito no dia seguinte ao acidente.
Reyes-Rodriguez foi encaminhado ao Centro Eric M. Taylor, na Ilha Rikers, e posteriormente liberado mediante pagamento de fiança de US$ 25 mil. Ele se declarou inocente durante a audiência inicial e deverá retornar à Justiça de Nova York nos próximos dias.
Comoção da família
Nascida na República Dominicana, Vargas imigrou para os Estados Unidos ainda jovem. Ela era mãe de uma criança de um ano e trabalhava como auxiliar de ônibus em uma creche infantil.
Em entrevista ao jornal New York Daily News, familiares lamentaram a perda. A mãe da vítima a descreveu como uma pessoa “boa e gentil”. Já o irmão, Uziel Vargas, ressaltou o impacto da morte repentina.
— Ela era uma mulher linda e carismática que iluminava qualquer lugar por onde passava. É muito difícil. Muito difícil — afirmou.
Ele também destacou que a irmã era dedicada à família e aos amigos.
— Ela era uma jovem mãe cheia de vida. Gostava de estar com amigos e familiares. Partiu cedo demais.
A família informou ainda que enfrentou dificuldades para realizar a identificação formal da vítima nos dias seguintes ao acidente.
Um ex-pastor de jovens de Las Vegas foi preso sob acusação de assassinato e fraude de seguro quase duas décadas após a morte da esposa durante uma trilha no Parque Nacional de Zion, no estado de Utah, nos Estados Unidos. David Vander Meer, de 49 anos, foi detido nesta segunda-feira (22) e aguarda audiência judicial marcada para esta quinta-feira.
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Caso de mulher desaparecida há 39 anos nos EUA ganha novo capítulo em mistério que intriga investigadores
A vítima, Bernadette Vander Meer, morreu em 22 de agosto de 2006 após cair de um penhasco na região de Angel’s Landing, um dos pontos mais conhecidos do parque. À época, o caso foi tratado como um acidente. No entanto, autoridades afirmam que a investigação foi limitada e que persistiram dúvidas sobre as circunstâncias da morte, segundo informações divulgadas pela emissora ABC4.
Os pais de Bernadette sempre contestaram a versão apresentada pelo marido. Em entrevista ao Las Vegas Review-Journal, a mãe da vítima, Laura Gudenkauf, afirmou que a filha cogitava encerrar o casamento por causa de uma suposta infidelidade do marido.
— Ela disse a ele que, se não mudasse, pediria o divórcio — declarou.
O pai, Richard Gudenkauf, também afirmou nunca ter acreditado na hipótese de acidente.
— Eu fazia muitas trilhas com ela. Ela era uma cabra montesa. Cair de um penhasco? De jeito nenhum — disse.
Denúncias levaram à reabertura do caso
Segundo documentos judiciais citados pelo Daily Mail, Vander Meer relatou aos investigadores que fotografava a esposa durante o nascer do sol quando ouviu seus gritos e a viu desaparecer do penhasco. A versão, porém, passou a ser questionada após novas denúncias recebidas pelas autoridades em 2022.
Uma ex-integrante do grupo de jovens da igreja, identificada apenas pelas iniciais SH, afirmou ter mantido um relacionamento sexual com Vander Meer entre os 16 e os 20 anos de idade. De acordo com o depoimento, o então pastor teria usado sua posição de liderança para aliciá-la e chegou a afirmar que a única forma de os dois ficarem juntos seria se Bernadette não estivesse mais viva.
A mulher também relatou que encerrou o relacionamento em agosto de 2006, apenas um dia antes da viagem do casal a Utah. Poucos meses após a morte de Bernadette, os dois retomaram o relacionamento e se casaram em 2008.
Os investigadores apontam ainda que o casal havia ampliado recentemente suas apólices de seguro de vida, elevando a cobertura de US$ 150 mil para US$ 600 mil cada. Após a morte da esposa, Vander Meer recebeu aproximadamente US$ 567 mil em indenização, valor que, segundo a acusação, passou a financiar um estilo de vida considerado extravagante.
A retomada das investigações ganhou força em 2025, quando o ex-superior de Vander Meer na igreja, o pastor Barry Diamond, procurou as autoridades para relatar suspeitas sobre a morte de Bernadette e sobre supostos relacionamentos impróprios mantidos pelo ex-pastor com integrantes do grupo de jovens. A partir de novos depoimentos, promotores concluíram que havia elementos suficientes para apresentar as acusações de homicídio e fraude de seguro.
Descrita em seu obituário como uma pessoa dedicada à família, à fé e à música, Bernadette atuava como líder de louvor na igreja frequentada pelo casal. Vinte anos após sua morte, o caso volta ao centro das atenções com a expectativa de que a Justiça esclareça as circunstâncias que cercaram a queda fatal em Zion.

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